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quinta-feira, 25/06/2026

Advogado que pediu condenação do cliente é encontrado morto em Florianópolis

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UOL/FOLHAPRESS

O advogado Rodrigo Pantaleão, conhecido por pedir a condenação do próprio cliente em uma audiência no Tribunal de Justiça de Santa Catarina no final de maio, foi encontrado morto na quinta-feira (25) em Florianópolis.

Ele foi achado morto dentro de sua casa. A causa da morte ainda não foi divulgada e as investigações estão em andamento, conforme informou a OAB-SC (Ordem dos Advogados do Brasil – subseção Santa Catarina).

A OAB-SC acompanha o caso de perto. O presidente da subseção, Juliano Mandelli, afirmou que se houver qualquer indício de crime relacionado à advocacia, o responsável será punido.

O órgão pediu uma investigação rápida, rigorosa e transparente, declarando que não aceitará omissão ou demora nos resultados, independentemente do resultado da perícia.

Juliano Mandelli disse: “Recebemos a notícia com profunda tristeza. A OAB-SC vai acompanhar as investigações para esclarecer todos os fatos, especialmente sobre a possível relação de crime com o exercício da advocacia e as prerrogativas profissionais.”

Rodrigo Pantaleão concordou com o pedido de condenação feito pelo Ministério Público. O cliente, acusado de tráfico e uso de drogas, participava de uma audiência virtual na 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital quando o advogado fez o pedido, em 28 de maio.

Durante a audiência, Rodrigo Pantaleão declarou: “Em alegações finais, a defesa concorda com as afirmações feitas pela Promotoria de Justiça, nada mais.”

A juíza responsável, Carolina Ranzolin Nerbass, se mostrou surpresa e rejeitou a atitude do advogado, dizendo que consideraria o réu indefeso. O advogado respondeu que aquelas eram as alegações finais da defesa.

A OAB informou que solicitou informações à juíza para entender o ocorrido e que, se forem encontradas infrações disciplinares, serão tomadas as medidas cabíveis.

A magistrada pediu que o réu encontrasse outro advogado para sua defesa, ressaltando que o acusado merecia uma defesa adequada. Se o réu não escolher outro defensor, será nomeado um defensor dativo.

Um novo advogado foi nomeado e o processo aguarda uma nova audiência para a definição da sentença, que ainda não tem data marcada.

Antes da audiência, Rodrigo Pantaleão demonstrou descontentamento com o caso e recusou conversar em particular com seu cliente, alegando que não era necessário.

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