PATRÍCIA PASQUINI
FOLHAPRESS
O estado de São Paulo confirmou o 15º caso de sarampo em 2026. O novo caso é de uma criança entre um e dois anos, moradora de Guarulhos, região metropolitana. A Secretaria Estadual da Saúde divulgou esta informação.
Dos outros casos, 12 são do município de São Paulo e 2 de São Bernardo do Campo, na região do ABC. No ano passado, apenas dois casos foram registrados em São Paulo, ambos na capital.
O sarampo é uma doença que se espalha facilmente, transmitida pelo ar, principalmente em locais fechados e com muitas pessoas. Os sintomas comuns são febre alta, tosse, coriza, olhos vermelhos e manchas vermelhas na pele, que aparecem de 7 a 14 dias após a contaminação.
As crianças menores de cinco anos, especialmente bebês com menos de um ano, têm maior risco de complicações graves. A pneumonia é a principal causa de morte nesta faixa etária.
A Secretaria da Saúde alerta para a importância da dose zero da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias que vivem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Essa dose zero não substitui as vacinas do calendário nacional. A criança deve tomar a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente a tetraviral (que também previne contra varicela), aos 15 meses.
VACINAÇÃO
De 3 de agosto a 1º de setembro, pessoas de 6 meses a 59 anos podem se vacinar contra o sarampo em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos, mesmo que já tenham tomado vacina anteriormente. Não é necessário apresentar comprovante.
A recomendação é que essa faixa etária receba a vacina, mesmo que já tenha tomado as duas doses da tríplice viral. Trabalhadores das três cidades também devem se vacinar.
QUEM DEVE SE VACINAR CONTRA O SARAMPO
- Nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos
Dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.
Qualquer pessoa entre 6 meses e 59 anos, independentemente do histórico de vacinação, a partir de 3 de agosto. - Nos demais municípios do Brasil
O calendário nacional prevê duas doses: a primeira aos 12 meses (tríplice viral) e a segunda aos 15 meses (tetraviral).
Jovens de 1 a 29 anos devem ter as duas doses da tríplice viral, adultos entre 30 e 59 anos devem ter pelo menos uma dose. Profissionais de saúde precisam comprovar as duas doses, independentemente da idade.
