Nossa rede

Economia

Reforma: empresas terão de criar comissões de empregados?

Publicado

dia

Especialistas da IOB, da Sage Brasil, tiram dúvidas sobre a reforma trabalhista, que entra em vigor em 11 de novembro.

Envie seu questionamento para o e-mail reforma.trabalhista@abril.com.br. As perguntas serão respondidas semanalmente. Os nomes das empresas e dos trabalhadores não serão publicados. Veja abaixo:

Com a reforma trabalhista foi criada a comissão de empregados para empresas que têm mais de 200 empregados. Essa comissão é obrigatória ou facultativa? Porque na lei fala que é assegurada, não ficando claro a obrigatoriedade. (Y.B.B.)

Tendo em vista que a reforma trabalhista menciona que é assegurada a eleição de uma comissão de representantes dos trabalhadores nas empresas que possuem acima de 200 (duzentos) empregados, e que a eleição será convocada, com antecedência mínima de trinta dias, contados do término do mandato anterior, por meio de edital que deverá ser fixado na empresa, com ampla publicidade, para inscrição de candidatura, entende-se que a empresa possuindo 200 (duzentos) ou mais empregados deverá adotar obrigatoriamente o procedimento para a eleição da comissão mencionada, independentemente de qualquer manifestação dos trabalhadores.

Contudo, existe a possibilidade de o artigo em questão ter uma maior regulamentação pelo governo até que a lei da reforma trabalhista passe a ser aplicada, ou o processo constar de acordo ou convenção coletiva junto ao sindicato a qual a empresa esteja vinculada.

Sobre processos trabalhistas: é verdade que haverá punições para quem agir com má-fé, com multa de 1% a 10% da causa, além de indenização para a parte contrária? É verdade também que fica limitado a oito anos o prazo para andamento das ações? (J.K.)

A lei da reforma trabalhista menciona que responde por perdas e danos aquele que perante a Justiça do Trabalho agir com má-fé, seja como reclamante, reclamado ou interveniente.

Também menciona a lei que o Juiz, seja por pedido da outra parte do processo, ou mesmo por iniciativa própria, condenará o litigante de má-fé a pagar multa, que deverá ser superior a 1% (um por cento) e inferior a 10% (dez por cento) do valor corrigido da causa, além de indenizar a parte contrária pelos prejuízos que esta sofreu e a arcar com os honorários advocatícios e com todas as despesas que efetuou.

Por sua vez, o que a lei da reforma trabalhista menciona é que caso não seja cumprida perante o processo qualquer obrigação por uma das partes, seja empresa ou empregado, após dois anos do início do prazo que a parte tenha para se manifestar. Contudo, não se verifica no texto legal o período de 8 (oito) anos mencionado no questionamento quanto ao prazo de andamento das ações. Contudo, como se trata de matéria processual, orientamos a consulta ao Profissional de Direito (Advogado) que atue no ramo de Direito Processual do Trabalho.

Gostaria de saber como vai ficar e situação do embarcado em plataforma de petróleo, já trabalhamos 12h por dia confinados. Quando estamos de folga e vamos fazer algum curso de aprimoramento que a empresa exige, a empresa nos paga os dias de curso. Muda algo após a reforma? (L.A.)

A reforma trabalhista não alterou a Lei nº 5.811 de 1972, que traz as regras quanto ao trabalho dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação de petróleo. Assim, salvo a possibilidade de negociação com o sindicato da categoria de novas regras quanto a jornada de trabalho, não haverá alterações na jornada de 12 horas de trabalho em regime de revezamento para esses empregados.

Da mesma forma, a lei trabalhista atual menciona que se considera como de serviço efetivo o período em que o empregado está à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens. Essa regra não foi alterada pela reforma trabalhista, assim, salvo a possibilidade de acordo coletivo ou convenção coletiva com o sindicato a qual a empresa esteja vinculada, modificando a regra atual, não existindo o citado acordo com o sindicato não haverá alteração quanto ao pagamento do período de curso que a empresa exigir que os empregados venham a realizar.

Tenho 16 anos na empresa, com férias para vencer em fevereiro de 2018. Tenho R$ 28 mil de FGTS e salário-base de R$ 1.850, totalizando cerca de R$ 2.200. Se eu pedir a demissão de comum acordo, qual o tempo de aviso-prévio que terei que cumprir? Se não quiser cumprir esses dias terei desconto na rescisão? (A.C.)

A rescisão por acordo não retirou a possibilidade legal do empregado pedir a demissão por iniciativa própria, ou da empresa dispensar o empregado sem justa causa, caso assim a empresa queira proceder. Assim, se o empregado vier a pedir a demissão, ou a empresa o dispensar sem justa causa, não haverá mudanças nos direitos do empregado que são pagos atualmente quando ocorre uma dessas formas de rescisão do contrato de trabalho.

Assim, sendo a rescisão por acordo uma nova forma de desligamento do empregado, verifica-se que empregado e empregador terão de negociar a forma de cumprimento do aviso prévio, que a princípio, caso não haja o cumprimento do aviso prévio pelo empregado, dará o direito da empresa descontar o mesmo valor que teria de indenizar caso fosse acordado o aviso prévio indenizado, ou seja, 15 (quinze) dias.

Porém, verifica-se que devido a lei não citar o funcionamento do aviso prévio trabalhado, aguarda-se que ocorra uma regulamentação maior do procedimento em questão, até que a reforma trabalhista seja colocada em prática.

Em janeiro de 2018 completo 1 ano em meu emprego. A empresa dá férias coletivas a todos os funcionários em dezembro (10 dias). Fui informado pelo meu chefe que deverei tirar em 2018 os 20 dias restantes, sendo eles 10 dias de minha escolha e os outros  10 obrigatoriamente em dezembro de 2018. Eu não deveria poder tirar os 20 dias restantes quando eu quisesse? (D.S.)

O que ocorre é que a reforma trabalhista só alterou algumas regras quanto a concessão das férias individuais do empregado, as quais não são aplicadas quanto a concessão de férias coletivas.

Assim, muito embora a reforma trabalhista não tenha alterado a lei no sentido que as férias devem ser concedidas no momento que atenda os interesses do empregador, a mesma trouxe a regra que as férias individuais podem ser divididas em três períodos, desde que haja a concordância do empregado, sendo que um deles não poderá ser inferior a quatorze dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a cinco dias corridos, cada um.

Assim, concedendo a empresa parte das férias como férias coletivas, o período restante se for concedido como férias individuais só poderá ser dividido caso o empregado concorde, sendo que, caso o mesmo não concorde, terá direito a descansar o período restante integralmente, de uma única vez.

 Como vendedor externo, faço muitas viagens que podem passar de oito horas só viajando para chegar ao destino. Como fica esse deslocamento na nova lei trabalhista? Eu tenho direito à hora extra ou algum outro benefício quando a viagem é à noite ou fim de semana? Ou quando a viagem é muito longa? Caso aconteça alguma coisa comigo nas viagens, como fica a minha situação? Tenho telefone da empresa, viajo com o carro da empresa rastreado e utilizo um cartão de crédito da empresa para gastos no trabalho. (J.P.)

O art 4º da CLT, o qual não foi alterado pela reforma trabalhista, cita que se considera como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens.

Da mesma forma, para efeitos da Previdência Social, a Instrução Normativa do INSS nº 77 de 2015 prevê que é considerado como acidente de trabalho, dentre outros, o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado.

Assim, muito embora a lei da reforma trabalhista modifica a CLT no sentido de que o tempo gasto pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não seja computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador, entende-se que essa mudança se refira apenas ao deslocamento normal que o empregado realiza entre a sua residência e o local de trabalho padrão, não sendo aplicado para as viagens que o empregado seja obrigado a realizar por interesse do empregador.

Contudo, trata-se de artigo que poderá ter maior regulamentação, ou caso o Poder Judiciário seja acionado a se pronunciar a respeito, caberá ao mesmo a decisão final a respeito da questão.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Economia

Por desmatamento, França se opõe ao acordo UE-Mercosul

Publicado

dia

Por

França apresentou três “exigências” para a continuidade das negociações. Entre elas está o respeito ao Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas

Macron já havia se manifestado contra esse acordo no ano passado, por conta dos incêndios na Amazônia (Koji Sasahara/Pool/Reuters)

O Executivo francês lamentou que o projeto de acordo “não contém nenhum dispositivo que permita disciplinar as práticas dos países do Mercosul no combate ao desmatamento. Isso é o principal ponto que falta neste acordo e o principal motivo pelo qual, no estado atual, as autoridades francesas se opõem ao projeto”.

Além disso, a França rejeita “a falta de ambição” do texto atual, no que se refere a questões ambientais.

O relatório foi encomendado pelo governo francês no ano passado para avaliar o impacto desse acordo de livre-comércio assinado no ano passado, após duas décadas de negociações.

“O acordo representa uma oportunidade desperdiçada para a UE usar seu poder de negociação para obter garantias sólidas que respondam” às “expectativas ambientais, de saúde e (…) sociais dos seus concidadãos”, concluiu a comissão de especialistas presidida pelo economista Stefan Ambec.

Concretamente, avalia-se o risco de desmatamento ao estimular a área adicional de pastagens que seriam necessárias ao Mercosul para suprir o aumento da produção de carne bovina destinada à UE (entre 2% e 4%) e conclui em “uma aceleração anual de 5%”.

O relatório estima também “entre 4,7 e 6,8 milhões de toneladas equivalentes de CO2” o aumento de emissões de gases de efeito estufa gerado pelo acordo e questiona se os “ganhos econômicos” superam “os custos climáticos”, com base em um valor de carbono de 250 euros por tonelada.

Lamenta, ao mesmo tempo, que, embora o texto cite o Acordo de Paris contra a mudança climática, não haja “condições específicas” para ambas as partes enfrentarem “suas responsabilidades com as gerações futuras”.

O presidente Emmanuel Macron já havia se manifestado contra esse acordo no ano passado, em meio a uma crise diplomática com o brasileiro Jair Bolsonaro, decorrente dos incêndios na Amazônia.

No entanto, “a França não quer parar tudo, pelo contrário, queremos bater no ferro enquanto está quente”, disse uma fonte do Executivo.

As três “exigências” formuladas pelo governo são: que o acordo não pode em “nenhum caso causar aumento do desmatamento”, que as “políticas públicas do Mercosul estejam plenamente de acordo com seus compromissos com o Acordo de Paris” e que o os produtos agroalimentares importados com acesso preferencial respeitam as normas europeias de saúde e ambientais.

Além da França, diversos países, como Alemanha, Bélgica, Irlanda e Áustria, expressaram recentemente sua relutância em prosseguir com o acordo, principalmente devido ao desmatamento.

Até a chanceler alemã, Angela Merkel, cujo país defendeu por muito tempo o acordo comercial, expressou pela primeira vez em agosto “sérias dúvidas” quanto a sua aprovação.

Para que entre em vigor, todos os parlamentos nacionais da UE têm de ratificá-lo.

Dezenas de ONGs também se mobilizaram nas últimas semanas na França contra esse acordo.

O coletivo Stop-Ceta, que reúne inúmeras ONGs, sindicatos e partidos políticos, pediu nesta sexta-feira o seu abandono, julgando “implacável” o relatório da comissão de especialistas.

Especificamente, o grupo pediu a Macron que faça “em Bruxelas o que ele disse em Paris” e construa “uma aliança de Estados membros capaz de bloquear o acordo a partir do momento em que seja submetido a exame no Conselho Europeu”.

De acordo com uma pesquisa recente da YouGov, realizada com mais de 5.000 pessoas na Espanha, Alemanha, França e Holanda, 3 em cada 4 entrevistados querem interromper o negócio se contribuir para o desmatamento e prejudicar o meio ambiente.

Ver mais

Economia

A coreografia da geopolítica do Japão ficou mais difícil

Publicado

dia

Por

Com a renúncia do primeiro-Ministro japonês Shinzo Abe, há dúvidas se o sucessor Yoshihide Suga conseguirá manter o equilíbrio geopolítico com China e EUA

Japão: dois terços dos japoneses aprovam o novo primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga (Carl Court/Pool/Reuters)

CLAREMONT, CALIFORNIA – A inesperada renúncia do Primeiro-Ministro japonês Shinzo Abe no mês passado por motivos de saúde tem levantado muitas dúvidas sobre o legado do premiê mais antigo do país. Uma delas é se seu sucessor, Yoshihide Suga, será capaz de continuar com a coreografia do equilíbrio geopolítico de Abe, visto que as tensões entre China e Estados Unidos continuam a aumentar perigosamente.

EUA e China são essenciais para a paz e a prosperidade do Japão. Os Estados Unidos são o fiador do Japão e o segundo maior parceiro comercial, ao mesmo tempo em que a China é o seu maior parceiro comercial e vizinho. Depois que Abe voltou como Primeiro-Ministro em dezembro de 2012, ele administrou habilmente as relações do Japão com ambos os países.

Abe saiu desviou de sua trajetória para fazer amizade com o presidente dos EUA Donald Trump, mesmo depois de Trump ter afirmado que o comércio EUA-Japão “não era justo e aberto ” e exigiu que o Japão quadruplicasse sua contribuição para a manutenção as tropas americanas no país. Ele agradou ainda mais o governo Trump ao discretamente proibir a gigante chinesa das telecomunicações Huawei de participar da construção da rede 5G no Japão.

Ao mesmo tempo, Abe também cultivou laços com o presidente chinês Xi Jinping e fez uma viagem diplomática a Pequim em outubro de 2018 para quebrar o gelo na ocasião da primeira cúpula sino-japonesa em sete anos. Com as relações EUA-China em queda livre, Xi aceitou o ramo de oliveira de Abe e planejou uma visita de Estado ao Japão em abril de 2020, que teria sido a primeira de um líder chinês desde 2008. (A visita foi adiada indefinidamente por causa da Pandemia do COVID-19).

Mas Suga terá cada vez mais dificuldade em evitar tomar partido no crescente conflito EUA-China. No curto prazo, ele terá que tomar uma decisão sobre a adiada visita de Estado de Xi. A oposição à visita é grande dentro do Partido Liberal Democrático de Suga, devido à recente imposição pelo governo chinês da dura lei de segurança nacional em Hong Kong. Uma visita oficial ao Japão explorada pela TV seria uma grande vitória para Xi, que está ansioso para demonstrar que a contenção da China pelo governo Trump está fracassando.

A pressão chinesa para reagendar a visita colocará Suga em uma situação difícil. Aceitar os desejos da China custaria a ele capital político internamente, mas cancelar a visita humilharia Xi e prejudicaria os laços sino-japoneses. A única coisa que o novo Primeiro-ministro do Japão pode fazer é descobrir todas as desculpas que encontrar para continuar adiando a visita o máximo possível.

De qualquer modo, as tensões em relação a uma cúpula sino-japonesa amplamente simbólica ficarão empalidecidas em comparação com o provável impacto sobre o Japão de duas disputas entre EUA e China nos próximos anos.

Em primeiro lugar, os EUA pedirão ao Japão que limite as principais tecnologias que fornece à China. Mas com mais de US$ 38 bilhões investidos diretamente na China e quase 14.000 empresas lá operando, o Japão acharia especialmente difícil, economicamente prejudicial e diplomaticamente caro cumprir integralmente as sanções dos EUA contra a China.

Ninguém sabe como Suga, que foi secretário de gabinete de Abe e seu assessor mais próximo nos últimos oito anos, será capaz de agradar os EUA na questão de tecnologia sem irritar a China, ou vice-versa. Ele certamente enfrentará uma tarefa muito mais difícil do que seu antecessor, a menos que EUA e China de alguma forma diminuam a escalada de seu conflito.

Suga também terá muito mais dificuldade em ficar em cima do muro no que diz respeito às questões de segurança. Como membro do chamado Quad – grupo de segurança do Indo-Pacífico que também inclui Austrália, Índia e os EUA – o Japão enfrentará convites dos EUA para participar de exercícios navais conjuntos com mais frequência e em maior escala, a fim de desafiar as reivindicações territoriais da China no Mar do Sul da China. No ano passado, por exemplo, um porta-aviões japonês participou de exercícios navais liderados pelos EUA em águas reivindicadas pela China.

A China não reagiu com veemência à participação do Japão, devido à melhoria dos laços bilaterais dos dois países. Mas poderia atacar o Japão se a reaproximação iniciada por Abe fracassar e o governo de Suga começar a colaborar com os EUA de forma mais aberta e contundente nas disputas pelo Mar do Sul da China.

Uma coisa que poderia destruir completamente os laços sino-japoneses nos próximos 5-7 anos seria o lançamento de mísseis americanos de médio alcance de solo japonês. Os estrategistas do Pentágono estão ansiosos para posicionar armas ofensivas poderosas mais perto do continente chinês, e o Japão é um lugar ideal.

Os mísseis ainda estão sendo desenvolvidos, portanto, não há necessidade de os EUA pedirem ao Japão para hospedá-los. Mas, uma vez que os Estados Unidos tenham produzido quantidades suficientes, é difícil imaginar que não pressione o Japão por permissão para implantá-los. Se o Japão concordar, as relações com a China poderão enfrentar sua pior crise desde que os dois países restauraram laços diplomáticos em 1972.

Obviamente, nenhum desses problemas é culpa de Abe ou de Suga. Mas ilustram mais uma vez a situação de um país espremido entre dois gigantes geopolíticos em duelo – e a dimensão do desafio diplomático que o novo Primeiro-ministro japonês irá enfrentar.

Tradução: Anna Maria Dalle Luche.

Minxin Pei é professor de governo no Claremont McKenna College e bolsista sênior não residente do German Marshall Fund dos Estados Unidos.

Ver mais

Economia

Dólar tem leve alta, mas caminha para fechar semana em queda

Publicado

dia

Por

Investidores assumem defensiva em véspera de fim de semana, após moeda americana se desvalorizar nos últimos dois pregões

Dólar (JamieB/Getty Images)

O dólar sobe contra o real, nesta sexta-feira, 18, acompanhando a valorização global da moeda americana. Às 9h30, o dólar comercial avançava 0,6% e era negociado por 5,263 reais na venda.

No radar dos investidores está a declaração do presidente Donald Trump sobre a proibição, nos Estados Unidos, de downloads do aplicativo chines Tik Tok a partir de domingo e de algumas transações por meio do também chinês WeChat. O anúncio, que ocorre em meio à corrida e eleitoral e após a ByteDance firmar parceria para que a Oracle faça a gestão das operações do aplicativo Tik Tok nos EUA.

Embora ajude a aumentar a tensão comercial entre as duas potências, a notícia teve impacto limitado nos mercados. Nos Estados Unidos, por exemplo, os índices futuros de ações seguem no campo positivo.

“Depois de uma semana conturbada com decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos, o investidor se sente mais confortável para passar o fim de semana comprado em dólar. Até para não se desesperar se vier uma notícia muito ruim no sábado ou domingo”, afirma Vanei Nagem, analista de câmbio da Terra Investimentos.

Apesar de ser negociado em alta, o dólar deve fechar a semana em queda contra o real – a menos que suba mais de 1,5%.

Segundo Nagem, expectativas de elevação da taxa de juros em 2021, motivadas pelos recentes dados de inflação e risco fiscal, tem contribuído com a desvalorização do dólar no Brasil. “O mercado está bastante atento às curvas de juros futuras e quando juros sobe, o dólar cai. A economia, se reativar um pouco, também faz o dólar cair mais forte.”

No exterior, o dólar se valoriza contra as principais moedas emergentes, com exceção da rúpia indiana. Já o índice Dxy, que mede o desempenho do dólar contra divisas desenvolvidas, permanece estável.

Ver mais

Economia

Ibovespa tem leve queda em dia de vencimento de opções

Publicado

dia

Por

Os investidores adotam o tom de cautela antes do fim de semana

Bolsa: Ibovespa abre em leve queda em maio à cenário misto no exterior (NurPhoto/Getty Images)

A bolsa brasileira abriu em leve queda nesta sexta-feira, 18, em meio ao cenário misto no exterior. Às 10h23, o Ibovespa, principal índice da B3, caía 0,18% para 99.919 pontos.

Em dia de agenda esvaziada e sem grandes motivadores no radar, os investidores adotam o tom de cautela antes do fim de semana, que deve trazer novidades, após o presidente Donald Trump anunciar, nesta manhã, o bloqueio de downloads do aplicativo chinês Tik Tok a partir de domingo.

A notícia, no entanto, não teve grandes impactos no mercado, com os índices futuros americano operando em alta.  “A gente está assistindo uma novela Tik Tok. Cachorro que late não morde e ele está latindo”, afirma Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Asset.

Analistas da Exame Research também alertam para o vencimento de opções sobre índices e ações no mercado americano, o que trazer volatilidade ao pregão de hoje.

Entre os destaques do pregão desta manhã estão as ações do Magazine Luiza, que subiam 2,41%, sendo vendidas por 89 reais, cada uma. A varejista divulgou um fato relevante sobre o conselho de administração ter aprovado o desdobramento de ações, na proporção de 1 para 4. A proposta será submetida a aprovação em uma assembleia extraordinária de acionistas.
Atualmente, o capital social do Magazine Luiza é representado por 1,625 bilhão de ações ordinárias. Após o desdobramento, o total passará para 6,498 bilhões de papéis. O capital social, contudo, permanecerá em R$ 6,071 bilhões.

Ver mais

Economia

Pandemia de coronavírus transforma Estados Unidos em país de freelancers

Publicado

dia

Por

Estudo aponta que ao menos 59 milhões de pessoas, cerca de 30% da força de trabalho dos Estados Unidos, fez pelo menos algum trabalho extra neste ano

Freelancers contribuíram com US$ 1,2 trilhão para a economia dos EUA neste ano (Gabby Jones/Bloomberg/Getty Images)

Há três anos, o Departamento de Estatística do Trabalho dos EUA – usando uma definição mais restrita de “trabalhador temporário” – identificou que apenas 5,9 milhões de americanos, ou pouco menos de 4% da força de trabalho, se enquadravam nessa categoria.

Para o relatório atual, a Upwork entrevistou 6.001 trabalhadores nos EUA entre 15 de junho e 7 de julho.

 

Ver mais

Economia

BC britânico vê sinais de recuperação mas estuda juros negativos

Publicado

dia

Por

Depois de manter seus principais programas de estímulo em modo de espera, o Banco da Inglaterra disse que está pronto para tomar novas medida

Relógio Big Ben e a bandeira do Reino Unido (Getty Images/Getty Images)

O banco central britânico disse que a economia do Reino Unido teve um desempenho melhor do que o esperado no mês passado, mas suas autoridades de política monetária foram informadas sobre como a instituição poderia cortar os juros abaixo de zero, se necessário.

Depois de manter seus principais programas de estímulo em modo de espera, o Banco da Inglaterra disse que está pronto para tomar novas medidas, destacando as incertezas sobre o aumento dos casos de Covid-19, o risco de salto do desemprego e o choque do Brexit.

“Os dados econômicos domésticos recentes têm sido um pouco mais fortes do que o Comitê esperava na época do Relatório de agosto, embora, dados os riscos, não esteja claro o quão informativos eles são sobre como a economia se sairá mais adiante”, disse o banco.

“O Comitê continuará monitorando a situação de perto e está pronto para ajustar a política monetária de acordo com suas atribuições. O Comitê manterá sob revisão a gama de ações que podem ser tomadas para cumprir seu objetivo.”

O banco central disse que o Comitê de Política Monetária foi informado “sobre os planos do Banco da Inglaterra de explorar como uma taxa bancária negativa poderia ser implementada efetivamente, caso as perspectivas para a inflação e a produção justifiquem-na em algum momento durante este período de baixas taxas de equilíbrio.”

Como esperado, o Banco da Inglaterra manteve sua taxa de juros de referência em 0,1% e deixou inalterado o tamanho de seu programa de compra de títulos em 745 bilhões de libras (966 bilhões de dólares).

As nove autoridades de política monetária do banco central votaram por unanimidade em manter os juros em espera e deixar seu programa de compra de títulos em curso sem alterações.

Economistas consultados pela Reuters esperavam manutenção pelo Banco da Inglaterra em sua reunião de política monetária de setembro. Muitos deles dizem que o banco central deve aumentar o tamanho de seu programa de compra de títulos em novembro.

Ver mais

Hoje é

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?