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Mudanças climáticas causam mortes em massa de espécie de ave

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Os papagaios-do-mar estão morrendo em massa por conta das mudanças climáticas, mostra um novo estudo. Nos últimos tempos, o número de carcaças encontradas cresceu 70 vezes na Ilha de São Paulo, situada no Mar de Bering, localizado no extremo norte do Oceano Pacífico.

Nos quatro meses de avaliação, membros da comunidade local recuperaram mais de 350 corpos severamente magros —, na última década foram apenas seis corpos resgatados. Os pesquisadores estimam que cerca de 3,1 a 8,8 mil aves pereceram no total, com papagaios-do-mar tufados representando 87% da porcentagem de mortes.

Um papagaio-do-mar repousa em uma rocha (Foto: Wikimedia Commons)
Os animais eram adultos em sua maioria, o que sugere que estavam em meio ao processo de muda de suas penas — fator de estresse nutricional durante o ciclo de vida dessas aves. A equipe acredita que a elevação da temperatura da superfície do mar é a principal culpada, pois colocou em ação um efeito dominó que resultou em mudanças na distribuição de plâncton e peixes no leste do Mar de Bering.

Como o processo de muda exige muita energia, os animais morreram por conta da escassez de alimentos disponíveis. De acordo com o Serviço de Parques Nacionais dos Estados Unidos, aves marinhas são bons indicadores da saúde do ecossistema dos oceanos. “Eventos recentes de mortalidade são preocupantes, pois podem estar apontando para mudanças significativas nos ecossistemas marinhos. Nossos oceanos do norte têm experimentado temperaturas recordes e acima da média da superfície do mar”, afirmou a entidade em publicação.

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Telescópio Hubble captura encontro impressionante entre duas galáxias

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cerca de 424 milhões de anos-luz de distância, uma bela dança intergaláctica foi registrada pelo Telescópio Hubble. A imagem mostra o encontro de duas galáxias, que fazem contato girando uma ao redor da outra em uma sintonia que um dia unirá as duas em uma só.

A dupla responsável pelo balé cósmico ganhou o nome de UGC 2369 e está ligada devido à gravidade e um “tênue ponto de gás, poeira e estrelas”, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).

Esse tipo de interação é bastante comum e já acontecia há 13 bilhões de anos, logo após o começo do universo. Em grandes galáxias, como a Via Láctea, a conexão envolve também galáxias anãs – que são como “blocos de Lego” espaciais que formaram os sistemas galácticos que conhecemos hoje.

Neste exato momento, diversos cientistas acreditam que a nossa galáxia está absorvendo outras galáxias-anãs, como a de Sagitário e a Cão Maior. Um dia, talvez, outra galáxia possa também começar a absorver a Via Láctea.

Por enquanto, sabemos que uma grande fusão da nossa galáxia com a de Andrômeda está a caminho. “A cada alguns bilhões de anos, um evento mais momentâneo ocorre”, anunciou a ESA, em comunicado. “Para a galáxia que é nosso lar [Via Láctea], o próximo grande evento ocorrerá daqui a 4 bilhões de anos, quando irá se colidir com nossa vizinha maior, a
Galáxia de Andrômeda.”

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Ciência

Aquecimento de mais 2ºC na Terra deve provocar ondas de calor mortais

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Estudo aponta que mudanças na duração de eventos climáticos podem ter fortes impactos na saúde humana, produção de alimentos, biodiversidade e economia

Calor: estudos apontam para verões cada vez mais quentes no planeta (Thilo Schmuelgen/Reuters)

Os verões do hemisfério norte trarão ondas de calor perigosamente mais longas, secas e chuvas fortes mesmo que a humanidade consiga limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius, disseram cientistas nesta segunda-feira, 19.

Com 1ºC de aquecimento dos tempos pré-industriais até agora, o clima extremo desse tipo já se tornou mais intenso, com uma única onda de calor em 2003 levando a 70.000 mortes somente na Europa.

Mas o novo estudo, publicado na revista Nature Climate Change, é o primeiro a quantificar quanto tempo a mais esses eventos durarão se as temperaturas subirem mais um grau Celsius.

“Nós pudemos ver uma mudança significativa nas condições climáticas do verão”, disse o autor principal do estudo, Peter Pfleiderer, pesquisador na Universidade Humboldt, em Berlim.

“O clima extremo se tornaria mais persistente – períodos quentes e secos, bem como dias consecutivos de chuva forte seriam mais longos”, acrescentou.

Mesmo pequenos aumentos na duração de eventos climáticos extremos podem ter impactos devastadores na saúde humana, produção de alimentos, biodiversidade e crescimento econômico.

Durante a onda de calor de 2018 na Europa, por exemplo, vários períodos quentes e secos levaram a perdas de 15% no rendimento do trigo na Alemanha.

Nos Estados Unidos, os últimos 12 meses foram os mais chuvosos já registrados, com grandes áreas paralisadas por chuvas contínuas e inundações.

O estudo analisou as mudanças no sistema climático do hemisfério norte que podem estar gerando um clima mais extremo.

“Os modelos climáticos mostram um enfraquecimento sistemático da circulação atmosférica em grande escala no verão – incluindo as correntes de jato e tempestades – à medida que o planeta aquece”, disse o coautor Dim Coumou, pesquisador da Universidade Livre de Amsterdã.

“O aumento da persistência do clima pode estar ligado a um enfraquecimento dessa circulação”, acrescentou.

À medida que ela desacelera, condições quentes e secas podem se desenvolver nos continentes. Ao mesmo tempo, furacões e tufões podem persistir por mais tempo em um lugar.

Ondas de calor de duas semanas

De acordo com as novas descobertas, a chance de períodos quentes prolongarem-se por mais de duas semanas em um mundo 2ºC mais quente aumentará em 4% em relação a hoje, com aumentos ainda maiores no leste da América do Norte, na Europa central e no norte da Ásia.

Condições similares à seca com mais de 14 dias de duração se tornarão 10% mais prováveis na região central da América do Norte.

E períodos de chuvas fortes sustentadas aumentarão mais de 25% em toda a zona temperada do norte.

Todos esses impactos seguiriam secas mais intensas, chuvas fortes e ondas de calor, como as temperaturas recorde que foram registradas em grande parte do hemisfério norte em junho e julho deste ano.

“Para um aquecimento acima de 2ºC, esperamos ainda mais extremos de persistência de calor”, disse o coautor Carl-Friedrich Schleussner, chefe de ciência climática e impactos na Climate Analytics, em Berlim, à AFP.

“Tendo em mente que o ritmo lento atual de redução de emissões coloca o mundo no caminho para +3ºC, nosso estudo ressalta a necessidade de uma ação urgente”.

Sob o Acordo de Paris de 2015, o mundo se comprometeu a limitar o aquecimento globa “bem abaixo” de 2ºC e, se possível, de 1,5ºC.

“Limitar o aquecimento a 1,5ºC reduziria consideravelmente os impactos do clima extremo do verão”, disse Schleussner.

Muitos cientistas, no entanto, dizem que a meta de 1,5ºC não está mais ao alcance – as emissões de CO2 subiram para novos recordes nos últimos dois anos e estão caminhando para fazer isso novamente em 2019.

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Ciência

Duas novas drogas reduzem mortes por ebola na República Democrática do Congo

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VÍRUS EBOLA VISTO DO MICROSCÓPIO (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Uma cura definitiva para o vírus ebola pode estar próxima: duas drogas reduziram a taxa de mortalidade da doença em testes clínicos na República Democrática do Congo. A chance geral de sobreviver com o novo tratamento é de 90%.Os fármacos usados, chamados de REGN-EB3 e mAb114, atacaram o vírus junto a anticorpos, neutralizando o seu poder de infecção em células humanas.

“Daqui pra frente, não diremos mais que o ebola é incurável”, afirmou Jean-Jacques Muyembe, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas da República Democrática do Congo. “Esses avanços ajudarão a salvar milhares de vidas.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (da sigla em inglês, NIAID), a escolha por investir nas drogas veio após o descarte de duas outras, ZMapp e Remdesivir, que tiveram resultados menos eficazes.

O diretor do NIAID, Anthony Fauci, anunciou que a taxa de mortalidade em tratamentos com ZMapp foi de 49%, enquanto que com Remdesivir foi de 53%. Houve menos mortes com o REGN-EB3 (29%) e nos testes de mAb114 (34%).

Pacientes que foram submetidos aos testes logo após de ficarem doentes tiveram resultados ainda melhores, sendo que a taxa de morte com o REGN-EB3 foi de apenas 6% e de só 11% com o mAb114.

Pesquisadores estudam o vírus ebola (Foto: Wikimedia Commons)

As drogas que tiveram os melhores resultados devem ser testadas agora em condições mais diversificadas. “Quanto mais aprendermos sobre esses dois tratamentos, e como eles podem complementar a saúde pública, incluindo em rastreio e vacinação, mais próximos estaremos de transformar o ebola de uma doença assustadora para algo tratável”, afirmou  Jeremy Farrar,diretor de um grupo anti-ebola da OMS.

 

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