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Brasil

Entenda o processo da PEC 6×1 no Senado após aprovação na Câmara

Plenário do Senado

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala 6×1 — seis dias trabalhados para um dia de descanso — foi aprovada na Câmara dos Deputados com ampla maioria. No primeiro turno, teve 472 votos favoráveis e 22 contrários, e no segundo, 461 votos a favor e 19 contra.

Agora, o texto segue para o Senado, onde será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve facilitar a tramitação da proposta.

Após o despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Otto Alencar designará um relator para dar continuidade ao processo. Caso seja aprovado na CCJ, a PEC poderá passar por uma comissão permanente ou especial destinada a analisar propostas constitucionais.

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Para ser aprovada no Senado, é necessário o apoio de três quintos dos senadores — o correspondente a 49 votos — em duas votações. Se aprovada em todas as etapas do Congresso, a PEC será promulgada pelo Congresso Nacional, integrando a Constituição, sem precisar da sanção presidencial.

Perspectivas e tramitação da PEC no Senado

  • A Câmara aprovou a PEC que elimina a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com grande maioria;
  • No Senado, a proposta deve passar pela CCJ e ser aprovada em dois turnos, necessitando pelo menos 49 votos em cada;
  • Otto Alencar busca unir a PEC aprovada na Câmara com uma proposta paralela já apresentada na Casa;
  • A PEC paralela, liderada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), propõe uma jornada flexível, proporcional às horas de trabalho.

Otto Alencar planeja uma reunião presencial com Davi Alcolumbre para discutir critérios para a análise da proposta. Ele defende juntar a PEC da Câmara com a alternativa registrada no Senado.

A proposta alternativa, a PEC 12/2026, conta com o apoio de 36 senadores, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A proposta permite que trabalhadores escolham sua jornada, buscando modelo presente em países desenvolvidos que priorizam produtividade e remuneração justa.

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