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Relação entre consumidores e operadoras de internet se complica

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Consumidores passaram a atualizar mais a rede mundial de computadores em casa e a enfrentar problemas com a conexão. Especialistas oferecem dicas sobre o que fazer em caso de problemas com as operadoras

(crédito: Thought Catalog /Unsplash)

Devido à pandemia da covid-19, o home office, ou trabalho remoto, e a educação a distância passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas, e, com isso, a internet se tornou cada vez mais necessária. O consumidor precisa que o serviço prestado pela operadora seja de qualidade. No entanto, problemas com a conexão ficaram mais recorrentes.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou, entre janeiro e maio deste ano, 268.097 reclamações de consumidores contra as prestadoras de internet, um volume 16% inferior às 320.026 queixas apresentadas em igual período de 2020. Porém, segundo a agência, foram 764.075 reclamações contra empresas de banda larga fixa ao longo de 2020, primeiro ano de pandemia, contra 580.680 em 2019. O número corresponde a um aumento de 32%. O crescimento se deu especialmente após o mês de março do ano passado, quando tiveram início as medidas de isolamento social.

A assistente administrativa Fernanda Carvalho, 33 anos, teve de trabalhar presencialmente em seu dia de home office após ficar sem internet em casa. “No dia em que eu precisei foi quando caiu o sinal”, afirma. Ela relata que ficou três dias intercalados sem o serviço, e que a empresa responsável não a avisou previamente, além de não apresentar justificativa. “Apenas falaram que estavam com problema na região”, conta Fernanda.

A assistente administrativa procurou a Anatel para solucionar a falha no serviço. “O problema foi resolvido quando registrei uma reclamação na ouvidoria da Anatel”, exclama. A empresa responsável entrou em contato com a consumidora para explicar o ocorrido e para saber se o problema persistia. Fernanda conta que, ao questionar a operadora sobre os dias e

m que ficou sem internet, foi oferecido um desconto na mensalidade e o problema foi resolvido.

Assim como Fernanda, vários brasileiros enfrentam problemas com o serviço de internet. No entanto, nem todos sabem o que fazer nesses casos e quais são os direitos que possuem. Segundo o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), as principais queixas das empresas de banda larga estão relacionadas ao serviço com vício de qualidade ou não fornecido, à cobrança indevida/abusiva e ao Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC).

Entenda os direitos

A advogada Simone Magalhães, especialista em direito do consumidor, alerta que, em caso de descumprimento da oferta veiculada pelas empresas, o consumidor pode exigir o cumprimento do serviço ou rescindir o contrato. “O Código de Defesa do Consumidor (CDC) também traz o dever da operadora de prestar os serviços com qualidade e segurança, devendo reparar todos os danos que o consumidor sofrer em virtude de falhas, a exemplo de interrupções do serviço, ‘quedas da internet’ ou oferta de velocidade abaixo da contratada”, destaca.

Uma recomendação destacada pela advogada é em relação a problemas na velocidade da internet fixa. “É importante fazer acompanhamento em sites de medição. Se constatar falha no serviço ou velocidade abaixo da contratada, considerando as variações permitidas pela Anatel, é recomendável documentar a redução e solicitar à operadora o abatimento proporcional no valor a ser pago”, recomenda.

A advogada também afirma que, quando ocorre interrupção no serviço, a empresa deve descontar o valor proporcional ao tempo interrompido, como foi o caso da Fernanda. “As prestadoras deverão realizar o ressarcimento aos consumidores prejudicados por interrupções dos serviços até o segundo mês subsequente ao evento”, enfatiza.

Para o advogado especialista em direito do consumidor Welder Rodrigues, é importante que o cliente seja informado com clareza sobre o pacote que está contratando, a fim de evitar problemas futuros. “O consumidor deve ser informado de forma clara a respeito das características do serviço, tais como a velocidade de navegação e o canal para acionamento de eventual chamado técnico para reparos”, esclarece.

Saiba o que fazer

A especialista Simone Magalhães destaca que, ao surgir um problema, o consumidor deve procurar primeiro a operadora para informar o defeito. Além disso, ela ressalta a importância de anotar o número do protocolo de atendimento.

Ambos especialistas explicam que, quando a empresa não solucionar o problema ou a solução for incompleta ou insatisfatória, o consumidor poderá também registrar reclamação na Anatel ou no Procon de sua cidade ou estado. Se ainda assim o problema persistir, é possível entrar com uma ação judicial. Para isso, é importante que o consumidor tenha juntado provas dos problemas que ele sofreu.

O especialista Welder Rodrigues afirma que os consumidores podem recorrer à Justiça em alguns casos para obter reparações de danos causados pela operadora em questão. “Na hipótese de ter sofrido prejuízos de qualquer natureza, seja patrimonial ou moral, o consumidor pode ingressar com uma ação judicial pleiteando as devidas reparações cíveis”, esclarece.

Como resolver

» Entre em contato com o canal de atendimento da operadora de banda larga;

» Informe o problema e tente solucionar diretamente com o prestador de serviço;

» Caso a queixa persistir, entre em contato com a Anatel ou o Procon para as devidas providências.

Grita do consumidor

PEÇA COM DEFEITO
DECATHLON

José Romeu Martins
Park Way

O bancário José Romeu Martins, 53 anos, morador do Park Way, procurou a coluna do Grita do Consumidor para reclamar da troca de uma peça relativa a um produto, comprado na loja da Decathlon, que deu defeito com pouco tempo de uso. “Comprei um caiaque inflável em 24 de abril de 2021 na loja da Decathlon, do Shopping Venâncio. Com um mês e dois dias de uso, o produto apresentou defeito. Uma parte interna da câmara de ar estourou, o que inviabilizou a utilização do caiaque. Compareci até a loja, após orientação do atendimento por e-mail. As vendedoras que me atenderam quiseram repassar o ônus do defeito para mim, sem aceitar que o produto com pouquíssimo uso tivesse defeito. Disseram que solicitaram uma nova peça para mim, no entanto não me deram nenhum comprovante e disseram que eu teria de pagar pela peça. Após reclamar e dizer que eu tomaria todas as medidas cabíveis, o atendimento da Decathlon me disse que entregaria a peça sem custo e em determinado prazo. O atendimento é feito apenas por e-mail e por um formulário, sem possibilidade de contato com alguém”, exclama.

Resposta da empresa
A Decathlon informou que o problema foi resolvido. “A peça do produto que apresentou defeito foi substituída e entregue, no dia 16 de junho, diretamente na casa do cliente, que foi auxiliado pela liderança da loja na operação do equipamento”, esclarece.

Resposta do consumidor
“A peça foi entregue logo após eles terem o conhecimento de que a coluna Grita do Consumidor foi informada do problema. No entanto, houve uma demora na comunicação de quando isso seria feito”.

Brasília

Governo anuncia recursos para ampliação de equipes de saúde

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Profissionais trabalharão na atenção primária

 © Tomaz Silva/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou hoje (21) a disponibilização de recursos para a ampliação de equipes e de profissionais de saúde vinculados à atenção primária. O nome é dado à rede de acompanhamento e atendimento formada, por exemplo, pelos postos de saúde e pelas equipes de saúde da família.

De acordo com o ministério, serão liberadas verbas para contratação de 13.415 agentes comunitários de saúde, 1.791 equipes de saúde bucal, 3.374 equipes de saúde da família e 2.477 equipes de atenção primária.

A entrada em atuação dos profissionais, contudo, depende dos municípios. Esses precisam atender às exigências do ministério para receber os recursos e viabilizar a contratação dos novos profissionais.

“O Ministério da Saúde está se comprometendo a custear, mas o município precisa implantar. Os recursos começam a ser repassados a partir do momento que as equipes são de fato implantadas. Em alguns casos, os municípios já estavam fazendo e agora entramos com os recursos”, declarou o secretário de Atenção Primária a Saúde do Ministério, Raphael Câmara.

Pandemia

Na entrevista coletiva de anúncio da ampliação das equipes, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi questionado sobre a situação das vacinas contra a covid-19 Covaxin e Sputnik V.

A vacina indiana (Covaxin) teve sua contratação pelo ministério suspensa após denúncias, feitas pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, chefe de importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda, de superfaturamento e de pressões atípicas para contratação.

Já o imunizante russo (Sputinik V) foi adquirido por uma série de governos estaduais do Nordeste. Nos dois casos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação em caráter excepcional, mas impôs condicionantes.

Queiroga lembrou que a compra da Covaxin está suspensa para análise por recomendação da Controladoria Geral da União (CGU) e disse que a inclusão desse imunizante e da Sputnik V no Programa Nacional de Imunizações (PNI) será analisada.

“É preciso fazer análise de conveniência e oportunidade no momento em que temos mais de 600 milhões de doses de vacinas [compradas]. Se for do desejo dos governadores [do Nordeste] importar, pode importar. Mas para incluir no PNI é necessário que tenhamos os registros da Anvisa”, destacou Queiroga.

Variante delta

O ministro também foi perguntado sobre novas medidas diante do crescimento da variante delta do coronavírus no país. Até semana passada, foram confirmados mais de 100 casos. Hoje o Distrito Federal informou que a variante foi detectada na capital.

“A campanha de vacinação está sendo realizada. Temos adotado estratégias como reforçar vacinas nas regiões de fronteira. O cenário epidemiológico aponta melhora, com diminuição do número de casos e óbitos e internações. Se teve uma variante diagnosticada, resta saber se ela é de importância”, respondeu.

Adolescentes

Questionado sobre o início da vacinação de adolescentes em alguns estados, Marcelo Queiroga disse que a equipe do PNI está estudando a possibilidade e que irá se pronunciar após uma avaliação.

“É importante que estados e municípios não se adiantem com a inclusão de públicos que não foram incluídos no PNI”, recomendou.

Agência Brasil

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Agências do trabalhador têm vagas para primeiro emprego nesta quarta (21/7)

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Há vagas também para trabalhadores nas áreas de atendente balconista, caseiro, costureira, funileiro e telemarketing

(crédito: Marcello Casal Jr/Agencia Brasil)

As Agências do Trabalhador do Distrito Federal estão oferecendo 45 oportunidades para o primeiro emprego nesta quarta-feira (21/7). Não é exigido nenhum tipo de experiência profissional. Com carteira assinada e mais benefícios, os salários variam entre R$ 1.100, para acabador de mármore e granito, a R$ 2.500, para pintores de veículos.

E para aqueles que não têm nenhum tipo de escolaridade, as agências têm vagas para alinhador de direção, atendente balconista, caseiro, costureira e funileiro. Para postos que necessitam de comprovação de experiência profissional, há vagas de telemarketing, auxiliar financeiro e vendedor pracista.

Para candidatos com ensino médio completo, há 22 postos de trabalho disponibilizados nas Agências do Trabalhador. A maior remuneração é destinada ao cargo de gerente de captação, fundos e investimentos institucionais. O salário para essa vaga é de R$ 3 mil, mais benefícios. Porém, os candidatos devem comprovar atuação na área.

Profissionais formados em Engenharia de Software e Secretariado Executivo também têm possibilidade de inserção no mercado. Nas agências, há oferta de uma vaga para programador de sistemas de computador e seis para secretário executivo, com remuneração de R$ 4.655,99 e R$ 4.622, respectivamente, mais os benefícios. Nestas duas, os candidatos devem ter experiência comprovada.

Os interessados por alguma destas vagas e que querem se candidatar podem ir a uma das agências do trabalhador em funcionamento no DF, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A Secretaria de Trabalho também disponibiliza o número de telefone para atendimento em caso de dúvidas referentes a qualquer um dos serviços prestados pela pasta: (61) 99209- 1135.

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Brasília

Veja onde se vacinar contra gripe e outras 18 doenças no DF; capital está abaixo da meta na maioria das campanhas

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Situação é mais grave no caso da vacina tetra viral, com cobertura de 1,3%; e da segunda dose da tríplice viral, com 56,4%. Imunizante contra gripe está liberado para todos os públicos.

Vacinação contra a gripe no Distrito Federal — Foto: André Borges/Agência Brasília

Gripe, sarampo, febre amarela e hepatite são algumas das doenças que podem ser evitadas com vacinas – todas disponíveis, de graça, no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar disso, a cobertura vacinal, ou seja, a quantidade de pessoas que receberam os imunizantes oferecidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), está abaixo do esperado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

Segundo a pasta, pelo menos 12 campanhas de imunização infantil estão com procura abaixo da meta. Dados referentes ao primeiro quadrimestre do ano indicam que, no caso da tetra viral, a cobertura está em 1,3%. Já da tríplice viral, 56,4%. O objetivo é imunizar 95% do público-alvo.

Os imunizantes contra 19 doenças (veja lista abaixo) estão disponíveis em dezenas de salas de vacinação na capital. Os endereços podem ser conferidos no link.

A SES-DF também liberou a aplicação da proteção contra a gripe em todos os públicos, por conta da pouca procura. Ao todo, 99 postos oferecem as doses (veja aqui os endereços).

Baixa cobertura

Outra campanha que está abaixo do esperado é a de vacinação contra a poliomielite, doença que causa paralisia infantil. Nos primeiros quatro meses deste ano, apenas 78,2% dos nascidos no DF receberam a vacina. A meta é imunizar, com duas doses, 95% do público-alvo, formado por bebês com dois e quatro meses de vida.

Já a vacina contra a gripe alcançou apenas 64,1% dos idosos e 62,1% das gestantes, de 12 de abril, quando a campanha teve início, até 5 de julho. O objetivo da Secretária de Saúde (SES-DF) era vacinar, pelo menos, 90% das pessoas que fazem parte do grupo prioritário.

“Existe uma corrida em busca da vacina contra a Covid-19, mas as pessoas não podem esquecer que outras doenças que são prevenidas com vacinas também possuem potencial de levar a complicações, internações e óbito, como já levaram no passado e muitas inclusive já foram causa de epidemias e pandemias”, lembra a enfermeira Fernanda Ledes, da área de imunização da SES-DF.

 

Veja abaixo a cobertura vacinal do calendário infantil no DF:

Cobertura vacinal no DF, no 1º quadrimestre de 2021

BCG 95,7%
Rotavírus 78,2%
Meningo C 80,8%
Poliomielite 78,2%
Pentavalente 78,3%
Pneumo 10-V 81,4%
Tríplice viral 88,3%
Tetra viral 1,3%
Hepatite A 78,6%
Hepatite B 78,7%
Febre amarela 79,9%
Hep B < 31 dias 77,4%
Tríplice viral D2 56,4%
Varicela 76,1%

Quais vacinas estão disponíveis?

 

A orientação é que, do bebê ao adulto, todas as pessoas tomem as vacinas necessárias na idade e com as doses recomendadas. Para receber um imunizante, basta ir a uma UBS e apresentar um documento de identificação e o cartão de vacinação.

Caso não tenha o documento com as vacinas já tomadas, um outro cartão será fornecido após a atualização.

Veja a lista de vacinas disponíveis na rede pública do DF e quem pode tomar:

  1. Vacina BCG: administrar o mais precocemente possível, a partir de 2 Kg. Na rotina dos serviços administrar até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
  2. Vacina hepatite B: administrar preferencialmente nas primeiras 12 horas de nascimento, ou na primeira visita ao serviço de saúde. Crianças menores de 7 anos, ver recomendação da vacina penta. A partir de 7 anos, administrar 3 doses (0, 1 e 6 meses) considerando situação vacinal. Gestantes em qualquer faixa etária e idade gestacional, administrar 03 doses (0, 1 e 6 meses) considerando situação vacinal.
  3. Vacina penta (DTP/Hib/Hepatite B): administrar aos 2, 4 e 6 meses de idade. Pode ser administrada até 6 anos 11 meses e 29 dias. Intervalo entre as doses é de 60 dias e mínimo de 30 dias. Reforços: 15 meses (1º) e 4 anos (2º) com a vacina DTP.
  4. Vacina poliomielite (VIP): administrar aos 2, 4 e 6 meses de idade. Intervalo entre as doses de 60 dias e mínimo de 30 dias.
  5. Vacina rotavírus: administrar 2 doses (2 e 4 meses). Primeira dose a partir de 1 mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias. Segunda dose a partir de 3 meses e 15 dias até 7 meses e 29 dias. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. Não administrar 2ª dose sem ter administrado a 1ª dose. Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação não repetir a dose.
  6. Vacina pneumocócica 10: administrar 2 doses, aos 2 e 4 meses de idade. O intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias. Reforço: 12 meses de idade, podendo ser administrado até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Crianças de 12 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias não vacinadas, administrar dose única.
  7. Vacina meningocócica C: administrar 2 doses aos 3 e 5 meses de idade. O intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias. Reforço: 12 meses; pode ser administrado até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Crianças de 12 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias não vacinadas, administrar dose única.
  8. Vacina febre amarela: administrar uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas de 5 a 59 anos de idade, não vacinadas ou sem comprovação vacinal, administrar dose única. Contraindicada para gestantes e deve ser adiada em mulheres que estão amamentando até o 6º mês de vida da criança. Indivíduos a partir de 60 anos: avaliar o risco da doença e benefício da vacina.
  9. Vacina tríplice viral: administrar 1 dose aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses de idade com a vacina tetra viral. Indivíduos de 1 a 29 anos devem ter 2 doses; indivíduos de 30 a 59 anos de idade devem ter 1 dose; profissionais de saúde independentemente da idade devem ter 2 doses. Contraindicada para gestantes. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias.
  10. Vacina poliomielite oral: administrar 2 gotas aos 15 meses (1º reforço) e aos 4 anos de idade (2º reforço). Administrar o 1º reforço a partir de 6 meses da conclusão do esquema básico. O intervalo mínimo entre os reforços é de 6 meses. Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação não está mais indicado repetir a dose, considerar vacinado.
  11. Vacina tetra viral: administrar 1 dose aos 15 meses de idade em crianças que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral. Pode ser administrada até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
  12. Vacina hepatite A: administrar dose única aos 15 meses de idade. Pode ser administrada até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
  13. Vacina varicela: administrar 1 dose de 4 a 6 anos, 11 meses e 29 dias. Toda criança até 6 anos, 11 meses e 29 dias deve ter 2 doses de vacina com o componente varicela, sendo o intervalo mínimo entre as doses de 30 dias. Profissionais de saúde não vacinados e que trabalham na área assistencial, especialmente em contato com pessoas imunodeprimidas e os da área de pediatria devem receber uma ou duas doses de vacina varicela (atenuada), a depender do laboratório produtor.
  14. Vacina HPV: administrar 2 doses (0 e 6 meses) em meninas de 9 anos a 14 anos, 11 meses e 29 dias E meninos de 11 anos a 14 anos, 11 meses e 29 dias. Intervalo mínimo entre as doses é de 6 meses. O prazo máximo para conclusão do esquema iniciado é de 12 meses.
  15. Vacina Meningocócica ACWY: administrar 1 dose nos adolescentes de 11 e 12 anos, mesmo que já tenham recebido a vacina meningocócica C anteriormente (intervalo mínimo 30 dias entre as doses).
  16. Vacina dupla adulto (dT): a partir de 7 anos, administrar 3 doses (0, 2 e 4 meses) considerando situação vacinal. O intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias. Vacinados anteriormente com 3 doses de vacina com componentes difteria e tétano: administrar reforço a cada 10 anos, após a data da última dose.
  17. Vacina dTpa (adulto): administrar 1 dose a partir da 20ª semana de gestação. Deve ser administrada a cada gestação. Mulheres que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gravidez devem receber 1 dose da vacina dTpa no puerpério (até 45 dias após o parto). Administrar uma dose de dTpa para todos os profissionais de saúde, considerando o histórico vacinal de difteria/tétano.
  18. Vacina influenza: administrar dose anual por ocasião da Campanha Nacional de Vacinação para grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
  19. Vacina pneumocócica 23: administrar 1 dose nos indivíduos a partir de 60 anos acamados e/ou que vivem em instituições fechadas (asilos, hospitais e casas de repouso). Administrar 1 dose adicional a partir de 5 anos da dose inicial.

 

 

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Município paranaense lança projeto inspirado no Guardião Rural da PMDF

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Programa leva policiamento para regiões de terra e de difícil acesso desde 2018

(crédito: PCDF/Divulgação)

O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do município de Pinhão, no Paraná, lançou um projeto-piloto de segurança rural inspirado no Guardião Rural da Polícia Militar do Distrito Federal. A ideia teve início após um encontro dos conselhos de todo Brasil — evento promovido pela Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Feconseg).

Na ocasião, a presidente do Conseg Rural de Brazlândia, Maria do Carmo Viana de Godoy, madrinha do Batalhão Rural da PMDF, explicou como funcionava o programa da PMDF que nasceu na região, em 2018.

Interessados nos moldes, o conselho de Pinhão (PR), convidou o Batalhão de Policiamento Rural da Polícia Militar (BP Rural) da PMDF para uma palestra que foi ministrada para a Polícia Militar do Estado do Paraná e outros convidados.

Guardião Rural

Criado em 2018, o programa Guardião Rural tem o objetivo de levar segurança para áreas acessadas por estradas de terra e que, muitas vezes, apresentam sinal de celular precário. No DF, já são cerca de 400 propriedades rurais atendidas pelos militares.

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Trânsito: DF precisa reduzir mortes em acidentes pela metade até 2030

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No domingo (18/7), a família do ciclista Brendo Santiago, de 20 anos, despediu-se dele após um atropelamento. Apesar da redução de 33,3% nos casos do tipo, os números do DF ainda são alarmantes

(crédito: Arquivo pessoal)

Um atropelamento interrompeu brutalmente a vida do jovem brasiliense de 20 anos Brendo Santiago de Oliveira. Ele trabalhava em uma rede de fast food em Valparaíso (GO) e morava em Santa Maria. Morreu horas após ser atingido por um veículo enquanto pedalava na região administrativa. O condutor fugiu do local e, apesar de ter sido identificado pela polícia, ainda não foi detido, nem havia se apresentado na delegacia até o fechamento desta edição (leia Memória).

A morte de Brendo, na sexta-feira, engrossa as estatísticas das fatalidades no trânsito da capital. Somente nos seis primeiros meses deste ano, 64 pessoas perderam a vida nas vias do Distrito Federal. O número é 33,3% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 96 morreram. Essa é a segunda maior redução dos últimos 21 anos. O Departamento de Trânsito (Detran-DF) atribui a queda a dois fatores: ao lockdown, que reduziu a quantidade de veículos em circulação, e às campanhas educativas realizadas pelo órgão. Ao todo, 130 mil pessoas foram abordadas em ações de educação para o trânsito em 2020.

Embora o número tenha reduzido, muitas famílias ainda vivem o luto pela perda de um ente querido em acidentes. Os amigos e familiares de Brendo são alguns deles. O velório, na Assembleia de Deus de Brasília, no Gama, na tarde de ontem, foi marcado pelo desconsolo. Na cerimônia reservada aos mais próximos, amigos e familiares apoiavam-se uns aos outros para tentar suportar a dor. Uma parente de Brendo chegou a passar mal e foi consolada pelos presentes, do lado de fora.

Lucas Santiago, 24 anos, estudante, morador de Santa Maria e primo de Brendo, lembrou as tardes de diversão com o rapaz. “Ele era sempre muito sorridente. Gostava de ficar sozinho, não tinha muitos amigos fora da família, mas, com os próximos, era muito alegre. A gente sempre saía juntos, mesmo que fosse apenas para andar um pouco de bicicleta. Fomos criados juntos. Vivíamos jogando futebol no Playstation 2”, narra.

O familiar destaca que foi em meados de agosto do ano passado que ele, Brendo e o outro primo, Edmar Souza, 20 anos, também morador de Santa Maria, se reuniram na casa da avó para ajudá-la com algumas reformas. “A gente estava pintando a casa dela e não tinha outra, quando a gente se via era uma alegria só”, diz Edmar. Em busca de atender o último desejo de Brendo, a família arrecadou dinheiro para cremá-lo e jogar as cinzas na natureza.

Transparência

Apesar da redução de fatalidades, o DF ainda tem grandes desafios. Uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é que o país reduza à metade a quantidade de acidentes fatais até 2030. Doutor em engenharia de transportes e professor da Universidade de Brasília (UnB), Pastor Willy Gonzales Taco alerta que o percentual só será cumprido se o governo (em todas as esferas) adotar uma política transparente de enfrentamento às mortes no trânsito; engajar a sociedade; e atuar na formação de base.

Entre as políticas recomendadas, Taco destaca a necessidade de os gestores públicos atuarem especialmente no combate ao uso do celular ao volante, coibindo o excesso de velocidade e enfrentando a embriaguez e o uso de drogas ilícitas. Também é preciso investir no transporte público de massa, acessível, barato e com qualidade. “Essas estão entre as principais causas de óbitos nas vias. É fundamental que o governo assuma a sua responsabilidade, defina concretamente o papel do cidadão; crie mecanismos de auditoria e monitoramento dos resultados das políticas públicas e divulgue em tempo real. Quem não está cumprindo bem o seu papel e precisa melhorar? Qual ação deu certo? As pessoas precisam ser informadas”, defende.

Segundo o especialista, a partir do momento em que o poder público der transparência às ações e aos resultados, isso aumentará o engajamento da sociedade civil. E um dos caminhos é trabalhar com as associações de moradores, coletivos, igrejas, imprensa, iniciativa privada e, especialmente, as escolas. “Precisamos educar as crianças para o trânsito. A geração que hoje tem 10, 11 anos, será motorista daqui a uma década. Que motorista essa geração do celular, dos aparatos tecnológicos será?”, pergunta.

Redução da mobilidade

Na opinião da doutora em transportes pela UnB Adriana Modesto, as ações restritivas por parte do GDF contra a disseminação do novo coronavírus no primeiro ano de pandemia tiveram influência direta na redução de 33% nos acidentes fatais entre a primeira metade de 2020 com 2021. “Têm sido preconizadas medidas preventivas ao contágio, como a imunização, ainda incipiente (em fase inicial), o uso de equipamentos de proteção individual, estratégias de redução de contato social deflagradas pelas autoridades públicas, além da redução da mobilidade, tendo em vista esta última. Parte dos trabalhadores passaram a exercer suas tarefas em regime de home office. Por consequência, também impactando no cenário do trânsito em razão da redução da circulação de veículos individuais motorizados”, analisa a especialista.

Nos primeiros seis meses de 2000, o Detran-DF registrou 218 acidentes fatais de trânsito, e 96 no mesmo período de 2020 — uma queda de 127%, em 20 anos. “Tendo em vista a série histórica, a redução do número de sinistros de trânsito e respectiva severidade podem ser justificadas por fatores como a potencial efetividade de campanhas de conscientização sobre os riscos do trânsito, melhorias na infraestrutura viária, redução de limites de velocidade, a exemplo das vias do Lago Norte, efetividade da fiscalização e, de forma extensiva ao país, ações de caráter normativo com implicações para a segurança viária”, comenta Adriana.

» Três perguntas para

Régis Otávio, diretor de Educação Substituto do Detran-DF

Como a autarquia conseguiu diminuir o número de acidentes fatais no DF?
O lockdown e todas as outras medidas relativas à pandemia trouxeram uma queda significativa de veículos e pedestres na rua, e isso significa menos riscos de acidentes. Mas nós vemos que há uma queda desde o ano passado. Os números continuam reduzindo, e isso nos leva a acreditar que as ações educativas estão fazendo efeito. Mesmo com toda a dificuldade, começamos a fazer lives, parceria com síndicos, trabalho de educação do condutor junto à fiscalização, e isso tem retornado de forma positiva, basta ver os números.

Quantas pessoas foram atingidas por essas ações?
No ano passado, atendemos mais de 130 mil pessoas com nossas ações educativas. De alguma maneira, atingimos a população. O número de acidentes fatais com pedestres, motociclistas e outros, também está caindo, e espero que continue assim. Se eu pudesse congelar esses números, seria ótimo. Também o nosso trabalho de conscientização por meio de campanhas publicitárias está mais leve, justamente pelo momento que vivemos. Deixamos para trás a ideia de que temos que mostrar tragédia.

Quais os projetos futuros do Detran?
A partir dos próximos dias, vamos colocar viaturas do Detran nas faixas de pedestre, para que voltemos a ter orgulho de falar que “em Brasília, o condutor sempre para, quando o pedestre deseja atravessar”. Vai ser um trabalho forte. O lema do Detran para este ano é justamente esse, de que “Responsabilidade Salva Vidas”. Entendemos que é um trabalho conjunto, estamos alcançando o cidadão e conscientizando a população cada vez mais. Estamos tentando deixar a punição para os últimos casos. Com o trabalho forte na área de educação, acredito que a população está aceitando cada vez mais e entendendo que cada um tem um papel importante no trânsito.

» Memória

Motorista não prestou socorro

Brendo foi atropelado na última sexta-feira, em frente ao quartel da Polícia Militar em Santa Maria. O rapaz estava de bicicleta quando foi atingido por um Fiat Bravo cinza. Em um circuito de segurança, que flagrou o momento da colisão, é possível ver o motorista do veículo estacionando o carro próximo ao local. O homem desce do Fiat com um passageiro, caminha até o corpo de Brendo e deixa o local a pé. De acordo com o Corpo de Bombeiros, quando a equipe chegou para socorrer a vítima, o motorista não estava nas proximidades. Foram pedestres que passavam na região que ligaram para a emergência. Devido à gravidade do caso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e levou o ciclista para o Hospital Regional de Santa Maria. Brendo não resistiu aos ferimentos.

» Acidentes fatais

Confira o percentual de acidentes fatais em relação ao 1° semestre do ano anterior, respectivamente:

Ano Acidentes fatais Variação (%)

2021 64-33,3
2020 96-29,4
2019136-13,9
2018 15829,50
2017112-34,8
2016172 0
2015172-8,9
2014189-9,2
2013173-8,9
2012190-12,03
20112162,8
201021011,7
2009188-15,3
200822220
2007182,2
2006181-8,1
20051974,2
2004189-10,8
20032127
2002198-0,5
2001199-8,7
2000218

Fonte: Detran/DF

 

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Brasília

Pacientes crônicos ficam sem remédios após uso para covid-19

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Pessoas com doenças crônicas como artrite reumatoide e lúpus enfrentam desabastecimento de medicamentos, que foram utilizados, geralmente sem comprovação científica, na tentativa de combater casos da covid-19 ao longo dos últimos meses

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )

O uso de medicamentos na tentativa de combater a covid-19, como no caso do tratamento precoce — sem comprovação científica — desencadeou uma sobrecarga na demanda de medicamentos que eram utilizados para tratar outras doenças, principalmente na área da reumatologia. A alta procura por cloroquina, hidroxicloriquina, azitromicina e tocilizumabe afetou o abastecimento desses medicamentos na rede pública e privada.

“No início da pandemia, a gente percebeu uma falta da hidroxicloroquina nas farmácias de Alto Custo, nos hospitais e na rede privada. Pacientes com lúpus necessitam deste medicamento de forma crônica e sofreram com esse desabastecimento que, posteriormente, foi sanado”, pontua a reumatologista Tainá Carneiro. “Agora, os pacientes reumatológicos estão enfrentando a falta de imunobiológico (como o tocilizumabe), que também foi utilizado em casos de covid-19”, destaca.

De acordo com a reumatologista, sem a medicação para inibir a evolução de doenças como artrite reumatoide e o lúpus, esses pacientes começam a ter sintomas mais graves da inflamação, com dores crônicas e, em alguns casos, podem evoluir para sequelas. A Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que, no Brasil, existam cerca de 10 milhões a 15 milhões de pacientes reumatológicos. Porém, não dá para dimensionar o impacto no tratamento causado pela falta dos fármacos.

Diagnosticada com artrite reumatoide, Jaqueline Couto Moreira, 30 anos, sentiu o impacto da falta do medicamento que inibe a doença em abril deste ano, quando ela soube que o imunobiológico estava esgotado na rede privada. “O tocilizumabe foi o único que deu certo para meu tratamento. Utilizo ele há mais de cinco anos e nunca tive problemas. Agora, está em falta e meu médico me passou uma outra medicação inferior, que não está funcionando”, conta a moradora de Águas Claras.

Jaqueline explica que a doença é autoimune e age como uma grande batalha no organismo. “O organismo interpreta as células localizadas nas juntas como um vilão. É como se meu corpo estivesse se combatendo. E o que a doença destruiu não tem como recuperar. Por isso, a medicação é importante para parar a ação inflamatória”, pontua. O tocilizumabe é um fármaco caro, custa, em média, R$ 10 mil a dose.

Durante a pandemia e a escassez do medicamento, o que tem ocorrido é um superfaturamento na venda do imunobiológico. “A gente tem relato de que há um mercado paralelo para o tocilizumabe, custando de cinco a 10 vezes o valor de mercado. E ante o desespero, alguns familiares de pacientes reumatológicos e até de pessoas com casos graves de covid-19 têm buscado essa alternativa”, destaca Ricardo Xavier, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia. “Mas tudo isso são relatos que a gente ouviu. Não temos comprovação. Porém, a sociedade tem alertado os pacientes sobre essa situação”, pondera.

Ele explica que o tocilizumabe começou a ser usado para os casos da covid-19 por ser um inibidor de citocina, componente que causa inflamação no corpo. A grande quantidade de citocina no organismo é um dos principais fatores de lesão inflamatória grave no pulmão em casos graves do novo coronavírus. Estudos indicaram resultados positivos no uso do medicamento em pacientes com covid, porém, em outros foram neutros. “O que começou a ocorrer foi um uso generalizado deste medicamento, e a empresa farmacêutica não está conseguindo dar conta dessa demanda. Nossos pacientes não estão tendo acesso ao tocilizumabe na rede privada e nos planos de saúde. Na rede pública, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o medicamento ainda tem em estoque, porque a destinação do Ministério da Saúde está voltada apenas para os pacientes reumáticos”, expõe Ricardo Xavier.

Eficácia

A médica intensivista Adele Vasconcelos, do Hospital Santa Marta, ressalta que a eficácia do tocilizumabe em alguns casos da covid-19 foi comprovada recentemente pela Anvisa. No entanto, ele não foi incorporado oficialmente nos protocolos de tratamento para o novo coronavírus. “O Ministério da Saúde ainda não liberou o uso oficial, mas temos um protocolo de quais casos esse medicamento pode ser usado. Não é em qualquer pessoa, porque tem muito efeito colateral. É necessário ter certeza de que o paciente não tem nenhuma outra infecção secundária”, afirma.

“É preciso conscientizar a população e a classe médica quanto ao uso adequado desse medicamento. A indicação é bem restrita, não vai salvar todo mundo. Se for bem utilizado, não vai faltar para quem precisa”, pondera a médica, que acredita que pode haver novos desabastecimentos de outras medicações.
Além do tocilizumabe e da hidroxicloroquina, a azitromicina também sofreu alta demanda nos hospitais e causou desabastecimento em alguns períodos durante a pandemia. O fármaco é indicado para tratamento de infecções bacterianas respiratórias, como bronquite e pneumonia.

O medicamento começou a ser utilizado também em casos do novo coronavírus. A gerente de atenção hospitalar de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde, Julia Dantas, explica que, ao longo do ano passado e no primeiro semestre deste ano, a rede pública enfrentou desabastecimento cíclicos da hidroxicloroquina e azitromicina. No entanto, atualmente, o estoque desses dois medicamentos está positivo.

“A gente tem relato de que há um mercado paralelo para o tocilizumabe, custando de cinco a 10 vezes o valor de mercado”

Ricardo Xavier, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia

Palavra de especialista

Só a vacina combate a covid

“No início da pandemia, com base em alguns estudos in vitro, havia uma especulação da utilização da hidroxicloroquina como uma forma de inibir a entrada do novo coronavírus na célula, como um inibidor da inflamação. Porém, já se sabe que não há comprovação de eficácia deste medicamento nos casos de covid-19. Estudos apontam que a utilização da hidroxicloroquina pode surtir efeito deletério, ou seja, piorar a situação do paciente, podendo contribuir para o óbito.
Não há indicação do uso para os casos de covid-19. Por outro lado, temos a utilização do imunobiológico tocilizumabe, que pode ser administrado em algumas situações com pacientes graves, mas que não estão em ventilação mecânica. Com a covid-19 e o aumento da procura por este medicamento, a gente observa um valor de venda cinco vezes maior, entre R$ 20 mil e R$ 25 mil. Não é um medicamento comprado pela Secretaria de Saúde, mas é ofertado pelo Ministério da Saúde para pacientes reumatológicos.
As pessoas precisam entender que não há um medicamento capaz de evitar a forma grave da covid-19, para isso, existe a vacina. Quando se pensa na proteção vacinal, temos um cenário com a diminuição no número de internação, o que gera um consumo menor de medicamento. É preciso focar em um diagnóstico precoce e na vacinação”.

Lívia Vanessa Ribeiro, infectologista da Secretaria de Saúde

Sem acompanhamento

Outro problema enfrentado por pacientes reumatológicos foi a desassistência no acompanhamento médico. Com a pandemia e o grande volume de pacientes com covid-19, os hospitais tiveram de remanejar as consultas ambulatoriais e limitar a quantidade de atendimento. “Em termos de números de consultas, os pacientes da rede pública enfrentaram uma certa dificuldade. Na rede privada, a telemedicina auxiliou bastante no acompanhamento da evolução da doença”, conta a reumatologista Tainá Carneiro, que trabalha no sistema público de saúde e no privado.
“Por outro lado, também tivemos uma baixa procura desses pacientes por medo de sair de casa, de ir ao hospital e pegar covid-19. Sem contar que outros serviços necessários para o tratamento, como a reabilitação com fisioterapia, também foram impactados pela pandemia”, ressalta Tainá. De acordo com o levantamento da Secretaria de Saúde, em 2020 foram realizados 37.919 atendimentos com médicos reumatologistas em 16 unidades da Rede de Saúde do DF. Até maio deste ano, foram registrados 13.537 procedimentos nessa especialidade.
Jeisa Loiola, 28, teve o tratamento interrompido com a dificuldade de conseguir medicamento e consultar um reumatologista. Ela descobriu a artrite reumatoide em 2019; sempre enfrentava muitas dores, mas antes não sabia o que era. Em 2020, começou o tratamento na rede pública e, em três meses, o acompanhamento clínico foi suspenso devido à demanda dos casos de covid-19. “Eu tinha remédio até outubro de 2020, mas depois acabou e não consegui comprar. Só agora, em junho, consegui a consulta, e me passaram outra medicação. Porém, no posto de saúde aqui em Santa Maria ela está em falta. Estou aguardando chegar, e não posso pegar na farmácia de Alto Custo porque não tenho cadastro”, afirma Jeisa, que, no ano passado, enfrentou uma luta para conseguir comprar a hidroxicloroquina para conter a artrite reumatoide.

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