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segunda-feira, 27/07/2026

Pesquisa mostra que pessoas próximas e mídias sociais não influenciam voto

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LAURA INTRIERI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A maioria dos brasileiros acredita que a opinião de familiares, amigos, jornalistas, pessoas seguidas nas redes sociais e líderes religiosos não afeta a escolha do candidato a presidente neste ano, segundo pesquisa do Datafolha.

Em todas as categorias consultadas, a resposta mais comum foi que essas opiniões não exercem influência. Esse índice varia de 58% para jornalistas e imprensa até 67% para líderes religiosos.

Dentre os entrevistados que têm relacionamento estável, 60% dizem que a opinião do parceiro não influencia no voto. Já os que têm filhos com 16 anos ou mais, 61% afirmam que a opinião dos filhos não altera seu voto.

Amigos próximos e pessoas seguidas nas redes sociais tiveram 62% de respostas indicando nenhuma influência.

Para 7% dos entrevistados, não há líderes religiosos ou eles não frequentam igreja.

Somando as respostas “muita influência” e “um pouco”, jornalistas e imprensa têm 38%, a mesma porcentagem dos parceiros em relacionamentos estáveis.

Filhos e amigos estão com 36% de influência significativa, seguidos por pessoas das redes sociais com 32%. A pesquisa não indica um único grupo como o mais influente, considerando margens de erro.

Líderes religiosos são os menos influentes, com 23% declarando que suas opiniões impactam a decisão de voto.

Quando considerada apenas a influência “muita”, os percentuais são: 21% para filhos, 20% para companheiros, 17% para jornalistas e imprensa, 16% para amigos, 15% para pessoas nas redes sociais e 13% para líderes religiosos. As diferenças estão dentro da margem de erro.

Amigos influenciam mais os homens (40%) que as mulheres (31%). Para pessoas seguidas nas redes sociais, os percentuais são 36% para homens e 29% para mulheres, com margem de erro de três pontos.

O impacto dos líderes religiosos varia conforme escolaridade: 30% dos com ensino fundamental afirmam influência, contra 15% dos com ensino superior, com margens de erro entre três e quatro pontos.

Também há variações regionais: no Nordeste, 29% atribuem influência aos líderes religiosos, contra 20% no Sudeste e 14% no Sul, com margens entre quatro e seis pontos.

A diferença de influência entre católicos e evangélicos está dentro da margem de erro, com 28% para evangélicos e 24% para católicos.

Entre eleitores que votaram em Lula (PT) no segundo turno de 2022, 41% acreditam que jornalistas e imprensa terão alguma influência. Já entre os que votaram em Jair Bolsonaro (PL), são 33%. A diferença ultrapassa as margens de erro dos dois grupos.

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios entre 22 e 23 de julho de 2026. A margem de erro total é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança.

Essa margem é de três pontos entre pessoas com relacionamento estável e entre as que têm filhos de 16 anos ou mais.

Na mesma pesquisa, Lula aparece com 48% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro (PL) em simulação de segundo turno, cenário similar ao de junho. A avaliação do governo se manteve com 38% considerando ruim ou péssima, 32% boa ou ótima e 28% regular.

Entre os que votaram em Lula ou Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 92% não se arrependem da escolha, enquanto 8% disseram se arrepender, percentuais estáveis desde março.

Entre eleitores de Lula, 90% não se arrependem e 9% sim. No grupo de Bolsonaro, 94% não se arrependem e 6% sim.

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