Goiânia vive paralisação nas escolas municipais após a deflagração da greve pelos profissionais da educação. A mobilização começou em 7 de maio, com cerca de quatro mil trabalhadores aderindo ao movimento, o que impacta aproximadamente 23 mil alunos na cidade.
De acordo com a presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás (Sintego), Ludmylla Morais, cerca de 50 escolas aderiram integralmente à paralisação, enquanto outras 50 mantêm atendimento parcial.
Os profissionais reivindicam melhorias no plano de carreira para administrativos, pagamento das progressões de carreira, reajuste do piso salarial dos professores, pagamento da data-base dos administrativos e a aplicação de legislações específicas como o descongela e o enquadramento.
Mesmo com a greve, as secretarias das escolas permanecem abertas para atendimento à comunidade.
A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que vai monitorar o cumprimento da decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que exige a manutenção mínima de 70% dos servidores em atividade, especialmente na educação infantil e na alimentação escolar.
Além disso, o TJGO estipulou prazo de 24 horas para que o sindicato apresente um plano de continuidade das atividades escolares, prazo que se encerra em 12 de maio ao meio-dia.
