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FBI poderia desbloquear iPhones de terrorista sem ajuda da Apple

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Will Strafach, um hacker de aparelhos Apple e dono da empresa Guardian Farewell, diz que desbloquear iPhones 5 e 7 não é uma tarefa impossível

FBI: Will Strafach diz que não é impossível desbloquear iPhones 5 e 7, utilizados por autor de ataque terrorista na Flórida (Zhang Peng/LightRocket/Getty Images)

O FBI pressiona a Apple para ajudar a agência a desbloquear os iPhones de um terrorista, mas o governo pode conseguir esse acesso sem a gigante de tecnologia, de acordo com especialistas em segurança cibernética e forense digital. Os investigadores podem explorar uma série de vulnerabilidades de segurança – disponíveis diretamente ou por meio de provedores como Cellebrite e Grayshift – para desbloquear os celulares, disseram os especialistas em segurança.

Mohammed Saeed Alshamrani, autor de um ataque terrorista em 6 de dezembro em uma base naval na Flórida, tinha um iPhone 5 e um iPhone 7, modelos que foram lançados pela primeira vez em 2012 e 2016, respectivamente. Alshamrani foi morto e os aparelhos ficaram bloqueados, e o FBI teve que buscar maneiras de acessar os celulares.

“Um 5 e um 7? É absolutamente possível desbloqueá-los”, disse Will Strafach, um conhecido hacker de iPhone que agora comanda a empresa de segurança Guardian Firewall. “Eu não chamaria de brincadeira de criança, mas não é super difícil.” A avaliação não é compartilhada pelo governo dos EUA. Na segunda-feira, o procurador-geral dos EUA, William Barr, criticou a Apple, dizendo que a empresa não fez o suficiente para ajudar o FBI a desbloquear os iPhones.

“Estamos ajudando a Apple o tempo todo no comércio e em muitos outros problemas, e eles se recusam a desbloquear telefones usados por assassinos, traficantes de drogas e outros elementos criminosos violentos”, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, em um tuíte na terça-feira. Os comentários aumentam a pressão sobre a Apple para criar maneiras especiais para as autoridades acessarem os iPhones. A Apple não quis criar essas portas, dizendo que também poderiam ser usadas por criminosos.

De fato, Strafach e outros especialistas em segurança disseram que a Apple não precisaria criar uma porta para o FBI acessar os iPhones que pertenciam a Alshamrani. Neil Broom, que trabalha com agências de polícia para desbloquear aparelhos, disse que a versão do software do iPhone 5 e iPhone 7 pode dificultar o desbloqueio dos aparelhos. Mas ainda seria possível.

“Se os telefones em particular estiverem em uma versão específica do iOS, pode ser tão fácil quanto uma hora e ‘boom’, estão dentro. Mas eles podem estar em uma versão iOS que não tem vulnerabilidade”, disse.

Na terça-feira, um porta-voz do Departamento de Justiça dos EUA disse que não tinha nenhuma atualização sobre os esforços do governo para desbloquear os dispositivos. Na segunda-feira, a Apple disse que forneceu “todas as informações” relacionadas aos celulares por meio de serviços baseados na Internet, como o iCloud.

No ataque em San Bernardino, em 2016, o governo usou a tecnologia da Cellebrite para debloquear o iPhone e, se os especialistas em segurança estiverem certos, provavelmente também será o caso desta vez. Mas isso não deve solucionar o impasse entre o FBI e a Apple. Está cada vez mais difícil para empresas como a Cellebrite desbloquearem iPhones, pois os aparelhos ficaram mais sofisticados, disse Yotam Gutman, diretor de marketing da empresa de segurança cibernética SentinelOne.

Desbloquear um iPhone 11, o modelo de smartphone mais novo da Apple, seria muito mais difícil, se não impossível, disse Strafach, da Guardian Firewall.

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Google Maps faz 15 anos com novidade para quem não tem carro

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Serviço de localização adiciona novas cidades na função que traça rotas utilizando o transporte público

Google Maps: serviço do Google completou 15 anos nesta quinta-feira (Google Maps/Divulgação)

São Paulo – Como forma de comemorar os 15 anos do Google Maps, a empresa de Mountain View está ampliando o número de cidades brasileiras que passam a contar com informações de trajetos que podem ser feitos com transporte público. Antes disponível somente em algumas capitais, o recurso agora estará disponível em mais de 60 municípios.

Ao todo são 61 novas cidades que serão atendidas pela plataforma que agora passa a informar a previsão do horário de partida e chegada de ônibus municipais. Entre as regiões atendidas, destaque para Recife, Salvador, Maceió e Brasília.

Para utilizar a função basta abrir o aplicativo ou o site do Google Maps e selecionar a opção de transporte público ao buscar por uma rota. O serviço de GPS então vai indicar qual linha de ônibus é adequada e os horários previstos de partida e chegada. As informações levam em consideração o trânsito da região.

Confira abaixo as cidades passam a ser atendidas pelo serviço:

  • Águas de Lindóia
  • Além Paraíba
  • Aracaju
  • Barueri
  • Bebedouro
  • Belford Roxo
  • Brasília
  • Caieiras
  • Cajamar
  • Camaçari
  • Caruaru
  • Colatina
  • Cotia
  • Diadema
  • Franco da Rocha
  • Guararema
  • Guarulhos
  • Ilhabela
  • Itaperuna
  • Itapevi
  • Itapira
  • Itaquaquecetuba
  • Itatiba
  • Jacareí
  • Jaguariúna
  • Jandira
  • Jarinu
  • Juazeiro
  • Juiz de Fora
  • Jundiaí
  • Linhares
  • Macapá
  • Maceió
  • Mauá
  • Mogi das Cruzes
  • Mossoró
  • Natal
  • Niterói
  • Nova Iguaçu
  • Osasco
  • Parnamirim
  • Pelotas
  • Petrolina
  • Pinheiral
  • Recife e região metropolitana
  • Resende
  • Ribeirão Preto
  • Rio Grande
  • Salto
  • Salvador
  • Santa Rita
  • São Caetano do Sul
  • São Carlos
  • São Gonçalo do Amarante
  • São João da Barra
  • São Sebastião
  • Simões Filho
  • Sorocaba
  • Taubaté
  • Vitória da Conquista
  • Volta Redonda
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Anatel aprova proposta de edital para o leilão do 5G

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O texto passará agora por uma consulta pública de 45 dias antes da publicação oficial

5G: o governo pretende licitar três blocos de espectro para a introdução da tecnologia no Brasil (Sergio Perez/Reuters)

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quinta-feira a proposta de edital para o leilão do 5G. O texto ainda passará por consulta pública, durante 45 dias, antes da sua publicação oficial. A decisão atende ao governo, que quer fazer a licitação até o fim deste ano.

A proposta aprovada pela Anatel está em linha com portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, publicada nesta semana, com as diretrizes para o leilão. O governo pretende licitar três blocos de espectro para a introdução da tecnologia 5G no Brasil. Os valores envolvidos no leilão ainda não foram definidos.

Um acordo entre empresas de radiodifusão e de telecomunicações permitiu acréscimo de mais 100 megahertz (MHz) na faixa de 3,5 gigahertz (GHz) – considerada como porta de entrada dos serviços 5G no Brasil. Junto com os blocos que já estavam previstos para serem negociados, a inclusão dessa faixa – que será desocupada pelas TVs – no edital fará o Brasil ter um dos maiores leilões de espectro do mundo.

O edital prevê a oferta de três licenças nacionais e duas regionais em 3,5 GHz, a faixa mais importante. Uma dessas licenças regionais seria reservada exclusivamente aos pequenos provedores. Porém, se não aparecer interessado numa primeira rodada, o bloco volta a ser oferecido novamente sem a exclusividade para operadoras menores.

O texto prevê como compromissos dos blocos nacionais a instalação de fibra em municípios sem essa infraestrutura. Para os blocos regionais, o compromisso é o atendimento a municípios abaixo de 30 mil habitantes e de municípios ainda sem a tecnologia 4G.

Esse desenho pode fazer com que uma das quatro grandes operadoras nacionais (Vivo, TIM, Claro e Oi) receba uma licença menor que as demais. A aposta do setor, segundo fontes do mercado, é que esta posição que possivelmente será ocupada pela Oi, devido à condição financeira ainda delicada da tele.

O edital apresenta ainda uma divisão do país para definir os lotes regionais. O desenho será feito por meio de sete grandes áreas: as cinco regiões do país, excluindo o mercado paulista; o Estado de São Paulo; e um bloco com o Triângulo Mineiro e cidades do interior de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A ideia é combinar áreas consideradas mais e menos atrativas. Se não houver interessado no Norte, essa região seria agrupada com o estado de São Paulo.

A portaria do ministério traz uma solução para o destino das antenas parabólicas usadas na recepção da TV aberta, que interferem no sinal da quinta geração da internet móvel. O documento aposta na convivência entre o 5G e as antenas parabólicas.

As teles e os radiodifusores concordam com o uso de filtros nas antenas, para eliminar as interferências. Essa solução, assim como os custos dela decorrente, só será estabelecido no edital definitivo. Os valores, estimados em R$ 500 milhões, serão pagos pelas empresas vencedoras do leilão.

O edital ainda não define, porém, uma solução para a participação da chinesa Huawei na construção da infraestrutura das redes no Brasil. A participação da empresa chinesa no desenvolvimento da tecnologia no país é um assunto que ainda não está totalmente pacificado no governo. Não há, no entanto, predisposição do Brasil em vetar a Huawei, como pressionam os Estados Unidos.

O leilão é apenas o primeiro passo para a implementação do 5G no Brasil, que ainda dependerá da expansão da infraestrutura das operadoras de telefonia. Nesse leilão, as teles vão disputar o direito de operar as bandas de frequência nas cidades e começar a oferecer a tecnologia no Brasil. Não há data para a entrada em operação do 5G no país.

Mais que uma internet de altíssima velocidade para celulares, a quinta geração de redes móveis de telefonia representará um novo marco para indústria, para agricultura de precisão, na criação de tecnologias para cidades inteligentes, segurança pública e internet das coisas.

Após a consulta pública, o edital ainda será novamente analisado pela Anatel e, na sequência, passará pelo Tribunal de Contas da União (TCU) antes de ser publicado e o leilão ser marcado.

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Tecnologia

Celular com tela dobrável Motorola Razr chega ao Brasil por R$ 9 mil

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Conhecido como “Novo V3”, smartphone com sistema Android tem tela de 6,2 polegadas que se dobra ao meio

Motorola: novo Razr tem tela dobrável de 6,2 polegadas (Lucas Agrela/Site Exame)

O primeiro celular com tela dobrável da Motorola, chamado Razr, chega ao Brasil nesta semana com preço sugerido de 8.999 reais. O produto é uma nova edição do aparelho que vez sucesso no começo dos anos 2000, sob o nome Razr V3.

O Motorola Razr é o segundo smartphone com tela dobrável a chegar ao mercado nacional. O primeiro foi o Galaxy Fold, da Samsung, que tem preço sugerido de 13 mil reais e cujas vendas aconteceram apenas via internet e por um dia no mês passado. O Razr chega com maior abrangência ao mercado e poderá ser encontrado em lojas físicas e digitais, bem como em operadoras de telefonia móvel.

O Razr, também chamado de Novo V3, tinha previsão de lançamento para janeiro deste ano no mercado brasileiro. Após atraso, o produto chega efetivamente ao mercado em meados de fevereiro, quando as entregas de produtos comprados via internet tem previsão de chegada.

Vendido a 1,5 mil dólares nos Estados Unidos, o aparelho da Motorola tem tela de 6,2 polegadas que se dobra ao meio. A proposta é que o aparelho fique menor para caber confortavelmente no bolso de uma calça ou em uma bolsa. Quando dobrado, o produto tem uma tela secundária, de 2,7 polegadas, que mostra notificações e permite interagir normalmente com aplicativos. A ideia é um pouco diferente da apresentada pelo Galaxy Fold, que tem tela de 7,3 polegadas que se dobra ao meio para ficar com tamanho de um celular comum.

O novo Razr vem com processador Snapdragon 710, um chip intermediário-avançado da Qualcomm, um dos segredos da Motorola para deixar o produto com preço inferior ao da rival Samsung. Outro é a capacidade da bateria, que é de 2.510 mAh contra os 4.380 mAh do Fold.

Segundo a previsão da consultoria americana ABI Research, as vendas de smartphones com telas dobráveis, flexíveis ou enroláveis devem chegar a 228 milhões de unidades em 2028.

A aposta no Motorola Razr é uma volta da fabricante ao segmento de smartphones topo de linha. Nessa faixa de preço, a Motorola irá brigar com aparelhos como o iPhone 11 Pro e o Galaxy Fold. Os demais celulares avançados, como o LG G8S e o Galaxy Note 10 custam menos da metade do Razr atualmente. A combinação de nostalgia e inovação será o suficiente para ajudar a Motorola a avançar no segmento de smartphones no Brasil, onde ocupa o segundo lugar em vendas? O Razr pode atrair o consumidor por ter uma proposta exclusiva — ao menos por enquanto.

 

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