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Florianópolis completa um mês sem mortes por coronavírus

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Segundo a Prefeitura, fatores como maior testagem, acompanhamento básico de saúde e transporte público paralisado ajudaram a conter os casos na cidade

Florianópolis: a cidade tem até agora sete mortes pela covid-19 e nenhum registro de vítimas desde 4 de maio (Leonardo Sousa/Prefeitura de Florianópolis/Divulgação)

A cidade de Florianópolis entra nesta quinta-feira, 4, em um período de um mês sem novos registros de mortes pela covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O último óbito registrado na capital catarinense aconteceu em 4 de maio. São 30 dias completos sem novos registros até as informações divulgadas nesta quarta-feira, 3.

Ao todo, foram registradas oficialmente sete mortes e 710 casos do novo coronavírus em Florianópolis. A capital de Santa Catarina também deixou de ser a cidade do estado com maior número de casos, e hoje está atrás de Concórdia (955) e Chapecó (944).

Com população na casa dos 500.000 habitantes, a capital catarinense conseguiu ter menos vítimas da covid-19 do que vizinhos como Porto Alegre (RS), que registra 37 mortes. No período em que Florianópolis ficou sem registrar óbitos, Porto Alegre teve 19 mortes. A outra vizinha, Curitiba (PR), tem 53 mortes até agora.

Uma das medidas adotadas por Florianópolis e elogiada por infectologistas foi a paralisação do transporte público. O transporte está parado desde 19 de março e só deve voltar em 17 de junho, com capacidade reduzida dentro dos veículos. O comércio na cidade já foi retomado parcialmente no começo de abril, mas o transporte não acompanhou a volta.

Segundo a Prefeitura, todos os casos suspeitos também vêm sendo testados, mesmo os assintomáticos, em uma campanha que incluiu mais de 30.000 testes em locais como aeroportos e pontos de drive-thru. Pessoas com resultado positivo e que não conseguem ficar em isolamento vêm recebendo auxílio para ficar em pousadas ou hotéis. Mais de 44.000 atendimentos à distância também foram feitos com um aplicativo lançado na pandemia, o “Alô, Saúde”.

No Twitter, o prefeito Gean Loureiro (DEM) disse que a taxa de mortalidade na cidade está em 0,8%, a menor entre as capitais. No Brasil, a média é de 5,6%, segundo o boletim de quarta-feira, 3, do Ministério da Saúde. O país tem mais de 584.000 casos e 32.548 mortes por covid-19.

O prefeito afirma ainda que o isolamento desde cedo da cidade ajudou a reduzir a disseminação da doença. Florianópolis entrou em quarentena em 13 de março, enquanto a maior parte das cidades brasileiras começou o isolamento só no fim daquele mês.

Ainda segundo os dados da Prefeitura, o índice de transmissibilidade (R) na cidade está entre 0,8 e 1,2, com média de 1 – isto é, uma pessoa infectada transmite para, em média, uma pessoa. A taxa abaixo de 1 indica que a doença está controlada. Loureiro disse ainda que é importante o uso de máscaras para evitar uma alta no contágio.

O índice de transmissibilidade chegou a ser de quatro pessoas em cidades como São Paulo, epicentro da pandemia no Brasil. Hoje, a taxa também está em 1,1 na capital paulista, segundo a Prefeitura da cidade.

A Secretaria de Saúde do município afirmou em entrevistas sobre a situação da cidade que, além do atendimento precoce aos pacientes, a redução do número de mortes decorre, sobretudo, de uma menor taxa de contágio e redução no número de novos casos.

“Florianópolis nao fez nada de extraordinário. Apenas estudou o que estava acontecendo no mundo, leu os artigos, pesquisou com profissionais de outros países. Não esperamos levar choque pra começar o isolamento”, escreveu Loureiro em seu perfil.

Os desafios de dados no Brasil

Apesar do registro baixo de casos e do maior número de testes feitos em Florianópolis, o Brasil todo pode estar vivendo um quadro de subnotificação dos registros da covid-19.

Números do Our World in Data com base em dados oficiais dos países mostram que o Brasil faz cerca de 0,49 teste por caso confirmado, sendo o país que menos testa no mundo dentre os lugares com dados disponíveis — uma série de países da África e alguns da América Latina não aparecem na amostra.

O Brasil faz menos testes por caso confirmado do que todos os vizinhos da América do Sul com números disponíveis, como Bolívia (1,95 teste por caso), Chile (3,7), Argentina (6,43) ou Paraguai (45,7).

A primeira das três fases de um estudo da Universidade Federal de Pelotas financiado pelo Ministério da Saúde, que vem tentando coletar amostras em centenas de municípios brasileiros, indica que o Brasil pode ter sete vezes mais casos de coronavírus do que os registrados (a segunda fase do estudo começa hoje).

Um estudo da Funcional Health Tech, que analisa dados de planos de saúde, mostra que o pico da pandemia no Brasil pode acontecer no começo de julho e o país pode chegar a 1,7 milhão de casos.

Mesmo com uma potencial subnotificação, o Brasil já é o segundo país com mais casos de coronavírus no mundo, atrás somente dos Estados Unidos, que registra 1,8 milhão de casos. Em número de mortes, é o quarto país, atrás de Itália, Reino Unido e Estados Unidos, que também é o país com mais vítimas confirmadas (mais de 107.000).

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Rio diz que vai priorizar vacinação de professores da rede municipal

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Professores e outros profissionais das escolas serão vacinados logo após os profissionais de saúde, idosos e pessoas com comorbidades, informou a Prefeitura

Profissional de saúde prepara vacina no Rio: vacinação de professores acontecerá após grupos prioritários, diz prefeitura (Pilar Olivares/Reuters)

A Prefeitura do Rio de Janeiro informou nesta quarta-feira, 27, que professores e outros profissionais nas escolas terão prioridade na vacinação contra a covid-19.

Segundo a nova fila, os profissionais da educação serão vacinados logo após os grupos estritamente prioritários, que são profissionais de saúde, idosos e pessoas com comorbidades. Neste momento, a Prefeitura do Rio está vacinando com prioridade os profissionais de saúde na linha de frente, mas disse esperar começar a vacinação dos idosos “logo nas próximas semanas”.

Professores que se encaixavam nos grupos prioritários — como profissionais idosos — já receberiam a vacina antes, diz a Prefeitura, mas o que muda é que mesmo os profissionais jovens poderão ser vacinados mais rapidamente com as novas regras.

O objetivo é vacinar “toda a comunidade escolar”, diz o secretário de Saúde Daniel Soranz, de modo a garantir um retorno mais seguro das aulas.

O pedido para que professores tenham prioridade na vacinação para permitir a rápida retomada das aulas vem se intensificando. Neste mês, um grupo de parlamentares, governadores e membros do terceiro setor lançou uma campanha para pedir vacinação prioritária aos profissionais de educação, mesmo os mais jovens, no âmbito do Plano Nacional de Imunização.

Nomes como a ONG Todos Pela Educação, a deputada professora Dorinha Seabra (DEM-TO) e a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, participaram de evento online sobre o tema no último dia 14.

A cidade do Rio de Janeiro especificamente tem mais de 630.000 alunos na rede municipal, que é contemplada pela medida anunciada pela Prefeitura hoje. O contingente é quase metade dos 1,3 milhão de alunos do município, segundo dados do Censo Escolar 2020, os últimos disponíveis. São 23.000 docentes na rede municipal (sem incluir os demais profissionais das escolas).

O estado do Rio de Janeiro vacinou quase 135.000 pessoas, segundo dados oficiais até esta quarta-feira, o segundo com mais vacinados no Brasil, atrás de São Paulo (mais de 212.000 pessoas). O Brasil beira os 1 milhão de vacinados, segundo números dos estados (o Ministério da Saúde ainda não tem um número atualizado), menos de 0,3% da população. A vacinação não deve ocorrer em larga escala sem que Fundação Oswaldo Cruz e Instituto Butantan recebam insumos da China para fabricar doses diretamente no Brasil.

Volta às aulas no Rio

Diante da falta de vacinas, os professores não devem chegar a ser vacinados antes da volta às aulas presenciais, a partir de 24 de fevereiro na rede municipal do Rio. Outros estados e municípios também têm programado a volta às aulas para as primeiras semanas de fevereiro, com presença facultativa.

A volta no Rio começa com alunos mais novos (da pré-escola, primeiro e segundo anos do ensino fundamental), segundo anúncio feito também nesta quarta-feira. Antes disso, atividades de orientação e à distância acontecem a partir de 8 de fevereiro.

As demais séries voltam em um período de duas a três semanas após o dia 24. A presença será opcional para os alunos, e casos suspeitos ou que tiveram contato com doentes serão monitorados e isolados das aulas, segundo a Prefeitura. O turno presencial também será só de três horas, para evitar o horário de pico dos transportes.

A lotação nas turmas será limitada de acordo com o nível de contágio em cada região semanalmente (entre no máximo 30% e 75% de lotação, a depender da situação das regiões) e o governo do município afirma que unidades podem vir a ser fechadas especificamente a depender da situação.

“Os filhos dos pobres estão abandonados, largados, sem alternativa. Não dá para a gente como sociedade achar isso normal” afirmou o prefeito Eduardo Paes.

“Nenhum país considerou escola com risco tão alto”

Infectologista da UFRJ e integrante do comitê de especialistas da Prefeitura, Alberto Chebabo elogiou a reabertura das escolas, e lembrou que as unidades podem vir a ser fechadas temporariamente, mas defendeu a prioridade para a educação:

“O Brasil é o país do mundo que está há mais tempo afastado da educação adequada para a sua juventude. Não existe nenhum país do mundo que considerou as escolas com risco tão alto”, afirmou ele.  “Educação não é só educação formal. O fechamento das escolas tem um impacto na educação cognitiva das crianças. As crianças precisam da socialização.”

Médica pediatra e representante do Unicef no Brasil, Luciana Phebo também aprovou as medidas do plano de retomada. “As crianças são as principais vítimas ocultas da pandemia”, disse. “Já se sabe que a escola não é um espaço que dissemina o vírus quando implementa protocolos seguros, criteriosos, como esses adotados pela prefeitura.”

(Com Agência O Globo)

 

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Sem retorno do governo, Butantan pode vender lote extra de vacina a outros países

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Instituto Butantan cobra do Ministério da Saúde resposta sobre compra de lote adicional de 54 milhões de doses da Coronavac

Vacina desenvolvida entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac (Amanda Perobelli/Reuters)

O Instituto Butantan aguarda do Ministério da Saúde uma resposta sobre a compra de um lote adicional de 54 milhões de doses da Coronavac. De acordo com o diretor do instituto, Dimas Covas, um ofício foi encaminhado na semana passada questionando a pasta e, até o momento, não teve retorno.

O contrato entre o instituto e o governo federal (veja aqui o contrato) prevê a entrega de 46 milhões de doses da vacina contra a covid-19 até abril e a possibilidade de adquirir este volume extra de 54 milhões. No texto do documento, a resposta sobre o lote adicional pode ser obtida em até 30 dias após a entrega da última vacina, prevista para o dia 30 de abril.

“Nós temos disponibilidade. Todos os países que o Butantan tem acordo aqui da América Latina estão nos cobrando um cronograma. Se houver a confirmação do Ministério da Saúde, teremos um planejamento para produzir mais 40 milhões aos países vizinhos. Se não tiver, vamos dirigir essas 54 milhões de doses aos países vizinhos”, disse Dimas Covas em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 27.

Ele ainda afirmou que o primeiro país que o Butantan deve assinar um contrato de venda de vacinas contra a covid-19 é a Argentina, já na próxima semana.

Segundo Dimas Covas, a importação da matéria-prima para a produção do imunizante é uma questão resolvida e que o Butantan vai cumprir o cronograma assumido com o Ministério da Saúde.

No dia 3 de fevereiro mais insumos para fabricar cerca de 8,6 milhões de doses da vacina contra a covid-19 devem chegam ao Brasil. O acordo foi firmado na terça-feira, 26, em uma reunião entre o instituto, o governo de São Paulo e o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming.

Desde a semana passada o Butantan aguarda o envio de mais insumos para continuar a fabricação de imunizantes no país. A carga está parada na China desde o começo de janeiro, por questões alfandegárias, segundo o governo chinês.

Neste carregamento estão 5.400 litros de insumo que dão origem a 8,6 milhões de doses. A previsão é de que essas vacinas fiquem prontas em aproximadamente 20 dias.

 

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SP vai pedir que Ministério da Saúde amplie intervalo da 2ª dose da Coronavac

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De acordo com o Butantan, fabricante da vacina, nos estudos clínicos a aplicação em até 40 dias teve o mesmo efeito que no intervalo de até 28 dias

Vacina contra a covid-19 (Governo do Estado de SP/Divulgação)

O governo de São Paulo e o Instituto Butantan vão encaminhar, nesta quarta-feira, 27, uma consulta ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, para que seja ampliado o intervalo máximo de aplicação entre a primeira e a segunda dose da Coronavac para até 40 dias.

A recomendação da bula do imunizante e do próprio PNI é de que essa vacinação ocorra em intervalo entre 14 e 28 dias. Apesar disso, o diretor do Butantan, fabricante da vacina contra a covid-19, Dimas Covas, disse que dentro dos estudos clínicos houve a aplicação em um intervalo de até 40 dias e que não se mostrou prejuízo à imunidade dos voluntários.

“O prazo pode ser estendido por até 15 dias, sem prejuízo algum. Alguns casos no estudo mostraram que não teve problema na imunização. Não tem justificativa ética para guardar a vacina. E acho que temos todas as condições de atendermos”, disse Dimas Covas em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 27.

A equipe do Centro de Contingência contra a Covid-19 do Estado de São Paulo é favorável a aumentar o intervalo de aplicação da segunda dose da Coronavac. O objetivo é que não seja necessário guardar estoque e, assim, aplicar em mais pessoas.

“Somos favoráveis, com respaldo técnico, para ampliar a aplicação da segunda dose. Para isso é preciso ter uma manifestação formal do Plano Nacional de Imunizações (PNI). O total de doses disponíveis ainda não é suficiente para esgotar todo o grupo de profissionais de saúde”, disse o coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

O Brasil precisa de quase 30 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para imunizar apenas o primeiro grupo prioritário. Até a terça-feira, 26, o governo federal distribuiu cerca de 9 milhões de doses aos estados — 2 milhões da Fiocruz/AstraZeneca e 6,9 milhões do Butantan/Sinovac. O Instituto Butantan ainda precisa entregar mais 3,2 milhões de doses que devem ficar prontas nos próximos dias.

 

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Fies 2021 abre inscrições nesta terça-feira e oferece 93 mil vagas

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Quem não for pré-selecionado vai automaticamente para a lista de espera. A convocação por meio dessa lista ocorrerá de 3 de fevereiro a 18 de março de 2021

Fies: resultado será divulgado no dia 2 de fevereiro (Rafael Henrique/SOPA Images/Getty Images)

Começam hoje (26) e vão até o dia 29 de janeiro as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2021. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), este ano o Fies vai oferecer 93 mil vagas.

As inscrições podem ser feitas no portal do Fies. O resultado da seleção será divulgado no dia 2 de fevereiro.

Em caso de pré-seleção para uma vaga na chamada única do Fies, o candidato terá o período de 3 a 5 de fevereiro de 2021 para complementar sua inscrição.

Quem não for pré-selecionado vai automaticamente para a lista de espera. A convocação por meio da lista de espera ocorrerá de 3 de fevereiro até 18 de março de 2021.

Pelo regulamento do programa, os candidatos pré-selecionados na lista de espera deverão complementar a inscrição no prazo de três dias úteis, contados do dia subsequente ao da divulgação de sua pré-seleção no FiesSeleção.

Criado em 1999, o Fies tem como meta facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Pode se inscrever no processo seletivo do Fies o candidato que participou do Enem, a partir da edição de 2010, e tenha obtido média aritmética nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota superior a 0 na redação.

Também é necessário ter renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos.

O programa é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies tem regras específicas e funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

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Doria diz que governo federal não participou de liberação de insumos para Coronavac

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Governador terá uma reunião virtual nesta terça-feira com o embaixador chinês, Yang Wanming, e prometeu apresentar à imprensa os detalhes logísticos do recebimento dos insumos

CoronaVac: de acordo com a gestão Doria, “não é verdade” que a importação de insumos da China tenha sido uma realização do governo federal (Amanda Perobelli/Reuters).

Em mais um capítulo da disputa entre o governador João Doria e o presidente Jair Bolsonaro pelo protagonismo nas ações de vacinação contra a covid, o governo paulista divulgou nota na noite desta segunda-feira, 25, negando que o governo federal tenha tido participação na liberação dos insumos para a produção de 5 milhões de doses da Coronavac, conforme anunciado mais cedo por Bolsonaro no Twitter.

Em mais um capítulo da disputa entre o governador João Doria e o presidente Jair Bolsonaro pelo protagonismo nas ações de vacinação contra a covid, o governo paulista divulgou nota na noite desta segunda-feira, 25, negando que o governo federal tenha tido participação na liberação dos insumos para a produção de 5 milhões de doses da Coronavac, conforme anunciado mais cedo por Bolsonaro no Twitter.

Nas redes sociais, o presidente afirmou que a exportação da matéria-prima foi autorizada pelo governo chinês e destacou que os insumos devem chegar ao Brasil nos próximos dias. No anúncio, ele agradeceu a “sensibilidade” do governo chinês e o “empenho” dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Eduardo Pazuello (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura). Em um vídeo divulgado pelo Ministério da Saúde minutos depois, Pazuello disse que o problema foi solucionado “graças à ação diplomática do governo federal com o governo chinês por intermédio da Embaixada chinesa no Brasil”.

De acordo com a gestão Doria, porém, “não é verdade” que a importação de insumos da China tenha sido uma realização do governo federal. “Todo o processo de negociação com o governo chinês para a liberação de 5.400 litros de insumo para a vacina do Butantan foi realizado pelo Instituto e pelo governo de São Paulo, que vem negociando com os chineses a importação de vacinas e insumos desde maio do ano passado”, diz a nota.

Ainda de acordo com o governo paulista, a negociação é contínua e nunca foi interrompida, “mesmo quando o governo federal, através do presidente da República, anunciou publicamente, em mais de uma ocasião, que não iria adquirir a vacina por causa de sua origem chinesa”. A nota refere-se ao episódio em que Bolsonaro desautorizou Pazuello em outubro, quando o ministro havia assinado um protocolo de intenções com o Butantan para a compra de doses da Coronavac. O presidente ordenou que o acordo fosse suspenso.

A gestão Doria destacou ainda que, no período em que o presidente se negava a admitir a compra dos imunizantes, quatro lotes de vacinas e insumos foram recebidas pelo governo de SP “sem nenhuma participação do governo Bolsonaro”.

Na nota, o governo paulista confirmou que houve autorização do governo chinês para o envio dos insumos e esclareceu que eles estão nas instalações da Sinovac em Pequim.

Em sua página no Twitter, Doria afirmou ainda que os frequentes ataques de membros do governo federal à China dificultaram o processo. “Se não fosse o esforço de São Paulo e a excelente relação de respeito que mantemos com a China, o principal parceiro comercial do Brasil, não teríamos iniciado ainda a vacinação dos brasileiros”, declarou.

O governador subiu o tom e acusou a gestão Bolsonaro de oportunismo. “Sem parasitismo dos negacionistas e oportunistas. Até aqui só atrapalharam nosso trabalho em prol da ciência e da vida. São engenheiros de obra pronta. Vergonha!”.

Doria terá uma reunião virtual nesta terça-feira, 26, às 10h30, com o embaixador chinês, Yang Wanming, e prometeu apresentar à imprensa os detalhes logísticos do recebimento dos insumos após o encontro.

Até agora, o Butantan já liberou 6,9 milhões de doses da Coronavac para distribuição aos Estados e promete entregar, nos próximos dias, mais 3,2 milhões de unidades do imunizante, o que totalizaria 10,1 milhões de doses, suficiente para a vacinação de 5 milhões de pessoas. A promessa do Butantan é entregar 46 milhões de doses até abril.

Após a reação de Doria, o ministro das Comunicações de Bolsonaro Fábio Faria, publicou no Twitter uma carta do Embaixador da China no Brasil, Yang Wanming enviada a Pazuello nesta segunda comunicando a autorização do envio dos insumos para a Coronavac.

“Venho pelo presente cumprimentá-lo cordialmente e em continuidade da nossa conversa do dia 21 do mês corrente, aproveito para informar que a exportação ao Brasil do novo lote de 5.400 litros dos insumos da Coronavac acabou de ser autorizada pelos órgãos competentes da China”, diz o comunicado do embaixador.

Em seguida, Faria escreveu, sem citar nomes, que “tem gente que quer holofote a todo custo”. “É caso de psicanálise! Hoje será que veremos lágrimas de crocodilo de novo? A conferir…”

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Brasil proíbe voos da África do Sul e impõe restrições a outros estrangeiros

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De acordo com a portaria, os viajantes que descumprirem as normas estão sujeitos a responsabilização civil, administrativa e penal, repatriação ou deportação imediata e inabilitação de pedido de refúgio

Covid: apesar de proibida para viajantes do Reino Unido, Irlanda do Norte e África do Sul, a entrada no Brasil por transporte aéreo segue liberada para outros países (Carol Coelho/Getty Images)

Uma portaria publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 26, proíbe voos provenientes da África do Sul para o Brasil e restringe, por tempo indeterminado, a entrada de estrangeiros de qualquer nacionalidade por meio de transportes ferroviários e aquaviários. O texto cita a preocupação com as novas variantes do coronavírus detectadas no Reino Unido e na África do Sul, que já estão em circulação no Brasil. Os voos do Reino Unido e da Irlanda do Norte já estavam proibidos desde o Natal.

A medida, assinada pelos ministros Walter Braga Netto, da Casa Civil, André Luiz Mendonça, da Justiça e Segurança Pública, e Eduardo Pazuello, da Saúde, usa como justificativa para as restrições uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para “restrição excepcional e temporária de entrada no País”.

As restrições não se aplicam a brasileiros, imigrantes que residem no País, profissionais estrangeiros “em missão a serviço de organismo internacional” e portadores de autorizações especiais. Viajantes do Paraguai também têm permissão para entrar no Brasil por vias terrestres.

De acordo com a portaria, os viajantes que descumprirem as normas estão sujeitos a responsabilização civil, administrativa e penal, repatriação ou deportação imediata e inabilitação de pedido de refúgio.

Transporte aéreo

Apesar de proibida para viajantes do Reino Unido, Irlanda do Norte e África do Sul, a entrada no Brasil por transporte aéreo segue liberada para outros países.

Mesmo em vigência desde o fim do ano passado, a portaria estabelece mais uma vez que o viajante – brasileiro ou estrangeiro – apresente à companhia aérea um documento que comprove a realização de teste laboratorial RT-PCR, com resultado negativo ou não reagente, feito nas 72 horas anteriores ao voo.

O exame precisa ser feito em laboratório reconhecido pela autoridade de saúde do país do embarque e deve ser apresentado em português, espanhol ou inglês.

 

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

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