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Resultados do 3º tri devem mostrar que a Tesla vai continuar pisando fundo

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Cercada de expectativas, a fabricante de automóveis de Elon Musk bateu recorde na produção e na entrega de veículo no terceiro trimestre

Tesla: fabricante pode registrar receita de 8,4 bilhões de dólares neste trimestre, de acordo com consultoria (Aly Song/Reuters)

A Tesla divulga nesta quarta-feira (21) os seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre deste ano. A companhia de Elon Musk que já quadruplicou de valor neste ano deve apresentar resultados bem superiores aos registrados no ano passado. Uma prova de que a fabricante de carros elétricos não sofreu tanto com a crise da covid-19. O que os empreendedores de sucesso têm em comum? Inovação será a chave de 2021. Fique por dentro em nosso curso exclusivo.

A estimativa de Wall Street é de que o faturamento trimestral da fabricante fique entre 7,1 bilhões e 8,9 bilhões de dólares. A consultoria americana Estimize é mais específica. A previsão para a fabricante de automóveis movidos por eletricidade é de receita de 8,4 bilhões de dólares.

Os números são significantemente maiores do que os registrados em 2019, quando a Tesla obteve receita de 6,3 bilhões de dólares. O resultado foi considerado decepcionante, pois era 8% menor do que o registrado um ano antes. O lucro bruto também foi menor. Houve retração de 22% e o resultado para o trimestre ficou em 1,2 bilhão de dólares.

O motivo da expectativa de números mais altos é porque a Tesla já divulgou resultados de seus negócios no trimestre. A companhia informou que foram entregues 139.300 carros no período e que a empresa iniciou a produção de mais de 145.000 outros veículos durante os meses de julho e setembro.

Para efeito de comparação, a fabricante havia entregue somente 96.100 carros e produzido outros 97.000 veículos durante o mesmo trimestre do ano passado. Os números de 2020, desta forma, já são 44,9 % e 49,4% maiores do que os obtidos no terceiro trimestre de 2019. Para Musk, a meta é conseguir produzir 20 milhões de carros por ano.

O ano de 2020 vem sendo mágico para a montadora de Musk. A companhia que iniciou o ano com ações negociadas por volta de 90 dólares cada viu seus papéis quadruplicarem de valor nos últimos meses. No pregão desta terça-feira (20), as ações da Tesla terminaram o dia em queda de 2%, mas cotadas em quase 422 dólares cada uma.

Tudo isso já faz com que a companhia ganhe novos rivais no mercado e também se torne mais visada até por montadoras tradicionais. Nem mesmo problemas recentes, como um teto de um automóvel da Tesla que caiu no meio de uma estrada, parecem frear a fabricante de carros elétricos comandada por Musk.
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Twitter amplia regras para combater discurso de ódio com base em raça, etnia ou nacionalidade

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Essa é a terceira atualização das diretrizes sobre propagação de ódio. Rede social vai apagar conteúdos inapropriados quando forem denunciados.

Ícone do aplicativo do Twitter em um smartphone. — Foto: Thomas White/Reuters

O Twitter anunciou nesta quarta-feira (2) novas regras para o conteúdo publicado em sua plataforma, ampliando o que é considerado conduta de ódio.

A partir de agora serão removidos, quando forem denunciados, conteúdos com linguagem que desumanize as pessoas com base em sua raça, etnia ou nacionalidade.

Publicações que contenham mensagens como “[etnia] são sanguessugas e só servem pra uma coisa” ou “todos os [nacionalidade] são ratos que vivem às custas de benefícios sociais e precisam ser expulsos” serão apagados.

Exemplos de discurso de ódio com base em raça, etnia ou nacionalidade que serão removidos — Foto: Reprodução/Twitter

Exemplos de discurso de ódio com base em raça, etnia ou nacionalidade que serão removidos — Foto: Reprodução/Twitter.

Essa é a terceira atualização das políticas contra propagação de ódio no Twitter.

Em julho de 2019, a rede social proibiu publicações que poderiam desumanizar as pessoas com base em religião ou casta. E, em março de 2020, incluiu regras sobre idade, deficiência ou doenças.

O Twitter afirmou que a expansão das regras foi feita em parceria com um conselho interno e organizações especializadas em todo o mundo, além de levar em consideração os comentários do público.

A moderação de conteúdos nas redes sociais é frequente alvo de críticas de especialistas e usuários.

Há questionamentos sobre a agilidade das remoções, sobre a consistência da aplicação de regras e, em outros casos, sobre possíveis restrições à liberdade de expressão.

O concorrente Facebook, por exemplo, montou um conselho de supervisão para anular as decisões da empresa envolvendo remoção de certos conteúdos em suas plataformas.

O Twitter disse que encoraja as pessoas a se expressarem livremente, mas que “abuso, assédio e conduta de ódio não têm lugar” em sua plataforma.

A maior parte de remoção de conteúdo nas plataformas on-line acontece por meio de inteligências artificiais, que usam parâmetros pré-definidos para indicar um comportamento abusivo.

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Guerra do streaming: Directv Go chega com esporte ao vivo e 90 canais

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Serviço de streaming chega ao país com possibilidade de acesso a jogos ao vivo, além de séries e filmes sob demanda

NFL: disponibilidade de canais e transmissão de eventos esportivos é diferencial da Diretv Go (Mark Rebilas/Reuters)

O diferencial do Directv Go para competir com nomes como Disney+, Netflix, Amazon Prime Video e Globoplay, que contam com uma grande indústria de produção por trás e apostam nos títulos desenvolvidos internamente e nos licenciamentos, é a oferta de mais de 90 canais, no modelo TV a cabo — com o diferencial que agora não tem cabo nenhum, senão o da internet. O Diretv Go pretende garantir acesso via streaming aos principais canais da rede aberta, como SBT, Band, Record e Globo, além de fornecer a possibilidade de acesso a eventos ao vivo e esportes com Fox Sports, ESPN, SporTV e outros.

Além dos esportivos, outros canais “tradicionais” dos serviços de TV a cabo estarão disponíveis como TNT, Space, Cinemax, Nickelodeon, entre outros com disponibilidade de filmes e séries. O serviço também conta com um catálogo de filmes e séries sob demanda que podem ser vistos via streaming, como The Handmaid’s Tale, os filmes da saga Harry Potter ou Coringa. Sem necessidade de custo de instalação, aquisição de equipamentos ou cabos, o Directv Go chega com o custo de R$ 59,90 e quem assinar durante o primeiro mês leva gratuitamente acesso aos canais HBO durante 5 anos.

Segundo Estanislau Bassols, presidente na Sky no Brasil, a novidade está em oferecer filmes e séries com recência, além de um grande número de atrações ao vivo e de entretenimento esportivo. “Ter isso tudo junto numa única plataforma é a novidade”, disse. Segundo ele, a ideia é oferecer atrações que outros serviços de streaming não têm ao mesmo tempo que facilita o acesso aos canais por assinatura em um modelo de produto digital, em que a aquisição é feita por aplicativo, sem complicações, prazos de permanência ou necessidade de instalação.

A Directv Go também compete com outros serviços de IPTV no Brasil que fornecem transmissão de canais de televisão, como a Pluto TV, ou a Claro Box TV, que necessita de um aparelho à parte para conectar os canais. O serviço está disponível por aplicativos e pode ser visto no Chromecast, Amazon Fire TV, Apple TV, Android TV, Roku e Elsys Smarty. A plataforma também estará disponível em SmartTVs das marcas Samsung, Sony e Sharp e nos navegadores da web Google Chrome, Microsoft Edge e Firefox. Para assinar basta acessar o site.

O cenário será acirrado para a empresa no país. Além de outros serviços de IPTV, há ainda a briga entre as gigantes Disney, Netflix e Amazon, que já têm, respectivamente, 73 milhões, 200 milhões e 150 milhões de assinantes pelo mundo.

Esse é um mercado quente em 2020, e que cresceu na esteira do isolamento causado pelo pandemia de covid-19. A consultoria Strategy Analytics prevê um total de 949 milhões de assinantes de serviços de streaming até o fim do ano, 5% mais do que a estimativa calculada antes da pandemia. Em 2019, eram 805 milhões de assinantes. Com isso o faturamento do mercado, que alcançou 24 bilhões de dólares no ano passado, também tende a acelerar.

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Conheça o Discord, app de comunicação que pode valer 7 bi de dólares

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Serviço de bate-papo que ganhou popularidade durante a quarentena pode dobrar seu financiamento em menos de um ano

Aplicativo Discord (Divulgação/Fonte padrão)

Se você se reuniu virtualmente com amigos nos últimos meses, talvez tenha ouvido falar do Discord. O aplicativo permite realizar chamadas de vídeo, áudio ou conversas via chat, funções que o levaram a ter um crescimento explosivo na quarentena.

Hoje, a empresa está perto de fechar uma nova rodada de financiamento que pode avaliá-la em quase 7 bilhões de dólares — quase o dobro do que tinha alguns meses atrás.

De acordo com reportagem da TechCrunch, o novo financiamento surge meses depois de um investimento de 100 milhões de dólares que levou a empresa a uma avaliação de 3,5 milhões. Atualmente, seus principais investidores são a Index VenturesGreylockBenchmark e Tencent Holdings.

Disponível para celular ou desktop, o Discord teve seu sucesso inicial com a comunidade gamer, que utiliza o serviço para conversar durante jogos. Em outubro, chegou a receber 800.000 downloads por dia quando o jogo multiplayer “Among Us” viralizou nas redes sociais.

Mas, como afirmaram os co-fundadores Jason Citron e Stanislav Vishnevskiy em uma postagem em julho, o aplicativo alcançou outras esferas sociais: “Acontece que, para muitos de vocês, não se tratava mais apenas de videogames”, dizem.

Citron e Vishnevskiy descrevem o Discord como “um lugar para ter conversas genuínas e passar tempo com as pessoas”, projetado para o usuário ficar no conforto de seus próprios grupos ao dividi-los em servidores, ferramenta que se assemelha as comunidades do Orkut.

Apesar da diversidade em quem utiliza o serviço atualmente, a empresa já teve um escândalo em 2017 por conta de grupos de supremacistas brancos que passaram a usar o Discord para promover discurso de ódio pelo aplicativo.

Para combater o crescimento dessas comunidades, a empresa criou a “Central de Segurança” e passou a aplicar as regras e regulamentos que garantem “uma experiência segura, positiva e inclusiva”.

Em vez de usar anúncios, o Discord concentra seu crescimento em assinaturas, oferecendo um plano opcional chamado Nitro para usuários interessados em personalizar seus perfis.

O Nitro, que cobra 5 dólares por mês (aproximadamente 26 reais), tinha cerca de 1 milhão de assinantes em junho, um número que tende a crescer à medida que o aplicativo recebe mais atenção do público geral. Hoje, o Discord tem 120 milhões de usuários ativos mensais.

O co-fundador da Index Ventures, Danny Rimer, um dos investidores que apoiou o investimento de 100 milhões de dólares no Discord em junho, é um grande defensor da visão da empresa.

“Acredito que o Discord é o futuro das plataformas”, escreveu Rimer em um comunicado. “Em vez de jogar conteúdo em cima de você, como o Facebook, ele fornece uma experiência compartilhada para você e seus amigos”, diz.

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Por que a Xiaomi se chama assim? A origem do nome foi finalmente explicada

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Empresa chinesa quase foi chamada de “Red Star” ou “Black Rice”, mas executivos mudaram de ideia e decidiram adotar o nome atual

Xiaomi: companhia ganhou este nome após uma reunião dos fundadores com investidores (SOPA Images / Colaborador/Getty Images)

Lei Jun, executivo que comanda a Xiaomi, resolveu explicar a origem do nome da fabricante chinesa de aparelhos eletrônicos – e que recentemente ultrapassou a Apple no mercado de smartphones. A história é curiosa e mostra que por pouco a companhia não teve um nome totalmente americanizado.

De acordo com o executivo, em entrevista para o site GizChina, nomes como “Red Pepper”, “Red Star” e “Black Rice” foram colocados em discussão, mas nenhum agradou completamente aos executivos. A ideia era dar um nome tive pronúncia simples para consumidores do mundo inteiro e não apenas na China.

Jun afirma que em determinado momento da reunião se lembrou de uma de suas frases favoritas, que diz “Buda vê um grão de arroz com tanta atenção como quando olha para o monte Meru”, montanha sagrada mitológica na Tanzânia e que faz parte das culturas hindu, jainista e budista.

Em chinês, a palavra arroz é traduzida para o termo “Mi”. Os executivos gostaram e o nome passou a ser considerado. Só que Mi não era o suficiente. Com medo de que o ambiente online fosse muito evasivo, executivos sugeriram que a companhia adotasse o prefixo Xiao (que significa “pequeno”, em chinês). Daí nasce o nome Xiaomi, ou pequeno grão de arroz.

Nomes de empresas são curiosos. A Apple, por exemplo, é chamada desta forma porque Steve Jobs, cofundador da empresa, estava fazendo uma dieta a base de frutas e havia acabado de visitar uma fazenda de maçãs. Ele achou que o nome da fruta era simples, divertido e pouco intimidador.

A sul-coreana Samsung, por sua vez, adotou o nome que, em coreano, pode ser traduzido para “três estrelas”. As estrelas seriam uma forma da companhia enxergar um futuro em que pudesse alcançar o estrelato. O número três é visto na cultura local como poderoso (da mesma forma que o número 7 é considerado como “de sorte” e 13 poderia significar “azar”.

 

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“Estamos sendo usados na disputa entre superpotências”, diz Huawei

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Diretor global da Huawei, Marcelo Motta, acredita que muitos países podem reavaliar seu posicionamento em razão da mudança no governo dos Estados Unidos

5G: Até o terceiro trimestre de 2020, a Huawei registrava receitas de US$ 100 bilhões, alta de 9,9% em relação ao mesmo período do ano anterior (Hannibal Hanschke/Reuters)

Principal alvo da pressão americana no 5G e acusada de ser um braço de espionagem do governo chinês, a Huawei diz esperar “racionalidade” do governo brasileiro na decisão que norteará o futuro da tecnologia no País.

“Estamos sendo usados para uma disputa entre duas superpotências mundiais”, diz o diretor global de cibersegurança da empresa chinesa, Marcelo Motta, ao Estadão/Broadcast. Segundo ele, muitos países podem reavaliar seu posicionamento em razão da mudança no governo dos Estados Unidos, com a vitória do democrata Joe Biden, enquanto outros adiaram sua decisão em razão disso.

Nove dias após o subsecretário para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado dos EUA, Keith Krach, pregar o banimento da Huawei no Brasil, a direção mundial da empresa reagiu. Na terça-feira, a Embaixada da China em Brasília reagiu à acusação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, de que o país praticaria espionagem por meio de sua rede de tecnologia 5G.

Brasileiro, Motta está na Huawei desde 2002 e vive na China há oito anos, quando assumiu a chefia global da área de cibersegurança da empresa. Ele relata que as acusações sobre a empresa não são novas, mas subiram de tom quando a Huawei começou a se expandir. Mundialmente, a empresa faturou US$ 123 bilhões em 2019, aumento de 19% ante 2018. Até o terceiro trimestre de 2020, a Huawei registrava receitas de US$ 100 bilhões, alta de 9,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estima que a Huawei esteja presente em algo entre 35% a 40% das redes atuais. Banir a empresa é uma decisão que depende de decreto presidencial – até agora, não há um posicionamento claro sobre o tema.

Qual a expectativa da Huawei em relação à decisão do governo brasileiro no 5G?

Esperamos que a racionalidade impere e que qualquer decisão não seja tomada com base em rumores. Fazemos todo o esforço para mostrar nossa transparência e expressar isso para além das operadoras, mas também para o governo. Estamos ativamente em contato com governo e Congresso. Colocamos nossos equipamentos à disposição para testes com seu próprio time de técnicos, para que o governo se blinde de comentários externos e tome suas decisões de forma soberana. É nesse sentido que temos atuado e estamos confiantes de que a racionalidade vai prevalecer. Nossa exclusão faria com que muitos processos envolvendo o 5G atrasassem no País. Seria uma pena de isso de fato ocorrer.

O que a Huawei tem feito para rebater as acusações de espionagem por parte de outros países?

Segurança cibernética e proteção de dados são prioridades máximas para a empresa e isso é de longa data. Sabemos que estaremos acabados se tivermos qualquer problema nessa área. Por isso, aprimoramos o processo de governança em segurança cibernética. Laboratórios independentes testam cada solução antes que ela seja lançada no mercado. Somos a única empresa a ter centros globais de segurança cibernética, em Dongguan (China) e Bruxelas (Bélgica). Nesses centros, clientes, operadoras e governos podem ter acesso ao código-fonte de nossas soluções e fazer auditorias usando seu pessoal e ferramentas, para que tirem as próprias conclusões, sem a influência de acusações infundadas e sem provas.

Como a Huawei vê a pressão dos EUA pela adesão do Brasil à Clean Network e pelo banimento da companhia?

A iniciativa Clean Network não cobre única e exclusivamente telecom, mas aplicativos, smartphones e cabos intercontinentais submarinos. O nome Rede Limpa” é bonito, e quem não conhece pode até cair e se deixar seduzir, mas a definição está na página da Clean Network na internet. O objetivo é muito claro: tirar qualquer fornecedor chinês do espaço cibernético. O problema não é específico contra a Huawei. Estamos sendo usados para uma disputa entre duas superpotências.

Quais benefícios o 5G pode trazer para a economia mundial?

Quando o 5G estiver instalado e desenvolvido, os benefícios vão muito além de velocidade alta e tempo de resposta baixo. Em vez de um único fornecedor global de aplicativos, muitos aplicativos serão locais, desenvolvidos primordialmente por empresas locais. No agronegócio e na manufatura inteligente, o processamento de dados de aplicações será local. O 5G trará investimento para as economias com ganhos de eficiência e desenvolvimento. Quando se colocam restrições para o avanço do 5G, simplesmente se trava o desenvolvimento da economia local.

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Apple pode parar produção de iPad e MacBook na China por guerra comercial

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A maçã americana não caiu longe da árvore e quer evitar se tornar vítima da guerra comercial iniciada por Donald Trump

Apple: companhia quer evitar se tornar vítima de guerra comercial (SOPA Images / Colaborador/Getty Images)

A Apple pode estar prestes a deixar de fabricar seus iPads e MacBooks na China como uma resposta à guerra comercial entre o país asiático e os Estados Unidos, que tem sido aquecida nos últimos anos com o governo do republicano Donald Trump. A informação é da agência de notícias Reuters e indica que o próximo destino das fábricas dos dispositivos da Apple pode ser o Vietnã. Se o fato se concretizar, esta será a primeira vez que um iPad será produzido fora do território chinês.

O pedido da mudança de parte da fabricação dos produtos foi feito à gigante Foxconn, maior fabricante de componentes eletrônicos no mundo. Uma fonte especializada no assunto disse à Reuters que a Apple quer “diversificar sua cadeia de suprimentos”.

A Foxconn está construindo linhas de produção para o iPad e o MacBook em sua planta no Vietnã e deve ficar pronta já na primeira metade de 2021, segundo a Reuters, que não identificou quais modelos dos dispositivos não serão mais fabricados na China e qual é a porcentagem exata dos produtos que deixarão de ser fabricados no país. Cerca de 270 milhões de dólares estão sendo investidos pela companhia taiwanesa para a extensão fabril.

Essa não é a primeira mudança da Apple em termos de produção para evitar os efeitos da guerra. No começo deste ano, a produção de unidades dos fones de ouvido AirPod Pro foram transferidas para o Vietnã. Alguns modelos do iPhone também começaram a ser produzidos na Índia durante um curto período de tempo.

A decisão da Apple é um movimento claro para evitar ficar no centro de forças geopolíticas. Apesar de ter conseguido evitar algumas das tarifas impostas à China pelos Estados Unidos, a companhia liderada por Tim Cook parece estar preferindo evitar qualquer tipo de dependência chinesa para se tornar “menos vulnerável” a futuras decisões de ambos os países.

À Reuters, a Foxconn afirmou que “não comenta nenhum aspecto de nosso trabalho para nenhum cliente ou produtos” como “política da companhia” e por “razões de sensibilidade comercial”.

Parece, então, que a maçã americana não caiu longe da árvore — e quer se distanciar ao máximo da China para não acabar se tornando vítima.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

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