ITALO NOGUEIRA, JOSÉ MARQUES E BRUNA FANTTI
FOLHAPRESS
A Polícia Federal está cumprindo mandados de busca e apreensão contra Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) e indicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro.
Outro investigado é o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil durante a gestão de Cláudio Castro (PL).
A ação é a sexta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O objetivo é desmontar uma organização suspeita de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro, incluindo agentes públicos.
A PF está cumprindo 19 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.
As investigações indicam movimentação suspeita de mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
São apuradas suspeitas de contratação ilegal e lavagem de dinheiro, entre outras que possam surgir durante as investigações.
Na gestão de Canella, foram nomeados secretários municipais condenados por envolvimento com milícias em Belford Roxo. Amim foi nomeado chefe da Polícia Civil em outubro de 2023, assumindo sob pressão política, e após ser exonerado em setembro de 2024, assumiu cargo de coordenador de segurança na Alerj, onde também tinha relação política com Canella.
Também investigado está o policial civil Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, que seria dono de uma rede de postos de gasolina por meio de laranjas, segundo denúncia do ex-secretário municipal do Consumidor do Rio de Janeiro, João Pires (PSD).
A PF ainda cumpre mandados contra Juracy Alves Prudêncio, ex-cabo da PM condenado por liderar a milícia
