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quinta-feira, 06/08/2026

Medo da violência diminui entre paulistas, mas ainda afeta quase metade

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André Fleury Moraes
São Paulo, SP (Folhapress)

Os moradores do estado de São Paulo estão com menos medo da violência do que estavam em abril de 2022, revela uma pesquisa recente feita pelo Datafolha.

O estudo ouviu 1.608 pessoas com mais de 16 anos, em 71 cidades do estado. A margem de erro geral é de 2 pontos percentuais, podendo variar conforme o grupo pesquisado.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os códigos SP-01703/2026 e BR-06481/2026.

Atualmente, 47% das pessoas em São Paulo dizem ter muito medo de serem vítimas de assalto nas ruas, o que representa quase metade da população, mas é menor do que os 57% registrados em 2022. Outros 29% têm um pouco de medo e 24% não sentem medo algum.

O medo de ser assaltado nos semáforos também caiu, com 45% das pessoas sentindo muito medo, nove pontos percentuais a menos que em 2022, quando esse número era 54%.

Essa redução acompanha a diminuição de crimes divulgada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O último relatório de maio mostrou queda na maioria dos indicadores criminais em relação ao mesmo período de 2025.

O interior do estado é onde o medo diminuiu mais, enquanto a região metropolitana de São Paulo mantém números altos. Cerca de 60% dos habitantes da capital e arredores têm muito medo de assaltos nas ruas, e 58% nos semáforos.

A capital ainda enfrenta um aumento nos furtos e roubos de celulares e atuações de gangues que quebram vidros de carros para roubar objetos.

Por exemplo, no começo de julho, um motorista foi baleado durante uma tentativa de assalto em Pinheiros, bairro da zona oeste de São Paulo. Esta área tem alto índice de crimes contra patrimônio, com casos de roubos à mão armada na rua Joaquim Antunes no segundo semestre do ano passado.

A margem de erro para esses dados na capital varia de três a quatro pontos percentuais.

Também houve queda no medo de ser assassinado, que passou de 51% em 2022 para 42% em 2026.

O número de homicídios também caiu, com os primeiros cinco meses de 2026 registrando 970 ocorrências, um número menor que em anos anteriores desde 2001.

A pesquisa também avaliou o medo de sequestro e de ser baleado por engano, com 33% e 35% das pessoas respectivamente relatando muito medo, ambos índices menores que em 2022. Além disso, 30% têm medo de assalto em casa, também com redução em relação ao levantamento anterior.

Mulheres demonstram maior preocupação em todos os tipos de medo analisados, especialmente em relação a assaltos nas ruas, onde 58% sentem muito medo contra 35% dos homens. Também há diferenças significativas no medo de assalto no semáforo (55% contra 34%) e de ser assassinado (50% contra 34%).

Nesse recorte por gênero, a margem de erro fica entre três e quatro pontos percentuais.

Os resultados mostram ainda que pessoas que desaprovam o trabalho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) relatam mais medo de sofrer esses tipos de crime do que aqueles que aprovam seu governo.

A maior diferença está no medo de assalto nos semáforos: 51% dos que desaprovam o governo têm muito medo, enquanto entre os que aprovam esse número é 42%. A margem de erro para esse dado é quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

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