As 41 federações que formam a Concacaf decidiram, por unanimidade, nesta quinta-feira (30), não aceitar a proposta da Fifa de vender parte de suas operações comerciais da Copa do Mundo para investidores privados.
A proposta provocou muita discussão durante uma reunião com os presidentes das federações que fazem parte da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).
“Na reunião, os membros expressaram grande preocupação com a falta de transparência no processo da proposta, o curto prazo dado para análise e a ausência de aprovação pelos órgãos oficiais da Fifa”, disse a Concacaf em nota.
“Também questionaram a necessidade de investimento privado para apoiar novos projetos e os já existentes no programa Fifa Forward, especialmente depois da Copa do Mundo mais lucrativa da história da entidade”, afirmou o comunicado.
“O debate destacou a importância de ter mais clareza e uma gestão adequada”.
“Por esses motivos, a Concacaf e suas 41 associações membros rejeitaram a proposta”, reforçou a nota.
Logo após a Copa do Mundo da América do Norte, em 19 de julho, a Fifa anunciou a intenção de criar uma empresa para gerenciar suas atividades comerciais e atrair investidores externos, prometendo um investimento de 10 bilhões de dólares para o desenvolvimento do futebol.
A proposta recebeu críticas imediatas de líderes do futebol e da política, incluindo uma ameaça das 55 federações que compõem a Uefa de boicotar futuras competições da Fifa. A proposta também foi apresentada apenas 11 meses antes da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
A Concacaf já havia demonstrado “profunda preocupação com a falta de transparência” antes do comunicado oficial desta quinta-feira, que formalmente rejeitou o plano da entidade liderada por Gianni Infantino.
AFP
