Quatro anos depois de ser investigado por rachadinha na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Fabricio Queiroz permanece no cargo de subsecretário de Segurança e Ordem Pública em Saquarema, região da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, conhecida pelo apoio ao bolsonarismo.
Na posição que ocupa, Queiroz supervisiona as ações da Guarda Municipal e participa de eventos com líderes do Partido Liberal.
A Região dos Lagos enfrenta diversos desafios em segurança pública. Segundo dados do Atlas da Violência de 2024, cidades próximas, como Armação de Búzios, têm registrado aumento na criminalidade.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a situação é resultado da extinção da Secretaria Estadual de Segurança Pública entre 2019 e 2023, crescimento do crime organizado e falta de políticas públicas sustentáveis para a segurança.
Histórico da Investigação
As suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro começaram a ser investigadas no final de 2018 após relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelar movimentações financeiras atípicas de Fabricio Queiroz, que na época trabalhava no gabinete do senador na Alerj.
Amigo antigo da família Bolsonaro, Queiroz foi acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de operar o esquema de rachadinha, gerenciando contratações fictícias, recolhendo salários e repassando os valores para o filho do presidente.
Fabricio Queiroz é um policial militar aposentado que atuou como chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. Ambos negam as acusações.
O caso foi arquivado em 2021 após decisões do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, que invalidaram provas por questões processuais, impedindo o julgamento do mérito.
A redação permanece aberta para contato com Fabricio Queiroz.
