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quinta-feira, 06/08/2026

Nível do Cantareira está em alerta; abastece metade da população de São Paulo

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O Sistema Cantareira, que fornece água para metade da população da Grande São Paulo, atingiu nesta quarta-feira, 1º, um nível considerado de alerta, conforme informado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), responsáveis pela gestão do sistema.

Ao final de junho, o volume útil do Cantareira era de 39,87%, menos que os 40,52% registrados ao final de maio. Com esse volume entre 30% e 40%, o sistema passou para a faixa de alerta, conforme as regras que regulam a operação dos reservatórios.

Essa mudança exige que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reduza a captação de água do sistema, de até 31 metros cúbicos por segundo para até 27 m³/s. No entanto, essa redução não implica em racionamento imediato ou cortes no fornecimento de água, que dependem do volume geral do sistema na região.

Para minimizar os impactos dessa redução, a Sabesp pode usar a água do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari, que está interligada ao sistema Cantareira desde 2018, aumentando assim o volume disponível.

O Sistema Cantareira é formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, que juntos possuem cerca de 981,5 bilhões de litros de água armazenada. Embora localizados em São Paulo, parte das águas vem de rios com nascentes em Minas Gerais.

As agências ANA e SP Águas destacaram a necessidade de se usar a água de forma consciente para conservar o volume disponível nos reservatórios. A Sabesp foi contatada para mais informações, mas ainda não respondeu.

Período seco

O sistema está no período seco desde o início de junho, que vai até 30 de novembro de 2026. Entre o fim de 2025 e início de 2026, o Cantareira ficou cinco meses na faixa crítica, chamada faixa de restrição. Apenas em fevereiro, com as chuvas acima da média, o sistema voltou para o nível de alerta.

Em abril, esses reservatórios apresentaram o pior nível para o mês desde 2016, época que marca a transição da estação chuvosa para o período seco. No último verão, o Cantareira teve o menor volume desde a grave crise hídrica de 2014/2015.

A temporada chuvosa de 2026 na região metropolitana de São Paulo, que terminou em março, ajudou a recuperar em parte o volume dos reservatórios que abastecem mais de 20 milhões de pessoas da região.

Estadão Conteúdo

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