Em um comício na Andaluzia, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou que solicitará à União Europeia que termine o acordo de associação com Israel. O pedido será formalizado na reunião da UE marcada para terça-feira, 21 de abril.
Sánchez destacou que a proposta não é contra o povo de Israel, mas sim contra o governo que, segundo ele, viola o direito internacional e os valores da União Europeia. Ele afirmou fortemente: “Não à guerra”.
A Espanha, junto com a Irlanda e a Eslovênia, enviou uma carta à Comissão Europeia pedindo que o acordo, firmado nos anos 2000 e que exige respeito pelos direitos humanos, seja discutido na próxima reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE.
A União Europeia é o maior parceiro comercial de Israel, com trocas comerciais anuais que ultrapassam 45 bilhões de euros. Desde o início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro deste ano, a Espanha se posicionou contra qualquer tipo de apoio ao conflito, promovendo campanhas internacionais pela paz.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reagiu acusando a Espanha de realizar uma campanha diplomática hostil e proibiu a participação de espanhóis em um centro liderado pelos EUA destinado a ajudar a estabilizar a Faixa de Gaza após a guerra.
Além disso, a Espanha já tinha solicitado uma revisão do acordo entre a UE e Israel em 2024, após eventos recentes envolvendo o Oriente Médio, e reconheceu oficialmente o Estado da Palestina.
