Viktor Orbán anunciou neste sábado (25/4) que irá abrir mão do seu mandato no Parlamento da Hungria. A decisão foi tomada após sua coalizão sofrer uma derrota significativa na eleição realizada no dia 12 de abril, encerrando 16 anos no poder.
Peter Magyar, ex-aliado de Orbán, assumirá a vaga. Magyar é um conservador pró-União Europeia e seu partido conquistou a maioria parlamentar de dois terços com uma votação histórica, que contou com um número recorde de eleitores.
Orbán, que estava presente no Parlamento húngaro desde 1990, justificou sua decisão afirmando que deseja se dedicar à reorganização do campo nacional. Ele declarou que, embora a cadeira parlamentar tenha sido conquistada pelo Fidesz-KDNP, partido do qual é chefe, considera que neste momento não é necessário estar no Parlamento.
Orbán também mencionou estar disposto a continuar como presidente do Fidesz, caso seja confirmado em um congresso marcado para junho, algo que a direção do partido indicou desejar.
Resposta do novo premiê
Peter Magyar, que venceu a eleição prometendo uma mudança de regime, criticou Orbán chamando sua atitude de covardia. Magyar destacou que Orbán ainda não assumiu a responsabilidade pela derrota e afirmou que com um chefe mafioso no comando do Fidesz não pode haver uma oposição democrática.
A Assembleia Nacional da Hungria realizará sua sessão inaugural em 9 de maio, quando os parlamentares eleitos prestarão juramento.
Na eleição, o partido de Magyar conquistou 141 das 199 cadeiras no Parlamento. O Fidesz-KDNP, liderado por Orbán, ficou com 52 cadeiras, enquanto o partido de ultradireita Nossa Pátria conquistou os 6 assentos restantes.
