Nossa rede

Aconteceu

Joe Biden vence as eleições dos Estados Unidos e acaba com a era Trump

Publicado

dia

Uma maré de participação, com impulso especial das mulheres e dos jovens, exalta o democrata de 77 anos, após o período de ruptura da presidência Trump

O democrata Joe Biden derrotou o republicano Donald Trump nas eleições 2020 e será o presidente dos Estados Unidos, de acordo com as projeções da imprensa e em meio a um escrutínio agônico de mais de 72 horas. Uma maré de participação, com impulso especial das mulheres e dos jovens, decidiu expulsar da Casa Branca Trump, o empresário imobiliário nova-iorquino que levou o populismo mais agressivo, beirando o xenófobo, ao centro do poder. A vitória de Biden, um político moderado de 77 anos, significa um repúdio a esta era turbulenta e transmite uma poderosa mensagem para o resto do mundo, onde outros movimentos semelhantes estão começando a se desgastar.

A última atualização da contagem na Pensilvânia nesta manhã deste sábado, no horário de Washington, certificou Biden como o vencedor daquele território-chave e, com isso, também como vencedor das eleições. Ele ultrapassou 270 votos eleitorais e Trump acaba de se tornar o primeiro presidente nos últimos 25 anos a perder a reeleição.

A queda de Trump não se traduz no fim das ideias e sentimentos que o impulsionaram, nem implica que o fosso social e cultural que divide este país esteja em vias de se fechar. Os dispositivos de segurança mobilizados nestes dias nas grandes cidades pelas autoridades e cidadãos comuns, com medo da violência, dão conta do clima de tensão. O próprio presidente o alentou até o último momento, agitando o fantasma da fraude eleitoral. O que o resultado reflete é que a união dos eleitores democratas é mais numerosa e representativa dos Estados Unidos do que a direita branca a que Trump apelou durante os últimos quatro anos.

Biden, o vice-presidente da Administração de Barack Obama, não foi enaltecido pelo entusiasmo ou pelo carisma, mas por uma colossal onda de rejeição a Trump. Esta começou a ser construída com aquela primeira Marcha das Mulheres, no dia seguinte à sua posse, em Washington; com as manifestações pelo clima ou com os protestos dos jovens contra as armas. Nas eleições legislativas de novembro de 2018 cristalizou-se com a maior vitória democrata desde Watergate e, neste verão, depois da dura resposta do mandatário às mobilizações contra o racismo, aumentou sua intensidade. A gestão errática da pandemia acabou estimulando os eleitores e nesta terça-feira eles fecharam seu caminho para um segundo mandato.

Biden, de perfil centrista e quase octogenário, parecia há um ano uma aposta contrária aos tempos, alheia à nova força vital do Partido Democrata, distante dos pujantes discursos da ala esquerda e sem ímpeto suficiente para enfrentar um tigre político como Trump. Sua figura, porém, é a que mais gerou consenso entre as diferentes sensibilidades; sua estabilidade, sua moderação e suas irresistíveis doses de empatia fizeram dele aquele nome em torno do qual cerrar fileiras. Em primárias com mais de 20 pré-candidatos, erigiu-se em vencedor.

O futuro presidente norte-americano é descendente de uma família irlandesa trabalhadora, filho de um vendedor de carros Chevrolet de Delaware, um pequeno Estado situado a uma hora e meia da cidade de Washington. Nasceu em 1942 em Scranton, uma cidade mineira da Pensilvânia, mas seu pai perdeu o emprego e, quando tinha apenas 10 anos, a família se mudou. Em Delaware estudou Direito e também iniciou uma carreira política promissora e precoce. Foi eleito senador pela primeira vez em 1972, aos 29 anos, e lançou sua primeira candidatura à Casa Branca em 1987, com um desenlace para ser esquecido: retirou-se das primárias em meio a acusações de plágio. Nas primárias de 2008, diante de Barack Obama e Hillary Clinton, também saiu cedo, sem alternativas, mas o jovem Obama o escolheu como número dois e foi vice-presidente por oito anos.

Sua vida está marcada tanto pela ambição quanto pela tragédia. Quando completou 30 anos, o senador recém-eleito perdeu a primeira esposa e a filha de um ano em um acidente de carro. Em 2015 morreu de câncer outro de seus filhos, Beau, uma estrela em ascensão do Partido Democrata que sempre o incentivou a continuar.

Nesta terça-feira, ele cumpriu a promessa que fez a Beau e o sonho que começou a acalentar há meio século. Quando prestar juramento terá 78 anos e será o presidente mais idoso a chegar ao Salão Oval. Tudo indica que será presidente de um único mandato. Durante a campanha, para apaziguar receios sobre sua idade, sua equipe adiantou que não se candidataria à reeleição, o que direciona os holofotes para sua companheira de chapa, a futura vice-presidenta Kamala Harris.

A senadora da Califórnia, de 56 anos, será a primeira mulher a ocupar esse cargo e, portanto, uma candidata mais do que potencial para substituir Biden em 2024. A ascensão do número dois de Obama ao cargo mais poderoso do mundo não resolveu a questão da renovação geracional do partido, assunto pendente para a próxima eleição. Harris, uma ex-procuradora negra, de pai jamaicano e mãe indiana, já foi uma das pré-candidatas nas primárias democratas deste ano.

Mas ainda faltam quatro anos muito difíceis. O futuro presidente enfrenta o desafio de tirar o país de uma grave crise econômica e sanitária que ninguém previa há apenas um ano e deve fazer isso em meio a uma grave fratura política e social. Os norte-americanos estão mais divididos do que há quatro anos em questões como raça, gênero ou armas, e a campanha se desenrolou de forma especialmente rude.

Derrota

Trump sinalizou até o final que não aceitaria facilmente a derrota e alimentou suspeitas de fraude eleitoral. É o homem que usa a palavra “perdedor” como insulto mais recorrente e costuma dizer “ganhar” para falar sobre o progresso e o desenvolvimento dos Estados Unidos. Nesta terça-feira, enquanto os norte-americanos votavam, falou com franqueza a um grupo de jornalistas na sede do Comitê Republicano da Virgínia: “Vencer sempre é fácil, perder não. Não para mim”, disse.

O novo presidente presta juramento em 20 de janeiro de 2021, mas a Administração Trump já tem data de morte. Com ela se vai um personagem irrepetível, um vendaval. O confronto é seu habitat e a rejeição lhe dá alimento. Mantém uma histórica relação de amor e ódio com os meios de comunicação: ele os denigre ao mesmo tempo em que se mostra mais acessível do que qualquer outro presidente que se recorde em Washington. Politicamente venenoso, jogou gasolina em cada fogo que o país enfrentou: desde se mostrar equidistante entre os neonazistas e os manifestantes antirracistas de Charlottesville em 2017 até incentivar a revolta contra as ordens de confinamento por causa da pandemia nos Estados democratas.

Pelo menos até a pandemia, o republicano deu argumentos às suas bases para que votassem nele novamente. Conseguiu levar adiante a maior redução de impostos desde a era Reagan, promoveu a desregulamentação dos negócios, especialmente em detrimento das normativas ambientais, e cumpriu suas promessas de mão dura com a imigração até onde o Congresso e a Suprema Corte lhe permitiram.

Na oposição, a rejeição democrata a Trump vai muito além da agenda conservadora que promoveu, tem a ver com o estupor que causou em meio mundo. Os insultos, os acenos para a extrema direita, as pressões sobre o Departamento de Justiça e medidas migratórias tão duras como a separação de crianças migrantes e seus pais desenharam uma imagem irreconhecível dos Estados Unidos. O Partido Republicano de Abraham Lincoln, que nos últimos quatro anos se dobrou aos desígnios de Trump, começa agora seu particular processo de reflexão.

Biden significa o regresso de uma figura do establishment, um perfil de consenso para um tempo de luto. Mais de 320.000 pessoas perderam a vida devido ao coronavírus somente nos Estados Unidos e não há um horizonte claro para o retorno à normalidade. Trump, um empresário com grande faro político, temeu isso desde o primeiro momento. As pressões sobre a Justiça da Ucrânia no verão de 2019 para que anunciasse investigações por corrupção que enlameassem o vice-presidente de Barack Obama derivou no julgamento do impeachment. Trump o venceu protegido pelos republicanos do Senado. Agora os norte-americanos lhe mostraram a porta.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Aconteceu

Polícia identifica corpos encontrados carbonizados em Sobradinho

Publicado

dia

Por

Caso ocorreu no último sábado (9/1). O corpo identificado foi o de Rosana Dantas da Costa, 37 anos. O proprietário do imóvel, Edson Fernandes da Silva, 55, também foi encontrado morto

(crédito: Divulgação/PCDF )

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou uma das vítimas que foram encontradas carbonizadas em Sobradinho no último sábado (9/1). Segundo a corporação, Rosana Dantas da Costa, 37 anos, nasceu em Manaus (AM), mas estava morando em Brasília há alguns anos. Nenhum familiar foi encontrado para retirar o corpo da mulher.

O caso ocorreu na Quadra 3, conjunto H, em frente à Casa do Índio. Além de Rosana, o proprietário do imóvel, Edson Fernandes da Silva, 55, foi encontrado morto. Agora, a 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho) investiga se o incêndio foi acidental ou criminoso.

Na época do ocorrido, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) atendeu à ocorrência às 3h02, com 19 militares e quatro veículos. No imóvel destruído pelas chamas, as equipes acharam os corpos carbonizados.

 

 

Ver mais

Aconteceu

Mãe aguarda chegada do corpo da filha assassinada nos EUA: ‘2 anos e 7 meses que não a vejo e agora vou ver morta’

Publicado

dia

Por

Lídia Lúcia Ferreira Barbosa, 28 anos, encontrada morta em apartamento — Foto: Reprodução/Facebook

A empresária Lêda Barbosa, de 53 anos, espera a chegada do corpo da filha, Lídia Lúcia Ferreira Barbosa, de 28 anos, encontrada morta nos EUA. Ela conta que a família conseguiu a liberação do corpo e que ele deve chegar ao Brasil na próxima semana. Entretanto, lamentou que o reencontro seja nessa circunstância.

“Tem 2 anos e 7 meses que não vejo a vejo e agora vou ver morta. Eu quero vê-la. Pena que nessa situação”, disse.

Lídia foi encontrada morta no apartamento do ex-namorado no dia 22 de dezembro. O rapaz também foi encontrado morto no local. A suspeita é que ele tenha matado a jovem e, em seguida, se matado.

A irmã de Lídia, a servidora pública Leidianne Ferreira, de 34, viajou aos EUA para providenciar a liberação do corpo. O corpo foi embalsamado e está sendo preparado para o traslado ao Brasil. A previsão é que a chegada aconteça na próxima quarta-feira (20).

“Minha filha pegou alguns pertences da Lídia e vamos trazer também, quero tudo dela comigo”, disse a mãe.

Ver mais

Aconteceu

Carro capota e deixa dois feridos em acidente na L4 Sul

Publicado

dia

Por

A faixa da esquerda da via, no sentido Plano Piloto, foi interditada, o que causa reflexos no trânsito. Os dois feridos foram levados ao hospital

O acidente aconteceu próximo à Embaixada da China – (crédito: Divulgação/CBMDF)

Uma acidente na manhã desta quarta-feira (13/1) na L4 Sul deixou duas pessoas feridas. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado para socorrer as vítimas, que foram levadas ao hospital.

Um dos carros chegou a capotar no gramado da pista. O acidente foi na altura da embaixada da China, na 813 sul. Com isso, a faixa da esquerda da via foi interditada, o que já provoca reflexos no trânsito, que está mais carregado na via, no sentido Plano Piloto.

Ver mais

Aconteceu

PMDF apreende arma de fogo da polícia de Goiás em Samambaia

Publicado

dia

Por

A ação foi comandada pelos policiais militares do 11º Batalhão, na QR 605. Arma foi apreendida durante um patrulhamento

A arma foi apresentada na 26ª Delegacia para registro – (crédito: Digvulgação)

 

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu, na tarde da última terça-feira (12/1), uma arma de fogo proveniente da Polícia Civil do Goiás (PCGO). A ação foi comandada pelos policiais militares do 11º Batalhão, na QR 605, em Samambaia, às 17h15.

A equipe do Grupo Tático Operacional (GTOP 31) realizava um patrulhamento no local quando avistou um homem na porta de um barraco, conversando com uma mulher. Ao perceber a presença do policial, o homem saiu em fuga para o interior do lote e fugiu.

A mulher foi abordada. No momento em que se identificou, informou ser menor de idade. Após fazer a varredura no local, os policiais encontraram uma arma de fogo PT 100, pertencente à corporação da PCGO. Indagada a respeito da arma, a mulher informou que não tinha conhecimento do proprietário.

A arma foi apresentada na 26ª Delegacia para registro.

 

Ver mais

Aconteceu

Morador de rua sofre queimaduras graves após colchão ser incendiado

Publicado

dia

Por

Testemunhas afirmaram aos bombeiros que chamas foram intencionais. Polícia Civil investiga o caso

(crédito: Divulgação/Sinpol)

Um homem de 55 anos teve queimaduras graves depois que o colchão em que ele dormia foi incendiado na tarde desse domingo (10/1). Antônio Carlos de Andrade Silva vivia em situação de rua e foi atingido pelas chamas enquanto dormia em uma calçada na CSA 3 de Taguatinga Sul.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado para socorrer a vítima e debelar o fogo. Testemunhas informaram aos militares que as chamas foram provocadas intencionalmente na parte inferior do colchão. Diante dos ferimentos graves nas pernas, Antônio foi levado para o Hospital Regional da Ceilândia (HRC). Ele teve queimaduras de 1º e 2º grau e se queixava de muitas dores. A Polícia Civil investiga o caso.

Infelizmente, casos como esse se repetem no Distrito Federal. Em outubro do ano passado, também em Taguatinga, imagens de câmeras de flagraram o momento em que criminosos atearam fogo a um morador de rua, que teve 35% do corpo queimado. Em agosto, houve um registro no Guará, quando Edvan Lima de 42 anos, foi atingido pelas chamas enquanto dormia e se feriu nos braços e na cabeça.

 

Ver mais

Aconteceu

Suspeito de assaltar joalheria em shopping é preso em operação policial

Publicado

dia

Por

Prisão ocorreu dois meses após o início das investigações, durante a Operação Salutare

(crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

A Polícia Civil, por meio da Coordenação de Repressão a Crimes Patrimoniais (Corpatri), prendeu um dos envolvidos no assalto a uma joalheria no shopping DF Plaza, em Águas Claras. O crime aconteceu em 6 de novembro de 2020.

Segundo as investigações, na data do crime, pelo menos quatro criminosos chegaram ao shopping em um Citroen C3, de cor prata. Um dos envolvidos dirigia o veículo e ficou dentro do automóvel para garantir a fuga dos demais comparsas.

Imagens de segurança do centro comercial registraram o momento em que três homens desceram do veículo, entraram no shopping e foram até à joalheira, localizada no segundo piso. Um deles passou em frente à loja, observou e seguiu para outro ponto estratégico, onde permaneceu como sentinela em auxílio aos outros dois comparsas que chegaram logo em seguida.

Depois, dois dos envolvidos, portando armas de fogo, entraram na joalheria e renderam duas funcionárias, uma cliente e a filha dela. Um dos autores chegou a encostar a arma de fogo na cabeça de uma das reféns. A dupla roubou o aparelho celular de uma das funcionárias, as joias da cliente— que estavam sobre o balcão— e se dirigiu até a vitrine para roubar outros produtos que estavam na exposição.

Para quebrar o vidro da vitrine, um dos criminosos deu uma coronhada na vidraça e acabou realizando um disparo de arma de fogo que atingiu o teto do estabelecimento. Após o tiro, eles pegaram alguns dos relógios e saíram da loja, deixando o shopping pelo mesmo acesso da chegada, sendo que tomaram direções opostas para facilitar a fuga.

De acordo com as investigações, chama a atenção o fato de que, assim que ocorreu o disparo de arma de fogo, um dos comparsas— responsável por monitorar a parte externa da loja para garantir a execução do roubo— se passou por cliente do shopping e entrou em uma loja de sapatos e se deitou no chão, juntamente com outros consumidores que estavam no local. Em seguida, deixou o shopping passando por um supermercado, caminhando de forma tranquila.

Segundo a Polícia Civil, ao menos quatro pessoas, participaram do crime. Três delas já foram identificadas, sendo dois menores de idade e um maior, preso na Operação Salutare.

Quanto aos menores, os investigadores encaminharam um relatório para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA II), unidade na qual foram realizadas as medidas pertinentes visando a responsabilização dos infratores. Agora, espera-se um posicionamento do Poder Judiciário. O quarto indivíduo, ainda não identificado, continua sendo procurado

O suspeito, preso nesta operação, em cumprimento de mandado judicial, foi indiciado por roubo, majorado por concurso de pessoas, uso de arma de fogo,  por denunciação caluniosa e corrupção de menores.

Ver mais

Hoje é

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?