O Distrito Federal terá uma semana com manhãs frias, tardes quentes e possibilidade de chuva isolada. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas vão variar entre 10°C e 30°C nos próximos dias, enquanto a umidade do ar oscilará entre 20% e 90%.
Na segunda-feira, a temperatura mínima será de 14°C durante a madrugada, subindo para 30°C à tarde. A umidade relativa do ar ficará entre 30% e 90%, com chance de chuvas isoladas, apesar do calor prevalecer durante o dia.
Na terça-feira, o céu deve ficar nublado, mas sem previsão de chuva. A temperatura mínima será de 14°C, e a máxima não ultrapassará os 27°C. A umidade relativa do ar variará entre 35% e 90%, mantendo as manhãs úmidas e as tardes mais secas.
Na quarta-feira, o tempo será firme com poucas nuvens. A mínima será de 13°C e a máxima de 29°C, com umidade relativa oscilando entre 30% e 90%, proporcionando manhãs frias e tardes agradáveis.
Na quinta-feira, as madrugadas ficarão mais frias, com mínima de 10°C, a menor da semana, e máxima de 25°C. O céu continuará com poucas nuvens, e a umidade do ar poderá cair para 20% à tarde, típica da estação seca do Distrito Federal, exigindo cuidados redobrados da população.
Diante dessas condições, especialistas recomendam atenção à saúde para minimizar os efeitos do ar seco. O médico emergencista Yuri Castro explica que a umidade baixa prejudica a hidratação das vias respiratórias, podendo causar irritações, alergias e infecções.
Yuri Castro destaca que crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças respiratórias, cardiovasculares e imunossuprimidas são os mais vulneráveis. Essas pessoas devem aumentar os cuidados, pois mudanças pequenas no clima podem agravar quadros de saúde.
Como medidas preventivas, ele indica manter-se hidratado ao longo do dia, lavar as narinas com soro fisiológico, evitar exposição solar intensa, reduzir exercícios físicos quando a umidade estiver baixa, manter os ambientes limpos e usar hidratantes para pele e protetor labial. Pacientes com doenças respiratórias devem continuar o tratamento conforme orientação médica.
O especialista alerta para sinais que indicam a necessidade de procurar atendimento médico imediato, como falta de ar, dificuldade para respirar, chiado no peito, dor ou febre persistente, confusão mental, desmaios e sintomas graves de desidratação.
Além disso, sangramentos nasais intensos que durem mais de 20 minutos, ou que ocorram frequentemente, devem ser investigados. Pacientes asmáticos devem buscar ajuda se a medicação de resgate não controlar os sintomas ou precisar ser usada frequentemente.
A hidratação deve ser contínua, podendo ser complementada com frutas ricas em água e água de coco. A lavagem nasal com soro ajuda a aliviar o ressecamento. Yuri Castro alerta que colocar apenas uma bacia com água em casa não é suficiente para combater os efeitos do ar seco, e que automedicação e minimizar sintomas podem ser prejudiciais.
O ar seco também afeta a pele. O dermatologista Cristiano Ribeiro Velasco esclarece que o tempo seco facilita a perda de água da pele, tornando sua proteção natural mais frágil, o que pode causar ressecamento, dermatites e pequenas fissuras que favorecem infecções por bactérias e fungos.
Pessoas com dermatite atópica, psoríase e outras doenças de pele que envolvem ressecamento podem ter piora dos sintomas nesta época.
Para minimizar os efeitos, o especialista aconselha evitar banhos muito quentes, usar sabonete somente nas áreas necessárias, aplicar hidratante logo após o banho com a pele ainda úmida, aumentar a ingestão de líquidos e evitar longos períodos em ambientes com ar-condicionado. Se o ar-condicionado for necessário, recomenda-se o uso de um umidificador de ar, ou alternativamente colocar uma bacia com água ou uma toalha úmida no quarto durante a noite para aumentar a umidade.
Cristiano Ribeiro Velasco alerta que coceira intensa, vermelhidão, sensação de calor, rachaduras, feridas, ressecamento em áreas de dobra da pele e irritação ao redor dos olhos indicam a necessidade de avaliação médica especializada.
Ele finaliza ressaltando que a pele é uma barreira de proteção importante, e que o ressecamento prolongado ou o ato de coçar podem romper essa barreira, facilitando infecções. Recomenda procurar um dermatologista diante de piora dos sintomas ou sinais de inflamação.
