O spread médio das operações de crédito livre ficou em 35,8 pontos percentuais (pp) em maio, o mesmo valor registrado em abril, segundo informações divulgadas pelo Banco Central na quarta-feira, 1º. O dado de maio foi revisado, antes indicando 35,9 pontos.
Este indicador mostra a diferença entre o custo que os bancos têm para captar recursos e o valor cobrado dos clientes finais.
Para pessoas físicas, o spread médio caiu de 49,2 pontos para 48,8 pontos. Já para empresas, houve um aumento de 11,9 pontos (revisado de 12,3) para 12,1 pontos.
No crédito direcionado, que usa recursos da poupança e do BNDES, o spread diminuiu de 4,3 pontos (revisado de 4,2) em abril para 4,0 pontos em maio. O spread total do crédito, somando livre e direcionado, oscilou de 22,2 pontos (revisado de 22,6) para 22,1 pontos.
Setor não financeiro
O saldo do crédito ampliado para o setor não financeiro cresceu 1,6% em maio em relação a abril, atingindo R$ 21,513 trilhões, o que corresponde a 164,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, segundo o Banco Central.
Essa medida inclui não só empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (SFN), mas também operações com títulos públicos e privados, entre outros, oferecendo uma visão ampla do financiamento de empresas, famílias e do governo.
O saldo de crédito ampliado para empresas subiu 1,5% em maio, alcançando 54,7% do PIB.
Estadão Conteúdo.
