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Instagram interrompe desenvolvimento de versão infantil em meio a críticas

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Rede social está na berlinda após reportagens apontarem que empresa sabia do impacto negativo que tinha na vida de adolescentes

Instagram: planos para desenvolver versão infantil da rede estão paralisados (Thomas White/Reuters)

O diretor do Instagram, Adam Mosseri, anunciou em uma entrevista nesta segunda-feira, 27, que está interrompendo o desenvolvimento de uma versão do Instagram para crianças. O anúncio acontece depois que a rede social recebeu severas críticas nos últimos dias sobre o impacto que causa na vida de adolescentes.

Uma série de reportagens do jornal americano The Wall Street Journal mostrou, recentemente, que o Facebook tem dados que mostram que o Instagram torna a vida de alguns de seus usuários pior — garotas adolescentes, por exemplo. As matérias foram feitas com base em dados vazados ao jornal e mostram, em resumo, que a plataforma está ciente dos efeitos negativos — como depressão e ansiedade — que é capaz de causar, na pressão pela “vida perfeita”.

O Facebook e o Instagram vinham trabalhando no desenvolvimento de uma versão da rede para menores de 13 anos — idade em que é permitido usar redes sociais com coleta de dados nos EUA. A ideia era que não houvesse publicidade e a versão permitisse monitoramento dos pais.

“Eu ainda acredito que é uma boa ideia construir uma versão do Instagram que seja segura para adolescentes, mas nós queremos ter mais tempos para falar com pais e pesquisadores e especialistas em segurança e conseguir maior consenso sobre como devemos seguir em frente”, disse Mosseri ao programa Today.

Quando notícias surgiram de que o Instagram trabalhava em uma versão para crianças, em março, mensagens internas da empresa afirmavam que a empresa havia identificado a necessidade de um “pilar juvenil” como prioridade.

A reportagem do WSJ sobre saúde no Instagram repercutiu com gravidade nos EUA, e colocou Mosseri em uma posição defensiva. O chefe do Instagram foi, posteriormente, criticado por uma declaração em que comparava mortes em acidentes de carros com o uso problemático das redes sociais. “Acredito que qualquer coisa que for usada em escala terá resultados positivos e negativos. Carros têm resultados positivos e negativos. Nós entendemos isso. Sabemos que mais pessoas acabam morrendo porque existem acidentes de carro. Mas em geral, os carros criam muito mais valor no mundo do que destroem. E eu acho que as redes sociais são similares”, disse Mosseri.

Atualmente a política do Instagram proíbe contas de pessoas com menos de 13 anos — e a plataforma remove esses perfis. Essa postura está em linha com o Ato de Proteção da Privacidade Online de Crianças (COPPA, na sigla em inglês) estabelece que é necessária autorização parental antes que um aplicativo ou serviço, o que inclui as redes sociais, colete dados de usuários menores de 13 anos.

A lei estabelece que, se uma empresa tem conhecimento que um usuário é menor de 13 anos, fica obrigada a conseguir o consentimento dos responsáveis ou deletar as informações pessoais.

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Saída da Didi da bolsa de NY traz mais perdas para techs chinesas

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A Didi, empresa de aplicativo de transporte, disse na quinta-feira que iniciou o processo para sair dos mercados acionários

Conhecida formalmente como Xiaoju Kuaizhi Inc., a Didi foi criada em 2021 pelos sócios Cheng Wei e Jean Liu e atualmente possui mais de 493 milhões de usuários ativos espalhados por 15 países (Pavlo Gonchar/Getty Images)

Ações chinesas do setor de tecnologia chegaram a atingir mínimas históricas por alguns momentos em Hong Kong, com o impacto do fechamento de capital da Didi Global nos Estados Unidos e do crescente escrutínio de empresas da China continental negociadas no mercado americano.

O índice Hang Seng Tech, que rastreia principalmente gigantes chinesas de tecnologia negociadas em Hong Kong, caiu 2,7% durante a sessão e fechou com baixa de 1,5%, perto do menor nível desde o lançamento do indicador em julho do ano passado. Os componentes do índice perderam cerca de US$ 1,5 trilhão em valor de mercado combinado desde a máxima de fevereiro.

A Didi, empresa de aplicativo de transporte, disse na quinta-feira que iniciou o processo para sair dos mercados acionários dos EUA e que vai começar a preparar uma venda de ações em Hong Kong para atender as demandas do governo de Pequim, que se opôs à listagem nos Estados Unidos. A notícia seguiu um anúncio de reguladores americanos sobre um plano final para implementar uma nova lei que obriga empresas estrangeiras a abrirem seus livros à supervisão dos EUA sob o risco de serem deslistadas das bolsas dentro de três anos.

“Investidores americanos estarão dispostos a vender os ADRs se forem obrigados a sair dos Estados Unidos, o que aumentará a pressão sobre os preços das ações em Hong Kong”, disse Gary Ching, analista da Guosen Securities (HK) Financial Holdings.

Empresas chinesas de tecnologia já enfrentam regulamentação mais rigorosa do governo chinês em áreas como finanças digitais, segurança de dados, jogos online e listagens no exterior. E em julho, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA prometeu exigir mais informações de empresas chinesas que buscam abrir o capital no país.

A Didi pretende entrar com o processo de listagem em Hong Kong por volta de março, disseram pessoas com conhecimento do assunto.

Uma deslistagem nos EUA pode aumentar o custo de capital de empresas chinesas, segundo relatório do Bank of America no mês passado. Mais de 270 ADRs chineses são negociados nos Estados Unidos com capitalização de mercado combinada de US$ 1,8 trilhão, e mais de 150 deles não se qualificam para listagem em Hong Kong, disse o relatório.

“Geralmente, as ações de Hong Kong são negociadas a múltiplos mais baixos” do que seus pares nos EUA, disse o analista da Bloomberg Intelligence, Marvin Chen. “No ambiente atual, definitivamente as expectativas de ‘valuation’ delas serão redefinidas” caso busquem nova listagem em Hong Kong, acrescentou.

“A Didi será o modelo para outras empresas chinesas listadas nos EUA”, disse Justin Tang, chefe de pesquisa asiática da United First Partners. “Uma deslistagem nos EUA fará com que uma empresa perca exposição a investidores que só podem negociar nas bolsas americanas.”

O indicador de Hong Kong acumula baixa de 46% desde a máxima de fevereiro, e as perdas aumentaram nas últimas semanas, após a decepcionante temporada de balanços e a notícia de que a China teria planos de barrar empresas de abrir o capital em bolsas estrangeiras por meio de entidades de interesse variável.

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Robô de calçada: Segway se junta com startup para criar delivery

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A ideia é que os Coco Ones, que são descritos como uma “caixa sobre rodas”, sejam pilotados remotamente e parcialmente automatizados

Coco Ones: veículo feito em parceria com o Segway seria pilotado remotamente (Coco/Divulgação)

Além de transportar seguranças no shopping, o Segway agora quer vender robôs de delivery. A empresa que ficou conhecida por suas patinetes elétricas fez uma parceria com a startup de robôs de entrega, Coco, para a criação de 1.000 “robôs de calçada”.

A ideia é que os Coco Ones, que são descritos como uma “caixa sobre rodas”, sejam pilotados remotamente, parcialmente automatizados e usados para delivery. A Coco começará a implantar os robôs em Los Angeles e em duas outras cidades dos Estados Unidos durante o primeiro trimestre de 2022.

A ideia é que os Coco Ones, que são descritos como uma “caixa sobre rodas”, sejam pilotados remotamente, parcialmente automatizados e usados para delivery. A Coco começará a implantar os robôs em Los Angeles e em duas outras cidades dos Estados Unidos durante o primeiro trimestre de 2022.

O Segway, que nunca foi além dos seguranças de shopping, das empresas de turismo e das piadas, agora entra em um mercado cuja expectativa é de 236 milhões de dólares até 2027.

Só a Coco, que já faz parte deste mundo, arrecadou 36 milhões de dólares na Série A, elevando seu financiamento total para 43 milhões de dólares.

“A escassez de mão de obra causada pela pandemia apenas acelerou a aceitação dos robôs. Além disso, os veículos de movimento mais lento e de carga útil menores são adequados para pedestres nas calçadas e são bem-vindos pelas cidades”, disse Tony Ho, vice-presidente de desenvolvimento de negócios globais do Segway.

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App que digitaliza oração capta milhões do SoftBank e família Kardashian

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O Glorify, aplicativo que reúne passagens bíblicas e sugestões de meditação guiada para cristãos, captou US$ 40 milhões em rodada que envolveu fundos e a empresária Kris Jenner

Henry Costa e Ed Beccle, fundadores do Glorify: app levantou US$ 40 milhões em rodada série A (Glorify/Divulgação)

Henry Costa e Ed Beccle, dois empreendedores britânicos, decidiram que a maneira como as pessoas tinham acesso diário ao estudo bíblico estava um tanto arcaica. Da ideia de digitalizar esse hábito nasceu em 2019 o Glorify, aplicativo com meditações guiadas, orações e leituras de passagens da Bíblia. A proposta pareceu tão promissora que atraiu alguns investidores-anjo incomuns, como artistas e cantores.

Nesta quinta-feira, 2, o app da Bíblia digital anunciou um novo aporte de 40 milhões de dólares em uma rodada que envolveu desde fundos proeminentes como SoftBank até a família Kardashian, de socialites.

A rodada série A atual foi liderada pelo fundo a16z e, além do SoftBank, também participaram K5 Global, além de celebridades americanas como Corey Gamble, Michael Ovitz, os cantores Michael Bublé e Jason Derulo e Kris Jenner, empresária e matriarca da família Kardashian.

O Glorify quer facilitar a prática da fé cristã, e já faz isso para milhões de usuários pelo mundo. No Brasil, onde o aplicativo chegou em janeiro, o número de downloads deve chegar a 2 milhões até o final do ano. A busca crescente pelo app se deu, em partes, devido à pandemia de covid-19. Com templos e igrejas fechadas para conter a contaminação pelo vírus, pessoas tiveram de recorrer ao digital para praticar a fé e ter acesso a meditações e passagens bíblicas diariamente.
“Quando surgimos com o conceito do Glorify, sabíamos que estávamos criando algo grande, mas quando nos reunimos com investidores, logo ficou claro que tínhamos algo fora do comum em mãos”, diz Ed Beccle, cofundador do Glorify.

“Com o Glorify, criamos uma experiência que não só ajuda os cristãos a maximizar seu tempo de devocional diário de uma forma que se adapte ao seu estilo de vida e necessidades pessoais, mas também capacite os cristãos, jovens e velhos, a se abrirem para a fé novamente. Esse é apenas o começo”.

Com o aporte Série A, a intenção do Glorify é se tornar o principal aplicativo voltado para cristãos em todo o mundo. Para isso, o capital será usado para expandir a equipe internacionalmente, desenvolver novos conteúdos devocionais exclusivos e para melhoria dos recursos do aplicativo.

 

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Dono do Facebook desativa rede chinesa que espalha postagens falsas do Covid

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Meta afirma que desinformação foi espalhada por um falso biólogo suíço com foco na culpa dos EUA pela pandemia na China

Os detalhes das postagens foram incluídos no relatório de ‘comportamento inautêntico coordenado’ de Meta. Fotografia: Sheldon Cooper / Sopa Images / Rex / Shutterstock

O dono do Facebook derrubou uma rede chinesa de desinformação que tentava espalhar alegações sobre o coronavírus usando um falso biólogo suíço.

Meta , a organização-mãe do Facebook e Instagram, disse que retirou mais de 600 contas vinculadas à rede, que incluía um “grupo coordenado” de funcionários públicos chineses.

Meta disse que a rede se concentrava em um falso biólogo suíço chamado Wilson Edwards, que apareceu pela primeira vez em 24 de julho de 2021, alegando em postagens no Facebook e no Twitter que os Estados Unidos estavam pressionando a Organização Mundial da Saúde para culpar a China pelo vírus . Em uma semana, os meios de comunicação estatais chineses, incluindo o Global Times e o People’s Daily, publicaram manchetes vinculadas às postagens de Edwards sobre a “intimidação” dos EUA.

Os detalhes foram incluídos no relatório de “ comportamento inautêntico coordenado ” [CIB] de Meta , que também revelou que havia derrubado redes na Palestina, Bielo-Rússia e Polônia. Meta descreve o CIB como “esforços coordenados para manipular o debate público para um objetivo estratégico onde contas falsas são centrais para a operação”.

Meta disse que a “extensa e malsucedida” rede chinesa de desinformação tem como alvo públicos nos Estados Unidos, Reino Unido e públicos de língua chinesa em Taiwan, Hong Kong e Tibete. Ele removeu 524 contas do Facebook, 20 páginas, quatro grupos e 86 contas no Instagram relacionadas à rede, que Meta disse estar ligada a indivíduos em empresas estatais chinesas de infraestrutura em todo o mundo – incluindo engenharia civil, geração de energia, telecomunicações e empresas de transporte – e funcionários de uma empresa de segurança da informação do continente chamada Sichuan Silence Information Technology, que trabalha com órgãos estaduais, incluindo o Ministério de Segurança Pública.

Meta disse que a postagem de Wilson Edwards no Facebook era um texto extenso que afirmava que “fontes da OMS e vários outros pesquisadores” reclamaram de “enorme pressão e até intimidação” dos Estados Unidos sobre o plano da OMS para uma investigação renovada das origens de Covid. Em seguida, foi amplificado de maneira coordenada pela rede usando uma mistura de contas falsas e autênticas. Meta disse que a campanha parecia não ter funcionado porque “esses esforços não conseguiram atrair nenhum engajamento autêntico perceptível”.

Em 10 de agosto, a embaixada suíça em Pequim disse não ter nenhum registro de um cidadão chamado Wilson Edwards e o Facebook removeu a conta. Meta disse que a conta foi criada no dia 24 de julho, 12 horas antes do falso biólogo começar a postar na rede social. A empresa acrescentou que algumas das 200 contas falsas que impulsionaram o conteúdo da Wilson Edwards horas depois de sua postagem tinham fotos de perfil criadas por um programa de inteligência artificial.

“Em essência, esta campanha foi uma sala de espelhos, refletindo incessantemente uma única persona falsa”, disse o relatório. “Nossa investigação revelou que quase toda a propagação inicial da história de ‘Wilson Edwards’ em nossa plataforma era inautêntica – o trabalho de uma operação de influência multifacetada e malsucedida que se originou na China.”

Meta disse que identificou o envolvimento do Estado chinês na proliferação do conteúdo de Edwards. Ele disse que a operação envolveu a conta falsa original, várias centenas de outras contas falsas e um “cluster” de contas autênticas, incluindo aquelas que pertenciam a funcionários de empresas estatais de infraestrutura em todo o mundo. Também havia links para uma empresa de segurança da informação chamada Sichuan Silence Information Technology.

“É a primeira vez que observamos uma operação que incluía um agrupamento coordenado de funcionários do estado para se ampliar dessa forma”, disse o relatório. A investigação também descobriu que funcionários do governo chinês interagiram com o conteúdo menos de uma hora depois de sua primeira postagem.

Em outra parte do relatório, Meta disse que retirou 141 contas do Facebook e 21 contas do Instagram da Faixa de Gaza na Palestina que “visavam principalmente às pessoas na Palestina” e eram vinculadas ao Hamas, com muitas das personas sendo mulheres jovens na Cisjordânia ou Sinai no Egito.

Meta disse: “Os indivíduos por trás dessa atividade postaram notícias, desenhos e memes principalmente em árabe sobre os eventos atuais na região, incluindo a eleição palestina adiada, críticas à política de defesa israelense, Fatah e Mahmoud Abbas e comentários de apoio sobre o Hamas”.

Na Polônia, a empresa retirou 31 contas do Facebook e quatro contas do Instagram que tinham como alvo a Bielo-Rússia e o Iraque. Meta disse que encontrou a rede “enquanto monitorávamos a crise que se desenrolava na fronteira entre a Bielo-Rússia e a UE ”. A rede parecia estar tentando dissuadir as pessoas de tentarem entrar na UE.

“Essas falsas personas alegaram estar compartilhando suas próprias experiências negativas ao tentar ir da Bielo-Rússia para a Polônia e postaram sobre a vida difícil dos migrantes na Europa. Eles também postaram sobre as políticas anti-migrantes estritas da Polônia e a atividade neonazista anti-migrante na Polônia ”, disse Meta.

Na Bielo-Rússia, a crise na fronteira também foi o principal fator, já que Meta removeu 41 contas do Facebook e quatro contas do Instagram voltadas para o Oriente Médio e Europa. Meta vinculou a rede, que usava relatos falsos de pessoas se passando por jornalistas e ativistas da UE, à KGB da Bielorrússia.

Meta disse: “Essas personas fictícias postaram críticas à Polônia em inglês, polonês e curdo, incluindo fotos e vídeos sobre guardas de fronteira poloneses supostamente violando os direitos dos migrantes, e compararam o tratamento dispensado aos migrantes pela Polônia em relação a outros países”.

 

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Guia do networking: como usar a rede de contatos para sua carreira

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Criar uma rede sólida de contatos pode ajudar durante a sua carreira. Confira o guia com passos para manter sua rede de contatos:

Networking: veja dicas para melhorar sua rede (Jacob Ammentorp Lund/Thinkstock)

 

Por Rafael Carvalho, do Na Prática

Você já ouviu falar que todo mundo está a apenas seis pessoas de distância de qualquer outra em um networking que envolve o mundo inteiro? Não? Bom, existe uma teoria que fala disso. Trata-se de um estudo de psicologia de 1967, chamado The small world problem (ou “O problema do mundo pequeno”, em tradução livre).

Basicamente, a hipótese aponta que são necessários, no máximo, seis laços de amizade ou conexão para que duas pessoas quaisquer no mundo se encontrem. Ou seja: é possível que, neste momento, você precise passar por apenas seis pessoas para encontrar alguém com Barack Obama, por exemplo, ou qualquer outra liderança global.

A suposição pode até não ser comprovada, mas o caso é que, de fato, criar uma rede sólida de contatos pode ajudar – e muito – durante as nossas carreiras. Por isso, o Na Prática explica neste artigo tudo  o que você precisa saber sobre newtworking na vida profissional.

Network e networking: significado e para que servem

Um networking rico e bem alimentado pode aumentar suas oportunidades de sucesso profissional. Por meio da convivência e do apoio de pessoas com propósitos e objetivos similares, é possível melhorar projetos, fazer contatos e criar coisas totalmente novas. Assim, é importante saber dominar e desenvolver o poder do bom networking.

Network é um termo que vem do inglês (“net” é rede e “work” é trabalho) e significa rede de relacionamentos ou rede de contatos. O que é networking, então: trata-se de uma rede de pessoas que trocam informações e conhecimentos entre si, e que pode ser muito mais poderosa do que você pensa.

Network ou networking?

Ambas as palavras dizem respeito ao mesmo assunto. A diferença é que network é mais ligada ao significado substantivo de “rede de contatos”, enquanto networking nomeia a atividade de cultivar essa rede.

Já tentou ver qual seria a sua conexão, por exemplo, com o CEO de alguma empresa? Entre no LinkedIn e faça esse teste… Você pode se surpreender!

Em um mundo em que o seu currículo ou sua opinião chegam ao outro lado do mundo com apenas um clique, também é importante saber se relacionar da maneira certa. E isso significa ir além das pessoas conhecidas ou mais próximas.

Cada conversa é uma oportunidade para expandir a sua rede de relacionamentos. Mas não espere que as oportunidades apareçam, crie-as. Participe de eventos, meet ups, fóruns de discussão e demais situações que proporcionam a interação com novas pessoas.

Ainda assim, tome cuidado, porque quantidade não significa qualidade! Não é porque você tem mais de cinco mil amigos em suas redes sociais que você está fazendo um networking apropriado.

Contatos sem relacionamento são apenas isso: contatos. Sendo assim, não significa muita coisa ter o e-mail do presidente de uma grande companhia se ele sequer vai ler sua mensagem quando recebê-la.

Como fazer networking da melhor forma e cultivar uma boa rede de contatos

Por mais potente que essa rede de contatos possa ser, pouca gente sabe como trabalhá-la da melhor forma possível. Imagine que você participará de um evento de relacionamento em breve. Como se preparar? Basta levar um bolo de cartões para distribuir por lá, certo? Não é bem assim…

O verdadeiro networking está baseado em relações de troca, onde você não pode pensar apenas no benefícios que ganha, mas também no que tem a oferecer.

Um networking eficaz não envolve apenas falar, mas também ouvir. Por isso, você não precisa ser um grande tagarela para conquistar o outro, basta fazer as perguntas certas e demonstrar interesse genuíno nas respostas.

Ativando seus contatos

Ao final dos eventos de networking, também não esqueça de ativar os seus contatos. Essa é uma das dicas que você pode conferir nesse outro artigo: ative os seus contatos! Isso quer dizer falar com a pessoa novamente após a ocasião em que se conheceram.

Durante o evento, você estará em contato com muitas pessoas em pouco tempo, podendo não se lembrar de algumas. É comum no dia seguinte você ter o cartão de alguém e não se lembrar quem é. O mesmo vale para seus contatos; nem todos possuem grande memória.

Não adianta se apresentar, conhecer novas pessoas e trocar cartão sem que depois seja aberto um diálogo fora do evento. Separe os contatos que você acha interessante e envie um e-mail ou adicione em alguma rede social. Não foque em quantidade e sim em relevância. Apenas um bom contato feito no evento e ativado posteriormente pode ajudar muito seu negócio e carreira.

Deixe sua rede de relacionamento sempre informada

Adriana Lynch, que pertence à rede Líderes Estudar de jovens de alto impacto, se mudou para os EUA e criou por lá sua própria empresa de marketing. Uma das coisas mais importantes que precisa fazer é arregaçar as mangas para encontrar novos clientes e oportunidades, o que a tornou expert em networking ativo.

“Tenho relacionamentos próximos com quem já trabalhei, especialmente meus chefes”, disse ela. “Continue atualizando as pessoas com quem você trabalhou bem e que reconhecem seu trabalho – elas vão te buscar.”

Para encontrar novos trabalhos, ela usa bastante o LinkedIn de uma maneira estruturada. Quando viu uma empresa que a interessava e onde achava que tinha espaço para seus serviços, por exemplo, seguiu a página por alguns meses e aprendeu mais sobre ela.

Em seguida, “me aproximei falando do trabalho fenomenal que estavam fazendo, perguntando como poderia ajudar.”

Deu certo: a empresa se impressionou com o conhecimento e gostou da abordagem e do portfólio que Adriana trazia. “Já dei muito conselho de graça – digamos que é uma amostra do produto”, explicou.

“Não se trata de fazer um network massivo, mas de qualidade. Dedique tempo para construir relacionamentos, porque ninguém vai comprar um projeto baseado em um cartão que pegou no evento.”

Estratégias de network para crescer na carreira

Dorie Clark foi repórter, porta-voz de uma campanha presidencial, diretora executiva de uma ONG e professora de instituições como Harvard Business School e Wharton School of Business, além de ter escrito dois best-sellers sobre negócios.

Com tantas guinadas na carreira, ela, que hoje é consultora de estratégias de marketing e professora da Duke University, precisou desenvolver alguns estratagemas para manter seus conhecidos sempre a par do que está fazendo.

Seu segredo para uma carreira de sucesso é justamente esse: manter os outros constantemente atualizados, sem assumir que eles sabem onde ela está.

“Temos que garantir que os outros estejam conscientes do que estamos fazendo e para onde estamos indo para que possam nos conectar com as oportunidades certas”, escreveu.

A boa notícia é que as estratégias que ela traçou são simples de entender – e de seguir. Confira!

1. Tenha uma resposta pronta (e boa) para a pergunta: “O que você está fazendo atualmente?”

Se alguém perguntar o que você anda fazendo, não dê respostas vagas. É melhor ter uma anedota pronta sobre seu trabalho atual para que a pessoa entenda o que é exatamente e como sua carreira avançou.

2. Tenha um companheiro de networking

Identifique um colega parecido com você e sejam “colegas de networking“. O que isso significa? Já que muitos se sentem envergonhados com autopromoção, a outra pessoa a fará por você e vice-versa. “Isso tira a pressão de você, mas assegura que outros ouvirão sobre suas conquistas”, escreve Clark.

3. Crie conteúdo

Não é qualquer conteúdo, mas aquele relacionado ao seu campo de trabalho atual. Pouco a pouco, conforme você compartilha suas ideias publicamente (no LinkedIn, por exemplo), as pessoas poderão entender sozinhas quão bem você domina o assunto e aumentar o respeito pelo seu trabalho.

10 dicas para manter seu network aquecido

1. Participar de eventos, congressos e reuniões (online e presenciais) que estejam inseridos no seu campo de atuação ou que sua rede de contatos participará.

2. Trocar contatos durante eventos em que comparecer (o famoso cartão de visitas ainda é importante).

3. Seja uma pessoa presente e participativa tanto de eventos como mesmo conversas. Não apenas esteja lá, mostre que de fato você está inserido naquele contexto de maneira ativa.

4. Divulgar seus projetos e ideias nas redes sociais (e esteja aberto para diferentes opiniões).

5. Exponha seus objetivos com os contatos mais próximos, pois eles poderão lembrar de você quando uma oportunidade de acordo surgir.

6. Aproximar pessoas com mesmos interesses (um simples e-mail com destinatários copiados pode ser útil).

7. Curtir e comentar posts de pessoas não tão próximas (isso as lembrará que você tem interesse nos projetos delas).

8. Seja colaborativo e solicito quando pessoas da sua rede precisarem de apoio (pois a troca deve ser de ambas as partes).

9. Evite criticar ou falar mal diretamente de outras pessoas ou empresas (críticas construtivas são bem-vindas, mas é preciso ter atenção ao tom usado).

10. Manter seus perfis atualizados nas redes sociais.

Amplie seu networking – sua rede de relacionamento

  • Diga sim aos convites, mesmo que você não saiba exatamente como irá aproveitar o evento. Seja uma palestra, reunião ou simples conversa no happy hour.
  • Se você quer algo, comunique, divulgue a todos que você conhece e encontre. Fale sobre seus planos com entusiasmo e peça por feedbacks.
  • Esteja presente e com frequência. Não seja o tipo de pessoa que só aparece quando precisa de alguma coisa. Seja alguém que as pessoas vão lembrar quando surgirem oportunidades.
  • Respeite os seus concorrentes. Não fale mal deles (eles são grandes observadores) e lembre-se: esse mundo dá voltas – você pode precisar de um deles em breve.
  • Anote os contatos de pessoas que conhecer e procure se comunicar com elas com certa frequência (não apenas quando precisar).
  • Abasteça suas redes sociais (principalmente Facebook e LinkedIn). Os que apenas observam raramente são lembrados.

Dicas para fazer networking sendo tímido ou introvertido

  • Selecione bem com quem quer conversar para evitar desgastes.
  • Peça que intermediários lhe apresentem ao contato, pois isso alivia a pressão.
  • Faça contatos iniciais online.
  • Chegue mais cedo: quando não há tanta gente ainda, é menos intimidante abordar alguém!
  • Durante o networking, pense nas perguntas certas para cada pessoa que você quer conhecer antes da hora – assim, você não precisa gastar tempo falando de amenidades.

O que significa a palavra networking?

Network é um termo que vem do inglês (“net” é rede e “work” é trabalho) e significa rede de relacionamentos ou rede de contatos. Networking trata-se da atividade de cultivar uma rede de pessoas que trocam informações e conhecimentos entre si.

O que é networking e para que serve?

Network é rede de relacionamentos ou de contatos e networking dá nome à atividade de cultivar essa rede. Ambas as palavras dizem respeito ao mesmo assunto. A diferença é que network é mais ligada ao significado substantivo de “rede de contatos”, enquanto networking nomeia a atividade.
Por Exame
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Retrospectiva Spotify 2021: saiba como fazer e compartilhar

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Tradição de fim de ano do aplicativo disponibiliza as músicas e playlists mais escutadas pelos usuários

Spotify: O streaming também liberou uma lista de artistas e músicas mais escutadas em 2021 no Brasil e no mundo. (Christian Hartmann/Reuters)

O serviço de streaming Spotify liberou, nesta quarta-feira, 1, as playlists com as músicas e podcasts mais ouvidos pelos usuários em 2021.

O chamado Spotify Wrapped revela dados sobre o uso do aplicativo de música, como a quantidade de minutos que escutou e os artistas mais ouvidos.

As novidades da tradição de fim de ano do streaming está na opção de compartilhar os dados no Tiktok, além dos stories do Instagram e Facebook, e vídeos exclusivos de artistas na playlist de mais tocadas. Outro recurso liberado em 2021 é a sua Aura de Áudio, que determina a cor do seu ano musical.

Retrospectiva Spotify

(Reprodução/Reprodução)

Ao entrar na página, o usuário terá acesso aos stories interativos com os detalhes do que escutou no último ano. Nele, é possível encontrar mais informações sobre os artistas,músicas, podcasts e gêneros mais escutados. A playlist da Retrospectiva 2021 estará disponível.

O Spotify também liberou uma lista de artistas e músicas mais escutadas em 2021 no Brasil e no mundo.

Para encontrar as músicas mais ouvidas do ano, siga essas etapas:

  • Acesse a página oficial do Spotify Wrapped – spotify.com/br/wrapped . O site deve ser obrigatoriamente acessado pelo celular para conferir a retrospectiva no aplicativo de streaming.  Outra opção é acessar o aplicativo e procurar na tela inicial o card do Spotify Wrapped. Caso isso não ocorra, vá até a aba Buscar e procure pelo card Retrospectiva 2021;
  • Confira os stories interativos com os detalhes com as principais informações que o Spotify conseguiu computar sobre as suas músicas mais escutadas no ano;
  • Compartilhe com os amigos no Instagram, Facebook, Twitter, Snapchat e TikTok ou salve a imagem para enviar por Whatsapp ou Telegram.

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