25.5 C
Brasília
domingo, 31/05/2026

Fim da escala 6×1 aproxima Motta de Lula e pressiona Alcolumbre no Senado

Brasília
chuva fraca
25.5 ° C
25.5 °
25 °
47 %
3.6kmh
0 %
dom
25 °
seg
27 °
ter
27 °
qua
26 °
qui
25 °

Em Brasília

O debate sobre a proposta que acaba com a escala 6×1 mostra uma mudança importante no Congresso. A aprovação pela Câmara reforçou a posição do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e sua parceria com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) interrompe a proposta e mantém o andamento do projeto da oposição.

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, é prioridade para a Câmara e o Planalto. O projeto percorreu rapidamente a Comissão de Constituição e Justiça em cerca de 80 dias.

Hugo Motta estabeleceu um cronograma rápido, dando ao relator e aliado Leo Prates um mês para discutir na comissão especial antes da votação no plenário. Este ritmo foi apoiado por Lula e líderes da base, apesar de críticas de setores produtivos e resistência da oposição.

A votação na Câmara foi ampla, com 472 votos a favor e 22 contra no primeiro turno, e 461 a 19 no segundo. Motta afirmou que avanços sociais enfrentam resistências, comparando a mudança ao fim da escravidão e à criação da carteira de trabalho.

Esse avanço aproxima Motta do Planalto e melhora sua imagem após um primeiro ano difícil no comando da Câmara, em que votou medidas impopulares. A PEC reserva a jornada semanal de 40 horas e dois dias de descanso, com transição gradual, sem redução salarial, e permite acordos coletivos específicos.

Por outro lado, Davi Alcolumbre e o Senado têm atuado para reverter decisões da Câmara, dando vitórias ao governo Lula, como no caso da PEC da Blindagem, que foi arquivada por inconstitucionalidade.

Líderes aliadas de Motta dizem que a vitória com a PEC consolida sua posição para a reeleição e coloca Alcolumbre como antagonista de Lula, aproximando-o da oposição.

Alcolumbre, rompido com Lula, tem tomado ações alinhadas à oposição, incluindo pautar veto e criar comissões parlamentares de inquérito. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, ressalta as diferentes escolhas políticas: Motta com Lula e Alcolumbre com postura independente.

A proposta da oposição no Senado altera a Constituição para permitir a escolha entre regime tradicional e jornada flexível. Essa ideia foi rejeitada na Câmara.

A tramitação no Senado tem sido lenta, com pedidos de mais debate por sindicatos patronais, preocupados com o impacto da mudança.

Paulo Skaff, presidente da Fiesp, criticou a rapidez na Câmara e a falta de diálogo com setores afetados.

A PEC da 6×1 é prioridade para o governo Lula, mas Alcolumbre tem evitado posicionamento público e resistido à pressão para acelerar a votação.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado, presidida pelo senador governista Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que a tramitação será regular, pois outras matérias estão em pauta antes.

Veja Também