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Metrô: população opinará sobre projeto de concessão

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Semob abre consulta pública sobre iniciativa que prevê aumento de 70% na capacidade do sistema e redução do tempo de espera em 40% em horários de pico

O projeto prevê a renovação gradual e a ampliação da frota. O usuário terá um meio confortável, seguro e confiável para o seu deslocamento. Todos os carros deverão receber a instalação de ar condicionado. Foto: Arquivo / Agência Brasília

O projeto de concessão da gestão do Metrô do Distrito Federal vai permanecer em Consulta Pública por um mês, a partir desta terça-feira (25). A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) espera receber sugestões da sociedade sobre o projeto que prevê vários benefícios para o transporte público do DF, como o aumento na capacidade de transporte de passageiros no Metrô em 70% e a redução do tempo médio de espera dos trens nos horários de pico em 40%.

Até o próximo dia 25 de setembro, a Semob receberá contribuições para o aprimoramento dos estudos sobre a gestão, operação e manutenção do sistema por meio de parceria público-privada. Não se trata de proposta de privatização do Metrô. O projeto prevê que todos os bens associados à concessão sejam revertidos ao patrimônio público após o término do contrato.

O projeto prevê a renovação gradual e a ampliação da frota por meio da aquisição de novas composições. O usuário terá um meio confortável, seguro e confiável para o seu deslocamento. Todos os carros deverão receber a instalação de ar condicionado. Também está prevista a melhoria nas estações, em termos de funcionabilidade, acessibilidade, segurança e informação ao usuário, além da conclusão, pela concessionária, da Estação 104 Sul.

Economia

De acordo com os estudos, a concessão do Metrô deve gerar uma economia anual mínima de R$ 195 milhões, ao longo de 30 anos. Esses recursos poderão ser utilizados para a expansão da própria infraestrutura metroviária e aplicados em outras necessidades do Governo do Distrito Federal.

Com a concessão do transporte metroviário, o GDF pretende estimular o uso do transporte público através de um modelo que possibilitará o aperfeiçoamento dos serviços prestados. E ainda, alcançar a redução significativa dos valores de subsídio público necessários à operação do sistema.

Além de dar publicidade ao projeto e fomentar a participação da sociedade, a realização de Consulta e Audiência Públicas irá oferecer oportunidade de encaminhamento de pleitos e sugestões que possam aprimorar os estudos e editais. Os eventos terão caráter consultivo.

No período de um mês, a sociedade poderá participar dos debates sobre os estudos técnico, econômico-financeiro e jurídico, e também as minutas de edital e contrato que subsidiarão a futura licitação do empreendimento. A Audiência Pública sobre o projeto está marcada para às 10h do dia 17 de setembro, no Auditório do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), localizado no edifício-sede do órgão, no SAM – Bloco C – Setor Complementares, Brasília-DF.

A audiência será aberta ao público, devendo ser respeitadas as medidas de controle sanitário e combate à pandemia de Covid-19, que estiverem vigentes no dia de realização do encontro. A sessão será transmitida por meio de videoconferência, em tempo real pela internet, sendo também possível o envio de contribuições de forma online durante as duas horas de duração do evento.

Toda a matéria a ser discutida estará disponível no site da Semob. As contribuições escritas deverão ser encaminhadas até o dia 25 de setembro por meio de mensagem eletrônica para o endereço consultametro@semob.df.gov.br, ou por meio de correio com aviso de recebimento, para o endereço: Setor de Áreas Isoladas Norte – SAIN – Estação Rodoferroviária Sobreloja Ala Sul – CEP: 70631-900, Brasília/DF. Durante a audiência pública também poderão ser entregues e protocoladas contribuições de forma presencial.

As informações complementares podem ser encontradas no Aviso de Consulta e Audiência Públicas, disponível na página da Audiência e Consulta Públicas no site da Semob.

*Com informações da Semob

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Após Moro virar réu, Lula diz: ‘Espero que ele tenha o direito de defesa que não tive na Lava Jato’

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Petista espera que ex-ministro da Justiça disponha de direito de defesa e presunção de inocência, além de um julgamento “digno decente e respeitoso”

© Folhapress / Marlene Bergamo

Nesta terça-feira (24), o ex-juiz, Sergio Moro (União Brasil), virou réu em uma ação popular apresentada por deputados federais do PT, onde pedem a condenação do ex-juiz por prejuízos causados à Petrobras e à economia brasileira, conforme noticiado.
Após a decisão da Justiça, o ex-presidente Lula disse hoje (23) esperar que Moro tenha o direito de defesa que ele não teve durante a Lava Jato.

“Só espero que ele tenha o direito de defesa e a presunção de inocência que eu não tive com ele [na Lava Jato]. Espero que ele tenha um julgamento digno, decente e respeitoso. Mas acho que Moro cometeu um crime contra esse país”, declarou Lula citado pela Folha de São Paulo.

O petista disse ainda esperar que o ex-ministro da Justiça possa ter um tratamento honesto por parte da imprensa, e não com a cobertura parcial que ele afirma ter tido quando investigado e condenado nos casos do tríplex e do sítio, segundo a mídia.o.
A ação judicial do partido foi apresentada no dia 27 de abril e enviada à 2ª Vara Federal Cível de Brasília. Na segunda-feira (23), o juiz federal Charles Renaud Frazão de Morais recebeu a inicial, o que significa que dará curso à ação. E determinou: “Cite-se o réu”.
Se acordo com a Folha, os petistas não estipularam o valor da indenização a ser pago em caso de condenação.
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Projeto que propõe censura a pesquisas eleitorais avança no Senado

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Mudanças também incluem enfraquecimento da fiscalização dos partidos e afrouxamento da Lei da Ficha Limpa

(Flickr/Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O projeto que altera o Código Eleitoral e censura a divulgação de pesquisas no dia do pleito, aprovado pela Câmara dos Deputados no ano passado, avançou no Senado. O relator, Alexandre Silveira (PSD-MG), comunicou aos colegas que seu parecer estará pronto nas próximas semanas.

Entre os líderes, porém, não há consenso sobre o melhor momento para a votação. Segundo fontes próximas ao presidente Rodrigo Pacheco (DEM-MG), há disposição para votar o texto, mas ainda não foi definido se essa votação ocorreria antes das eleições desse ano.

Com 898 artigos, a legislação traz novas regras que diminuem a transparência e enfraquecem a fiscalização de partidos. Entre os pontos criticados por especialistas estão o enfraquecimento da Lei da Ficha Limpa e medidas que afrouxam o controle de gastos do Fundo Partidário. O projeto impõe ainda a censura ao proibir a divulgação de pesquisas eleitorais na véspera e no dia do pleito.

Alguns senadores defendem que o projeto seja votado agora, mesmo que certas medidas só possam valer nas próximas eleições. O princípio da anualidade determina que regras eleitorais só podem ser alteradas até um ano antes do pleito — é discutível a quais pontos do projeto ele se aplica.

— Tivemos reuniões sobre o projeto no ano passado e com o novo relator deve agora avançar, e é necessário. Não para essa, mas para as eleições seguintes, naturalmente — diz o senador Carlos Portinho (RJ), líder do PL.

Portinho defende que a exigência de uma “taxa de acerto” das pesquisas eleitorais, por exemplo, poderia valer a partir de agora, por não se tratar de uma regra de processo eleitoral.

Outros senadores discordam. Álvaro Dias (PR), líder do Podemos, afirma que o projeto não é prioridade no momento e que regras sobre pesquisas eleitorais fazem parte do processo eleitoral e devem respeitar a anualidade.

— Seria mudar as regras do jogo em meio à competição. Não acho que seja o momento adequado para essa discussão — disse Álvaro Dias.

Um dos motivos para a reforma do Código aprovada na Câmara dos Deputados foi a tentativa de impedir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de criar normas sem a previsão do Congresso. Para parlamentares, o tribunal acabou “legislando”, por exemplo, quando criou as regras sobre cotas de gênero, racial e sobre divisão de recursos do fundo eleitoral.

O projeto inclui o princípio da anualidade para decisões do TSE. Regras que afetam o pleito não poderão ser alteradas pela Justiça em prazo anterior a um ano do pleito. Permite também ao Congresso Nacional cassar resolução do TSE que considere exorbitar os limites e atribuições previstos em lei.

O texto aprovado na Câmara também altera o período de inelegibilidade definido pela Ficha Limpa. O prazo continua a ser de oito anos, mas começará a contar a partir da condenação. Antes, era após o cumprimento da pena, o que torna a punição mais longa.

Procurado, o senador Alexandre Silveira não respondeu sobre eventuais alterações ao projeto da Câmara que tenha sugerido em seu relatório, que ainda não foi divulgado.

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Rodrigo Maia vira meme ao perder a chance de chefiar campanha de João Doria

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Com a desistência de João Doria (PSDB) de se candidatar à Presidência da República, quem acabou caindo na boca do povo foi Rodrigo Maia. E tem gente comparando o ex-presidente da Câmara a um personagem da “Turma do Chaves”.

© Folhapress / Bruno Rocha/Agência Enquadrar

Na segunda-feira (23), o tucano João Doria anunciou ter desistido de concorrer à Presidência do Brasil por pressão do seu partido, o PSDB. A cúpula tucana estaria mais de acordo a apoiar a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB). “Serenamente entendo que não sou a escolha da cúpula do PSDB”, lamentou Doria.
Não demorou muito para o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, consolar o amigo Doria.
Há de ressaltar que Rodrigo Maia era uma peça importante no projeto de João Doria de concorrer à Presidência pelo PSDB, vindo a ser responsável pela coordenação do plano de governo da candidatura do tucano.
A candidatura do ex-governador de São Paulo acabou não se concretizando, assim como os planos de Maia de ser o chefe de campanha de Doria. No Twitter, estão dizendo que Rodrigo Maia acabou caindo em promessa que nunca será cumprida por João Doria.
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Sergio Moro vira réu em ação apresentada por deputados do PT

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O ex-juiz Sergio Moro virou réu em uma ação popular apresentada por deputados federais do PT, onde pedem a condenação do ex-juiz por prejuízos causados à Petrobras e à economia brasileira.

© Pedro Ladeira

O ex-juiz Sérgio Moro virou réu em uma ação popular apresentada por deputados do PT na Justiça Federal do DF.
O juiz Charles Renaud Frazão de Morais recebeu a petição inicial na segunda-feira (23), o que, por sua vez, determinou a citação de Moro.
Na ação, os deputados pedem que Moro seja condenado a ressarcir os cofres públicos por alegados prejuízos à Petrobras por sua atuação na Lava Jato.
Conforme a Folha de São Paulo, os parlamentares do PT afirmam que Moro “manipulou a maior empresa brasileira, a Petrobras, como mero instrumento útil ao acobertamento dos seus interesses pessoais”, e que esta atitude teria afetado toda a cadeia produtiva e mercantil do país.
Além disso, a ação cita que Moro teve “condutas profundamente alheias aos ditames imponíveis à atividade judicial”, alegando que desvios de finalidade, excessos e abusos cometidos pela Lava Jato “resultaram em perdas e danos superiores ao interesse público”.
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O PSDB cancela reunião que definiria apoio à Tebet

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A questão do adiamento envolve forças políticas dentro do ninho tucano que viram uma oportunidade de lançar um outro nome como candidato

(Agência Brasil/Marcelo Camargo)

O PSDB decidiu cancelar a reunião da Comissão Executiva Nacional que estava convocada para esta terça-feira, 24, informou o partido . Após a desistência do ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de concorrer ao Palácio do Planalto, o encontro dos líderes da legenda definiria o apoio à senadora Simone Tebet (MDB) como cabeça de chapa da terceira via, no acordo que também envolve o Cidadania.

A questão do adiamento envolve forças políticas dentro do ninho tucano, capitaneadas pelo deputado federal Aécio Neves, que viram uma oportunidade de lançar um outro nome como candidato à Presidência pelo partido. A ideia seria sugerir Eduardo Leite, que ficou em segundo lugar nas prévias do partido, realizadas no fim do ano passado. Ocorre que o presidente da legenda, Bruno Araújo, defende o apoio à Tebet. Por conta do impasse, a decisão do partido foi adiada.

Nesta segunda-feira, 23, o ex-governador de São Paulo não aguentou a pressão e desistiu de concorrer à Presidência da República. O anúncio foi feito logo depois de uma reunião com líderes do PSDB.  Desde a semana passada, os caciques do partido tentavam fazer com que o ex-governador desistisse espontaneamente de concorrer.

A situação ficou mais complicada na semana passada quando MDB, PSDB e Cidadania indicaram, de forma ainda não definitiva, que a senadora Simone Tebet será a cabeça de chapa dos três partidos na disputa ao Palácio do Planalto, representando a terceira via. A decisão, de fato, sairia somente nesta terça-feira após reunião da Executiva das três legendas, realizadas de forma separada.

No conjunto de motivos da desistência de Doria estava a resistência ao seu nome dentro do próprio ninho tucano. Desde que venceu as conturbadas prévias do PSDB vários líderes não aceitaram seu nome, preferindo o ex-governador do Rio Grande do Sul.

No último dia para deixar o comando do governo de São Paulo por conta da Lei Eleitoral, no fim de março, Doria ameaçou desistir dos planos de concorrer à Presidência, ficar no cargo até o fim do mandato, e sair da vida pública em janeiro de 2023. Aos 45 do segundo tempo, ele renunciou ao mandato com a condição de que teria o apoio do PSDB. Agora, isolado, deixou a vida pública com um “até breve”.

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Cientistas criam tomate transgênico com vitamina D equivalente a de 2 ovos

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Esse tipo de vitamina é responsável por regular nutrientes como o cálcio, essencial para manter os ossos, dentes e músculos saudáveis

(Reprodução/Suzie Howell/The New York Times)

 

Cientistas britânicos modificaram a composição genética de tomates para torná-los uma fonte robusta de vitamina D, que é responsável por regular nutrientes como o cálcio, essencial para manter os ossos, dentes e músculos saudáveis.

Estima-se que 1 bilhão de pessoas no mundo sofram de carência de vitamina D, o que está associado a uma infinidade de condições, desde câncer a doenças cardiovasculares.

Liderada por pesquisadores do John Innes Center, em Norwich, a iniciativa também pode ajudar pessoas adeptas ao veganismo (que não se alimentam de nenhum produto que contenha carne, ovos, leite, mel ou outros ingredientes derivados de animais). Embora a vitamina D seja criada em nossos corpos após a exposição à luz solar, sua principal fonte são os alimentos, especialmente laticínios e carnes.

Como as folhas de tomate contêm naturalmente um dos blocos de construção da vitamina D3, chamado 7-DHC, os cientistas usaram a ferramenta Crispr — uma espécie de “tesoura genética” — para ajustar o genoma da planta, de modo que o 7-DHC se acumule substancialmente no fruto do tomate, bem como nas folhas.

Depois que as folhas e o fruto fatiado foram expostos à luz ultravioleta por 1 hora, um tomate continha níveis equivalentes de vitamina D a dois ovos de tamanho médio ou 28 gramas de atum, escreveram os pesquisadores em um artigo publicado na revista científica Nature Plants.

A vitamina D3 é considerada a melhor para aumentar os níveis de vitamina D no corpo. E a maioria dos seus suplementos vem da lanolina, que é extraída da lã de ovelha. Como a ovelha permanece viva, funciona para vegetarianos, mas não para veganos.

Os cientistas agora estão avaliando se a luz do Sol, em vez da luz ultravioleta, pode efetivamente converter 7-DHC em vitamina D3.

Novas regulações no Reino Unido permitiram que os pesquisadores avaliassem essa teoria — mas pode levar algum tempo até os tomates que estejam prontos para chegar às prateleiras dos supermercados.

De acordo com Jie Li, principal autor do estudo, dois tomates geneticamente modificados de tamanho médio devem ser suficientes para suprimir as necessidades humanas básicas de ingestão de vitamina D de fontes alimentares. Ainda segundo ele, é quase imperceptível a diferença entre esses tomates transgênicos e um tomate selvagem.

“Eles têm gosto de tomate”, acrescentou Cathie Martin, outra autora do estudo.

 

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