Após três anos do crime que impactou o Distrito Federal, cinco homens foram julgados e condenados pelo assassinato de 10 membros de uma mesma família. O julgamento, que durou seis dias, terminou com o juiz Taciano Vogado anunciando a sentença no Tribunal do Júri de Planaltina. Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva foram considerados culpados pela maior chacina da região.
As penas somadas ultrapassam 1200 anos de prisão. Gideon, que liderou o crime, foi condenado a 397 anos por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado, corrupção de menores e roubo. Carlomam recebeu 351 anos, Horácio 300 anos e Fabrício 202 anos. Já Carlos Henrique foi condenado a 2 anos, pois o júri entendeu que ele não teve papel decisivo nos homicídios.
O crime ocorreu entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 e envolveu roubos violentos e homicídios motivados pela posse de uma chácara no Paranoá, avaliada em cerca de 2 milhões de reais. Os criminosos planejaram e executaram a chacina com extrema brutalidade, sequestrando as vítimas e mantendo-as em cativeiro em Planaltina.
As vítimas foram: Marcos Antônio Lopes de Oliveira (54 anos), patriarca da família; sua esposa, Renata Juliene Belchior (52); e os filhos do casal, Gabriela Belchior de Oliveira (25) e Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, juntamente com a esposa de Thiago, Elizamar da Silva. Também estavam presentes as três crianças, Rafael, Rafaela e Gabriel, filhos de Thiago e Elizamar. Outras vítimas incluíram Cláudia Regina Marques (ex-mulher de Marcos) e sua filha, Ana Beatriz Marques de Oliveira.
O promotor Nathan da Silva Neto destacou que o Ministério Público do Distrito Federal trabalhou intensamente para garantir justiça e responder à sociedade de forma adequada. Ele ressaltou o empenho durante as investigações e o julgamento para que o esforço coletivo resultasse na condenação dos envolvidos.
Resumo do caso
Os autores do crime começaram o planejamento em outubro de 2022 e alugaram um espaço para manter as vítimas em cativeiro. No final de dezembro, eles capturaram e levaram vários membros da família para esse local, onde ocorreram assassinatos brutais. Os criminosos usavam os celulares das vítimas para enviar mensagens, tentando disfarçar suas ações.
Entre os dias 2 e 4 de janeiro, outras vítimas foram levadas e mantidas sob ameaças constantes. O sequestro de Thiago Gabriel, em 12 de janeiro, contou com a ajuda de Carlos Henrique. Nos dias seguintes, os criminosos atraíram Elizamar e as crianças para o cativeiro, os quais foram mortos por estrangulamento. Os corpos foram queimados em veículos.
No dia 14 de janeiro, mais membros da família foram assassinados a golpes de faca e enterrados em uma cisterna próxima ao cativeiro em Planaltina. A série de crimes chocou a população pela violência e planejamento, resultando na maior chacina registrada no Distrito Federal.
