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domingo, 12/07/2026

liberais nas equipes de presidenciáveis da direita, durigan defende lula

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Em Brasília

ADRIANA FERNANDES E LUANY GALDEANO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Aproximando-se das convenções que oficializarão os candidatos à presidência, os times dos candidatos da direita buscam economistas liberais para criar planos econômicos que criticam as políticas do governo atual de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sem um candidato único na direita, muitos desses economistas colaboram de forma independente com diferentes campanhas, alguns até no anonimato. As discussões têm se intensificado recentemente.

Diversos conselheiros vêm de experiências anteriores, como ex-integrantes do superministério da Economia do governo Bolsonaro, liderado por Paulo Guedes, e economistas que participaram de governos anteriores, como Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central no governo FHC, que hoje ajuda a campanha do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

O foco comum dos candidatos da direita é criticar a política fiscal do governo Lula, destacando o aumento das despesas públicas, crescimento da dívida, elevação de impostos e defendendo mais participação do setor privado na economia. Todos buscam contestar os dados apresentados pela atual gestão.

No campo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário nas pesquisas, a empresária Daniella Marques lidera a equipe. Ela é considerada a atual referência econômica da campanha, após ser braço direito do ex-ministro Paulo Guedes e presidente da Caixa.

Daniella Marques está formalmente na campanha de Flávio Bolsonaro há cerca de 25 dias e se dedica integralmente ao projeto. Segue estratégias para conectar o candidato a importantes nomes do mercado financeiro e lidera reuniões para definir o plano econômico.

Ela destaca que o programa terá três pilares principais: mobilidade social, reformas macroeconômicas e pequenas reformas em setores estratégicos. O objetivo é enfrentar grandes desafios econômicos deixados pelo governo anterior e apresentar soluções para as famílias brasileiras.

Para definir as propostas, a equipe de Rogério Marinho (PL-RN), que lidera a campanha, tem utilizado estudos de consultorias e entrevistas com especialistas do setor econômico, contando também com economistas mulheres como Cristiane Schmidt, atual CEO da MSGÁS e que já foi secretária de Economia em Goiás.

Outros especialistas que colaboram com as campanhas da direita incluem Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics, e o ex-ministro Adolfo Sachsida, ambos próximos a Flávio Bolsonaro. Apesar de Sachsida negar vínculo formal, declara seu voto e proximidade com o senador.

A confiança de Flávio Bolsonaro em Daniella Marques é alta, e ele considera revisar sua posição sobre a reforma tributária, que chegou a propor revogar por temer aumento de impostos.

No PSD, o presidente Gilberto Kassab informa que o plano econômico da candidatura de Ronaldo Caiado ainda está em desenvolvimento, com contribuições diversas sem liderança única no momento.

Roberto Brant, ex-ministro e deputado federal, coordena o plano de Caiado e promete distinção clara em relação ao governo atual, defendendo maior papel para o setor privado, que enfrenta hoje custos altos e restrições de crédito.

Zema também conta com economistas experientes, como Carlos da Costa, que lidera seu programa e propõe medidas como congelamento de contratações públicas e privatização de estatais para controlar gastos.

Na equipe do presidenciável Renan Santos (Missão), destaca-se o deputado federal Kim Kataguiri, que defende reformas fiscais rigorosas, incluindo desvincular benefícios previdenciários do salário mínimo para limitar aumentos.

O governo de Lula escalou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para apresentar propostas de continuidade e avanços econômicos, mesmo com as limitações do período eleitoral. Ele destaca que o plano buscará consolidar os avanços do terceiro mandato e promover crescimento e diálogo com diversos setores.

No entorno do presidente, também participam da formulação econômica nomes como o ex-ministro Fernando Haddad, o presidente do BNDES Aloizio Mercadante, e os ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão), sob a coordenação do ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

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