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sábado, 01/08/2026

Polícia de SP matou 13 pessoas por semana no 1º semestre de 2026, com queda de 2% na letalidade

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Em Brasília

TULIO KRUSE
FOLHAPRESS

De janeiro a junho de 2026, a polícia do estado de São Paulo foi responsável por 356 mortes, o que dá uma média de mais de 13 pessoas mortas por semana no período. Isso representa uma leve queda de 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando ocorreram 365 mortes.

Desses casos, a maioria envolveu policiais militares em serviço, totalizando 277 mortes, com outros 65 casos envolvendo policiais militares fora de serviço, que reagiram a situações ligadas à segurança pública. A polícia civil não registrou mortes entre seus membros neste semestre, diferente de 2025, quando quatro policiais civis foram mortos.

Desde 2023, sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o número de mortes causadas pela polícia tem aumentado, principalmente devido a operações na Baixada Santista após assassinatos de policiais militares.

Casos recentes de violência policial incluem a agressão e tiro contra uma mulher de 31 anos, Thawanna da Silva Salmázio, em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, por uma policial de 21 anos, Yasmin Cursino Ferreira. Em outro incidente, um policial militar atirou sete vezes contra um homem armado com um facão após briga de trânsito no bairro Jaraguá.

Comparando com o período de 2019 a 2022, quando os governadores eram João Doria e Rodrigo Garcia (PSDB), houve um aumento de 44 mortes em intervenção policial na gestão atual, uma diferença de 1,8%.

Na gestão de Doria, que implementou medidas como câmeras corporais para os policiais, o número de mortes pela polícia havia diminuído, embora atualmente as câmeras dependam do acionamento manual pelo policial ou central de operações.

Homicídios dolosos também tiveram queda em São Paulo no primeiro semestre de 2026, com 1.149 casos registrados, uma redução de 7,3% e o número mais baixo desde 2001. O governo divulgou esses dados de forma limitada e sem detalhar a quantidade exata de vítimas, que normalmente é maior que o número de ocorrências.

A tendência de redução nos homicídios em São Paulo vem desde 2013, com exceção dos anos de 2020 e 2022, quando houve aumento.

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