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Revolução do Pix vai atingir 8% das receitas dos bancos, com redução de DOCs e TEDs

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Estimativa é da agência Moody’s. Tarifas cobradas por serviços como DOC e TED serão eliminadas, para pessoas físicas, com o funcionamento do sistema de pagamentos instantâneos, que já tem 10 milhões de inscrições

(crédito: Rafael Ribeiro/BCB)

Por prometer pagamentos rápidos, simples e baratos, o Pix segue despertando a atenção de milhões de brasileiros. Em apenas dois dias, o sistema de pagamentos instantâneos já recebeu mais de 10 milhões de cadastros. A grande adesão, contudo, também tem levantado dúvidas em relação à sobrevivência de serviços bancários tradicionais e à rentabilidade dos grandes bancos. O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, avisou que o mercado precisa se adaptar à nova realidade digital.

Relatório divulgado ontem pela agência Moody’s avalia que a redução de receita dos bancos pode chegar a 8%. Segundo a agência, o Pix será um “concorrente direto dos sistemas de pagamento existentes, incluindo TED e pagamentos com cartão de débito”. E diz que mecanismos como a TED não só geram receita para os bancos, já que cobram uma tarifa dos consumidores, como cresceram cerca de 31% desde 2017.

De acordo com o BC, o Pix será gratuito para pessoas físicas e vai cobrar uma taxa menor que as praticadas atualmente das empresas e dos empresários individuais que usarem o sistema para receber pagamentos comerciais. Um pagamento instantâneo terá um custo operacional de apenas um décimo de centavo. Logo, há a expectativa de que os bancos e as empresas de pagamento repassem essa redução de custos às empresas. E essa economia, aliada à facilidade e à rapidez do Pix, deve acabar reduzindo o uso dos mecanismos tradicionais de transferências bancárias, em especial TED e DOC, que custam caro para muita gente.

Efeito limitado

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por sua vez, informou que a redução de receitas será “limitada”. O diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Febraban, Leandro Vilain, alega que 62% das contas bancárias já são isentas de tarifas no Brasil e afirmou que, por isso, “o efeito do Pix de serviços avulsos é limitado”. O diretor do segmento de Pessoa Física do Santander Brasil, Marcelo Labuto, acrescentou que, por outro lado, o sistema de pagamentos instantâneos vai permitir a atração de novos consumidores e a oferta de novos produtos pelos bancos, o que pode gerar novas receitas. Labuto lembrou também que a popularização dos pagamentos digitais deve, ainda, reduzir os custos de transporte e segurança de numerário. Por isso, acredita que a redução de receita do Pix será compensada.

Em um webinar realizado ontem, o presidente do Banco Central reconheceu que “as plataformas tradicionais dos bancos estão sendo atacadas” pelo processo de inovação e transformação digital do sistema financeiro, que é fruto do “crescimento exponencial da tecnologia, da digitalização em massa”. Mas avisou que é preciso se acostumar. “Toda essa inovação gera um desafio para os pilares tradicionais que costumavam garantir a vantagem competitiva das instituições financeiras. Temos uma nova realidade que vai exigir uma adaptação das instituições e do mercado”, afirmou.

Roberto Campos Neto disse ainda que a transformação digital não é desafiadora apenas para as instituições financeiras, pois também gera um desafio de regulação. Porém, adiantou as prioridades do Banco Central nesse processo: garantir a segurança cibernética sem sacrificar a experiência dos usuários, otimizar a inovação tecnológica e criar as condições para um sistema financeiro integrado, aberto e interoperável.

Campos Neto indicou também, que, apesar de todos esses desafios, é importante insistir nessa agenda de inovação, já que os benefícios são grandes para os consumidores. “Tais mudanças, além dos desafios, também apresentam enormes benefícios potenciais. Para os clientes, há a perspectiva da provisão de serviços de melhor qualidade, mais inclusivos e menores tarifas. Para os empreendedores, novas oportunidades de negócios e menor custo operacional”, frisou.

Corrida

Muitos brasileiros parecem ter entendido o recado. Por isso, continua a corrida pelo cadastro das chaves Pix. Segundo o BC, o número de inscrições praticamente triplicou ontem, saindo de 3,5 milhões para a marca de 10 milhões já no segundo dia de registros do Pix. E mesmo quem ainda não sabe como fazer pagamentos instantâneos está tentando entender o sistema que entra em operação em 16 de novembro. Segundo o Google, as buscas por “PIX, o que é?” dispararam 850% nas últimas 24 horas. Essa foi a pergunta mais buscada na internet brasileira ontem.

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Economia

IGP-10 tem alta de 1,33% em janeiro com pressão menor no atacado e no varejo

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Em janeiro, a alta do IPA, que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a 1,60%, de 2,27% no mês anterior

Varejo; comércio (Andre Coelho / Correspondente/Getty Images)

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) apresentou em janeiro alta de 1,33% contra avanço de 1,97% em dezembro, uma vez que o aumento dos preços tanto no atacado quanto no varejo perderam força, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

O resultado, entretanto, ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,90%.

Em janeiro, a alta do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a 1,60%, de 2,27% no mês anterior.

No varejo a pressão também ficou menor, uma vez o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu em janeiro 0,59%, de 1,27% em dezembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,76% no período, de alta de 1,12% em dezembro.

“Nesta apuração, os três índices componentes do IGP apresentaram recuo em suas taxas. O IPA foi influenciado por alimentos processados (3,47% para 0,66%), o IPC por passagens aéreas (36,45% para -27,93%) e o INCC por materiais e equipamentos (2,49% para 1,49%)”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 

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Economia

Vendas no varejo recuam 0,1% em novembro mesmo com Black Friday

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A expectativa era de alta de 0,40% das vendas no varejo. Setor foi uma das estrelas da retomada após quedas do começo da pandemia

Varejo (Paulo Whitaker/Reuters)

O varejo brasileiro ficou estável em novembro e interrompeu as altas seguidas dos meses anteriores. As vendas no varejo recuaram 0,1% em novembro na comparação com o mês anterior, segundo os números divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo em mês de Black Friday, a alta ficou abaixo da expectativa dos analistas em pesquisa da Reuters, que apontavam alta de 0,40% na comparação mensal.

Em relação ao ano anterior, as vendas subiram 3,4% sobre um ano antes, também abaixo dos 4,9% de consenso na pesquisa da Reuters.

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Economia

Inflação para as famílias mais pobres deve ter chegado a 6,22% em 2020, diz Ipea

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No acumulado do ano, enquanto a inflação das famílias de renda mais baixa teve elevação de 6,22%, o segmento de renda alta registrou taxa menor: 2,74%

Ipea: segundo o estudo, os segmentos de habitação e alimentos e bebidas foram os que mais impactaram a inflação das famílias de menor renda (Amanda Perobelli/Reuters)

 

No acumulado do ano, enquanto a inflação das famílias de renda mais baixa teve elevação de 6,22%, o segmento de renda alta registrou taxa menor: 2,74%.

Os dados constam do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente a dezembro, divulgado hoje (15), no Rio de Janeiro, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“Embora tenha se mantido em dezembro o padrão inflacionário presente nos últimos meses, caracterizado pela aceleração dos preços dos alimentos no domicílio, o reajuste da energia elétrica e a alta nos preços dos serviços livres se revelaram focos de pressão adicionais no orçamento das famílias”, informou o Ipea.

egundo o estudo, os segmentos de habitação e alimentos e bebidas foram os que mais impactaram a inflação das famílias de menor renda impulsionados pela alta de 9,3% nas tarifas de energia e pelos aumentos no preço do gás de botijão (2%), arroz (3,8%), feijão (3,3%), batata (7,3%) e carnes (5,6%).

Foco inflacionário

Já os reajustes das passagens aéreas (28,1%), dos transportes por aplicativo (13,2%) e da gasolina (1,5%) fizeram do grupo transporte o maior foco inflacionário para a classe de renda mais alta no mesmo período.

“Quando se observa a variação acumulada em 2020, se comparada com a de 2019, os dados mostram que, para as três faixas de renda mais baixa, houve uma aceleração da inflação, enquanto que, para as três classes de renda mais alta, o ano passado proporcionou um alívio inflacionário. A diferença entre essas pressões pode ser explicada pelo peso das despesas com alimentos, energia e gás: elas comprometem 37% dos orçamentos mensais nas famílias mais pobres e 15% nas mais ricas”, disse o Ipea.

Acrescentou que, no ano passado, os itens que mais pesaram na cesta de consumo dos mais pobres foram arroz (76%), feijão (45%), carnes (18%), leite (27%) e óleo de soja (104%), além das tarifas de energia (9,2%) e do gás de botijão (9,1%).

No mesmo período, a parcela com renda mais alta da sociedade sentiu uma alta moderada de serviços como mensalidades escolares (1,1%) e serviços médicos e hospitalares (14,8%), além de deflações em itens consumidos majoritariamente por esse grupo, como passagens aéreas (-17%), seguro de automóvel (-8%) e gasolina (-0,2%).

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Economia

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA aumentam mais do que o esperado

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Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 965 mil, contra 784 mil na semana anterior

Fila para solicitar seguro-desemprego no Arkansas, Estados Unidos: o mercado de trabalho entrou em crise com a covid-19 (Nick Oxford/Reuters)

O número de americanos que entrou com pedidos de auxílio-desemprego pela primeira vez saltou na semana passada, confirmando o enfraquecimento das condições do mercado de trabalho conforme a piora da pandemia de Covid-19 afeta as operações em restaurantes e outras empresas.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 965 mil, em dado ajustado sazonalmente para a semana encerrada em 9 de janeiro, contra 784 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters projetavam 795 mil pedidos na última semana.

O dado também foi impulsionado pela reapresentação de pedidos de auxílio após a renovação de um suplemento de 300 dólares até 14 de março como parte de alívio adicional de 900 bilhões de dólares aprovado no fim de dezembro.

Autoridades em muitos Estados proibiram jantares em locais fechados para desacelerar a disseminação do coronavírus. A economia fechou vagas de trabalho em dezembro pela primeira vez em oito meses.

O Livro Bege –do Federal Reserve e que traz informações sobre a atividade empresarial coletadas com contatos nacionais– em janeiro mostrou na quarta-feira que os “contatos nos setores de lazer e hotelaria informaram novos cortes de emprego devido a medids mais rigorosas de restrição”.

Embora os pedidos de auxílio-desemprego tenham caído ante o recorde de 6,867 milhões em março, eles permanecem acima do pico de 665 mil visto durante a Grande Recessão de 2007-09. Economistas disseram que pode levar vários anos para que o mercado de trabalho se recupere da pandemia.

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Economia

PIB da Alemanha cai 5% em 2020, mostram dados preliminares

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Os únicos pontos positivos vieram dos gastos do governo, que elevaram o consumo estatal em 3,4%, e da construção, onde o investimento subiu 1,5%

Lockdown Alemanha; pandemia na Europa; coronavírus (Sean Gallup/Getty Images)

A economia da Alemanha encolheu 5% em 2020, menos do que o esperado, uma vez que forte resposta estatal ajudou a limitar os problemas causados pela pandemia de Covid-19, mostraram nesta quinta-feira dados preliminares da agência de estatísticas.

A contração do Produto Interno Bruto foi menor do que a expectativa de queda de 5,1% em pesquisa da Reuters e também em relação ao recuo recorde de 5,7% sofrido em 2009 durante a crise financeira global.

O governo de coalização da chanceler Angela Merkel adotou desde março uma série sem precedentes de medidas de resgate e estímulo para ajudar as empresas e os consumidores a superarem a pandemia.

Com ajuste para os efeitos do calendário, a economia contraiu 5,3%, mostraram os dados preliminares.

O consumo privado despencou 6% no ano, enquanto o investimento empresarial em novos equipamentos também caiu com força.

As exportações recuaram quase 10%, enquanto as importações caíram 8,6%, disse a agência. Os únicos pontos positivos vieram dos gastos do governo, que elevaram o consumo estatal em 3,4%, e da construção, onde o investimento subiu 1,5%.

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Economia

Ibovespa futuro abre em alta à espera de estímulos americanos

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Investidores esperam que Joe Biden anuncie pacote de 2 trilhões de dólares até o fim desta quinta-feira

Bolsa: Ibovespa futuro abre em alta, em linha com bolsas internacionais (Germano Lüders/Exame)

O Ibovespa futuro abriu em alta nesta quinta-feira, 14, em meio à expectativa de que o presidente eleito Joe Biden anuncie um novo pacote de econômico ainda hoje. Na última semana, Biden afirmou que o país ainda precisa de estímulos e falou “trilhões dólares” , sem mencionar exatamente a quantidade.

Segundo notícia da CNN americana, com base em duas fontes a par do assunto, o valor seria de 2 trilhões de dólares. O montante deve ser distribuído diretamente a famílias e a fundos locais e estaduais.

Com o otimismo por mais estímulos, os principais índices de ações internacionais sobem nesta manhã, enquanto o dólar perde força contra as principais moedas emergentes, incluindo o real.

Investidores também esperam pelos dados de pedidos de seguro desemprego, referente à primeira semana do ano. A estimativa é que o número de pedidos tenha ficado em 795.000, levemente acima dos 787.000 da última divulgação. Um número pior do que o esperado pode reforçar ainda mais a percepção de necessidade de estímulos. A divulgação está prevista para às 10h30 (de Brasília).

No radar do mercado ainda segue o andamento do processo de impeachment de Donald Trump, aprovado na véspera pela Câmara americana. A conclusão do processo ainda depende do apoio de dois terços do Senado. No entanto, o líder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell, sinalizou que não deve dar andamento ao processo até a posse de Biden, em 20 de janeiro – o que esfria os temores sobre protestos de apoiadores de Trump, como os da última semana.

No período da tarde, por volta das 14h30, as atenções devem se voltar para o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que pode dar mais pistas sobre até quando vão os estímulos por meio de recompra de títulos no mercado. Também são esperados comentários sobre os efeitos da pandemia na maior economia do mundo.

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sábado, 16 de janeiro de 2021

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