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segunda-feira, 22/06/2026

Preço do petróleo cai com liberação do barril iraniano pelos EUA

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Em Brasília

FERNANDO NARAZAKI
FOLHAPRESS

Os preços do petróleo caíram mais de 3% na segunda-feira (22), após os Estados Unidos anunciarem que vão liberar o Irã para produzir, vender e fornecer petróleo. Essa decisão faz parte do acordo de paz firmado entre os dois países na semana passada.

O barril do tipo Brent caiu 3,51%, custando US$ 77,24 (R$ 397,38) por volta das 11h15 de Brasília, revertendo uma alta que chegou a US$ 81,38 (R$ 418,68) nas primeiras horas do pregão.

No contexto do conflito no Oriente Médio iniciado em 28 de fevereiro, esse é o terceiro preço diário mais baixo do petróleo. Em 2 de março, o contrato futuro foi negociado a US$ 75,75. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, estava cotado a US$ 73,76 (R$ 379,48), queda de 2,74%.

A liberação feita pelos EUA faz parte das negociações para um acordo de paz definitivo. Segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, essa permissão vale até 21 de agosto.

Bessent publicou no X que, em alinhamento com as negociações na Suíça, o Irã se comprometeu a garantir trânsito livre no estreito de Hormuz e permitir a entrada de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em seu território.

No acordo da semana passada, Washington concordou em permitir a exportação de petróleo bruto iraniano, derivados e produtos relacionados, incluindo serviços como transações bancárias, seguros e transporte.

A licença geral anunciada nesta segunda autoriza a importação para os EUA de petróleo bruto, petroquímicos e derivados do Irã, desde que necessários para finalizar a venda ou entrega do produto.

Entretanto, essa liberação não inclui transações com a Coreia do Norte ou Cuba, países sob severas sanções americanas.

Além disso, Irã, Estados Unidos e autoridades do Líbano concordaram em criar uma “célula de desconflito” para tentar acabar com os ataques de Israel ao Líbano. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, destacou no X os avanços produzidos pela mediação do Paquistão e Catar para tentar encerrar a guerra no Líbano após conversas na Suíça.

Por outro lado, autoridades israelenses têm resistido ao acordo, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que continuará com os bombardeios na região.

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