O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter a cassação da prefeita Fabiola Alves da Silva e do vereador Alison Andrei Pereira de Camargo, conhecido como Pastor Lilo, da cidade de Votorantim, São Paulo, por abuso de poder religioso durante as eleições de 2024.
Segundo o TSE, os políticos usaram a estrutura da Igreja do Evangelho Quadrangular para pedir votos e promover suas candidaturas. O tribunal destacou discursos do pastor responsável por um projeto da igreja que visava eleger 120 vereadores, além do apoio direto ao vereador Alison.
O analista Kolbe afirmou que a decisão poderá impactar as campanhas eleitorais de três maneiras principais. Primeiro, pode haver um efeito educativo, fazendo com que candidatos ligados a grupos religiosos sejam mais cuidadosos em cultos e eventos religiosos. Segundo, a decisão pode aumentar a fiscalização do Ministério Público e partidos adversários sobre cultos, transmissões religiosas e falas de líderes religiosos, usando vídeos e outros materiais como provas nas ações eleitorais.
Por fim, a estratégia de campanha deverá ser revista. Kolbe acredita que muitos candidatos que se beneficiavam do apoio simbólico da religião passaram a preferir formatos menos arriscados, como reuniões privadas, manifestações individuais e comunicação digital mais cuidadosa.
