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quarta-feira, 15/04/2026

Réu confessa que vigiou vítimas em cativeiro na Chacina do DF

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Em Brasília

O julgamento da Chacina do DF, em que dez membros de uma mesma família foram assassinados, continua com o depoimento dos réus. Após **Gideon Batista de Menezes** e o silêncio de **Horácio Carlos Ferreira Barbosa**, foi a vez de **Fabrício Silva Canhedo** prestar seu testemunho. Ele admitiu ter monitorado as vítimas enquanto estavam em cativeiro e compartilhou detalhes sobre como o grupo criminoso funcionava.

O depoimento encerrou o terceiro dia de julgamento. Amanhã, estão agendados os depoimentos de **Carloman dos Santos Nogueira** e **Carlos Henrique Alves da Silva**, seguidos dos debates.

Os réus são acusados de crimes graves, incluindo homicídio, latrocínio, ocultação de cadáver, sequestro para extorsão, associação criminosa e corrupção de menores.

As vítimas foram: **Marcos Antônio Lopes de Oliveira**, 54 anos; sua esposa **Renata Juliene Belchior**, 52; a filha do casal, **Gabriela Belchior de Oliveira**, 25; seus filhos, **Thiago Gabriel Belchior de Oliveira** e a esposa deste, **Elizamar da Silva**; e três netos, **Rafael**, **Rafaela** (ambos com 6 anos) e **Gabriel** (7 anos); além de **Cláudia Regina Marques**, ex-mulher de **Marcos**, e a filha dela, **Ana Beatriz Marques de Oliveira**.

Recrutamento e função no grupo

**Fabrício** relatou que foi convidado por **Gideon** para participar do crime, sob a promessa de pagamento alto, embora não soubesse inicialmente do que se tratava. Sua função envolvia conhecimento técnico, como o cadastro de chips de celular para evitar rastreamento durante o plano.

Ele permaneceu na casa onde as vítimas eram mantidas, cuidando da vigilância, preparando alimentos e zelando pelo local. As vítimas ficavam vendadas o tempo todo. Presenciou a chegada de duas delas, **Cláudia** e **Ana Beatriz**.

Sobre a arma e discordâncias

**Fabrício** admitiu ter facilitado a localização de um revólver, mas afirmou que a arma não era dele e seria usada apenas para segurança.

Ele também se desentendeu com **Gideon** ao saber que as crianças seriam levadas para o cativeiro, expressando preocupação com a situação delas.

Arrependimento e tensão no grupo

Após a morte de algumas vítimas, **Fabrício** decidiu se afastar do grupo, mas prometeu não denunciá-los naquele momento.

O clima entre os acusados ficou tenso, especialmente quando **Renata** mostrou vontade de transferir os direitos da chácara para **Gideon**, na esperança de recuperar a liberdade dela e de sua filha.

Ele expressou arrependimento por ter se envolvido com o grupo liderado por **Gideon** e **Horácio**, dizendo que não acredita mais que o crime tenha sido motivado apenas por dinheiro ou posse da chácara avaliada em R$ 2 milhões.

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