O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, Nelsinho Trad, anunciou que irá propor uma moção para que Paolo Zampolli, enviado especial para assuntos globais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja considerado persona non grata no Brasil.
A proposta vem após declarações feitas por Zampolli sobre as mulheres brasileiras, consideradas inaceitáveis pelo senador. Além da moção, Nelsinho Trad vai solicitar uma retratação pública com pedido de desculpas.
“Inaceitável. Na condição de presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, vou apresentar uma proposta para que ele receba o título de persona non grata no Brasil, juntamente com um pedido de desculpas”, explicou o senador.
Resposta do governo
O Ministério das Mulheres repudiou as declarações, classificando-as como discurso de ódio que desvaloriza as mulheres brasileiras e ofende sua dignidade e respeito. O ministério ressaltou que a misoginia é manifestação de ódio e crime, e que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser justificado como liberdade de expressão.
A primeira-dama Janja Lula da Silva também criticou as falas de Paolo Zampolli. Ela afirmou que as mulheres brasileiras são pessoas com voz e sonhos, que lutam diariamente pela dignidade e liberdade para serem quem quiserem. A primeira-dama destacou a força das mulheres na superação da violência e do silenciamento, rejeitando os termos ofensivos usados por Zampolli.
Acusações contra Zampolli
A modelo Amanda Ungaro acusa Paolo Zampolli de violência doméstica, o que ele nega. Ele afirmou à TV italiana que as marcas nas pernas dela eram por ser kickboxer e negou ter cometido qualquer agressão. Comentou ainda que talvez a acusação tenha uma motivação psicológica após vinte anos.
Além das acusações contra Zampolli, Amanda Ungaro se declarou contrária ao presidente estadunidense Donald Trump e sua esposa, a primeira-dama Melania Trump. Ela disse que pretende combater o sistema corrupto associado a eles, referindo-se ao caso Epstein.
