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Arábia Saudita quer mais cortes de petróleo para garantir IPO da Aramco

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Governo saudita precisa de preços mais altos do petróleo para equilibrar seu orçamento e apoiar a precificação da oferta inicial de ações

Saudi Aramco: IPO da petroleira saudita pode ser o maior do mundo (Maxim Shemetov/File Photo/Reuters)

Dubai/Londres/Moscou — A Opep e seus aliados planejam aprofundar cortes de produção da commodity e fechar acordo para que eles sigam ao menos até junho de 2020, uma vez que a Arábia Saudita quer entregar uma surpresa positiva para o mercado antes da listagem de sua petroleira Saudi Aramco, disseram duas fontes a par das conversas.

O acordo sendo discutido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros produtores, grupo conhecido como “Opep+”, acrescentaria ao menos 400 mil barris por dia (bpd) aos cortes já acertados, de 1,2 milhão de bpd, ou 1,2% da oferta global.

O atual pacto de produção vai até março.

“Eles (os sauditas) querem surpreender o mercado”, disse uma das fontes.

Outras duas fontes disseram que a última análise da Opep, realizada pelo Conselho da Comissão Econômica do grupo, apontou para grande sobreoferta e um aumento nos estoques no primeiro semestre de 2020 caso não sejam feitos cortes adicionais.

A Rússia, um aliado chave dos países não membros da Opep, até agora se opôs a cortes mais profundos ou a um prazo maior para o acordo. Mas Moscou tem frequentemente adotado um tom mais duro antes de cada reunião para aprovação das políticas de produção. As fontes disseram que os sauditas estão trabalhando para convencer os russos.

O governo saudita precisa de preços mais altos do petróleo para equilibrar seu orçamento e apoiar a precificação da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Aramco, que pode ser o maior do mundo.

A Rússia, segunda maior exportadora de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita, também se beneficiaria de preços maiores e tem trabalhado com a Opep para evitar a formação de um excesso de oferta em meio à crescente produção dos Estados Unidos, que tornaram-se o líder global em oferta.

Os preços de referência do petróleo subiam mais de 2% nesta segunda-feira, com o Brent a quase 62 dólares por barril, após a notícia sobre a possibilidade de maiores cortes.

 

 

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Economia

Vendas subiram 9,9% na semana da Black Friday, aponta Serasa

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Primeira parcela do 13º salário e do saque do FGTS, aliados à queda dos juros e da inflação, ajudaram a estimular compras

Black Friday: crescimento de 9,9% foi durante os dias quinta e sexta-feira (Manaure Quintero/Reuters)

São Paulo — As vendas do comércio de rua e shopping centers cresceram 9,9% entre os dias 29 de novembro a 1º de dezembro, período da Black Friday, comparadas ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. Na semana que antecede a data, entre 19 a 25 de novembro, foi registrada alta de 9,2% nas vendas.

“O resultado reflete a melhora já esperada pelo setor varejista e acompanhou o crescimento das duas últimas datas comemorativas do comércio [Dias dos Pais e Dia das Crianças]”, disse a Serasa.

Ainda segundo economistas do Serasa, “o período também foi influenciado pelo aumento em massa da renda da população com a liberação da primeira parcela do 13º salário e do saque do FGTS que, aliados à queda dos juros e da inflação, beneficiaram o varejo e impactaram positivamente as vendas da Black Friday”.

Varejo online

Se contarmos apenas o varejo brasileiro online, o faturamento na Black Friday de 2019 foi de R$ 3,2 bilhões, apontou um levantamento da EbitNielsen. O dado é referente à receita registrada na quinta-feira, 28, e na sexta-feira, 29. O montante representa alta de 23,6% em relação à edição de 2018, quando as vendas somaram R$ 2,6 bilhões.

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Economia

Selic deve atingir mínima de 4,5% esta semana, mas corte pode ser último

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Taxa de juros já está ma mínima recorde — em 5% — e deve ser reduzida mais uma vez nesta semana, na última reunião do Copom do ano

Dinheiro; real (Priscila Zambotto/Getty Images)

Brasília — O Banco Central reduzirá a taxa básica de juros da economia, a Selic, para uma nova mínima de 4,50% ao ano na quarta-feira, de acordo com previsão unânime de economistas em uma pesquisa da Reuters e com uma indicação do próprio presidente do órgão, Roberto Campos Neto, mas dados econômicos mais fortes do que o esperado sugerem que este pode ser o último corte do ciclo.

Ao mesmo tempo que a inflação está bem abaixo da meta perseguida pelo BC e com expectativa de que assim permaneça no próximo ano, o crescimento acelerou, sugerindo que a economia está começando a responder ao estímulo monetário e às reformas econômicas do governo.

Todos os 30 economistas consultados ​​disseram que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a Selic em 0,50 ponto percentual pela quarta reunião consecutiva esta semana, como claramente indicado pelo Copom em sua última reunião, em outubro.

Mas as perspectivas mudaram consideravelmente. A expectativa unânime de taxas ainda mais baixas nos próximos 12 meses na pesquisa anterior se evaporou, e sequer há visão majoritária de que a inclinação é para Selic mais baixa.

Dos 26 analistas que responderam a pesquisa, 13 disseram que a inclinação para o juro no próximo ano é para baixo, dez afirmaram ser neutra e três consideraram que é de alta.

Em outubro, todos os 25 economistas consultados disseram que as taxas ficariam mais baixas em um ano.

O Copom deve anunciar sua decisão a partir de 18h (de Brasília) da quarta-feira, ao fim de uma reunião de dois dias.

“Não vejo o Copom cortando (o juro) abaixo de 4,50%”, disse William Jackson, economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics.

“(Mas) embora a economia esteja se recuperando, não estará crescendo rápido o suficiente para gerar pressões sustentadas nos preços, então não creio que haja motivos para aperto monetário nos próximos 12 meses”, acrescentou.

O fator decisivo para a inflexão parece ter sido os dados do PIB do terceiro trimestre divulgados semana passada, os quais mostraram que a economia avançou 0,6% no trimestre. O número veio melhor que o esperado, sendo o mais forte desde o início do ano passado, e levou alguns economistas a elevar suas projeções de crescimento para o próximo ano para acima da marca de 2,0%.

A inflação permanece bem contida, sem sinal de que a alta do dólar a recordes em relação ao real esteja alimentando preços mais altos ou expectativas de inflação mais altas.

No comunicado que acompanhou a decisão de corte da Selic em outubro, o Copom disse que a perspectiva benigna para a inflação “deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude”, dos juros.

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Economia

Estados e municípios têm até julho para cobrar alíquota previdenciária

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A Portaria nº 1.348 regulamenta as determinações da Emenda Constitucional nº 103, que reformulou o regime próprio (RPPS) dos funcionários públicos da União

(foto: Julio Lapagesse/CB/D.A Press)

Os governos estaduais e municipais têm prazo até 31 de julho de 2020 para começar a descontar a alíquota de 14% da contribuição previdenciária dos seus servidores, de acordo com a Portaria nº 1.348, da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, publicada no Diário Oficial da União. A norma regulamenta as determinações da Emenda Constitucional nº 103, que reformulou o regime próprio (RPPS) dos funcionários públicos da União. No entanto, a portaria tem um detalhe que passou despercebido à maioria, de acordo com Washington Barbosa, especialista em previdência e diretor da Rede Internacional de Excelência Jurídica: os servidores estaduais e municipais, com a nova regra, em alguns casos, poderão pagar mais que os colegas do governo federal.

“A Emenda 103, no que se refere a regime próprio, só tratou da União, estabelecendo que os servidores federais terão alíquotas progressivas que vão de 7,5% a 22%. No entanto, para os estaduais e municipais, a portaria diz claramente que eles terão uma alíquota mínima de 14% — única e não progressiva. Assim, em tese, enquanto PEC Paralela (PEC nº 133) — que poderá definir a progressividade — não for aprovada, ou se não for aprovada, os servidores de estados e municípios, em regimes próprios, passarão a pagar mais que os da União”, alertou Barbosa.

Situação complicada

A Portaria nº 1.348 tem alguns artifícios, destaca Barbosa. “Na verdade, não há obrigação de cobrar os 14%, desde que estados e municípios provem que não têm deficit previdenciário, o que é impossível no momento, já que todos estão em situação complicada”, reforçou. Casos os entes não se adéquem, ficam sujeitos a não receber o certificado de regularidade previdenciária. Nessa hipótese, não receberão transferências voluntárias, como recursos de emendas orçamentárias apresentadas por parlamentares. Para Vladimir Nepomuceno, ex-assessor do Ministério da Fazenda, do ponto de vista político, a portaria demonstra que as reformas não se limitam a alterações na Constituição Federal.

“Precisamos ficar atentos. As emendas constitucionais, em muitos casos, abrem as porteiras para que o governo possa agir livremente, retirando direitos e impondo perdas aos trabalhadores sem sequer pedir autorização ao Congresso ou debater com a sociedade. É uma das faces do autoritarismo”, criticou. Na análise de Nepomuceno, o governo diz que estados e municípios são livres e independentes, “mas se não fizerem o que quer o governo federal, ficam sem o dinheiro que, inclusive, é deles por direito”.

 

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