O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a segunda fase do programa ProFloresta+, que incentiva o mercado de créditos de carbono no Brasil. Nesta nova etapa, o objetivo é mobilizar até R$ 6 bilhões para apoiar projetos ambientais.
O BNDES atua em duas frentes: convoca empresas interessadas na compra de créditos de carbono, que servem para compensar impactos ambientais, e organiza leilões desses créditos. Além disso, o banco pode financiar iniciativas que recuperam áreas naturais, como o plantio de árvores, gerando os créditos de carbono.
Espera-se restaurar até 60 mil hectares de vegetação, capturando até 19 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera. O anúncio ocorreu durante o 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, realizado no Rio de Janeiro.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, mencionou que a etapa anterior, iniciada em março de 2025 com apoio da Petrobras, destinou R$ 450 milhões para a compra desses créditos, focando na restauração da Amazônia.
A nova fase busca atrair empresas de diversos setores, como petróleo, gás, siderurgia, indústria química e companhias estrangeiras interessadas em créditos de carbono no Brasil. Os esforços de restauração poderão ocorrer em todos os biomas do país.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, destacou que as políticas ambientais estão alinhadas com os objetivos de desenvolvimento do país, reforçando a integração entre essas agendas.
Com informações da Agência Brasil
