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“iFood inglês”, Deliveroo faz o maior IPO da bolsa de Londres desde 2011

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Após receber mais de 1,7 bilhão de dólares de investidores privados – entre eles, a Amazon – a startup de entrega de refeições vai estrear no mercado de capitais abertos

Deliveroo: startup de entrega de refeições já recebeu investimentos da Amazon (SOPA Images / Colaborador/Getty Images)

A startup de entrega de refeições Deliveroo, que tem a Amazon como sócia, deve realizar nesta quarta-feira, 31, o maior IPO da bolsa de valores de Londres desde 2011. Fundada em 2013 por William Shu, a companhia espera terminar o dia avaliada em 7,8 bilhões de libras esterlinas – algo próximo de 10,8 bilhões de dólares.

Sobre os detalhes da oferta, a startup estipulou a faixa indicativa de preço das ações entre 3,90 e 4,10 libras por ação, o que indica uma avaliação entre 7,6 bilhões e 7,8 bilhões de libras. O valor poderia chegar a até 8,8 bilhões de libras (12,1 bilhões de dólares) caso a companhia mantivesse a faixa indicativa inicial estipulada entre 3,90 e 4,60 libras por ação.

“Dadas as condições voláteis do mercado global para IPOs, a Deliveroo está optando por precificar com responsabilidade dentro da faixa inicial e em um ponto de entrada que maximize o valor de longo prazo para nossos novos investidores institucionais e de varejo”, informou a empresa por um porta-voz.

O problema: a cautela pode não ter sido suficiente. As ações da companhia encolheram até 30% nas pré-negociações desta quarta-feira, o que no limite pode levar a Deliveroo a cancelar as negociações até o dia 7 de abril. A maior preocupação dos investidores é com os direitos trabahistas dos entregradores. Decisões judiciais recentes favoráveis a parceiros de empresas como a Uber acenderam um sinal amarelo em Londres.

Se a projeção dos valores se concretizassem, esta seria a maior abertura de capital por IPO da bolsa inglesa desde 2011, desde a oferta pública inicial da gigante de mineração e energia Glencore, em maio daquele ano. A estreia da Deliveroo no mercado de capitais abertos marca a maior abertura de capital de uma companhia de tecnologia na bolsa londrina na história.

A oferta é coordenada pelos bancos JPMorgan e Goldman Sachs. Os bancos Bank of America, Citigroup, Jefferies e Numis também auxiliam a operação.

A London Stock Exchange, como é oficialmente chamada, é uma das maiores bolsas de valores do mundo e o segundo maior balcão de negócios para que empresas de capital aberto negociem ações na Europa. As mais de 1.100 empresas com ações listadas lá somam valor de mercado superior a 3 trilhões de dólares.

Na Europa, a bolsa londrina só fica atrás da Euronext, sediada em Amsterdã, na Holanda, mas que também opera ações em capitais como Bruxelas, Paris, Lisboa e Dublin. Dados de dezembro do ano passado mostravam que a Euronext listava 1.493 empresas e que tinham valor de mercado somado de 4,5 trilhões de euros.

Antes de abrir capital, a Deliveroo já havia captado 1,7 bilhão de dólares com investidores privados. A última injeção de capital foi recebida recentemente, em janeiro deste ano, com um aporte de 180 milhões de dólares liderado pelo Durable Capital Partners e pela Fidelity Management and Research Company.

Por falar em investidores, a lista da apoiadores do negócio conta com nomes de peso. Além de fundos como DST Global, General Catalyst, Index Ventures e T. Rowe Price, a startup já recebeu investimentos até mesmo da Amazon. A companhia fundada por Jeff Bezos liderou um aporte de Série G de 575 milhões de dólares, em maio de 2019.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, a Deliveroo viu seus negócios aumentarem exponencialmente no último ano. Nos dados financeiros revelados no prospecto de abertura de capital, a startup informa que a receita aumentou 64% no ano passado, somando 4,1 bilhões de libras – ou 5,6 bilhões de dólares.

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Apple lança fundo de 200 milhões de dólares para frear mudanças climáticas

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A iniciativa é parte do esforço da companhia em se tornar neutra na emissão de carbono até 2030

Mais verde: cadeia de produção da Apple ainda é o maior concentrador de emissão de poluentes (Mladen Antonov/Getty Images).

No ano passado, a Apple estabeleceu uma meta para que todo seu negócio seja 100% neutro em carbono até 2030. A companhia quer eliminar 75% das emissões de gases poluentes em sua cadeia de suprimentos.

Nesta quinta-feira (15), foi dado um passo importante na busca desse objetivo. A empresa anunciou um novo Fundo de Restauração (“Restore Fund”) de 200 milhões de dólares, que desenvolverá “novas iniciativas financeiramente viáveis para remover carbono da atmosfera”.

O projeto, realizado em parceria com a Conservation International e o Goldman Sachs, também visa incentivar outras empresas a seguir seu exemplo e iniciar outros projetos de restauração florestal.

O projeto deve corresponder com 25% do total almejado pela Apple, eliminando 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono anualmente da atmosfera.

A empresa afirma que os clientes também podem apoiar projetos florestais e de remoção de carbono. Para cada compra feita com o Apple Pay até o Dia da Terra (22 de abril), a Apple fará uma doação para a Conservation International.

 

 

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Positivo vai fabricar e distribuir computadores da Compaq no Brasil

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A Positivo irá fabricar e comercializar modelos de notebooks, desktops e all-in-one da Compaq

Positivo: na quarta-feira, antes da divulgação do fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as ações da Positivo fecharam em alta de 16,39% (Cesar Ferrari/Reuters)

A Positivo Tecnologia comunicou na noite de quarta-feira acordo para licenciamento e incorporação das operações da marca de computadores Compaq em território brasileiro, sem divulgar os valores do negócio. A marca de computadores pertence à HP Inc.

A companhia vai fabricar e comercializar modelos de notebooks, desktops e all-in-one Compaq, marca da HP Inc., empresa resultante da fusão entre a Compaq Computer Corporation (CPQ) e a Hewlett-Packard Company (HP)”, detalhou.

Na quarta-feira, antes da divulgação do fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as ações da Positivo fecharam em alta de 16,39%, a 10,51 reais, entre as maiores altas da bolsa nesta sessão.

Além de computadores, tablets — segmento que a empresa voltou a explorar no quarto trimestre de 2020 —, celulares e dispositivos para aplicações de casa inteligente, a Positivo também tem pela frente encomendas de urnas eletrônicas, depois que venceu licitação em julho do ano passado do Tribunal Superior Eleitoral.

A empresa afirmou que já tem encomendas para 147.000 urnas eletrônicas, um faturamento esperado de cerca de 650 milhões de reais, para entrega confirmada neste ano e em 2022. A expectativa é 40% do faturamento esperado ocorra neste ano.

 

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Facebook e Instagram criam selo para alertar sobre tratamento sem eficácia

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Nas próximas semanas, conteúdos que falam sobre tratamentos sem eficácia para combater o coronavírus receberão uma mensagem alertando o usuário

Em nota, o Facebook afirma que mais de 16 milhões de postagens contendo desinformação já foram removidas (Lucas Agrela/Site Exame)

Na última terça-feira (13), o Facebook anunciou mais um de seus esforços para combater a desinformação sobre o coronavírus em suas plataformas, incluindo o Instagram.

Agora, postagens sobre tratamentos sem eficácia comprovada irão ter a seguinte mensagem embaixo: “Alguns tratamentos não aprovados para covid-19 podem causar danos graves”, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) como fonte oficial e um link para a Central de Informações da plataforma. O alerta estará disponível em inglês, português, espanhol, árabe, francês e indonésio e será lançado nas próximas semanas.

A iniciativa é uma de várias ações do Facebook para tentar conter a desinformação, especialmente sobre a pandemia. Atualmente, qualquer conteúdo relacionado ao coronavírus recebe uma mensagem anexada direcionando o usuário a Central de Informações.

“O Facebook conta com agências verificadoras de fatos parceiras que analisam conteúdos que, quando marcados como falsos, são rotulados no Facebook e no Instagram e tem seu alcance reduzido”, explica a empresa em nota. “Além disso, a plataforma remove alegações comprovadamente falsas sobre a doença, como por exemplo, que ela foi criada por humanos e que pegar covid-19 é mais seguro do que tomar a vacina.”

Ainda de acordo com a nota, mais de 2 bilhões de pessoas em 189 países usaram a Central e mais de 16 milhões de publicações contendo desinformação sobre a covid-19 no Facebook e no Instagram foram removidas.

Desinformação é tema do Congresso dos EUA

O combate a desinformação aumentou consideravelmente nas redes sociais após o governo dos Estados Unidos começar uma série de audiências para discutir o papel das plataformas digitais em disseminar desinformação. Mark Zuckerberg e os presidentes do Google e do Twitter, Sundar Pichai e Jack Dorsey, participaram de várias delas durante 2020.

No final do último mês, os três CEOs foram na Câmara dos Representantes pela primeira vez desde a invasão do Capitólio no dia 6 de janeiro, ataque que não teria sido possível sem as redes sociais. Zuckerberg defendeu uma reforma na legislação norte-americana, afirmando que é preciso cobrar mais responsabilidade das plataformas pelo conteúdo, mas que uma “imunidade” deve ser mantida para as redes sociais que têm mecanismos de controle corretos.

“Em vez de receber imunidade, as plataformas devem ser cobradas para demonstrar que têm sistemas para identificar conteúdo ilegal e removê-lo. As plataformas não devem ser responsabilizadas se uma parte específica do conteúdo burla sua detecção – o que seria impraticável para plataformas com bilhões de postagens por dia –, mas devem ser obrigadas a ter sistemas adequados implementados para lidar com conteúdo ilegal”, diz Zuckeberg na carta. Ele sugere que a definição de um “sistema adequado” seja feita por um órgão independente.

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Amazon anuncia fundo de risco de US$ 250 milhões para startups da Índia

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O fundo será voltado para startups que querem ajudar pequenas empresas a digitalizar suas operações

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Instagram testa novo modelo de contagem de likes, e dará opções a usuários

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Mudanças vêm após resposta mista de usuários, que gostaram do fim das curtidas, mas também sentiram dificuldade em medir tendências na rede

Instagram: nova política de contagem de curtidas trará mais opções aos usuários (Charles Platiau/Reuters)

O Instagram anunciou nesta quarta-feira, 14, que irá iniciar uma nova rodada de testes, desta vez globalmente, da política que esconde a contagem de curtidas em publicações feitas na plataforma. O Brasil foi um dos primeiros mercados a testar a função, começando em 2019.

Os novos testes anunciados hoje serão para uma pequena parcela dos usuários da rede e contam com diferenças em relação ao modelo que foi implementado inicialmente.

Os usuários que receberam a novidade terão algumas opções definidas pela plataforma para determinar como querem apresentar as curtidas, ao contrário da proposta inicial que escondia os likes de outras pessoas.

“Uma pequena parcela das pessoas poderá decidir qual a melhor opção de experiência individual no Instagram: não visualizar o número de curtidas em publicações de outras pessoas, desativar a contagem para suas próprias publicações ou manter a experiência original, exibindo o número total de curtidas em ambos”, disse a rede social em nota.

De acordo com o Instagram, a decisão foi motivada pela resposta dos usuários da rede ao teste. Enquanto muitos se sentiram menos pressionados com a remoção das curtidas — o intuito inicial da plataforma, conforme anunciado em conferência do Facebook em 2019 —, algumas pessoas disseram que sentiam dificuldade em identificar tendências e conteúdos populares no Instagram.

“Continuaremos a coletar o feedback da nossa comunidade e seguiremos trabalhando com especialistas para determinar a melhor abordagem para um tema tão complexo”, disse a rede, que reiterou que estuda também implementar mudanças na contagem de curtidas e reações no Facebook.

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Notebook de R$ 2.199 com SSD? Esta marca tornou isso realidade

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O aparelho alia o componente de memória de alta velocidade a um conjunto voltado ao custo benefício

Ultra: notebooks vêm com tecla dedicada para a Netflix (Ultra/Divulgação)

A Ultra é uma das cerca de 20 marcas da Multilaser, uma companhia brasileira que vende atualmente cerca de 5 mil produtos e está presente em mais de 40 mil pontos de venda pelo país. A Ultra atuava antes no segmento corporativo e, agora, diante da demanda gerada pelo home office no mercado de notebooks, a linha de produtos da marca chega ao varejo.
O aparelho mais simples da companhia tem 4 GB de RAM, processador quad-core Intel Pentium e sistema operacional Windows 10. O dispositivo tem uma tecla dedicada à abertura do serviço de streaming de vídeo Netflix, algo que a também brasileira Positivo Tecnologia já fez no passado.
Notebook ultra 300

(Ultra/Divulgação)

A linha 500 Series também chega ao mercado brasileiro, mas com especificações técnicas e preços mais altos. Por 3.999 reais, o aparelho conta com SSD de 480 GB, processador Intel Core i5 10210U (10ª geração) e 8 GB de RAM. Com tela Full HD de 15,6 polegadas, o laptop também vem com o sistema Windows 10.

Os novos aparelhos da Ultra chegam ao mercado para competir com o Samsung Flash, uma linha de notebooks que também busca alinhar a oferta do SSD a notebooks com preços de menos de 3 mil reais. Os produtos estão no mercado desde 2019.

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sexta-feira, 16 de abril de 2021

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