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Tartaruga de duas cabeças é encontrada nos Estados Unidos

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Grupo de ambientalistas encontra filhote de tartaruga com duas cabeças na Carolina do Sul

Répteis: tartaruga com bicefalia é encontrada na Carolina do Sul (Sea Turtle Patrol Hilton Head Island/Reprodução)

São Paulo – Enquanto examinavam o ninho de uma tartaruga marinha em uma das praias subtropicais da Carolina do Sul, estado do litoral sudeste dos Estados Unidos, uma equipe de conservacionistas ambientais descobriu que um dos filhotes possuía duas cabeças. O pequeno réptil, que é considerado raro, recebeu o nome de “Crush e Esguicho”, nome dos personagens tartarugas do filme Procurando Nemo, da Pixar, por conta de suas duas cabeças.

A equipe que descobriu a pequena tartaruga faz parte da instituição Patrulha das Tartarugas Marinhas, que tem como finalidade proteger os animais que vivem no litoral. O grupo atua nas praias da cidade de Hilton Head Island, na Carolina do Sul, onde o animal foi encontrado. Jayme Davidson Lopko, quem encontrou a tartaruga, compartilhou em uma publicação no seu Facebook que a Patrulha atua de acordo com as regras estabelecidas pelo Departamento de Recursos Naturais do Estado, que exige que a instituição exista apenas para proteger e cuidar dos animais que estiverem em situação de risco. “Não tiramos filhotes da praia para criar ou reabilitar. Esse rapaz está sozinho, assim como seus irmãos e irmãs que vieram do ninho e como eles fazem há milhões de anos”, escreveu Lopko em seu perfil pessoal.

Ainda que um animal com duas cabeça seja raro de se encontrar, esse fenômeno é mais comum em répteis do que nos demais animais. Lopko apontou que, durante os 15 anos que trabalha em monitoramento de ninhos, ele apenas havia encontrado duas tartarugas nestas condições – e uma delas é Crush e Esguicho. A condição, chamada de bicefalia ou policefalia, também já foi descoberta em outros répteis, como lagartos e cobras. A possível explicação para isso seria porque os répteis costumam pôr ovos que, em contato com o ambiente externo e as atuais condições ambientais, podem ser afetados e o desenvolvimento do embrião acaba sendo prejudicado.

A bicefalia, portanto, pode ser encarada como o resultado de anomalias genéticas e ambientais. Neste caso, um embrião teria a sua separação – ou divisão em dois – interrompida, fazendo com que um único corpo divida duas cabeças. Esse fenômeno também acontece com humanos, resultando em gêmeos siameses. Outra possibilidade é que dois embriões poderiam se fundir de maneira parcial, resultando também em um ser vivo com duas cabeças.

Como a instituição de proteção ambiental não deseja alterar o rumo natural dos animais, a equipe não acolheu o filhote. Em vez disso, o ajudaram a entrar no mar para nadar, já que o bebê estava encontrando dificuldades para engatinhar na areia por conta do formato anormal de sua concha. “Boa sorte e tenha uma boa viagem, cara especial”, escreveu Lopko no Facebook.

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Estudo confirma teoria sobre verdadeira causa do fim dos dinos

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Análise geológica prova que problema não foi o impacto do asteroide, mas a liberação de enxofre na atmosfera

Asteroide (Foto: NASA/Don Davis)

Novas evidências geológicas corroboram para a comprovação de antigas teorias sobre como foram os dias após o impacto do asteroide que dizimou os dinossauros. O novo estudo contou com quase 25 pesquisadores e foi comandado pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Cerca de 66 milhões de anos atrás, um enorme asteroide atingiu a Terra na região em que hoje está o Golfo do México. O choque foi tão grande que resultou na extinção de 75% da vida existente à época, incluindo os dinossauros. Para os pesquisadores, isso aconteceu porque o objeto extraterrestre provocou incêndios, tsunamis e lançou tanto enxofre na atmosfera que bloqueou o sol, o que causou um resfriamento global intenso — e mortal.

A teoria é antiga, mas a nova análise, publicada pelo periódico científico PNAS, encontrou evidências concretas de que os cientistas estão certos. Segundo os especialistas, a investigação começou em 2016, quando a equipe extraiu material equivalente a quase 130 metros de altura de detritos geológicos acumulados na região em que ocorreu o impacto.

Para o pesquisador e coautor do estudo Jens Olof Ormö, uma das vantagens de estudar crateras é que os eventos seguintes a um impacto são muito bem conhecidos: “Podemos reconstruir uma sequência de eventos [por exemplo, ver quais sedimentos seguem um acima do outro]. Pelo tipo de sedimento [tamanho dos clastos (fragmentos), tipo e classificação], podemos saber se eles foram depositados rápida ou lentamente, e o tempo que levou”, disse, segundo El País.

Parte dos fragmentos geológicos estudados pela equipe (Foto: International Ocean Discovery Program)

Dentro da cratera, os pesquisadores encontraram carvão e um biomarcador químico associado a fungos que, quando presentes dentro ou acima de camadas de areia, sinalizam a existência de água. Como explicaram em comunicado, o achado sugere que a paisagem carbonizada foi varrida para dentro da cratera criada pelo asteroide.

Só isso já seria o suficiente para mudar para sempre os ecossistemas próximos ao impacto, mas foi o que aconteceu a seguir que realmente mudou o mundo. Para compreenderem o que aconteceu depois, os cientistas descobriram uma pista que, na verdade, não estava na composição geológica estudada — e aí reside a maior evidência de que eles estão certos.

Embora a área ao redor da cratera esteja cheia de rochas geralmente ricas em enxofre, a substância não foi encontrada. O fato corrobora a teoria de que o impacto resultou na vaporização dos minerais que continham o elemento, liberando-os na atmosfera.

Resultado? O enxofre — ao menos 325 bilhões de toneladas — refletiu a luz solar para longe da Terra, causando o resfriamento do planeta, o que teve um efeito devastador. “O verdadeiro assassino deve ser atmosférico. A única maneira de obter uma extinção em massa global como essa é um efeito atmosférico”, afirmou Sean Gulick, membro do grupo, em comunicado.

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Ciência

Estudo de estrela comprova (mais uma vez) Teoria da Relatividade de Albert Einstein

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Cientistas observaram fenômeno situado a 25 mil anos-luz da Terra e notaram a “dobra no espaço-tempo” descrita pelo físico

Representação artística de um pulsar (Foto: Divulgação/NASA)

O estudo de um pulsar (nome dado às estrelas de nêutron) situado a 25 mil anos-luz da Terra comprovou mais uma vez a Teoria da Relatividade, desenvolvida pelo físico alemão Albert Einstein. A análise foi feita por cientistas do Instituto Max Planck de Radioastronomia em Bonn, na Alemanha, e publicado na revista Science.

Os pulsares são estrelas de nêutrons extremamente massivas: concentram 40% mais massa que o Sol em uma esfera de 20 quilômetros de diâmetro. Eles giram rapidamente em torno de si mesmos e têm campos magnéticos extremamente fortes que emitem feixes de ondas de rádio —, e podem ser detectados da Terra.

A Teoria da Relatividade Geral, formulada por Einstein pela primeira vez em 1915, descreve como a matéria e a energia distorcem o “tecido” do espaço-tempo, o que resulta na força da gravidade. Segundo os estudos do físico alemão, objetos astronômicos densos, como os pulsares, podem curvar o espaço-tempo consideravelmente.

Sendo assim, se dois pulsares orbitarem um ao outro, a relatividade geral prevê que eles criem uma leve oscilação à medida que giram, chamada de “rotação relativística”. De acordo com especialistas, se um pulsar gira em um ângulo desalinhado com a órbita e seu par, o objeto  mudará seu eixo de rotação.

Representação artística do sistema binário de pulsares (Foto: Reprodução Youtube SciNews)

 

É exatamente isso o que acontece com o pulsar PSR J1906+0746, estudado pela equipe do instituto alemão. Em pulsares únicos, pode-se detectar as ondas enviadas pelos polos sul e norte sem dificuldade. Contudo, em sistemas binários, por conta da dobra do espaço-tempo, existem momentos em que apenas os sinais provenientes do sul ou do norte magnéticos podem ser encontrados.

Portanto, quando observaram que o pulsar em questão estava enviando ondas de apenas um deses polos, os cientistas decidiram avaliar dados coletados now últimos 14 anos. Não foi grande surpresa quando o grupo conseguiu prever as futuras polarizações do fenômeno, o que está em perfeita concordância com a teoria de Einstein.

“O experimento levou muito tempo para ser concluído”, disse Michael Kramer, um dos responsáveis pelo estudo, em comunicado. “Hoje em dia, infelizmente, os resultados precisam ser rápidos, enquanto esse pulsar nos ensina muito. Ser paciente e diligente realmente valeu a pena.”

 

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Ciência

Pela primeira vez, água é detectada em um planeta que fica em “zona habitável”

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Com oito vezes a massa da Terra, esse planeta é o primeiro encontrado pelos cientistas que possui indícios de água e está localizado para além do Sistema Solar

 

O planeta K2-18b (Foto: Divulgação/ NASA/ESA)

Onde há água, há vida? Graças a informações obtidas pelo telescópio espacial Hubble, pesquisadores constataram a presença de água em forma de vapor na atmosfera de um planeta que está localizado para além do Sistema Solar e fica em uma região conhecida como “zona habitável” — ou seja, possui algumas características que possibilitam condições mínimas para o possível desenvolvimento de formas de vida, como uma distância adequada em relação à sua estrela.

Publicada nesta quarta-feira (11 de setembro) no periódico científico Nature Astronomy, a pesquisa é considerada um marco na história da Astronomia. “Encontrar água em um planeta potencialmente habitável é incrivelmente animador. Isso nos traz a uma questão fundamental: a Terra é única?”, escreveu Angelos Tsiaras, principal autor do trabalho. Veja uma representação artística do planeta:

De acordo com os estudos, o planeta K2-18b possui oito vezes a massa da Terra e está localizado a 110 anos-luz de nosso planeta (cada ano-luz equivale a 9.461.000.000.000 quilômetros). Ao verificar os dados obtidos pelo Hubble, os pesquisadores afirmaram que o planeta orbita a estrela anã K2-18 e provavelmente possui uma atmosfera diferente da Terra, apresentando índices mais severos de radiação e sendo mais “hostil” ao possível desenvolvimento de vida.

Resultado de imagem para fotos de O satélite espacial Hubble

O satélite espacial Hubble (Foto: Divulgação/NASA)

O K2-18b foi descoberto pela primeira vez em 2015 e é um dos planetas chamados de “super-Terras”, que possui uma massa superior ao nosso planeta, mas não conta com características tão colossais como Júpiter ou Saturno. Para constatar a presença de vapor de água, os astrônomos utilizaram um algoritmo para processar as informações captadas pelo telescópio Hubble: de acordo com o estudo, também foram identificados os elementos hidrogênio e hélio na atmosfera do K2-18b.

Após a constatação da presença de água, os cientistas analisarão a possível presença de outras moléculas que fazem parte da composição química do planeta, além de estimar a porcentagem de presença de água na atmosfera.

Lançado em 2018, o telescópio espacial TESS é a aposta dos pesquisadores para que novos planetas potencialmente habitáveis sejam encontrados nos próximos anos. Nos últimos meses, o equipamento já detectou diferentes planetas localizados próximos a estrelas brilhantes. “Com tantas novas super-Terras previstas para serem encontradas nas próximas décadas, é provável que essa seja a primeira descoberta de muitos planetas potencialmente habitáveis”, afirmou Ingo Waldmann, co-autor do estudo, em comunicado.

Desde que foi lançado, em 24 de abril de 1990, o telescópio espacial Hubble contribuiu com descobertas incríveis para a comunidade científica internacional. Localizado a 600 quilômetros de distância da Terra, o equipamento será substituído a partir de 2021 pelo James Webb: os astrônomos afirmam que esse telescópio será cem vezes vezes mais sensível que o Hubble.

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