LAURA INTRIERI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
A maioria dos brasileiros acredita que a opinião de familiares, amigos, jornalistas, pessoas seguidas nas redes sociais e líderes religiosos não afeta a escolha do candidato a presidente neste ano, segundo pesquisa do Datafolha.
Em todas as categorias consultadas, a resposta mais comum foi que essas opiniões não exercem influência. Esse índice varia de 58% para jornalistas e imprensa até 67% para líderes religiosos.
Dentre os entrevistados que têm relacionamento estável, 60% dizem que a opinião do parceiro não influencia no voto. Já os que têm filhos com 16 anos ou mais, 61% afirmam que a opinião dos filhos não altera seu voto.
Amigos próximos e pessoas seguidas nas redes sociais tiveram 62% de respostas indicando nenhuma influência.
Para 7% dos entrevistados, não há líderes religiosos ou eles não frequentam igreja.
Somando as respostas “muita influência” e “um pouco”, jornalistas e imprensa têm 38%, a mesma porcentagem dos parceiros em relacionamentos estáveis.
Filhos e amigos estão com 36% de influência significativa, seguidos por pessoas das redes sociais com 32%. A pesquisa não indica um único grupo como o mais influente, considerando margens de erro.
Líderes religiosos são os menos influentes, com 23% declarando que suas opiniões impactam a decisão de voto.
Quando considerada apenas a influência “muita”, os percentuais são: 21% para filhos, 20% para companheiros, 17% para jornalistas e imprensa, 16% para amigos, 15% para pessoas nas redes sociais e 13% para líderes religiosos. As diferenças estão dentro da margem de erro.
Amigos influenciam mais os homens (40%) que as mulheres (31%). Para pessoas seguidas nas redes sociais, os percentuais são 36% para homens e 29% para mulheres, com margem de erro de três pontos.
O impacto dos líderes religiosos varia conforme escolaridade: 30% dos com ensino fundamental afirmam influência, contra 15% dos com ensino superior, com margens de erro entre três e quatro pontos.
Também há variações regionais: no Nordeste, 29% atribuem influência aos líderes religiosos, contra 20% no Sudeste e 14% no Sul, com margens entre quatro e seis pontos.
A diferença de influência entre católicos e evangélicos está dentro da margem de erro, com 28% para evangélicos e 24% para católicos.
Entre eleitores que votaram em Lula (PT) no segundo turno de 2022, 41% acreditam que jornalistas e imprensa terão alguma influência. Já entre os que votaram em Jair Bolsonaro (PL), são 33%. A diferença ultrapassa as margens de erro dos dois grupos.
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios entre 22 e 23 de julho de 2026. A margem de erro total é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança.
Essa margem é de três pontos entre pessoas com relacionamento estável e entre as que têm filhos de 16 anos ou mais.
Na mesma pesquisa, Lula aparece com 48% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro (PL) em simulação de segundo turno, cenário similar ao de junho. A avaliação do governo se manteve com 38% considerando ruim ou péssima, 32% boa ou ótima e 28% regular.
Entre os que votaram em Lula ou Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 92% não se arrependem da escolha, enquanto 8% disseram se arrepender, percentuais estáveis desde março.
Entre eleitores de Lula, 90% não se arrependem e 9% sim. No grupo de Bolsonaro, 94% não se arrependem e 6% sim.
