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Exterior ameno permite recuperação discreta do Ibovespa

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Com o Congresso Nacional entrando em recesso, o foco na política tende a diminuir, deixando o investidor um pouco mais voltado para questões externas.

(crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

O Ibovespa sobe na manhã desta sexta-feira, 16, e tenta retomar os 128 mil pontos, mas a alta moderada das bolsas em Nova York inibe ganho intenso do índice brasileiro. A agenda de indicadores e o noticiário escassos no Brasil dificultam movimentos abruptos nos mercados. O dólar cai para a faixa de R$ 5,106 e os juros futuros têm sinais mistos. Além disso, com o Congresso Nacional entrando em recesso, o foco na política tende a diminuir, deixando o investidor um pouco mais voltado para questões externas.
No entanto, o pregão na B3 pode ser de instabilidade, devido ao vencimento de opções sobre ações, o que pode impedir recuperação forte após baixa de 0,73%, aos 127.467,88 pontos, ontem. No entanto, na semana, pode ter reversão do recuo anterior.
A tradicional folga parlamentar no meio do ano, na opinião do estrategista Mauro Morelli, da Davos Investimentos, pode deixar o mercado local menos turbulento, mas não imune a oscilações. “O debate eleitoral de 2022 já começou, o ruído está presente e deve continuar até a decisão do pleito, no ano que vem”, estima.
A despeito do aumento acima do esperado das vendas do varejo nos EUA em junho, para 0,6%, ante previsão de recuo de 0,4%, as bolsas americanas têm valorização discreta. Se por um lado a retomada é bem-vinda, a inflação elevada segue preocupante, assim como o espalhamento da variante Delta de coronavírus continua gerando cautela nos mercados.
Na avaliação do economista-chefe da Necton, André Perfeito, o crescimento nas vendas varejistas nos EUA é uma boa notícia, mas alerta que sempre é preciso tomar cuidado. “Muitas vezes notícias boas apontam para uma possível elevação dos juros nos EUA e assim os mercados caem na esteira de juros maiores”, pondera em nota.
Por isso, o investidor externo e local fica no aguardo do índice de confiança do consumidor preliminar de julho dos EUA, além das palavras do presidente do Fed, Jerome Powell, e do o dirigente da distrital de NY, John Williams, que é membro votante do Fomc, em busca de novos sinais a economia e a inflação.
Na quinta-feira, Powell admitiu que a inflação nos EUA está bem acima da meta da entidade, em um nível “desconfortável”. No entanto, reafirmou que se de fato a pressão inflacionária for transitória, não haveria motivos para começar a retirada de estímulos monetários. Em contrapartida, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, defendeu que o BC dos EUA inicie o quanto antes o processo de “tapering”.
Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, observa que ontem foi um dia mais negativo nas bolsas americanas, com a divulgação dos dados da oferta, como a produção industrial dos EUA que mostrou ainda estar sendo impactada negativamente pela falta de materiais básicos para produção como os chips – que são muito importantes para produção de carros e outros produtos tecnológicos. “Além disso, outros insumos também estão em falta, restringindo a oferta. Hoje vale acompanhar os dados da demanda’, cita em nota.
Concomitantemente, as dúvidas a respeito da pandemia de covid-19, já que alguns países têm registrado novos casos, tendem a deixar o investidor receoso, incerto em relação a que rumo tomar. Neste sentido, Morelli acredita que o intervalo entre os 125 mil pontos e os 130 mil pontos do Ibovespa pode ser respeitado. “É difícil imaginar um período totalmente de calmaria”, diz, acrescentando ainda que dada a proximidade das eleições, o tempo para aprovação de grandes pautas tende a ficar comprometido.
Ainda que não se tenha novos debates agora, por causa do recesso no Congresso, o investidor da B3 pode ficar mais uma vez incomodado com a possibilidade de tributação progressiva para lucros e dividendos. Além disso, a decisão da oposição de recorrer ao STF contra a lei que permite privatizar a Eletrobras pode pesar nas ações da companhia.
Enquanto o petróleo testa alta no exterior e impulsiona as ações da Petrobras para altas de 0,70% (PN) e de 0,47% (ON), o minério de ferro fechou em queda de 0,30%, no porto chinês de Qingdao, a US$ 221,43 a tonelada. Com isso, Vale ON cedia 0,32% às 10h36. Já o Ibovespa subia 0,16%, aos 127.677,82 pontos, após máxima diária aos 128.010,15 pontos e da mínima aos 127.465,60 pontos.

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Cesta básica de alimentos custa mais no Norte e Nordeste

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Pesquisa foi feita pelo Dieese em 17 capitais

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

O custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em nove cidades brasileiras, de acordo com a pesquisa de novembro do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas foram registradas em cidades do Norte e do Nordeste, como Recife (8,13%), Salvador (3,76%), João Pessoa (3,62%), Natal (3,25%), Fortaleza (2,91%), Belém (2,27%) e Aracaju (1,96%). O estudo levou em consideração os preços em 17 capitais.

A elevação também foi percebida em Florianópolis (1,40%) e Goiânia (1,33%). As reduções mais importantes ocorreram em Brasília (-1,88%), Campo Grande (-1,26%) e no Rio de Janeiro (-1,22%).

Cestas mais caras
Segundo a pesquisa, a cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 710,53), seguida por São Paulo (R$ 692,27), Porto Alegre (R$ 685,32), Vitória (R$ 668,17) e Rio de Janeiro (R$ 665,60). Apesar da alta em novembro, as capitais do Norte e Nordeste obtiveram valores menores: Aracaju (R$ 473,26), Salvador (R$ 505,94) e João Pessoa (R$ 508,91).

Em relação a novembro de 2020, a cesta básica subiu em todas as capitais, com maiores percentuais anotados em Curitiba (16,75%), Florianópolis (15,16%), Natal (14,41%), Recife (13,34%) e Belém (13,18%). No acumulado de janeiro a novembro deste ano, todas as capitais também registraram alta.

O Dieese estima que o salário mínimo necessário para manter uma família no país deveria ser R$ 5.969,17, o que corresponde a 5,42 vezes o piso nacional vigente: R$ 1.100,00. Em outubro, o valor deveria ter sido de R$ 5.886,50. Agência Brasil

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CAE pode votar projeto que busca conter alta dos combustíveis nesta terça

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Proposta sugere mudança na política de preços da Petrobras, pela adoção de regra que leve em conta os custos internos de produção, as cotações médias do mercado internacional e os custos de importação

Logotipo da Petrobras no edifício sede da companhia, no Rio de Janeiro (Sergio Moraes/Reuters)

 

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve retomar nesta terça-feira, 7, a discussão do projeto de lei que muda a política de preços da Petrobras para venda de gasolina, diesel e gás de cozinha, com o objetivo de reduzir a volatilidade dos preços. Os senadores pediram vista coletiva da proposta na última terça-feira, 30.

O texto, relatado por Jean Paul Prates (PT-RN) na CAE, foi proposto por Rogério Carvalho (PT-SE) em abril, quando a gasolina acumulava alta de 54% no ano. Em outubro, a alta acumulada já era de 73,4% ao longo de 2021. A Petrobras reajustou gasolina e diesel 11 vezes entre janeiro e outubro.

Atualmente, a Petrobras adota a política de paridade de importação (PPI), pela qual os preços variam de acordo com a cotação internacional do petróleo e os custos de importadores. A proposta muda a lógica de preços, pela adoção de uma nova regra que leve em conta os custos internos de produção, as cotações médias do mercado internacional e os custos de importação, desde que aplicáveis.

O governo deverá regulamentar o uso de bandas de preços, ou seja, estabelecer limites para a variação dos preços de combustíveis, definindo a frequência de reajustes e mecanismos de compensação. O objetivo, ao limitar os repasses dentro de determinado período, é evitar variações abruptas.

Pela proposta inicial, as bandas seriam viabilizadas por um fundo de estabilização, que contaria com receitas da própria dinâmica de preços e de um novo imposto sobre exportação do petróleo bruto. O dinheiro dessa cobrança poderia ser usado para bancar subsídio temporário em caso de reajuste de preços superior ao autorizado pela banda.

No parecer, no entanto, Prates afirma que, “apesar do mérito incontestável, há vício de competência legislativa” no artigo que cria o fundo de estabilização. Por isso, ele diz que vai propor um ajuste de redação, mantendo o objetivo da proposta, de dispor de instrumentos para a estabilização de preços de derivados de petróleo.

“Trata-se de um fundo especial de natureza contábil e, sendo assim, não pode ser criado por PL de iniciativa parlamentar”, justificou Prates, no parecer apresentado na semana passada. Esse foi o entendimento da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O texto também deixa claro que não haverá vinculação dos recursos do imposto de exportação, mas apenas a possibilidade de uso do tributo para fins de estabilização de preço de derivados, “como uma fonte de recursos e abertura de espaço fiscal”. A vinculação dos valores, segundo o relator, afrontaria a Constituição, que impede a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa.

O Programa de Estabilização de preços de derivados de petróleo poderá contar com o sistema de bandas e utilizar como fonte de receita “um cardápio à disposição do gestor público”, diz o parecer. Entre elas, o imposto de exportação sobre o petróleo bruto. “A redação remete ao uso do tributo apenas como possível fonte para abertura de espaço fiscal, e não como vinculação de receita”, reforça.

O imposto sobre exportação será progressivo, variando entre 0% e 12,5%, com alíquota maior na medida em que cresçam as cotações do petróleo. A proposta é de 0% sobre o petróleo bruto com valor até 80 dólares por barril, de 7,5% para o produto acima de 80 dólares e abaixo ou igual a 100 dólares por barril, e, se o preço for maior que 100 dólares por barril, a alíquota será de 12,5%.

 

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Sob pressão dos bancos, governo aumenta juros no consignado para 2,14%

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A partir do próximo ano, esse teto, que era de 1,80%, voltará para o patamar de 2,14% ao mês

(Getty Images)

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou nesta segunda, 6, por unanimidade, o aumento do teto de juros para empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS – aquele com o desconto já na folha de pagamento. A medida era cobrada pelos bancos. A partir do próximo ano, esse teto, que era de 1,80%, voltará para o patamar de 2,14% ao mês, que vigorou até o início da pandemia. Nas operações realizadas com cartão de crédito, a taxa vai sair de 3% para 3,06% ao mês.

“Importante destacar que, aqui no conselho, nós definimos o teto de juros do consignado, não a taxa que será aplicada”, afirmou em nota o secretário de Previdência do Ministério do Trabalho e Previdência, Leonardo Rolim.

Segundo o ministério, essa alta na taxa foi motivada pelo aumento da taxa básica de juros, a Selic, e da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos últimos meses. De acordo com o órgão, os conselheiros reconheceram a necessidade de mudar a taxa para se adequar às oscilações do mercado financeiro. O CNPS deverá publicar uma resolução com a recomendação para o INSS alterar o teto das operações de crédito.

Também a partir de 2022 aposentado ou pensionista do INSS poderá comprometer até 35% de sua renda mensal com o consignado, sendo 30% para o empréstimo e 5% para o cartão de crédito consignado. Durante a pandemia, esse limite foi ampliado para 40%, no empréstimo, e 5% no cartão de crédito. Já o prazo máximo para quitar o empréstimo cairá dos atuais 84 meses (sete anos) para 72 meses (seis anos) também a partir de janeiro de 2022.

Bancos

Em nota, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirmou que a alta no limite dos juros vai permitir uma ampliação da oferta dos financiamentos, que têm custo mais baixo, já que são atrelados à folha de pagamento.

“Os bancos entendem ser importante evitar que o custo de captação e as despesas do crédito consignado inviabilizem a concessão de benefícios a uma parcela significativa destes aposentados e pensionistas, particularmente neste período de final e início de ano”, afirmou a entidade. “O retorno ao patamar de 2,14%, que valeu de março de 2017 a março de 2020, mitigará esse problema.”

Os bancos vinham pedindo uma revisão do teto anterior, válido desde o começo da pandemia, diante do ciclo de aperto da taxa básica de juros. Como os custos de captação das instituições são atrelados à Selic, houve uma pressão de custos, de acordo com os bancos, que desestimulou a oferta do consignado.

Segundo a Febraban, citando dados do Banco Central, as concessões de empréstimos consignados caíram nos últimos meses, recuando de R$ 9,37 bilhões, em abril, para R$ 7,18 bilhões em outubro.

 

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BC: saques em poupança superam depósitos em R$ 12,37 bilhões

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Em novembro de 2020, houve mais depósitos do que saques

© Marcello Casal JrAgência Brasil

As retiradas da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 12,377 bilhões, em novembro, informou hoje (6) o Banco Central (BC). Essa foi a maior retirada líquida para o mês, na série histórica iniciada em 1995.

No mês passado, os depósitos chegaram a R$ 281,713 bilhões e os saques a R$ 294,09 bilhões. Em novembro de 2020, houve mais depósitos do que saques, com saldo positivo de R$ 1,479 bilhão.

De janeiro a novembro, foi registada retirada líquida de R$ 43,157 bilhões. Em 2020, a poupança captou R$ 166,31 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica, por influência dos depósitos do auxílio emergencial e o aumento do interesse pelo investimento, em meio à crise gerada pela pandemia de covid-19.

Rendimentos

Em novembro, o investimento rendeu 0,44% em novembro, segundo o BC. O rendimento ficou abaixo da prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que chegou a 1,17%, no mês passado.

De acordo com a legislação atual, a remuneração dos depósitos de poupança é composta pela Taxa Referencial, que está em zero, mais 70% da taxa básica de juros, a Selic, mensalizada. Essa regra vale enquanto a taxa Selic for igual ou inferior a 8,5%. Atualmente, a taxa está em 7,75% ao ano.

Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança rende a TR mais 0,5% ao mês. De acordo com a expectativa do mercado financeiro, a Selic deve subir para 9,25% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, responsável por definir a taxa, nesta semana.

Por Agência Brasil

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Produção de veículos tem alta de 15,1% no país

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Em relação a novembro de 2020, houve queda de 13,5%

© Antonio Cruz/Agência Brasil

Balanço divulgado hoje (6), em São Paulo, revela que a produção de veículos no Brasil registrou alta de 15,1% em novembro (206 mil unidades), na comparação com outubro (179 mil unidades). Em relação a novembro de 2020, houve queda de 13,5%. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Foram 173 mil veículos licenciados no mês passado, um recuo de 23,1% sobre novembro de 2020. Segundo a Anfavea, foi o pior desempenho para novembro em 16 anos. Em relação a outubro, houve aumento de 6,5% nos licenciamentos.

A entidade destacou a inédita crise de oferta, provocada pela carência global de semicondutores. “Mesmo com uma ligeira melhora de 6,5% nas vendas na comparação com outubro, os resultados ficaram muito aquém para um mês historicamente aquecido”, informou a Anfavea.

As exportações tiveram resultado abaixo do esperado, com 28 mil unidades embarcadas em novembro, queda de 6% em relação ao mês anterior. Na comparação com novembro de 2020, houve queda de 36,3%.

Por Agência Brasil

 

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Ibovespa futuro abre semana em alta, na contramão do exterior

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Bolsas globais operam mistas após Bitcoin desabar no final de semana, contaminando as ações techs

Painel de cotações na B3 | Foto: Germano Lüders/EXAME

 

Ibovespa futuro abre esta segunda-feira, 6, em alta de 0,41%, aos 106.062 pontos, estendendo os fortes ganhos da última semana após a aprovação da PEC dos Precatórios no Senado.

O movimento vai na contramão das bolsas em NY, que operam mistas após o Bitcoin desabar no final de semana, perdendo quase ⅕ de seu valor no último sábado e elevando o sentimento de aversão a risco no mercado de ações.

A moeda foi afetada por um cenário volátil nas bolsas globais, em meio aos receios com a nova variante do coronavírus, a ômicron, e expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) acelere a política de corte de estímulos.

Por aqui, as atenções devem continuar com a PEC dos precatórios, que após aprovação no Senado volta para a Câmara antes de ser promulgada.

Os papéis da Petrobras também devem ficar no radar dos investidores após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que a estatal começa nesta semana a anunciar redução no preço do combustível.

A declaração, dada ao Poder360 neste domingo, dia 5, pode impactar as ações da companhia em um dia de alta para o petróleo, que sobe mais de 3% com notícias de que a Arábia Saudita, principal exportador global, aumentou os preços do insumo vendido para a Ásia e os Estados Unidos.

 

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