Nos últimos dois meses, o preço das passagens aéreas aumentou 17%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O principal motivo desse aumento é a alta do querosene de aviação, que subiu devido ao conflito no Oriente Médio. Esse conflito causou um aumento significativo no preço dos combustíveis, elevando o barril de petróleo para acima de US$ 100.
Especialistas destacam que o combustível de aviação representa cerca de 45% dos custos das companhias aéreas. Com a alta no preço do combustível, as despesas das empresas aumentaram consideravelmente.
Apesar das tentativas do governo para conter o aumento dos preços, essas ações têm efeito limitado. O preço das passagens ainda depende muito de variáveis externas, como o preço do petróleo e a taxa de câmbio.
Thaunahy explica que o impacto do aumento do combustível está se refletindo gradualmente no preço das passagens e deve continuar nos próximos meses, pressionando a inflação.
O especialista ressalta que o comportamento dos preços depende principalmente do preço do petróleo, da estabilidade geopolítica e do câmbio.
Para que as passagens aéreas voltem a preços mais acessíveis, são necessários ajustes, principalmente em fatores externos ao setor.
“O principal é que o preço do petróleo caia ou se estabilize, pois ele afeta diretamente o custo do combustível. Sem isso, qualquer alívio será pequeno. Além disso, algumas medidas estão sendo discutidas para reduzir a pressão no curto prazo e evitar que o aumento seja repassado imediatamente ao consumidor.”
Thaunahy também comenta que o aumento da oferta de voos pode ajudar a equilibrar os preços, mas isso depende da melhora nas condições de custo. Esse cenário mostra como setores dependentes de insumos globais, como o petróleo, são sensíveis a acontecimentos externos, impactando rapidamente o bolso das pessoas.
