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Candidatos do DF buscam parcerias com aliados nos municípios vizinhos

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A integração na região com projetos de desenvolvimento, transporte, segurança e saúde compõe promessas

Candidado Rodrigo Rollemberg(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

A busca por votos na corrida pelo Palácio do Buriti não se limita às extremidades do quadrilátero. Os candidatos à liderança do Executivo Local incluem nos planos de governo promessas relacionadas à população do Entorno do Distrito Federal e adicionam nas agendas de campanha visitas a municípios goianos. Entre os projetos estão a integração da mobilidade, a segurança, a saúde, a economia e até mesmo a criação de órgãos públicos para tratar de assuntos da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride-DF).

Não há dados que mostram quantos moradores do Entorno votam em Brasília, mas, entre novembro de 2016, após as eleições municipais, e maio deste ano, 13,8 mil pessoas transferiram o título de eleitor dos municípios goianos e mineiros da Ride para o DF, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). O município com mais pedidos de alteração é Valparaíso de Goiás, com 1,8 mil solicitações. Segundo especialistas ouvidos pelo Correio, isso decorre da dependência que essas regiões têm de Brasília, e uma identificação maior com o cenário político do DF.

O professor da Universidade Federal de Goiás e pós-doutor em ciências sociais Luiz Signates explica que o Entorno do DF é uma área com problema de identidade, por não se encaixar nas políticas públicas de nenhum lado da fronteira. “Boa parte trabalha ou estuda no DF, consolidando a noção de cidade-dormitório, assim o governo de Goiás é visto como longínquo e ausente”, explica. Na outra via, Luiz explica que os ocupantes do Palácio das Esmeraldas também mostram um quadro de desconhecimento sobre o Entorno. “E, para piorar, muitos detêm títulos eleitorais do DF, resultando numa população que preenche os espaços urbanos das cidades goianas, mas não fazem parte do eleitorado delas.”

O especialista aponta que, mesmo na mira de dois governos, a população não tem quem consiga resolver seus problemas. “Governadores de Goiás e do DF deveriam estabelecer programas comuns de atendimento à população das cidades dessa região, constituindo uma espécie de zona de compartilhamento de providências, destinadas à melhoria da qualidade de vida dessas populações.”

Palanque duplo 

Cinco candidatos ao GDF já visitaram municípios goianos. Para conseguir dialogar com o eleitorado misto que vota em duas unidades da federação, alguns concorrentes vão aos municípios acompanhados dos candidatos do partido para o Governo de Goiás. Miragaya (PT) caminhou pelo centro de Águas Lindas de Goiás com a candidata ao governo goiano, Kátia Maria (PT), e no domingo se reuniu com moradores do Novo Gama e Valparaíso.

“Na minha época na Codeplan, fizemos um estudo e 12 municípios do Entorno têm uma relação de consumo e trabalho direto com Brasília, como se fossem bairros, seguindo o modelo que temos dentro do DF com as nossas regiões administrativas”, afirma. O candidato defende propostas de desenvolvimento que atinjam às 1,3 milhão de pessoas que vivem na região. (Leia mais no quadro)

Fátima Sousa (Psol) visitou quatro municípios goianos. Tendo em vista que o estado vizinho elege candidatos de centro direita há quase quatro décadas, Fátima aposta na capacidade de convencimento para garantir parcerias. “O fato de sermos diferentes não significa que não vamos sentar à mesa para conversar. Sempre transitei por diferentes ambientes, sem deixar de lado as minhas defesas e ideias. Se eleita for, os convencerei que estou dizendo o que temos de melhor para a região”, afirmou.

Dividir as contas 

O deputado federal licenciado Rogério Rosso (PSD) esteve na Cidade Ocidental no fim de agosto e defendeu a criação de uma secretaria da região Metropolitana do DF, que incluiria também o Entorno. Mas o candidato acredita que isso será possível a partir de uma parceria com os governos de Goiás e Federal. “O DF não pode usar recurso próprio para incentivar a região vizinha.”

Para a comunicadora e professora de pós-graduação no UniCEUB, Jaqueline Buckstegge, não dá mais para o DF se exonerar da responsabilidade sobre o Entorno. “Os governantes precisam ter em mente os impactos a longo prazo que vamos ter no DF, se não trabalhamos a questão do Entorno agora. São duas regiões que hoje dependem uma da outra”, explica.

A especialista destaca a questão da mobilidade urbana, que aparece nas promessas de sete dos 10 candidatos. “No DF estamos começando a perceber que a mobilidade urbana é um enorme problema que chegou às nossas portas. Não vejo problema em fazer promessas para vias interestaduais, mas tem que ser vinculado a discussões e negociações entre o governo dos estados”, aponta.

Alexandre Guerra (Novo) já fez campanha em Águas Lindas de Goiás e Valparaíso de Goiás, e pretende voltar ao Entorno até o fim da campanha. Guillen (PSTU) teve reuniões com comunidades de sem-terra na fronteira entre Brazlândia e Águas Lindas de Goiás.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) ainda não visitou o Entorno durante as agendas de campanha, mas desde o começo do ano aproveitou as visitas às obras de Corumbá IV, em Valparaíso de Goiás e Luziânia, para destacar o exemplo de um trabalho conjunto com o governo vizinho, o qual afirmou que é a parceria mais frutífera em benefício à população da região. “Essa obra (Corumbá IV) é a maior demonstração de que quando governos de unidades da federação diferentes se unem ao governo federal e colocam os interesses da população acima de qualquer interesse pessoal e partidário, quem ganha é a população brasileira, a população de Brasília e a população de Goiás”.

A cada 4 anos, as promessas:

Criação de pólos de desenvolvimento, parcerias com os governos de Goiás e federal, projetos para a área de transporte são algumas das propostas dos candidatos ao Executivo para a região do Entorno. Conheça compromissos para os municípios vizinhos dos políticos que querem governar o Distrito Federal.

Alberto Fraga (DEM)

“No meu governo, vou criar pólos de desenvolvimento econômico com infraestrutura e mão de obra capacitada, como forma de gerar emprego, renda e arrecadação. Vou realizar convênios para interação e integração entre os órgãos de segurança pública do DF e do Entorno, com operações conjuntas, a fim de combater o alto índice de criminalidade da região.”

Alexandre Guerra (Novo)

“Vamos planejar um cinturão de desenvolvimento econômico com a presença de empresas e indústrias, que não são vocacionadas no Distrito Federal, para gerar renda e emprego nessas regiões. A nossa proposta é que essas regiões dependam menos do Distrito Federal e cresçam. Todas essas ações vão ser realizadas com a colaboração do governo dos estados vizinhos.”

Eliana Pedrosa (Pros)

“Em um primeiro momento, faríamos uma parceria com o governo de Goiás para fazer uma linha entre Luziânia e a Rodoferroviária de Brasília. Após isso, o plano é ampliar a linha até Formosa. Ainda na mobilidade urbana, queremos propor uma parceria para construir mais uma pista na BR-040, próximo a Valparaíso, para diminuir o congestionamento na região”

Fátima Sousa (PSOL)

“Vamos retomar o Conselho de Desenvolvimento da região do Entorno. Quero fazer um consórcio de cogestão no que se refere a área da saúde, que será uma agenda central. Temos também projeto de um trem que liga Luziânia ao DF, desafogando o trânsito da saída sul. Já nos primeiros dias de governo quero articular com o Ministério dos Transporte, das Cidades e com o Banco Mundial a captação de recursos para a obra”

General Paulo Chagas (PRP)

“Se eleito como governador não posso ignorar, como têm sido feitos os municípios que compõem a Ride. A articulação socioeconômica dessas populações guarda enorme potencial de crescimento, gerando emprego, renda e melhorando a qualidade de vida de seus habitantes. Inúmeras oportunidades poderão se concretizar, com destaque para as áreas de Transportes, Logística, Telecomunicações, Tecnologias, Recursos Hídricos, Energia, Saúde, Educação, Segurança Pública, Defesa Civil e Assistência Social”

Guillen (PSTU)

“Nosso programa tem foco na agricultura familiar, e podemos desenvolver um grande trabalho no Entorno. Essa ação não custa caro, e fará com que os alimentos se tornem mais baratos no DF. Na mobilidade, podemos usar as ferrovias federais que passam por Valparaíso e seguem até a antiga Rodoferroviária para desafogar o trânsito e diminuir os congestionamentos”

Ibaneis Rocha (MDB)

“A questão do Entorno vai ser resolvida a partir de um movimento que eu vou liderar no Congresso Nacional, criando a região metropolitana do DF. Só com um novo ordenamento jurídico poderemos vencer os entraves burocráticos que impedem que bens e serviços cheguem àquela população. Com a criação da região metropolitana, os serviços públicos poderão ser unificados, o bilhete único passará a valer para os moradores, haverá melhorias no sistema de saúde e em todo o atendimento”

Miragaya (PT)

“Defendo a institucionalização da região, que ocorreria a partir de aprovação dos dois governos. Com a institucionalização criamos um organismo de gestão metropolitana, que engloba o DF e o Entorno, e poderemos receber recursos federais direcionados para toda a área. A partir disso, o desafio será equacionar os problemas e poder resolvê los com esses novos recursos”

Rodrigo Rollemberg (PSB)

“Estamos fazendo a maior obra de captação e tratamento de água em curso no Brasil em parceria com Goiás que é a obra de Corumbá. No próximo mandato vamos integrar as bacias do transporte coletivo com as cidades do Entorno, implantar o BRT ligando Santa Maria e Luziânia e apoiar a implantação do trem de média velocidade ligando Brasília a Goiânia”

Rogério Rosso (PSD)

“Vamos criar a Secretária da região Metropolitana, que inclui o Entorno. Com isso, vamos incentivar o desenvolvimento e aguardar as eleições do Goiás para propor uma agenda conjunta com o Governo Federal para a região. 200 mil pessoas moram em Goiás e trabalham aqui, se gerarmos emprego em seus municípios, vamos liberar vagas em Brasília.”

Fonte: PG Pedro Grigori – Especial para o Correio Brazilense

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      DF inicia vacinação itinerante de crianças contra covid-19

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      Prioridade é para as que estão de cama ou com dificuldade de locomoção

      © José Cruz/Agência Brasil

      O governo do Distrito Federal (DF) iniciou nesta segunda-feira (17) a vacinação itinerante de crianças contra a covid-19. A iniciativa é voltada para crianças de 5 a 11 anos que estejam de cama ou tenham dificuldade de locomoção.

      Para receber a imunização, a família da criança deve entrar em contato com a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de sua casa e solicitar que uma equipe vá fazer a aplicação.

      A campanha de vacinação infantil na capital do país começou neste domingo (16), com 11 postos abertos das 9h às 17h.

      Nesta etapa, têm prioridade crianças com comorbidades ou com deficiência permanente e sob tutela do Estado. Também estão incluídas crianças sem comorbidades, mas com pelo menos 11 anos completos.

      Entre as comorbidades, estão diabetes, pneumopatias graves, hipertensão arterial resistente, insuficiência cardíaca, síndromes coronarianas, miocardiopatias, doenças de aorta e grandes vasos, cardiopatias congênitas, doenças neurológicas e renais crônicas, obesidade mórbida, síndrome de down e cirrose hepática.

      Em cada posto de vacinação há três aplicadores, que se dividirão entre crianças com comorbidades, com deficiência permanente e sem comorbidades com idade até 11 anos.

      Os locais de vacinação estão listados no site da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

      Foram enviadas ao DF 16,3 mil doses. Estima-se que a capital federal tenha 268 mil crianças na faixa de 5 a 11 anos. Aquelas que tenham tomado outras vacinas devem esperar pelo menos 15 dias antes de buscar a imunização contra covid-19.

      Brasil

      O único imunizante autorizado para aplicação em crianças é o da Pfizer, e são necessárias duas doses, com intervalo de oito semanas. A dosagem é diferente da aplicada em adultos.

      Para receber a vacina, a criança precisa estar acompanhada dos pais ou responsáveis ou apresentar autorização destes por escrito.

      As primeiras doses do imunizante para crianças chegaram quinta-feira (13) ao Brasil. O primeiro lote, com 1,2 milhão de doses, foi enviado por avião e distribuído a estados e municípios. Nova remessa com mais 1,2 milhão de doses chegou neste domingo.

      Por Agência Brasil

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      Covid: 4ª dose de vacina não impede infecção por Ômicron, indica estudo

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      Estudo foi realizado em um dos principais hospitais de Israel, o Sheba Medical Center

      Profissional de saúde prepara uma dose da vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 (AFP/AFP)

      Uma quarta dose da vacina contra a Covid-19 aumenta os anticorpos para níveis ainda mais altos do que a terceira dose, mas provavelmente não é suficiente para prevenir infecções pela variante Ômicron do coronavírus, de acordo com um estudo preliminar realizado em Israel.

      O Centro Médico Sheba em Israel administrou uma segunda dose de reforço em um estudo com sua equipe e está estudando os efeitos da dose da vacina da Pfizer em 154 pessoas após duas semanas, e do reforço com o imunizante da Moderna em 120 pessoas após uma semana, afirmou Gil Regev-Yochai, diretor da Unidade de Doenças Infecciosas.

      Esse grupo estão sendo comparados com um grupo de controle que não recebeu a quarta dose. Os voluntários no grupo da Moderna haviam recebido três doses da vacina da Pfizer, afirmou o hospital.

      A dose adicional levou a um aumento no número de anticorpos “até mesmo um pouco maior do que o que tínhamos após a terceira dose”, disse Regev-Yochay.

      “Ainda assim, isso provavelmente não é o suficiente para a Ômicron”, disse ela a jornalistas. “Sabemos até agora que o nível de anticorpos necessários para proteger e não se infectar com a Ômicron é provavelmente alto demais para a vacina, mesmo se for uma boa vacina.”

      As descobertas, que segundo o hospital são as primeiras do tipo no mundo, são preliminares e ainda não foram publicadas.

      Israel foi o país que avançou mais rápido em sua vacinação inicial contra a Covid-19 há um ano, e começou no mês passado a aplicar uma quarta dose, ou segundo reforço, para os grupos mais vulneráveis e de alto risco.

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      Bolsonaro confirma que Tarcísio de Freitas disputará governo de São Paulo

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      Na primeira participação de Tarcísio nas transmissões ao vivo de Bolsonaro no ano eleitoral, o presidente aproveitou para fazer campanha para o ministro

      (crédito: Valter Campanato/ Agência Brasil )

      O presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou nesta quinta-feira, 13, que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, vai disputar o governo de São Paulo neste ano. Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Executivo disse que, se o ministro for eleito, fará um trabalho “semelhante” ao seu.

      “Eu vou responder essa aí porque o Tarcísio não pode responder, não. Eu conversei com o Tarcísio e ele topou ser pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo”, disse Bolsonaro, em resposta a uma pergunta feita ao ministro durante a “live”.

      Na primeira participação de Tarcísio nas transmissões ao vivo de Bolsonaro no ano eleitoral, o presidente aproveitou para fazer campanha para o ministro. “No nosso governo, ele tem feito um trabalho que é reconhecido por todos. É um tocador de obras, é um empreendedor e sabe realmente dos problemas do Brasil todo”, afirmou o chefe do Executivo.

      Bolsonaro frisou que Tarcísio se formou, como ele, na Academia Militar das Agulhas Negras e trabalhou na Comissão de Transportes da Câmara, quando foi deputado. “Logicamente, ele não vai saber com profundidade, com particularidade, certos problemas do Estado de São Paulo, assim como eu não sei do Brasil. Agora, o Tarcísio pode, sim, ser uma esperança para São Paulo”, afirmou.

      Pressão política

      Ao dizer que sofreu pressões políticas no começo de seu governo para preencher a Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro sugeriu que Tarcísio seguisse seu exemplo. Segundo o presidente, apesar da entrega da Casa Civil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e da Secretaria de Governo à deputada Flávia Arruda (PL-DF), ambos do Centrão, ele não cedeu às pressões políticas.

      A ministra Flávia Arruda pediu licença do cargo a partir desta quinta-feira e ficará afastada da pasta até o dia 21 de janeiro para tratar de “assuntos particulares”. A licença da titular consta em publicação do Diário Oficial da União desta sexta-feira, 14.

      “Pode ter certeza, ele ganhando as eleições, porventura, vai fazer um trabalho semelhante ao meu, a começar pela escolha do seu secretariado, que tem que ser tecnicamente escolhido”, acrescentou Bolsonaro.

      Durante a “live”, ao falar de eleições, o chefe do Executivo também disse que quando ele sair do governo, vai entrar outro presidente com o mesmo perfil. “Pretendo não ficar a minha vida toda por aqui, não”, declarou Bolsonaro.

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      Covid-19; Saiba onde se vacinar nesta sexta dia (14/01)

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      Pontos de vacinação

      *A dose de reforço é aplicada preferencialmente com a vacina Pfizer-BioNTech ou com a CoronaVac.

       

       

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      Sargento é condenado por beijar aluna de 14 anos do Colégio Militar de Brasília

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      (crédito: Colégio Militar de Brasília)

      A 1ª Auditoria da Justiça Militar de Brasília condenou a quatro anos de reclusão e exclusão das Forças Armadas um sargento do Exército, músico, por constranger uma estudante menor de 14 anos, do 8° ano do ensino fundamental do Colégio Militar de Brasília (CMB), com um beijo na boca. O Conselho Permanente de Justiça — composto pela juíza Flávia Ximenes Aguiar de Sousa e quatro oficiais do Exército — considerou que o sargento, que era professor de percussão da vítima, incidiu na prática de atentado violento ao pudor, com a circunstância de violência presumida.

      Ao fundamentar a sentença do militar, a juíza disse que a prova testemunhal foi “uníssona” em apontar que o músico tinha uma “conduta completamente diversa” da prevista nos regulamentos dos professores do CMB: “Tais investidas foram descobertas pela mãe da adolescente, que verificou que sua filha mantinha conversas com o acusado até tarde da noite e, posteriormente, descobriu as mensagens da filha à amiga em que confidenciou ter sido beijada pelo graduado”, destacou.

      Segundo o Ministério Público Militar (MPM), o crime ocorreu no espaço musical do CMB, sendo que, posteriormente, o músico passou a prolongar o tempo de intervalo da aula para “conversarem a sós”, enviar mensagens de beijos e corações à aluna. Os detalhes foram divulgados, ontem, pela Justiça Militar.

      A Promotoria diz que a estudante passou a se comportar “de maneira conflituosa, eufórica e depressiva” e tentou rejeitar as investidas. Ainda assim, o professor teria mantido a conduta, disse o Ministério Público Militar (MPM), que apresentou como provas conversas do aplicativo WhatsApp.

      Tentativa de ajuda

      O sargento negou ter beijado a estudante e afirmou que mandou as mensagens para a menina com a intenção de ajudá-la, pois a via muito depressiva. Além disso, disse que apenas uma das conversas dos autos seria verídica e que teria ocorrido após ligação em que a ela dizia que iria tirar sua própria vida. O sargento disse que, “para ganhar tempo, mandou ‘emoji’ de coração, mandando-a ter calma e afirmando que a amava, sendo apenas essas as mensagens enviadas”.

      O músico sustentou que não houve interação indevida com a vítima e se disse uma pessoa extrovertida, ‘com uma aula diferenciada por se tratar de música e precisar estar corpo a corpo com o aluno’. Além disso, alegou que não tratava alunos de maneira diferenciada e que seu jeito brincalhão ocasionou a situação. “Não houve interação no sentido de assédio para com a aluna”.

      A defesa do sargento argumentou que imagens apresentadas pela vítima como sendo de conversa travada com o sargento não seriam confiáveis e não foram reconhecidas por ele. Sobre os danos psicológicos, os advogados sustentaram que não estariam ligados ao músico, mas a “problemas psicológicos pretéritos, especialmente por causa de desavenças escolares, baixa autoestima e pelo quadro de saúde do pai da aluna”.

      A juíza destacou o registro feito por uma psicóloga que atendeu a aluna, que indicou que a “narrativa foi objetiva e íntegra, demonstrando ser um relato fidedigno”.

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      Compostos da Cannabis podem prevenir covid-19, mostra estudo

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      Pesquisadores encontraram dois ácidos canabinoides que impedem entrada do coronavírus nas células humanas

      Cannabis: Esses compostos não são psicoativos como o THC (tetrahidrocanabinol) e têm um bom perfil de segurança em humanos. (Tinnakorn Jorruang/Getty Images)

       

      Um estudo feito em conjunto por pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon e da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, ambas nos EUA, descobriu que compostos de uma planta semelhante à da maconha podem ajudar a prevenir a covid-19 bloqueando a entrada do coronavírus nas células.

      Os cientistas encontraram dois ácidos canabinoides comumente encontrados em variedades de cânhamo (planta da espécie Cannabis sativa, a mesma da maconha) capazes de se ligar à proteína Spike do coronavírus, estrutura usada pelo Sars-CoV-2 para invadir as células humanas. Ao se ligarem à proteína S, o ácido canabigerólico (CBGA) e o ácido canabidiólico (CBDA) podem impedir que o vírus infecte as células.

      “Oralmente biodisponíveis e com um longo histórico de uso humano seguro, esses canabinoides, isolados ou em extratos de cânhamo, têm o potencial de prevenir e tratar a infecção por SARS-CoV-2”, escreveram os pesquisadores no resumo do estudo.

      De acordo com Richard van Breemen, principal autor do estudo, pesquisador do Centro Global de Inovação em Cânhamo do Estado de Oregon e associado à faculdade de Farmácia da Universidade estadual de Oregon, os ácidos canabinóides usados no estudo são abundantes na planta cânhamo.

      Esses compostos não são psicoativos como o THC (tetrahidrocanabinol) e têm um bom perfil de segurança em humanos.

      Os pesquisadores acrescentaram também que os compostos estudados bloquearam a ação de variantes do coronavírus, como a Alfa (B.1.1.7) e a Beta (B.1.351).

      A proteína Spike é o alvo das principais vacinas disponíveis até o momento para prevenir a Covid-19, como também das terapias com anticorpos monoclonais. Embora sejam necessárias mais pesquisas, os cientistas acreditam, com base em seu estudo, que os ácidos canabinóides podem ser usados em medicamentos para prevenir ou tratar a Covid-19.

       

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