Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal, participou recentemente do Congresso Brasileiro da Internet em Brasília e expressou preocupação sobre os efeitos das novas tecnologias no processo eleitoral e na democracia brasileira.
Ela destacou que o uso excessivo e o abuso da tecnologia podem colocar em risco as liberdades democráticas, que são fundamentais para a justiça e para a atuação dos tribunais constitucionais ao redor do mundo. A ministra enfatizou que a tecnologia deve servir às pessoas, e não o contrário.
Cármen Lúcia alertou para os perigos da inteligência artificial nas eleições, explicando que a combinação de grande volume de informações, velocidade de propagação e viralização rápida dificulta a verificação dos fatos e pode ameaçar a autonomia dos eleitores. Ela ressaltou que a inteligência artificial pode criar situações que parecem verdadeiras, mas na realidade são falsas.
A ministra também ressaltou que as tecnologias avançadas estão limitando a liberdade das pessoas de forma preocupante, restringindo e reduzindo seu espaço de ação. Ela lembrou que, em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral passou a se preocupar de forma responsável com o impacto dessas tecnologias na sociedade.
Por fim, Cármen Lúcia destacou que antes a preocupação era principalmente com as redes sociais que desinformavam contrariamente à constituição, que garante o direito à informação livre para que as pessoas possam fazer escolhas informadas para o futuro.
Matéria em atualização.
