Nossa rede

Ciência

Refrigeração de -70ºC e dose dupla podem atrapalhar vacina da Pfizer

Publicado

dia

A vacina da Pfizer, com base no RNA mensageiro, é administrada em duas doses para chegar a uma eficácia maior

Pfizer: vacina precisa ser armazenada em temperaturas baixas (Dado Ruvic/Reuters)

A vacina da farmacêutica americana Pfizer em parceria com a alemã BioNTech contra o novo coronavírus apresentou uma eficácia de 90% entre os voluntários que já foram testados até o momento, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 9. Apesar da boa notícia, a imunização produzida pelas companhias pode ter algumas dificuldades em seu caminho em caso de aprovação (emergencial ou não) após a finalização de todas as fases de testes clínicos.

A vacina da Pfizer, com base no RNA mensageiro, é administrada em duas doses para chegar a uma eficácia maior — e as doses precisam ser administradas com uma distância de três semanas entre elas. A companhia também afirma que a vacina é capaz de produzir mais anticorpos neutralizantes da covid-19 uma semana após a segunda dose ser administrada. O que pode levar tempo.

Como fica a Bolsa com o lançamento da vacina? Veja agora a análise das melhores empresas para investir hoje.

Outras companhias também trabalham com uma proteção de duas doses, como é o caso da Moderna, que administra a imunização com um intervalo de quatro semanas, e a da AstraZeneca com a universidade de Oxford, que está, atualmente, testando duas opções, uma com apenas uma dose da vacina e outra com duas doses dadas após dois meses da primeira.

Uma vacina com duas doses requer o dobro de frascos, de siringas, de refrigeradoras, e de visitas clínicas em tempos de limitação de recursos no mundo todo. É preciso também levar em conta que nem todos que foram vacinados com a primeira dose podem se vacinar com a segunda, seja por falta de informação ou por acharem que somente uma já é o suficiente.

Mas a administração de uma vacina em duas doses para aumentar a eficácia não é uma prática exclusiva do SARS-CoV-2, uma vez que vacinas tradicionais, como a do sarampo, da caxumba e da rubéola, utilizam a mesma técnica.

A imunização da Pfizer (umas das dez em última fase de testes segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde) pode ter até 1,3 bilhão de doses produzidas no ano que vem — e 100 milhões até o final deste ano, levando em conta que serão necessárias duas por pessoa. Uma esperança em meio a tempos difíceis.

O fato de a vacina ser produzida com a tecnologia inédita do RNA mensageiro também pode afetar também, de certa forma, a distribuição da vacina.

As vacinas de RNA elas precisam ser armazenadas em temperaturas muito baixas, de cerca de -70ºC, enquanto vacinas de DNA podem ser guardadas em temperatura ambiente. Se a vacina da Pfizer for aprovada, transportá-la para outros países poderá ser um empecilho.

Mas existe uma vantagem em usar este metódo. Com o RNA mensageiro, não há necessidade de cultivar um patógeno em laboratório, uma vez que é o organismo que faz todo o trabalho — o que pode permitir que a vacina seja fabricada mais rapidamente. Para produzi-la, não é necessário nenhum ingrediente como ovo de galinha, usado para a produção da imunização contra a gripe. E elas podem ser produzidas em grandes quantidades de forma mais rápida.

Como estamos?

Das 47 em fases de testes, apenas 10 estão na fase 3, a última antes de uma possível aprovação. São elas a chinesa da Sinovac Biotech, a também chinesa da Sinopharm, a britânica de Oxford em parceria com a AstraZeneca, a americana da Moderna, da Pfizer e BioNTech, a russa do Instituto Gamaleya, a chinesa CanSino, a americana Janssen Pharmaceutical Companies e a também americana Novavax.

Quem terá prioridade para tomar a vacina?

Nenhuma vacina contra a covid-19 foi aprovada ainda, mas os países estão correndo para entender melhor qual será a ordem de prioridade para a população uma vez que a proteção chegar ao mercado. Um grupo de especialistas nos Estados Unidos, por exemplo, divulgou em setembro uma lista de recomendações que podem dar uma luz a como deve acontecer a campanha de vacinação.

Segundo o relatório dos especialistas americanos (ainda em rascunho), na primeira fase deverão ser vacinados profissionais de alto risco na área da saúde, socorristas, depois pessoas de todas as idades com problemas prévios de saúde e condições que as coloquem em alto risco e idosos que morem em locais lotados.

Na segunda fase, a vacinação deve ocorrer em trabalhadores essenciais com alto risco de exposição à doença, professores e demais profissionais da área de educação, pessoas com doenças prévias de risco médio, adultos mais velhos não inclusos na primeira fase, pessoas em situação de rua que passam as noites em abrigos, indivíduos em prisões e profissionais que atuam nas áreas.

A terceira fase deve ter como foco jovens, crianças e trabalhadores essenciais que não foram incluídos nas duas primeiras. É somente na quarta e última fase que toda a população será vacinada.

Quão eficaz uma vacina precisa ser?

Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico American Journal of Preventive Medicine uma vacina precisa ter 80% de eficácia para colocar um ponto final à pandemia. Para evitar que outras aconteçam, a prevenção precisa ser 70% eficaz.

Uma vacina com uma taxa de eficácia menor, de 60% a 80% pode, inclusive, reduzir a necessidade por outras medidas para evitar a transmissão do vírus, como o distanciamento social. Mas não é tão simples assim.

Isso porque a eficácia de uma vacina é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que a tomam, ou seja, se 75% da população for vacinada, a proteção precisa ser 70% capaz de prevenir uma infecção para evitar futuras pandemias e 80% eficaz para acabar com o surto de uma doença.

As perspectivas mudam se apenas 60% das pessoas receberem a vacinação, e a eficácia precisa ser de 100% para conseguir acabar com uma pandemia que já estiver acontecendo — como a da covid-19.

Isso indica que a vida pode não voltar ao “normal” assim que, finalmente, uma vacina passar por todas as fases de testes clínicos e for aprovada e pode demorar até que 75% da população mundial esteja vacinada.

 

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Ciência

Pfizer e BioNTech pedem uso emergencial de vacina contra covid-19 na UE

Publicado

dia

A Pfizer e a BioNTech anunciaram o resultado final dos testes em 18 de novembro, mostrando que sua vacina é 95% eficaz na prevenção da covid-19

O pedido para a Agência Europeia de Medicamentos vem depois das empresas pedirem aprovação nos EUA em 20 de novembro (Dado Ruvic/Reuters)

APfizer e a BioNTech pediram ao regulador de medicamentos da Europa autorização condicional para sua vacina contra Covid-19, após submeterem pedidos semelhantes nos Estados Unidos e no Reino Unido, informaram as empresas nesta terça-feira.

O pedido para a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) vem depois de as empresas pedirem aprovação nos EUA em 20 de novembro, deixando-as um passo mais perto de lançarem sua vacina.

Na busca por lançar o imunizante na Europa, potencialmente ainda neste ano, as empresas estão passo a passo com a rival Moderna, que anunciou na segunda-feira que pediria ao regulador da União Europeia para recomendar a aprovação condicional para sua vacina.

A norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech anunciaram o resultado final dos testes com sua vacina em 18 de novembro, mostrando que sua candidata é 95% eficaz na prevenção da Covid-19, sem preocupações de segurança relevantes, levantando a perspectiva de uma aprovação nos EUA e na UE em dezembro.

O pedido feito na Europa conclui a chamada análise contínua, que foi iniciada junto à EMA em 6 de outubro.

O governo britânico informou na semana passada que a parceria entre a norte-americana e a alemã relatou dados de seus testes clínicos para a Agência Regulatória de Medicamento e Saúde do Reino Unido (MHRA).

Quem terá prioridade para tomar a vacina?
Nenhuma vacina contra a covid-19 foi aprovada ainda, mas os países estão correndo para entender melhor qual será a ordem de prioridade para a população uma vez que a proteção chegar ao mercado. Um grupo de especialistas nos Estados Unidos, por exemplo, divulgou em setembro uma lista de recomendações que podem dar uma luz a como deve acontecer a campanha de vacinação.

Segundo o relatório dos especialistas americanos (ainda em rascunho), na primeira fase deverão ser vacinados profissionais de alto risco na área da saúde, socorristas, depois pessoas de todas as idades com problemas prévios de saúde e condições que as coloquem em alto risco e idosos que morem em locais lotados.

Na segunda fase, a vacinação deve ocorrer em trabalhadores essenciais com alto risco de exposição à doença, professores e demais profissionais da área de educação, pessoas com doenças prévias de risco médio, adultos mais velhos não inclusos na primeira fase, pessoas em situação de rua que passam as noites em abrigos, indivíduos em prisões e profissionais que atuam nas áreas.

A terceira fase deve ter como foco jovens, crianças e trabalhadores essenciais que não foram incluídos nas duas primeiras. É somente na quarta e última fase que toda a população será vacinada.

Em entrevista ao MIT Technology Review, o epidemiologista Marc Lipsitch, de Harvard, afirmou que faz mais sentido vacinar os mais velhos primeiro, a fim de evitar mais mortes, e depois seguir em frente para outros grupos mais saudáveis ou para a população geral.

Um estudo realizado em setembro deste ano, por exemplo, fez um modelo de como a covid-19 poderia se espalhar em seis países — Estados Unidos, Índia, Espanha, Zimbábue, Brasil e Bélgica — concluiu que, se o objetivo é reduzir as taxas de mortalidade, adultos com mais de 60 anos devem ser priorizados na hora da vacinação.

Quão eficaz uma vacina precisa ser?

Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico American Journal of Preventive Medicine uma vacina precisa ter 80% de eficácia para colocar um ponto final à pandemia. Para evitar que outras aconteçam, a prevenção precisa ser 70% eficaz.

Uma vacina com uma taxa de eficácia menor, de 60% a 80% pode, inclusive, reduzir a necessidade por outras medidas para evitar a transmissão do vírus, como o distanciamento social. Mas não é tão simples assim.

Isso porque a eficácia de uma vacina é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que a tomam, ou seja, se 75% da população for vacinada, a proteção precisa ser 70% capaz de prevenir uma infecção para evitar futuras pandemias e 80% eficaz para acabar com o surto de uma doença.

As perspectivas mudam se apenas 60% das pessoas receberem a vacinação, e a eficácia precisa ser de 100% para conseguir acabar com uma pandemia que já estiver acontecendo — como a da covid-19.

Isso indica que a vida pode não voltar ao “normal” assim que, finalmente, uma vacina passar por todas as fases de testes clínicos e for aprovada e pode demorar até que 75% da população mundial esteja vacinada.

Ver mais

Ciência

Substância misteriosa pode ser explicação para matéria escura no universo

Publicado

dia

Por

Nova descoberta de cientistas pode levar a revisão de teorias já previamente estabelecidas sobre a expansão do universo

Imagem divulgada em 2009 pela Agência Espacial Européia (ESA) mostra o céu mapeado pelo satélite Planck. (ESA/Getty Images)

A hipótese pode ser um novo passo em direção ao entendimento do que é a matéria escura, força que os físicos acreditam estar por trás da velocidade crescente da expansão do universo.

Para testar a teoria, os pesquisadores postularam que a quintessência afetaria a luz ao se espalhar pelos cosmos. Por consequência, ela mostraria campos elétricos de luz polarizada “balançando” em direções específicas, ao invés de em qualquer direção.

Esse balanço é exatamente o que os cosmólogos do KEK e do Instituto Max Planck afirmam ter feito, de acordo com artigo publicado no Physical Review Letters.

Ao observar dados de radiação cósmica de fundo em micro-ondas (Cosmic Microwave Background, ou CMB) da Agência Espacial Europeia, descobertos na missão Planck, os pesquisadores foram capazes de identificar sinais de quintessência usando uma técnica inteiramente nova.

Apesar das descobertas, os físicos alertam que as evidências estão longe de serem concretas. Segundo eles, uma quintessência não é uma propriedade inerente do espaço. Se a matéria escura fosse de fato isso, sua densidade cairia conforme a expansão da galáxia.

“Acho que devemos analisar tudo com muito cuidado antes de nos exaltarmos”, diz o físico teórico, Marc Kamionkowski. Ele acrescenta que a existência da quintessência teria implicações até na física fundamental, já que o modelo padrão da física não prevê nenhum tipo de substância como essa.

A origem da “quintessência”

As primeiras descobertas de que uma substância desconhecida poderia estar acelerando a expansão cósmica surgiram em 1998. Diversos outros estudos confirmaram a presença dessa força com o passar dos anos, nomeando-a de matéria escura, mas forneceram poucas informações sobre sua natureza.

Caso a teoria da quintessência seja comprovada, ela pode levar a revisão de estimativas fundamentais das características do universo, como sua idade, que pode ser um pouco mais jovem do que 13,8 bilhões de anos.

Ela também pode explicar porque os dados CMB preveem que o universo está se expandindo de uma maneira mais rápida do que esperado.

Ver mais

Ciência

Grupos de WhatsApp são fonte de angústia, diz estudo

Publicado

dia

Por

Pesquisa realizada em três países mostra que as notificações de aplicativos não são causa principal do vício em smartphones

Smartphones: de acordo com o estudo, WhatsApp é maior motivo de uso do aparelho (Getty Images/Getty Images)

Um estudo realizado por pesquisadores da Escola de Economia e Ciência Política de Londres (London School of Economics, ou LSE) sugere que o vício ao celular não é necessariamente conectado ao recebimento de notificações.

Foram analisados 37 participantes com idade média de 25 anos, no Reino Unido, Alemanha e França. Eles foram equipados com câmeras e filmados em uma perspectiva de primeira pessoa.

No total, 1.130 interações foram registradas no experimento de Maxi Heitymayer e Saadi Lahlou, publicado na revista científica Computers in Human Behavior. Eles concluíram que 89% das interações com os aparelhos eram espontâneas e apenas 11% eram por conta de uma notificação.

Grupos de mensagem, como os do WhatsApp, foram tidos como uma “fonte de angústia” pelos participantes do estudo. Apesar disso, as mensagens recebidas nos grupos foram descritas por eles como “não importantes”.

A pesquisa revelou que as interações mais longas eram descendo pelos feeds do Facebook e Instagram, quando os participantes estavam no transporte público ou em casa.

Já os e-mails foram classificados como a notificação mais importante para os participantes do estudo, mas o registro mostra que só 6% do uso do celular foi usado para checar a caixa de entrada.

De acordo com o estudo, o WhatsApp é o maior motivo que as pessoas utilizam os celulares, com 22%. Em segundo lugar, com 17%, fica a checagem da tela de bloqueio (para ver se chegaram novas notificações).

O estudo afirma que checar seu aparelho várias vezes ao dia é “uma necessidade do usuário de interagir com seu telefone, que parece ocorrer de forma quase automática, assim como um fumante acende um cigarro”.

Alguns participantes ficaram surpresos com a natureza automática de suas interações. “Ver o estudo me fez perceber que eu nem lembro de pegar meu celular. Acho que uso muito mais do que me permito acreditar”, disse um deles.

Para o professor Saadi Lahlou, coautor do estudo, verificar o dispositivo constantemente virou uma necessidade. “Este é um problema sério, especialmente para as crianças, e estamos andando no escuro, sem entender totalmente como os celulares estão mudando nossa maneira de viver”, afirma.

“Precisamos aprender truques para evitar a tentação quando queremos nos concentrar ou interagir com outras pessoas”, diz Lahlou. “Coisas muito importantes e urgentes são raras. A maioria das coisas pode esperar algumas horas”.

Ver mais

Ciência

Pfizer submete resultados da fase 3 da vacina contra covid-19 à Anvisa

Publicado

dia

Por

Segundo a farmacêutica, este é um importante passo para que o imunizante esteja disponível o mais rápido possível no Brasil

Vacina contra covid-19 da Pfizer (Dado Ruvic/Reuters)

A farmacêutica Pfizer deu início ao processo de submissão contínua para o registro da vacina contra covid-19 junto à Anvisa nesta quarta-feira (25). Segundo a farmacêutica, este é um importante passo para que o imunizante esteja disponível o mais rápido possível no Brasil. A Pfizer vai disponibilizar todos os dados pra avaliação da agência.

A Pfizer e o laboratório BioNTech formalizaram nesta semana o pedido de autorização de uso emergencial de vacina contra a covid-19 na FDA (Food and Drug Administration), a Anvisa americana. Ainda nesta semana, a empresa divulgou que o imunizante apresentou uma eficácia de 95% em testes de fase 3.

Segundo as companhias, a taxa de eficácia tem como base 170 casos de covid-19 que foram observados no estudo, sendo que 162 pessoas infectadas estavam recebendo doses de placebo e não da vacina. O resultado, segundo a Pfizer, foi similar em indivíduos apesar de sua faixa etária, raça ou etnia.

Após uma reunião com o governo federal, a Pfizer apresentou uma proposta de comercialização da vacina contra covid-19 que permitiria a vacinação já no primeiro semestre do ano que vem de milhões de pessoas no Brasil.

 

Ver mais

Ciência

Com vacinas aprovadas, imunidade de rebanho chega em um ano, prevê Citi

Publicado

dia

Por

Área de pesquisa do banco americano levou em conta cenário em que 3 vacinas são aprovadas até janeiro e aplicação no mundo rico acontece até setembro

A vacina da Pfizer com a BioNTech é uma das que podem receber aprovação para uso comercial entre o fim de 2020 e o início de 2021, abrindo caminho para a imunização da população (Dado Ruvic/Reuters)

A perspectiva de aprovação para uso em escala comercial de ao menos três vacinas para o novo coronavírus animou a população global e investidores quanto ao fim da pandemia e a retomada da vida como era antes. Para a área de pesquisa de um dos maiores bancos globais, o Citi, a chamada imunidade de rebanho poderá ser alcançada no fim de 2021.

É o que aponta um estudo divulgado pelo banco de investimentos americano nesta segunda-feira, 23. O estudo tem como base um cenário em que três vacinas são aprovadas neste fim de 2020 ou até janeiro do próximo ano: a da Pfizer com a BioNTech, a da AstraZeneca com a Universidade de Oxford e a da empresa de biotecnologia Moderna.

Nesse cenário, países desenvolvidos como Estados Unidos, Reino Unido, países da União Europeia e Japão sairiam na frente, uma vez que, segundo cálculos do Citi, tais governos respondem por 85% dos pedidos de doses previamente acertados com os laboratórios. A vacinação em massa no mundo rico aconteceria do segundo para o terceiro trimestre de 2021, com a imunidade de rebanho sendo alcançada nos três meses finais do ano.

A imunidade de rebanho é o termo que expressa a condição em que a população de um país ou uma região está protegida de forma tão disseminada que a propagação do vírus é reduzida a percentuais muito mais baixos.

No mesmo estudo, a área de pesquisa do Citi aponta os ganhos para a economia global — e, por tabela, para os investidores: o PIB mundial teria um acréscimo de 0,7 ponto percentual em 2021 e de 3 pontos percentuais em 2022 com a ampla vacinação.

Os efeitos econômicos positivos sobre a economia serão mais amplos em economias desenvolvidas do que em emergentes e no mundo pobre, segundo o estudo.

Incertezas

Os pesquisadores do Citi fazem ressalvas em relação aos fatores que mais podem impactar o cenário-base montado: a eficácia da vacina quando aplicada em larga escala — os dados existentes são de testes –, a taxa de contágio do vírus (algo do qual ainda existem dúvidas), a capacidade de aumento da produção da vacina por laboratórios e governos e a aceitação das mesmas pela população.

Este último ponto causa preocupação: “Em geral, a vacina precisa alcançar 70% de cobertura (da população) para gerar algum efeito de imunidade de rebanho”, aponta o estudo, que apresenta a seguir dados de uma pesquisa da Ipsos com o Fórum Econômico Mundial conduzida em outubro em 15 países: 73% dos entrevistados dizem que pretendem ser vacinados. Três meses antes, eram 77%.
Ver mais

Ciência

Estudo de Oxford indica imunidade de, ao menos, seis meses ao coronavírus

Publicado

dia

Por

A análise com dados de 12 mil pessoas ajuda a entender melhor a resposta imune para a covid-19

Um novo estudo conduzido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, com 12 mil pessoas, indica que a imunidade ao novo coronavírus dura, ao menos, seis meses. Ou seja, quem já teve covid-19 provavelmente estará protegido de uma reinfecção por um semestre. “Esta é uma notícia realmente boa, porque podemos ter certeza de que, pelo menos no curto prazo, a maioria das pessoas que teve covid-19 não a terá de novo”, afirma David Eyre, professor do Departamento de Saúde Populacional de Nuffield em Oxford, um dos líderes do estudo, segundo a Reuters.

A conclusão do estudo de Oxford está em linha com outro estudo divulgado há algumas semanas e traz novas evidências a respeito da imunidade ao coronavírus, ainda que não seja uma análise conclusiva sobre o assunto.

No estudo, que ainda não foi analisado por pares (um importante processo de validação na comunidade científica), os testes de anticorpos indicaram que 1.246 participantes tinham criado anticorpos contra a covid-19. Durante o período do estudo, de abril a novembro, somente três pessoas foram reinfectadas pelo novo coronavírus. No entanto, elas não apresentaram sintomas.

O levantamento de Oxford aponta ainda que, entre 11.052 pessoas analisadas, apenas 89 sem anticorpos tiveram quadros de covid-19 com manifestação de sintomas, enquanto outros 76 tiveram quadros infecciosos assintomáticos.

Apesar do estudo ter uma das maiores amostragens em testes de imunização, ainda não está claro para os pesquisadores de Oxford qual porcentagem das pessoas infectadas efetivamente criam anticorpos contra a covid-19. O esforço da comunidade científica mundial para entender a covid-19 ainda não acabou.

 

Ver mais

Hoje é

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?