A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) informou que mais de 300 navios receberam autorização para transitar pelo Estreito de Ormuz desde a criação do órgão, em maio. A maioria desses navios tinha como destino final a China, informou o Irã.
Segundo dados das autoridades iranianas, 42% dos navios eram petroleiros, 27% transportavam carga a granel e 11% eram porta-contêineres.
Do total de embarcações que receberam permissão para deixar o estreito, 28% estavam com a China como destino final, que é um parceiro importante para o Irã. A Índia foi a segunda principal rota, com 19% dos navios seguindo para lá.
Quanto aos navios que entraram no Estreito de Ormuz, a maioria vinha de grandes produtores do Golfo Pérsico, como os Emirados Árabes Unidos (34%), Catar (31%), Iraque (17%), Kuwait (10%), Arábia Saudita (3%) e Omã (3%).
O Estreito de Ormuz é uma rota vital por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Ele enfrenta bloqueios desde o início da guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em fevereiro deste ano. As interrupções na navegação foram impostas por forças iranianas em resposta a ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Essa situação impactou o mercado do petróleo, fazendo com que o preço do barril tipo Brent chegasse a ultrapassar US$ 100.
Atualmente, a PGSA controla o tráfego no estreito. Somente navios que não têm ligação com os Estados Unidos, Israel ou seus aliados podem entrar e sair da região, mediante o pagamento de uma taxa para o Irã.

