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quinta-feira, 02/07/2026

Gestão Tarcísio identifica suspeito de ataque contra tenente da PM

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FOLHAPRESS

A administração de Tarcísio de Freitas (Republicanos) comunicou que conseguiu identificar um dos dois homens diretamente ligados ao ataque contra o tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, ocorrido no sábado (27).

Pimentel, que se encontra hospitalizado em estado grave no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, foi atingido por um tiro na cabeça. Ele estava parado em um semáforo na avenida Goiás, a via principal de São Caetano do Sul, município do ABC, quando foi surpreendido por dois homens em outra motocicleta. Um deles foi identificado, porém não foi informado se ele foi o autor do disparo ou o condutor da moto, que foi abandonada a cerca de 5 km do local do ataque.

Investigações apontam que, além dos dois homens na moto, um terceiro indivíduo conduzia um Renault Logan, veículo usado para dar suporte operacional ao ataque. Este carro teria monitorado os movimentos de Pimentel, conforme relatório da Prefeitura de São Caetano do Sul, via Smart Sanca, sistema municipal de câmeras.

A investigação revelou que pelo menos cinco pessoas participaram do crime, já que outros dois carros foram identificados em análises de câmeras de segurança. Duas dessas pessoas já estão presas por envolvimento indireto ao caso.

Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos por Lindemberg Alves, em sua casa em Santo André, também no ABC paulista, em outubro de 2008.

Documento obtido pela Folha de S.Paulo indica que o crime foi cuidadosamente planejado, com estudo prévio dos horários e locais.

“A dinâmica dos fatos indica que não se trata de uma ação criminal comum, mas sim de uma ofensiva coordenada contra um policial, com sinais claros de planejamento, divisão de tarefas, uso de veículos de apoio, e estratégias para escapar e esconder evidências, mostrando alto nível de organização e perigo”, cita o documento.

De acordo com a Prefeitura de São Caetano do Sul, a placa do Renault Logan branco foi identificada pela primeira vez pelo sistema de monitoramento da cidade em 14 de fevereiro, apresentando várias passagens subsequentes até 22 de maio, aproximadamente um mês antes do ataque.

Segundo o documento, o veículo seguiu trajetos próximos a locais frequentados pelo policial, como sua academia e casa.

“A frequência dessas passagens, junto com a escolha dos locais ligados diretamente à rotina da vítima, sugere a possibilidade de vigilância prévia, hipótese que será analisada no contexto das demais provas da investigação”, afirma o documento obtido pela reportagem.

Uma foto exibe o veículo passando pelo local onde o tenente foi baleado, poucos instantes após o ataque.

Pimentel estava caído, recebendo ajuda de testemunhas, quando o carro transitou pela faixa ao lado entre outros veículos.

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