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Secretário de Comércio dos EUA descarta acordo definitivo com China no G20

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O secretário americano afirmou que o G20 “não é um lugar para um acordo comercial definitivo

EUA-China: Trump pretende conversar com Xi Jinping no G20, afirmou o secretário (Jonathan Ernst/Reuters)

O secretário americano do Comércio, Wilbur Ross, disse nesta terça-feira (11) que Estados Unidos e China não vão anunciar um acordo comercial na cúpula do G20 no final de junho, no Japão.

“A cúpula do G20 não é um lugar para um acordo comercial definitivo”, disse Wilbur Ross à emissora CNBC, acrescentando, contudo, que pode haver “algum tipo de acordo sobre o caminho a seguir”.

“Certamente não será um acordo definitivo”, insistiu.

Segundo ele, o presidente Donald Trump pretende conversar sobre o assunto com seu colega chinês, Xi Jinping.

Ross disse também que, ainda que este conflito possa parecer “uma guerra frontal”, terminará, de qualquer maneira, com uma solução consensual.

“Os mercados estão muito nervosos, ou muito eufóricos”, criticou, apontando o exemplo das “pessoas que ficaram histéricas” quando Trump ameaçou impor tarifas a bens importados do México.

“Finalmente, temos uma solução que pode ajudar a resolver o problema da crise (dos imigrantes clandestinos) na fronteira e que não inclui tarifas aduaneiras”, comentou.

Além disso, convidou seus colegas a “aprenderem com esta crise” e “a julgarem este governo de acordo com os resultados”.

Mais uma vez, Trump disse que os consumidores americanos não foram afetados pela guerra comercial entre Washington e Pequim.

O governo chinês “desvaloriza sua moeda e dá subsídios às suas empresas para atenuar os efeitos das sobretaxas” de 25% impostas pelos Estados Unidos a produtos chineses importados, no total de 250 bilhões de dólares, tuitou.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou que o aumento das tensões entre Pequim e Washington pode afetar o crescimento dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, apontou que, por enquanto, os efeitos do conflito tiveram pouco impacto sobre os consumidores.

Na segunda-feira, Trump ameaçou adotar novas tarifas sobre a China, se a reunião com Xi Jinping, em paralelo à cúpula do G20 em Osaka, não acontecer.

 

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Macri sofre quatro novas derrotas nas eleições regionais da Argentina

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O governo tem 17 derrotas nas eleições regionais desde que o calendário eleitoral começou em março passado

O partido do presidente Mauricio Macri teve mais quatro novas derrotas eleitorais nas eleições provinciais de domingo, entre elas a vitória do peronismo em Santa Fé, o terceiro distrito mais povoado do país.
As eleições aconteceram em meio a uma apagão que deixou a Argentina e o Uruguai no escuro por várias horas, e cujas causas ainda estão sendo investigadas.
O senador Omar Perotti, da frente peronista Juntos, venceu por 18 pontos de vantagem sobre o candidato de Macri e conseguiu derrotar o socialismo que governou Santa Fé nos últimos 12 anos.
Em San Luis e em Formosa o peronismo também venceu e em Tierra del Fuego ganhou um candidato kirchnerista.
Macri tentará a reeleição na disputa eleitoral de 27 de outubro. Sua chapa, que integra junto com o peronista de direita Miguel Ángel Pichetto, competirá, entre outras, com a de Alberto Fernández e a ex-presidenta Cristina Kirchner (2007-2015) como candidata a vice-presidente.
O governo tem 17 derrotas nas eleições regionais desde que o calendário eleitoral começou em março passado.
A única vitória foi obtida há uma semana na pequena província de Jujuy (norte).
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China respalda líder de Hong Kong após protestos populares

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Manifestantes protestaram nas últimas duas semanas contra a líder de Hong Kong, Carrie Lam, e a projeto de lei que prevê extradição à China

Hong Kong: milhares de manifestantes pedem a renuncia de Carrie Lam (Tyrone Siu/Reuters)

Hong Kong — A China reiterou seu apoio à líder de Hong Kong, Carrie Lam, nesta segunda-feira depois de dias de protestos na cidade contra um projeto de lei de extradição, e uma fonte próxima de Lam disse que Pequim dificilmente a abandonará, mesmo que ela tente renunciar.

As tentativas de Lam de aprovar um projeto de lei que permitiria que moradores de Hong Kong fossem extraditados à China para serem julgados desencadearam os maiores e mais violentos protestos na ex-colônia britânica em décadas.

No início da segunda semana da crise política, manifestantes e políticos de oposição enfrentaram uma chuva intermitente para se reunirem perto dos escritórios do governo e pedir que o projeto de lei seja descartado e que ela renuncie.

Os protestos ocorrem em um momento delicado para o presidente chinês, Xi Jinping, que lida com uma guerra comercial crescente com os Estados Unidos, o enfraquecimento da economiae uma tensão estratégica regional.

Hong Kong vem sendo governada mediante a fórmula “um país, dois sistemas” desde sua devolução a Pequim em 1997, o que inclui garantias de liberdades inexistentes na China continental, como um Judiciário independente, mas sem eleições plenamente democráticas.

Muitos moradores estão cada vez mais irritados com o controle cada vez mais rígido de Pequim e com o que veem como a erosão de tais liberdades, temendo que mudanças no Estado de Direito coloquem em risco sua condição de funcionar como um dos centros financeiros globais.

“O governo chinês, o governo central, sempre apoiou plenamente o trabalho da executiva-chefe, Carrie Lam, e do governo de Hong Kong”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, em uma coletiva de imprensa.

“O governo central continuará a apoiar com firmeza a executiva-chefe e o governo da RAE (região administrativa especial) de acordo com a lei.”

Os comentários ecoaram declarações feitas pelo governo de Hong Kong e pelo escritório de formulações de políticas de Macau no final de semana.

Os organizadores dos protestos disseram que quase dois milhões de pessoas –dos cerca de sete milhões de habitantes de Hong Kong– compareceram no domingo para exigir que Lam renuncie, o que está se tornando o maior desafio ao relacionamento da China com o território desde 1997.

As manifestações coincidiram com a saída de Joshua Wong, ativista de Hong Kong que é o rosto do clamor da cidade pela democracia plena, da prisão nesta segunda-feira, prometendo se unir ao movimento de protestos em massa.

 

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Candidatos a premiê do Reino Unido fazem primeiro debate na TV

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Boris Johnson, líder das intenções de voto, não participou de debate ocorrido no domingo (16)

Os candidatos a líder do partido conservador britânico se enfrentaram neste domingo (16) no primeiro debate na televisão da disputa. O líder das intenções de voto, no entanto, decidiu ficar de fora. Boris Johnson não compareceu ao programa da estatal Channel Four.

A justificativa foi uma já conhecida: quem está ganhando não precisa se expor e correr o risco desnecessário de perder votos. Pragmático ao extremo, é verdade. Pouco democrático e um tanto quanto obscuro, criticaram os adversários.

Os outros cinco que compareceram tiveram que se engalfinhar sobre o principal tema que domina o país: a separação da União Europeia. A maioria bateu na tecla de que é possível renegociar um acordo com o continente, mas que é importante entregar o Brexit em 31 de outubro.

A verdade é que não há muito espaço para renegociar nada – a Europa inclusive insiste que o acordo é esse que já está aí.

No mais, o debate entre os candidatos conservadores foi apenas um programa para cumprir tabela e não mudou a sensação de que o Reino Unido já tocou o ponto morto e vai empurrar a situação com a barriga para ver no que vai dar.

As projeções para a economia refletem isso. A entidade Câmaras de Comércio Britânicas, BCC em inglês, por exemplo, alertou: a economia do Reino Unido deve crescer apenas 1% no ano que vem e os empresários do país estão represando investimentos de maneira não sustentável, ressalta a entidade.

Enquanto essa desventura chamada Brexit não for resolvida, pouca gente parece interessada em arriscar dinheiro por aqui.

Na terça-feira (18), será realizado o debate da BBC, com a presença de todos os candidatos. Mas parece pouco provável que algum deles consiga reduzir a vantagem do ex-prefeito de Londres.

*Com informações do repórter Ulisses Neto

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