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Mudanças climáticas causam mortes em massa de espécie de ave

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Os papagaios-do-mar estão morrendo em massa por conta das mudanças climáticas, mostra um novo estudo. Nos últimos tempos, o número de carcaças encontradas cresceu 70 vezes na Ilha de São Paulo, situada no Mar de Bering, localizado no extremo norte do Oceano Pacífico.

Nos quatro meses de avaliação, membros da comunidade local recuperaram mais de 350 corpos severamente magros —, na última década foram apenas seis corpos resgatados. Os pesquisadores estimam que cerca de 3,1 a 8,8 mil aves pereceram no total, com papagaios-do-mar tufados representando 87% da porcentagem de mortes.

Um papagaio-do-mar repousa em uma rocha (Foto: Wikimedia Commons)
Os animais eram adultos em sua maioria, o que sugere que estavam em meio ao processo de muda de suas penas — fator de estresse nutricional durante o ciclo de vida dessas aves. A equipe acredita que a elevação da temperatura da superfície do mar é a principal culpada, pois colocou em ação um efeito dominó que resultou em mudanças na distribuição de plâncton e peixes no leste do Mar de Bering.

Como o processo de muda exige muita energia, os animais morreram por conta da escassez de alimentos disponíveis. De acordo com o Serviço de Parques Nacionais dos Estados Unidos, aves marinhas são bons indicadores da saúde do ecossistema dos oceanos. “Eventos recentes de mortalidade são preocupantes, pois podem estar apontando para mudanças significativas nos ecossistemas marinhos. Nossos oceanos do norte têm experimentado temperaturas recordes e acima da média da superfície do mar”, afirmou a entidade em publicação.

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Nasa faz 1ª caminhada espacial com astronautas mulheres

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Caminhada era para ter acontecido em março, mas foi adiada porque a agência norte-americana não tinha roupas adequadas para as astronautas

Christina Koch e Jessica Meir: nesta sexta, elas entraram para a história (NASA/Divulgação)

São Paulo —Nesta sexta-feira (18), as astronautas americanas Christina Koch e Jessica Meir entram para a história. Neste exato momento, a Nasa faz a primeira caminhada especial com astronautas mulheres.

A caminhada era para ter acontecido em março, mas foi adiada porque, na época, a agência norte-americana não tinha roupas de tamanho adequado para Koch e Meir.

A missão das astronautas é trocar uma unidade de recarga de bateria que parou de funcionar no fim de semana passado.

Essa é a sétima caminhada feita no ano e a Nasa espera atingir, até dezembro, o maior número de caminhadas desde 2010.

https://youtu.be/Iji5hTQ3CUo

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Ciência

Nasa prepara habitações espaciais infláveis para Lua, Marte e além

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Astronautas veteranos estão terminando uma revisão de cinco protótipos de habitat espacial fabricados por várias empresas

Nasa: vice-presidente dos EUA, Mike Pence, orientou a agência a levar sua primeira tripulação de astronautas à Lua até 2024 (Carlos Jasso/Reuters)

Las Vegas — Quando astronautas orbitarem a Lua ou forem morar em sua superfície na próxima década, provavelmente o farão em habitações espaciais infláveis hoje em desenvolvimento.

Dezenas de funcionários da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) e de astronautas veteranos estão terminando uma revisão de cinco protótipos de habitat espacial fabricados por várias empresas.

Os protótipos oferecem à agência ideias para a melhor opção de Gateway — o posto avançado de pesquisa planejado para a órbita lunar que abrigará e transferirá astronautas para a superfície da Lua.

“A questão toda é definir o que gostamos e o que não gostamos nestes habitats diferentes”, disse Mike Gernhardt, astronauta da Nasa e principal pesquisador da campanha de testes, à Reuters.

Recentemente, ele e sua equipe estavam fazendo a última inspeção em Las Vegas, na sede da Bigelow Aerospace, uma fabricante de habitats espaciais fundada por Robert Bigelow, proprietário bilionário de uma rede de hotéis.

Em março, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, orientou a Nasa a levar sua primeira tripulação de astronautas à Lua até 2024.

O cronograma acelerado deu ensejo ao programa Artemis, que pleiteia módulos de pouso lunar, jipes robóticos e o Gateway Lunar — uma estação espacial modular na órbita da Lua com acomodações para astronautas, um laboratório científico e portos para espaçonaves em visita, com financiamento privado.

“O Gateway é uma oportunidade de testar todas estas estruturas em um ambiente de espaço profundo… como prelúdio a uma ida a Marte”, disse Bigelow a repórteres. “Achamos ser possível que, pelo resto do século, a arquitetura expansível esteja no ponto”.

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Ciência

Zoológico revela organismo misterioso com 720 sexos e que se regenera

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Chamado de “a bolha” por causa de um filme sobre alienígenas, o ser vivo unicelular não possui cérebro, mas é capaz de aprender

A bolha: organismo não tem olhos, boca ou estômago, mas consegue detectar e digerir alimentos (Benoit Tessier/Reuters)

Paris — Um zoológico de Paris apresentou nesta quarta-feira (16) um novo organismo misterioso, apelidado de “bolha”, um pequeno ser vivo unicelular amarelado que parece um fungo, mas age como um animal.

A mais nova exposição do Parque Zoológico de Paris, que será exibida ao público no sábado, não tem boca, estômago ou olhos, mas pode detectar e digerir alimentos.

A bolha também tem quase 720 sexos, pode se mover sem pernas ou asas e se cura em dois minutos se cortada ao meio.

“A bolha é um ser vivo que pertence a um dos mistérios da natureza”, disse Bruno David, diretor do Museu de História Natural de Paris, do qual o Parque Zoológico faz parte.

“Ela nos surpreende porque não tem cérebro, mas é capaz de aprender… e se você misturar duas bolhas, a que aprendeu transmitirá seu conhecimento para a outra”, acrescentou.

A bolha foi nomeada após um filme de terror de ficção científica de 1958, estrelado por um jovem Steve McQueen, no qual uma forma de vida alienígena — A Bolha Assassina — consome tudo em seu caminho em uma pequena cidade da Pensilvânia.

“Sabemos com certeza que não é uma planta, mas não sabemos se é um animal ou um fungo”, disse David. “Comporta-se surpreendentemente para algo que se parece com um fungo… tem o comportamento de um animal, é capaz de aprender”.

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