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Hong Kong adia de vez eleições para daqui a um ano. Oposição questiona

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Após barrar nesta semana 12 candidatos de oposição, a líder do governo subordinado à China, Carrie Lam, anunciou hoje o adiamento total

Carrie Lam, líder de Hong Kong e próxima a Pequim: motivo oficial para adiamento das eleições é a alta do coronavírus (Lam Yik/Reuters)

Hong Kong decidiu cancelar de vez as eleições legislativas previstas para setembro deste ano. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, 31, pela líder do governo na ilha, Carrie Lam.

O motivo oficial para o adiamento é uma nova alta de casos de coronavírus em Hong Kong. A ilha, que é território da China e onde vivem cerca de 7,5 milhões de pessoas, vem registrando mais de 100 casos diários de coronavírus — antes menos de 10 diários em meses como maio e junho.

Nesta semana, o governo já havia anunciado que as eleições poderiam ser adiadas. Dias depois, proibiu 12 candidatos de oposição de participar do pleito e disse que novas candidaturas poderiam ser ainda barradas nas próximas semanas.

As eleições foram adiadas para daqui a um ano, outro motivo questionado pela oposição, uma vez que vem sendo comum, durante a pandemia do coronavírus, que países adiem eleições por somente alguns meses ou semanas.

Lam é alinhada ao governo central chinês, que controla Hong Kong desde que a ilha deixou de ser uma colônia britânica em 1997. O adiamento das eleições vem um mês depois de a China aprovar uma nova lei de segurança para a ilha, que restringe as liberdades políticas no território.

As eleições legislativas, previstas para 6 de setembro, elegeriam metade do chamado “mini-Parlamento” de Hong Kong. A outra metade é preenchida por candidatos que não foram eleitos, a maioria indicada pelo governo chinês.

O objetivo da oposição era angariar votos suficientes para preencher boa parte das cadeiras disponíveis e tentar reverter algumas das decisões do governo central em Pequim.

Uma mostra do apoio da oposição no momento veio em 2019, quando houve em Hong Kong eleições distritais. As eleições foram consideradas uma espécie de “referendo” sobre os protestos de oposição contra o regime de Pequim que varreram Hong Kong. Apesar de, na prática, os cargos em disputa na ocasião não serem os mais importantes do país, mais de 70% dos eleitores compareceram às urnas, cerca de 3 milhões de pessoas, um dos maiores comparecimentos da história.

O grupo de candidatos pró-democracia, junto aos grupos que pediam auto-determinação, conseguiram uma vitória sem precedentes e conquistaram a maioria em 17 dos 18 distritos. O número de cadeiras pertencente a esses grupos de oposição triplicou, de 124 para 388.

Joshua Wong, ativista de oposição em Hong Kong

Joshua Wong, ativista de oposição em Hong Kong, ao se registrar para eleições legislativas: barrado pelo governo da ilha (Tyrone Siu/Reuters)

Desde que deixou de ser colônia britânica, Hong Kong tem mais autonomia do que o restante do território governado pelo Partido Comunista Chinês, em um modelo que ficou conhecido como “um país, dois sistemas”. Mas o regime vem sendo endurecido, sobretudo no mandato do atual presidente chinês, Xi Jinping.

A ilha se consolidou nas últimas décadas como uma cidade vibrante, com grande fluxo financeiro e presença internacional. A relativa liberdade democrática fez a cidade se tornar um dos polos financeiros globais faz parte do próprio sucesso da economia da China, a segunda maior do mundo.

O adiamento das eleições pode gerar retaliações de potências do Ocidente, que desaprovam o aumento das restrições políticas em Hong Kong. Ministros das Relações Exteriores de Reino Unido, Estados Unidos e Austrália haviam se pronunciado nos últimos dias afirmando que observariam as eleições de Hong Kong de perto.

Com a nova lei de segurança nacional, os EUA já haviam retirado de Hong Kong um status especial que permitia à ilha não sofrer algumas das restrições comerciais e econômicas impostas ao território continental da China — com quem os EUA enfrentam uma guerra comercial há pelo menos dois anos.

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Moscou vai começar vacinação contra Covid-19 no sábado, diz prefeito

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Pessoas patinam no gelo na Praça Vermelha, em Moscou, no dia 2 de dezembro. — Foto: Natalia Kolesnikova / AFP

A prefeitura de Moscou, capital da Rússia, anunciou, nesta quinta-feira (3), que vai começar a vacinação contra a Covid-19 no sábado (5). Professores, médicos e assistentes sociais serão os primeiros a serem imunizados com a Sputnik V, uma das vacinas desenvolvidas contra a doença no país.

O cadastro para receber a vacina será feito on-line a partir de sexta-feira (4), segundo a agência de notícias Reuters.

Na quarta-feira (2), o presidente russo, Vladimir Putin, determinou que um programa de vacinação voluntária em grande escala deveria começar na próxima semana. A ordem foi dada depois que o Reino Unido anunciou que também começaria a vacinar a população contra a Covid-19 na semana que vem, com uma outra vacina candidata – das farmacêuticas Pfizer e BioNTech.

A Rússia foi a primeira no mundo a aprovar uma vacina contra a Covid-19, em agosto – batizada de Sputnik V em homenagem aos satélites de exploração espacial da União Soviética. Em outubro, o país aprovou sua segunda vacina.

Desde a aprovação da Sputnik V, foram feitos vários anúncios de início da aplicação das doses. Em agosto, o país chegou a dizer que começaria a vacinação em massa já em outubro.

Segundo a agência de notícias estatal Tass, as doses entregues até agora no país são destinadas a grupos de risco, principalmente médicos e professores. Em novembro, o laboratório que desenvolveu e produz a vacina, o Instituto Gamaleya, em Moscou, afirmou que a vacinação em massa poderia começar entre janeiro e fevereiro de 2021.

O novo anúncio de início da vacinação foi feito em meio a mais um recorde diário de casos de Covid-19 em solo russo, com 28.145 infecções da quarta para esta quinta (3). Destas, 7.750 foram vistas em Moscou.

O país também tem o quinto maior número de mortes pela doença na Europa: 41.173 até as 8h40 desta quinta-feira (3), segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos

Na semana passada, os cientistas que desenvolveram a Sputnik V anunciaram que a vacina teve eficácia “acima de 95%” 21 dias após a aplicação da segunda dose. Os resultados ainda não foram publicados em revista científica.

Na prática, se uma vacina tem mais de 95% de eficácia, isso significa dizer que mais de 95% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença.

O governo russo também firmou uma parceria com o governo do Paraná para produção da Sputnik V em solo brasileiro. Em outubro, o fundo russo que financia o desenvolvimento da vacina anunciou que o Brasil poderia começar a produzi-la neste mês.

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Itália proíbe viagens no Natal e ano novo para conter nova onda da Covid

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Restrição de mobilidade passa a valer em todo o país entre os dias 21 de dezembro e 6 de janeiro; moradores poderão retornar para suas residências fixas, mas visitas entre regiões não será permitida.

Mulher usa máscara de proteção enquanto caminha pelo centro de Roma, decorado para as festas de fim de ano, em 2 de dezembro de 2020 — Foto: Yara Nardi/Reuters.

O governo italiano proibiu viagens no Natal e no ano novo para conter uma nova onda da Covid-19, em um decreto publicado nesta quinta-feira (3). A restrição passa a valer em todo o país entre os dias 21 de dezembro e 6 de janeiro.

Especialistas recomendam festas virtuais para Natal e Ano Novo
Com isso, a Itália se torna o 1º país da Europa a anunciar uma proibição de deslocamento durante o recesso de fim de ano. A Espanha e o Reino Unido já haviam apresentado mais cedo nesta semana algumas recomendações para as festas, mas não impuseram restrição de viagem.

Segundo o decreto, os moradores de outros estados poderão retornar para suas residências fixas, mas visitas entre regiões não será permitida. As restrições não valem para deslocamentos de profissionais essenciais, tratamento de doenças e viagens a trabalho.

Primeiro país afetado pelo coronavírus na Europa – ainda entre março e abril –, a Itália registrou até o momento, mais de 57 mil mortes e 761 mil infecções. O governo teme ainda que os números da pandemia no país aumentem mais depois do recesso se medidas rígidas não forem adotadas.

Turistas usam máscara em visita ao Pincio Terrace, de Roma, em 13 de outubro. País reforçou medidas de restrição para a Covid-19 — Foto: Yara Nardi/Reuters/Arquivo

Turistas usam máscara em visita ao Pincio Terrace, de Roma, em 13 de outubro. País reforçou medidas de restrição para a Covid-19 — Foto: Yara .Nardi/Reuters/Arquivo

Outros países

A Espanha anunciou nesta quarta-feira (2) sua proposta para cuidados durante as celebrações de fim de ano no país. Segundo o governo espanhol, reuniões familiares estarão limitadas a até dez pessoas para evitar a propagação do vírus.

No primeiro semestre, o país chegou a ser considerada o epicentro da Covid-19 em todo o mundo. Até o momento, foram mais de 1,6 milhão de casos confirmados e pelo menos 45,7 mil mortos.

Já o Reino Unido recomendou a criação de “bolhas-familiares” para as reuniões de fim de ano: grupos pequenos que se comprometem a não se relacionar com pessoas “fora da bolha” e, com isso, reduzir os riscos de exposição ao coronavírus.

Entre os dias 23 e 27 de dezembro, membros destes grupos poderão apenas entrar em contato entre si em casa ou em locais de culto, segundo as recomendações oficiais.

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EUA passam de 100 mil hospitalizados por Covid-19 pela 1ª vez; mortes em um só dia também chegam ao seu maior número

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Projeto que contabiliza internações aponta 100.226 pessoas em hospitais do país. Mortes só na quarta-feira (2) chegaram a 2.804, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Paciente internada com Covid-19 é confortada por enfermeira em Chicago, nos EUA — Foto: Reuters/Shannon Stapleton.

Os Estados Unidos chegaram ao número mais alto de internados por Covid-19 já registrado, além de uma quantidade inédita de mortes em um só dia nesta quarta-feira (2).

Os hospitalizados por causa da doença passaram dos 100 mil pela primeira vez desde o início da pandemia, anunciou o Covid Tracking Project nesta quarta-feira (2).

E, segundo o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, os mortos chegaram a 2.804 no mesmo dia, uma marca também sem precedentes.

(ATUALIZAÇÃO: depois da publicação desta reportagem, a Universidade Johns Hopkins revisou o número de mortos nos EUA nas últimas 24 horas para 2.804. A informação foi atualizada às 14h15)

Existem atualmente 100.226 pessoas com Covid-19 e hospitalizadas nos Estados Unidos, é a primeira vez que as hospitalizações ultrapassam 100 mil”, anunciou o Covid Tracking Project no Twitter.

As autoridades dos Estados Unidos temem que a situação piore, já que mais de 150 mil pessoas testam positivo diariamente para o vírus no país.

EUA e Brasil são países com mais mortes

Os Estados Unidos são hoje o país com o maior número de infectados e mortos pela Covid-19. Foram 273, 8 mil mortes desde o início da pandemia até a manhã desta quinta-feira, segundo dados coletados pela Johns Hopkins. O total de casos registrados é de quase 14 milhões.

O Brasil é o segundo país com mais mortes. Foram 174,5 mil até a noite desta quarta-feira (2), de acordo com o consórcio de veículos de imprensa.

Em casos confirmados, o Brasil fica em terceiro lugar, atrás de EUA e Índia. Desde o começo da pandemia, 6,4 milhões de pessoas tiveram o novo coronavírus no Brasil, também segundo dados da noite de quarta. Na Índia, foram registrados 9,5 milhões de casos.

Ação de Graças pode aumentar infecções

Espera-se nos Estados Unidos um aumento das infecções após as celebrações do Dia de Ação de Graças, que foram marcadas pelo deslocamento de milhões de pessoas, apesar das recomendações de isolamento.

Só na Califórnia, mais de 20 mil casos de Covid-19 foram registrados nesta quarta, tornando-o o estado do país com o maior número de casos em um dia desde o início da pandemia, de acordo com o Covid Tracking Project.

O vídeo abaixo, no Jornal Nacional, mostra como funciona a técnica da vacina da Pfizer e da BioNTech contra a Covid-19, aprovada no Reino Unido nesta quarta-feira (2) para começar a ser aplicada na população ainda neste ano.

As autoridades dos Estados Unidos temem que a situação piore, já que mais de 150 mil pessoas testam positivo diariamente para o vírus no país.

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Escócia pedirá novo referendo de independência após eleições de 2021

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A Escócia realizou um referendo de independência em 2014, no qual 55% dos escoceses votaram pela permanência no Reino Unido

(crédito: Adrian Dennis/AFP Photo)

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, que é pró-independência, garantiu a seus apoiadores nesta segunda-feira (30/11) que pedirá ao governo britânico autorização para organizar um segundo referendo sobre a autonomia do país se seu partido vencer as eleições regionais de maio.

A chefe do Executivo escocês e líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) se dirigiu às bases do partido durante um congresso anual, realizado este ano por videoconferência devido à pandemia. Ela garantiu que aproveitará as eleições legislativas regionais de 2021 para defender o direito da Escócia, nação de 5,5 milhões de habitantes, de decidir seu futuro.

“No próximo mês de maio pediremos a vocês, povo da Escócia, que depositem sua confiança em nós para continuar esta tarefa de construir um país melhor”, disse ela.

“Pedirei sua autoridade, a de mais ninguém, para realizar um referendo sobre a independência legal na primeira parte da nova legislatura”, afirmou.

“E então, coletivamente, poderemos responder a essas questões fundamentais que levantei hoje, quem é o mais adequado para liderar a recuperação da Escócia e construir um futuro melhor”, acrescentou.

A Escócia realizou um referendo de independência em 2014, no qual 55% dos escoceses votaram pela permanência no Reino Unido. Na época, o principal argumento contra a separação era o risco de ficar fora da União Europeia.

Porém, ironicamente, após a vitória do Brexit em outro referendo dois anos mais tarde, a Escócia acabou sendo arrastada para fora do bloco com o resto do Reino Unido, apesar de ter rejeitado amplamente essa opção.

Sob o argumento de que esse cenário muda as coisas, Sturgeon prometeu exigir um segundo referendo, ao qual o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, se opõe veementemente.

O SNP registrou um grande avanço eleitoral nas eleições gerais britânicas de 2019 para o Parlamento de Londres, conseguindo 47 (contra 35 até então) dos 59 assentos eleitos na Escócia

Agora espera conquistar a maioria absoluta no Parlamento de Edimburgo, impulsionada pelo Brexit e pela boa aceitação pública de sua gestão da pandemia do coronavírus, enquanto o governo britânico de Boris Johnson sofreu críticas por sua política errática.

Pesquisas realizadas nos últimos meses mostraram que a maioria dos escoceses apoia a independência.

 

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Protesto contra restrições em Londres termina com mais de 60 detidos

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As detenções foram motivadas por uma série de infrações, principalmente “violação das restrições contra o coronavírus”

(crédito: Tolga Akmen/AFP)

Mais de 60 pessoas foram detidas neste sábado em Londres durante manifestações contra as restrições para lutar contra a propagação do novo coronavírus, informou a polícia.

As detenções foram motivadas por uma série de infrações, principalmente “violação das restrições contra o coronavírus”, tuitou a polícia de Londres, que pediu à população que não participasse nas manifestações, proibidas devido ao confinamento em vigor. “Prevemos que o número aumente”, completou a força de segurança.

Centenas de pessoas protestaram contra as medidas na capital britânica, aos gritos de “liberdade” e com faixas com frases como “parem de nos controlar”. Algumas manifestações foram marcadas por incidentes.

Depois de quatro semanas de um segundo confinamento, a Inglaterra deve retornar na quarta-feira a um sistema de restrições locais, em função da incidência do vírus.

Os estabelecimentos comerciais não essenciais reabrirão as portas e será revogado o pedido para que as pessoas permaneçam em casa. A recomendação do teletrabalho será mantida. Em áreas com elevado nível de alerta, os restaurantes e pubs permanecerão fechados.

Com mais de 57.000 mortos, a Grã-Bretanha é o país com o maior número de vítimas fatais da covid-19 na Europa.

 

 

 

 

 

 

 

 

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“Nos sentimos esquecidos”: covid deixa estudantes estrangeiros em Paris à beira da pobreza

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Longe da família, confinados em pequenos quartos e sem condições de trabalhar, muitos sobrevivem graças aos bancos de alimentos

(crédito: Ludovic Marin/AFP)

A pandemia de coronavírus deixou milhares de estudantes estrangeiros na França à beira da pobreza. Longe da família, confinados em pequenos quartos e sem condições de trabalhar, muitos sobrevivem graças aos bancos de alimentos.

Antes de chegar a Paris, sabia que seria difícil, mas a pandemia complicou tudo”, disse à AFP Jesús Alejandro, um venezuelano de 24 anos que chegou a Paris em março para cursar mestrado em Engenharia Mecânica.

Antes da pandemia, este jovem procedente de La Grita, no estado de Táchira (oeste da Venezuela), trabalhava meio-período em um restaurante fast-food para poder financiar seus estudos. Mas devido ao confinamento ficou sem emprego.

Manuella, uma brasileira de 35 anos que cursa um doutorado em Filosofia em Paris, sobrevive graças a suas economias. Ela perdeu o emprego como dançarina, que era sua principal fonte de renda, com o fechamento dos restaurantes e bares.

“Nós, os estudantes estrangeiros, somos os grandes esquecidos desta crise”, disse a brasileira de cabelos vermelhos, que reclama da falta de ajuda do governo francês, assim como do Brasil.

“A única ajuda que recebo é do ‘Restos du coeur'”, suspira, em uma referência a distribuição de alimentos que a associação francesa organiza toda quarta-feira em seu campus universitário.

As associações de ajuda alertam há meses sobre uma explosão do número de pedidos de ajuda de estudantes, sobretudo estrangeiros, muitos deles desempregados devido às medidas de confinamento.

Morgane Saby, diretora de uma unidade parisiense do Socorro Popular Francês, estima que os pedidos de ajuda por parte dos estudantes universitários “triplicaram três desde setembro”.

“A maioria vem da África Subsaariana e do Magreb, mas também temos alguns sul-americanos”, disse à AFP.

“A situação é particularmente difícil para os estudantes estrangeiros porque muitos ficaram sem trabalho e deixaram de receber ajuda de suas famílias, também sufocadas pela crise da covid”, pondera Laurence Marion, delegada-geral do campus universitário internacional de Paris.

Amna, una tunisiana de 29 anos, teve que deixar seu orgulho de lado e pedir ajuda pela primeira vez em sua vida para poder alimentar-se. “Não quero que me vejam como uma mendiga”, disse a jovem.

Com a suspensão de todas as obras de construção em março devido ao confinamento, esta estudante de Engenharia Civil perdeu um estágio em uma empresa que lhe garantia uma renda mensal e teve que aceitar um trabalho de caixa. “Foi o primeiro que me apareceu”, explica.

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Hoje é

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

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