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Rappi lança “shopping” no app com entrega em 1 hora no Brasil

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“Shopping digital” já tem 50 parceiros incluindo marcas como Fast Shop, Decathlon, Saraiva e L’Occitane

Rappi: aplicativo tem hoje 6,5 milhões de usuários nos sete países em que atua (Marcos Joel Reis/Rappi/Divulgação)

São Paulo — A startup colombiana Rappi vai inaugurar uma nova frente de negócios no Brasil nesta semana. A partir da próxima atualização o aplicativo da empresa vai oferecer aos usuários o Rappi Mall, um serviço que promete colocar um “shopping center” na palma da mão do consumidor, com entregas feitas em até uma hora.

Segundo a empresa, que revelou a novidade com exclusividade ao jornal O Estado de S. Paulo, a vertical já nasce com mais de 50 parceiros incluindo marcas como Fast Shop, Decathlon, Saraiva e L’Occitane.

“Estamos tentando mudar o comércio eletrônico. Muitas marcas oferecem entregas em até 24 horas, mas queremos fazer tudo em uma hora”, diz Eduardo Sodero, diretor da Rappi no Brasil. Inicialmente, o serviço vai funcionar apenas em São Paulo, mas a meta da empresa é que ele esteja presente em breve em todas as 60 cidades do País em que a startup atua. Para ficar de pé, a operação vai se sustentar em dois pilares: os entregadores parceiros da colombiana e as lojas físicas das empresas que se associaram à iniciativa.

“Assim que o usuário fechar o pedido no aplicativo, mandamos uma mensagem para a loja preparar o pacote e o entregador já se dirigir ao local”, explica o executivo. O modelo de negócios também será parecido com o que já é praticado pela Rappi com restaurantes parceiros: a startup colombiana cobra uma comissão sobre a venda dos produtos. Sodero não revelou qual será o porcentual praticado pela Rappi no Mall – com o negócio de entrega de refeições, esse valor costuma girar em torno de 25% do pedido do usuário.

Foco no produto

O sistema de organização do app, porém, vai ser diferente no Rappi Mall. Com restaurantes, o foco está nos estabelecimentos e depois nos pratos. Já no “shopping center”, os produtos estarão no centro da experiência. “Primeiro, o usuário busca por um celular ou uma roupa, depois vai conferir as lojas”, afirma Sodero. A previsão da Rappi é ter mil parceiros no fim do ano.

A empresa também está treinando os estabelecimentos parceiros para conseguir que os produtos sejam despachados de forma rápida. Segundo Sodero, há algumas lojas que já deixam tablets com o app do Rappi aberto, disponível aos vendedores. “Eles ficam numa fila, para atender tanto a quem entra na loja como os pedidos que chegam no tablet, e podem inclusive fazer sugestões pelo app. Se o consumidor busca uma bermuda, o vendedor pode sugerir uma camiseta que combina”, afirma.

Na visão de Sodero, o Rappi Mall pode abrir “avenidas” para vários setores no e-commerce. “Muitas pesquisas mostram que alguns consumidores deixam de comprar online por conta do tempo e do custo da entrega”, diz ele. Se o tempo será resolvido com ajuda dos 200 mil entregadores da companhia no País, o custo deixa de ser um entrave para quem assina o Rappi Prime, serviço da startup que, por R$ 19,90 ao mês, isenta do pagamento de taxas de entrega.

 

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Uma em cada quatro fabricantes de eletrônicos já interrompeu a produção

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Pesquisa da Abinee mostra que 24% das empresas do setor no Brasil paralisaram parte das linhas de montagem por causa da crise do novo coronavírus

Fábrica da Multilaser em Minas Gerais: as empresas de eletroeletrônicos esperam uma queda de 34% na produção no primeiro trimestre (Germano Lüders/Exame)

A fabricação de produtos eletroeletrônicos tem tido uma redução considerável no Brasil por causa da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Quase uma em cada quatro empresas do setor de eletroeletrônicos (24%) já relata que está com suas operações paralisadas parcial ou totalmente.

O número faz parte de uma sondagem da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) realizada com 60 empresas do setor entre os dias 23 e 25 de março.

Na pesquisa anterior, divulgada em 9 de março, somente 6% das empresas relatavam algum tipo de paralisação de sua linha de produção.

Segundo a Abinee, o resultado da sondagem revela que, se antes a maior dificuldade das empresas do setor era a interrupção do recebimento de peças e componentes vindos da China, agora as fabricantes estão tendo de lidar com as medidas de prevenção ao novo coronavírus.

Das empresas que relatam algum tipo de paralisação, 42% afirmam que a interrupção é total. E 58% afirmam que ela é apenas parcial.

O estudo da Abinee também indica que 30% das empresas relatam que não vão conseguir atingir as metas de produção para o primeiro trimestre. Na sondagem anterior, eram 21%. A estimativa é de uma queda de 34% em relação à produção projetada.

 

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WhatsApp cresce até 76% por causa do coronavírus

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O aplicativo de mensagens cresceu mais em países com grande número de casos da covid-19

WhatsApp: com home office, aplicativo cresceu durante a quarentena global em razão do novo coronavírus (SOPA Images / Colaborador/Getty Images)

O uso do aplicativo de mensagens WhatsApp cresceu até 76% devido à pandemia de coronavírus, que afeta mais de 100 países e mais de 500.000 pessoas. Os dados são da consultoria Kantar, que coletou dados de mais de 25.000 pessoas em 30 mercados entre os dias 14 e 24 de março.

O app foi o que registrou maior crescimento em razão da doença covid-19, causada pelo novo coronavírus. No total, o aplicativo teve crescimento de 40% no mundo, em média. Nos primeiros dias, o aumento era de 27% em países onde a doença começou a se propagar e de 41% onde ela estava em nível intermediário da curva de contágio.

Onde o WhatsApp teve maior aumento de uso foi nos países em que a pandemia está em estágio mais avançado. Lá, o crescimento atingiu 51%. A Espanha, um dos países mais afetados pela covid-19, registrou um crescimento muito acima da média, chegando a 76% no período.

Os aplicativos Facebook e Instagram também tiveram crescimento por causa da crise global do coronavírus, que levou habitantes de vários países ao isolamento social físico. Os dois aplicativos tiveram aumento de cerca de 40% no período estudado.

A pesquisa diz ainda que as pessoas não confiam nos conteúdos que recebem por meio de aplicativos de mensagens, dando preferência a canais noticiosos nacionais (58%) e agências governamentais (48%).

Como parte dos efeitos de pessoas trabalhando de casa no mundo todo, o Facebook informou que registrou aumento de 50% em suas plataformas de mensagens no último mês, 70% de crescimento no tempo de uso delas e 1.000% de aumento no tempo de uso em videoconferências. As pessoas que mais usaram os aplicativos no período tinham menos de 35 anos de idade. Ainda assim, no mês de março, as ações do Facebook caíram de 428 para 400 dólares.

O coronavírus também impactou outros aplicativos de mensagens de forma diferente. Enquanto as bolsas de valores mundiais caíam, as ações do aplicativo Zoom Video Communications, de videoconferências, cresceram durante a crise. As ações da empresa passaram de 120 para 150 dólares em março.

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Coronavírus faz Loft criar fundo para trabalhadores da construção civil

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Iniciativa se dá em parceria com a Decorati para o auxílio financeiro de trabalhadores que estão em quarentena por causa da covid-19

Construção civil: coronavírus afastou trabalhadores dos canteiros de obras (Sam Thomas/Getty Images)

A startup paulistana Loft anunciou a criação de fundo de cerca de 5 milhões de reas para auxiliar na renda de trabalhadores do setor de construção civil que estão em casa por conta da crise do novo coronavírus. A iniciativa se dá em parceria com a Decorati, startup que foi comprada recentemente pela Loft.

O fundo será criado pela própria companhia em parceria com clientes que aceitarem a interrupção das obras feitas em seus imóveis, mas que antecipem os pagamentos. Cerca de 350 clientes da companhia receberão desconto de 1% ao mês sobre os valores aportados, inclusive durante os meses em que as obras estiverem interrompidas.

A expectativa é de 12.000 trabalhadores que atuam nos projetos de reforma já iniciados ou que teriam obras feitas nas próximas semanas sejam beneficiados. “No final da obra, o que o cliente vai economizar com o desconto resultará num ganho superior a 300% do CDI”, diz Marcus Grigoletto, cofundador da Loft e diretor de engenharia e arquitetura da Loft e da Decorati.

O dinheiro será repassado diretamente para um fundo e duplicado pela própria companhia. Ou seja, a cada 1 real depositado de forma antecipada pelos clientes que aceitarem os termos, a Loft e a Decorati vão alocar o mesmo valor. A previsão é de que a novidade movimente 5 milhões de reais.

Quem trabalha na área, por sua vez, vai receber um parcela maior de entrada como pagamento pelos serviços que serão executados quando a crise for amenizada e a quarentena já não for sugerida por órgãos de saúde. “O objetivo é fazer com que esses trabalhadores fiquem em casa com alguma renda”, diz Grigoletto.

Fundada em 2018 pelo alemão Florian Hagenbuch e pelo húngaro Mate Pencz, a companhia trabalha com a compra, reforma e venda de apartamentos de luxo no Brasil, principalmente em São Paulo, região que concentra o maior número de imóveis comercializados pela empresa. Com a aquisição da Decorati, no fim do ano passado, a companhia passou também a realizar reformas em apartamentos de terceiros.

 

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