22.6 C
Brasília
segunda-feira, 15/06/2026

União pediu fechamento da Ponte do Esqueleto antes da tragédia

Brasília
chuva fraca
22.6 ° C
22.6 °
22.6 °
58 %
2.5kmh
93 %
ter
26 °
qua
26 °
qui
27 °
sex
27 °
sáb
20 °

Em Brasília

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), ligada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), informou que já havia solicitado à prefeitura de Limeira (SP) o bloqueio da Ponte do Esqueleto. Foi nesse local que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, perdeu a vida no último sábado (13) durante um salto de rope jump.

O pedido da SPU foi feito após outro acidente fatal em 2024, quando uma ciclista morreu no mesmo local. Naquele ano, a ponte chegou a ser bloqueada por alguns meses, mas depois a reabertura foi apoiada por empresários locais em uma reunião na Câmara de Vereadores de Limeira.

A Ponte do Esqueleto está entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Essa ponte, que pertence à antiga Rede Ferroviária Federal, nunca foi finalizada. Desativada há anos, virou um ponto turístico informal e é usada para esportes radicais.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Maria Eduarda morreu durante um evento de rope jump realizado por uma empresa privada, que não amarrou a corda na jovem antes do salto. O Samu foi chamado e confirmou o óbito no local. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal.

Depois do acidente, a prefeitura de Limeira anunciou que vai processar o governo federal por omissão. Em nota, afirmou que desde 2025 exigia providências das autoridades federais responsáveis pela ponte e que a fiscalização, manutenção e controle do acesso são responsabilidade da União. A prefeitura e a Câmara de Limeira também enviaram pedidos oficiais para aumentar a segurança no local.

A SPU respondeu dizendo que os órgãos públicos precisam trabalhar juntos para decidir o futuro da Ponte do Esqueleto. É importante garantir que ninguém tenha acesso e impedir atividades ilegais.

A Polícia Militar prendeu três homens suspeitos de homicídio com dolo eventual pelo caso da morte de Maria Eduarda.

Em entrevista à TV Brasil, o advogado Arthur Rollo, ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor, afirmou que a responsabilidade é compartilhada entre a União, a prefeitura e a empresa que organizou o evento. Cabe à União cuidar da área federal e impedir o acesso, enquanto o município deve fiscalizar as empresas que atuam lá.

*Com informações da Agência Brasil

Veja Também