BRUNO DE OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O mercado de caminhões no Brasil fechou o primeiro semestre do ano mostrando queda nas vendas. Até agora, foram vendidos 48.030 caminhões, que é 9,4% a menos do que no mesmo período de 2025. Esses números foram divulgados pela Fenabrave, que é a associação dos distribuidores de veículos.
Além dessa redução nas vendas, a expectativa para o restante do ano também é negativa. No começo do ano, havia otimismo com o programa de incentivos fiscais chamado Move Brasil, mas agora as projeções foram revistas e apontam uma queda de 7,8% nas vendas em comparação a 2025. Isso acontece devido a dificuldades no crédito e à situação da economia.
Arcelio Jr., presidente da Fenabrave, comentou que o programa Move Brasil ajuda, mas não resolve completamente os problemas. Os transportadores ainda enfrentam desafios para renovar sua frota de veículos, pois além do acesso ao crédito, o preço do diesel e do frete também influenciam na decisão de compra.
A redução nas vendas de caminhões também afeta outros setores, como a produção de implementos rodoviários, que registrou uma queda de 7,5% nas vendas no primeiro semestre do ano.
Entre os caminhões mais vendidos no período estão o Volkswagen 11.180 com 2.976 unidades, o Volvo FH 540 com 2.569 unidades, o Mercedes-Benz Accelo 1117 com 1.811 unidades, o Volvo VM 290 com 1.657 unidades e o Volkswagen Constellation 26.260 com 1.619 unidades vendidas.
Embora o cenário geral seja de queda, houve uma melhora nas vendas em junho. Nesse mês, foram vendidos 9.419 caminhões, que é 13,5% mais do que em junho do ano passado, e 14,9% a mais do que em maio.
O programa Move Brasil, que é coordenado pelo BNDES, disponibilizou R$ 21,2 bilhões para financiar a renovação da frota de caminhões, ônibus e implementos produzidos no Brasil. Até junho, foram aprovados R$ 10 bilhões desses recursos, e R$ 3,1 bilhões já foram contratados em mais de mil municípios.
Desse dinheiro aprovado até agora, 58% foram usados para comprar caminhões pesados, 25% para semipesados, 12% para médios e 5% para leves. A maior parte, 84%, foi usada para a compra de caminhões e implementos, enquanto os outros 16% foram para ônibus.
