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Atos contra a indicação de Aras para a PGR ocorrem no DF e 14 estados

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Procuradores da República se organizaram nesta segunda-feira pedindo respeito à lista tríplice e à autonomia do MPF

O ato em Brasília ocorreu na Procuradoria da República no DF
(foto: Renato Souza/CB/D.A Press)

Procuradores da República de ao menos 15 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, realizam, nesta segunda-feira (9/9), um protesto contra a escolha do subprocurador Augusto Aras para comandar o Ministério Público Federal. Em Brasília, o ato começou às 15h, na sede da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PRDF).

Aras foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o posto de Procurador Geral da República após o fim do mandato de Raquel Dodge. O indicado ainda precisa ser confirmado pelo Senado, após sabatina. A decisão desagrada os procuradores porque seu nome não integrava a lista tríplice (relação dos três nomes mais votados pela categoria e enviada ao presidente da República).
A subprocuradora Luiza Frischestein, segunda colocada no pleito, afirmou que os membros do Ministério Público não podem aceitar alguém que não tenha sido votado pela categoria. “Jamais vamos aceitar um procurador-geral que seja visto como do Executivo”, disse.
Embora, pela Constituição, o presidente da República não precise acatar a lista tríplice, desde 2003 todos os presidentes nomearam procuradores que estavam na relação. Em carta divulgada nesta segunda-feira, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) afirma que o respeito à lista tríplice garantiu, nos últimos 16 anos, o fortalecimento e o respeito à autonomia do MPF.
“Hoje, a carreira se mobiliza para defender, publicamente, as bandeiras da autonomia do Ministério Público, da independência de seus membros e da manutenção do mecanismo democrático de escolha de suas funções mais relevantes, a partir da participação e eleição dos seus pares, cientes de que essas são garantias fundamentais estabelecidas, ao fim e ao cabo, em favor da própria sociedade brasileira”, afirma um trecho do comunicado (leia a íntegra abaixo).

Leia íntegra da carta divulgada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR)

“Brasília, 9 de setembro de 2019 — Os membros do Ministério Público Federal (MPF), servidores públicos e representantes da sociedade civil reunidos nesta data vem a público informar o que segue:
 
Como já adotado pelos demais 29 Ministérios Públicos do país, há muito tempo, a lista tríplice vinha garantindo, também para o MPF, nos últimos 16 anos, além do fortalecimento da democracia interna, plena transparência ao processo de escolha do cargo de procurador geral da República, um dos mais relevantes do país.
 
O que pensa, quais são seus projetos, como pretende atuar, de que maneira agirá para cumprir as missões fundamentais estabelecidas na Constituição Federal, defender nossas bandeiras institucionais, da autonomia, da independência funcional e da garantia de escolha das funções mais relevantes por meio do modelo participativo e democrático da eleição. Independentemente de quem venha a ocupar o referido cargo de chefia na nossa instituição, essas são bandeiras perenes, que precisam ser defendidas, sempre.
 
Isso se reforça, no momento em que o presidente da República, parecendo não compreender bem como devem funcionar as instituições no Estado Democrático de Direito, apresenta termos como “afinidade de pensamento”, “alinhamento”, “dama em tabuleiro de xadrez em que o presidente seria o rei” para se referir à característica almejada para a chefia do MPF.
 
Termos absolutamente incompatíveis com uma instituição que foi lapidada pelo constituinte para ser independente, para servir tão somente à sociedade, para desempenhar funções de fiscalização, contestação e investigação dos atos emanados do Poder Executivo ou do próprio presidente.
 
A Constituição da República de 1988, rompendo tradição até então existente que unia na figura do Mistério Público as funções de defensor da sociedade e do Estado, impôs a separação entre essas funções, reservando ao Ministério Público o papel de advogado da sociedade e incumbindo à advocacia pública o papel de advogado do Estado.
 
O Ministério Público é função essencial à justiça e, para que seus membros desempenhem com destemor suas relevantíssimas funções, a mesma Constituição lhes assegurou independência funcional. O respeito pela democracia interna que reina na instituição é, por sua vez, pedra de toque para garantir a atuação imparcial dos membros do MPF. Esses são compromissos institucionais que devem ser publicamente declarados por todos aqueles que almejem exercer o cargo de procurador geral da República.
 
Hoje, a carreira se mobiliza para defender, publicamente, as bandeiras da autonomia do Ministério Público, da independência de seus membros e da manutenção do mecanismo democrático de escolha de suas funções mais relevantes, a partir da participação e eleição dos seus pares, cientes de que essas são garantias fundamentais estabelecidas, ao fim e ao cabo, em favor da própria sociedade brasileira.
Diretoria da Associação Nacional dos Procuradores da República”

Locais onde foram confirmados protestos:

Amapá, 14h30, sede da PRAP
Amazonas, 10h30 (sede da PRAM) e 11h (anexo)
Distrito Federal, 15h, sede da PRDF
Mato Grosso, 14h, sede da PRMT
Minas Gerais, 15h, sede da PRMG
Pará, 15h30, sede da PRPA
Paraná, 14h30, sede da PRPR
Pernambuco, 15h, sede da Procuradoria Regional da República da 5ª Região
Piauí, 11h, sede da PRPI
Rio de Janeiro, 11h, sede da PRRJ
Rondônia, 9h30, sede da PRRO
Santa Catarina, 14h00, sede da PRSC
São Paulo, 15h, sede da PRSP
Sergipe, 7h30, sede da PRSE
Tocantins, 11h30, sede da PRTO
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Onyx diz que governo quer retirar contribuição previdenciária de entidades filantrópicas

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Trecho foi incluído na proposta paralela da reforma da Previdência que tramita no Senado

Segundo Onyx, o governo foi pego de surpresa

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta sexta-feira (13) que o governo vai atuar para retirar a cobrança de contribuição previdenciária de entidades filantrópicas da proposta paralela da reforma da Previdência que tramita no Senado. O texto alternativo foi elaborado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Segundo Onyx, o governo foi pego de surpresa pela inclusão do trecho, mas já orientou o líder do Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), e integrantes da base aliada a trabalharem contra a medida no plenário.

“O governo não pediu isso para o senador Tasso, nós fomos surpreendidos. O governo não deseja fazer qualquer alteração no terceiro setor”, disse Onyx em entrevista à Rádio Gaúcha, pela manhã. “Eu já orientei o líder no Senado Federal e a base, o próprio Ministério da Economia tem nos apoiado nisso. Nós vamos retirar do texto isso no plenário do Senado. Nós não queremos nenhuma alteração no regime de filantropia no Brasil”, garantiu.

A cobrança de entidades filantrópicas (com exceção de Santas Casas e instituições de assistência social) também enfrenta resistência no Congresso.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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Mourão diz que Bolsonaro comparecerá a Assembleia da ONU

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Presidente está internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após passar por uma cirurgia para correção de uma hérnia incisional

Hamilton Mourão, presidente em exercício
(foto: Bruno Batista/VPR)

O presidente em exercício Hamilton Mourão afirmou na tarde desta sexta-feira (13/9) que o presidente Jair Bolsonaro participará da Assembleia da ONU em Nova York. Ele afirmou ainda ter conversado com a equipe médica que acompanha Bolsonaro.

“Essa extensão do repouso dele é exatamente para ele estar em boas condições para, no outro fim de semana, poder viajar”, disse o general. “Eu acho que ele tem perfeitas condições. Eu já conversei com alguns médicos e todos eles me disseram que isso não vai interferir na viagem dele”, acrescentou, ressaltando que Bolsonaro deve “falar o mínimo possível” por ordens médicas.
Bolsonaro continuará afastado do cargo por mais 4 dias. Ele continua em recuperação no Hospital Vila Nova Star após passar por uma quarta cirurgia, dessa vez, para correção de uma hérnia incisional. A expectativa era de que Bolsonaro despachasse a partir de hoje (13/9), mesmo que do hospital. Logo, o presidente interino, Hamilton Mourão, que ficaria no cargo até ontem (12/9), continuará na função até a próxima segunda-feira (16/9).
Mourão confirmou que se reunirá na próxima segunda-feira (16/9) com a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT). “O motivo inicial era o encontro nacional da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, daí estou aproveitando para uma reunião com a governadora Fátima Bezerra que vai apresentar o projeto dela na área de segurança pública”
Questionado se a reunião com a petista poderia causar algum desconforto em Jair Bolsonaro, Mourão respondeu: “Não, em absoluto. A governadora vai apresentar as ideias dela. A gente governa para o país como um todo.”
Sobre o substituto de Cintra, Mourão ressaltou que a decisão está na mão do ministro da Economia, Paulo Guedes, que decidirá juntamente com Bolsonaro. “Minha visão particular, a pessoa que tiver que ser indicada para lá tem que ter capacidade de coordenação e controle e, óbvio, bastante conhecimento do assunto”, concluiu.
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Aliados de Moro tentam impedir instalação de CPI da Lava Jato na Câmara

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Comissão iria apurar possíveis ilegalidades reveladas na troca de mensagens entre procuradores da operação e o ex-juiz federal

Moro: supostas mensagens vazadas do ministro podem ser investigadas em comissão (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Aliados do ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública, trabalham para impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) protocolada nesta quinta-feira, 12, na Câmara dos Deputados para apurar possíveis ilegalidades reveladas na troca de mensagens entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz federal da 13ª Vara de Curitiba.

A primeira estratégia é a retirada de assinaturas, movimento que não é permitido pelo regimento interno da Casa. De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa, depois que é publicado o requerimento para a instalação de uma CPI, os nomes não podem mais ser alterados. Foram atingidas 175, quatro a mais do que o mínimo necessário para abertura da comissão.

Três deputados disseram à reportagem que colocaram seus nomes sem entender que a CPI mirava o ministro Sergio Moro. O líder da chamada Bancada da Bala, Capitão Augusto (PL-SP), está telefonando para mais deputados defendendo que recuem nas assinaturas.

Apoiadores de Moro buscam construir um entendimento que torne possível uma exceção para conseguir a retirada de nomes. Eles avaliam que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), poderia autorizar as mudanças. Técnicos da Casa, no entanto, dizem que isso não é possível.

Cabe a ele decidir pela abertura ou não, a depender da análise sobre os requisitos legais – existência de fato determinado e de relevante interesse público que justifique a instalação da CPI. Capitão Augusto disse à reportagem que se reunirá com Maia na próxima semana e irá pedir para que o presidente respeite a vontade dos parlamentares que solicitarem a retirada das assinaturas.

Desistentes

Logo após a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara conferir a autenticidade de 175 assinaturas, quatro a mais do que o mínimo necessário para abrir uma CPI, os deputados Lucas Vergílio (Solidariedade-GO), Alexis Fonteyne (Novo-SP) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) disseram que vão pedir a retirada de seus nomes, alegando que não sabiam do foco da CPI na atuação de Moro e de integrantes da Lava Jato.

Dizendo-se “apoiador” de Moro, Sóstenes Cavalcante disse não se recordar de ter assinado o requerimento. “Jamais apoiaria nada que é contra Lava jato. Eu quero entender o que aconteceu, porque assinamos muitas coisas. Pedi a meu gabinete para fazer requerimento solicitando retirada de assinatura e reconhecer a autenticidade”, disse.

Alexis Fonteyne disse que lhe foi vendida a ideia da CPI como algo que investigaria um “objeto mais amplo”. “Conversei com o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) entendendo que iria investigar todos os fatores, incluindo o próprio Intercept. Quando vejo que está focado só para Lava Jato, estou pedindo para retirar, porque eu sou contra. Eu fui às ruas para apoiar a Lava Jato. Não é aquilo que eu busco.”

O primeiro a protocolar o pedido de retirada de nome foi Lucas Vergilio. Ele disse que não foi induzido ao erro e que sabia que a CPI iria investigar as ações do procurador Deltan Dallagnol. “Pedi retirada porque acredito que a CPI quer ser um instrumento político somente contra o governo e contra o ministro Sergio Moro pessoalmente. Não posso dizer que fui induzido ao erro. O erro foi meu de ter assinado”, disse Lucas Vergilio.

A líder da minoria, Jandira Fegali (PSOL-RJ), que protocolou o requerimento para instalação da CPI, afirmou à reportagem que não é possível a retirada de nomes agora. Ela defendeu também a importância da comissão para apurar “denúncias graves”. “Não existe essa de que não estavam informados. Não é CPI contra Lava Jato. Há um fato determinado para a abertura da investigação. As denúncias divulgadas sobre o comportamento de Dallagnol e Moro e outros procuradores em função das informações vazadas pelo The Intercept”, disse.

A deputada ironizou também deputados que assinaram e agora dizem não ter entendido o objeto. “Não posso crer que algum parlamentar assine sem saber o que está assinando. Todos têm responsabilidade pública e respeito ao eleitor”, afirmou.

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