Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, foi formalmente acusado nos Estados Unidos nesta quarta-feira (20/5), conforme informou a agência Reuters.
Raúl Castro, de 94 anos, liderou o Ministério da Defesa antes de se tornar presidente em 2008, após seu irmão Fidel Castro se afastar por problemas de saúde. Ele deixou a presidência em 2018, mas continua exercendo forte influência na política cubana.
As acusações contra Raúl Castro incluem quatro homicídios, dois atos de destruição de aeronave e conspiração para matar cidadãos americanos.
Contexto da acusação e relações entre Cuba e EUA
Nascido em 1931, Raúl Castro foi peça-chave na revolução cubana junto do irmão Fidel Castro, participando da guerrilha que depôs o presidente Fulgencio Batista, apoiado pelos Estados Unidos.
Raúl Castro também teve papel decisivo na derrota da invasão da Baía dos Porcos, ocorrida em 1961, um plano americano para derrubar o governo revolucionário de Cuba.
Essa nova acusação contra o ex-presidente cubano lembra o caso do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusado por crimes ligados ao narcotráfico e atualmente preso em Nova York. As ações americanas contra líderes da América Latina refletem uma escalada da pressão dos EUA na região.
O ex-presidente americano Donald Trump classificou o governo cubano como corrupto e declarou que “Cuba será a próxima” alvo após medidas contra a Venezuela. Nos últimos meses, Washington ampliou sanções econômicas e o embargo energético contra Cuba.
Diante do aumento da tensão, o atual presidente cubano Miguel Díaz-Canel alertou que qualquer ação militar americana provocaria um “banho de sangue” e reforçou que Cuba não representa ameaça aos Estados Unidos.
